segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Arroz de pato


Por Ana Araújo
[Técnica de turismo - Faro]

Esta história é mais uma das que pretendem provar aquilo que a maioria dos colegas dos Postos de Informação Turística afirma e que provavelmente muitos dos nossos turistas pensam: “que somos uma fonte de informação turística e que temos obrigação de saber de tudo um pouco”. Quem nos procura julga que podemos resolver todas as situações que nos são apresentadas.

Há muitos anos atrás no Posto de Turismo do Aeroporto de Faro, perto da hora do almoço, já eu pensava no que seria o meu belo repasto, surgiu uma senhora de nacionalidade inglesa que me pediu auxilio: “Está um pato na minha piscina e não sei o que fazer. Pode ajudar-me?”

A minha cara deve ter sido de extrema surpresa pois não esperava um pedido desta natureza e interroguei-me se teria percebido bem a questão da senhora: “Um pato?!”

A senhora confirmou ser mesmo um pato…e para que não restassem dúvidas desatou a imitar o animal: “quack… quac… quack…” o que gerou olhares curiosos dos outros utentes do Posto de Turismo e até mesmo fortes gargalhadas.

Com a proximidade da hora do almoço, o meu primeiro pensamento foi: “ai que belo arrozinho de pato!" Mas, como não ficaria de certo muito bem na minha folha de serviço e não fosse a senhora pertencer a uma qualquer associação de defesa dos animais, limitei-me a dizer: “enxote o pato”, ao que ela me responde que já o havia feito mas o mal fadado animal acabava sempre por regressar…

Então, a atitude mais profissional que consegui ter foi dar-lhe o contacto da Câmara Municipal local e tentar saber se havia um serviço que tratasse do assunto.

Ela lá agradeceu e disse que iria seguir a minha sugestão.

O facto é que nesse dia fiquei mesmo a salivar por um arrozinho de pato! Seria da fome?!


Posto de Turismo no Aeroporto de Faro

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