sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Mudam-se os tempos... mudam-se os costumes...


Por Leitor devidamente identificado

Existem chavões que se agarram aos nomes das terras, sem que a maioria das pessoas, ou mesmo os seus habitantes conheçam as razões que levaram ao seu aparecimento. Por exemplo quando nos lembramos da cidade de Olhão imediatamente se associa o chavão: “Em Olhão, porta sim, porta não…”.

Se perguntarmos a alguém o porquê deste chavão, logo nos aparece uma explicação atabalhoada, que tem a ver com um grande número de casas de prostituição. Ora isso não tem nada a ver com a situação actual, mas sim com certa época, em meados do século passado.

Essas “casas de meninas” como na altura se chamavam, surgem exactamente, quando Olhão vive no seu apogeu económico, com a instalação na então Vila, de dezenas de fábricas de conservas de peixe e de centenas de barcos de pesca.

Começa então uma deslocação maciça de trabalhadores de outras zonas do país para Olhão, à procura de trabalho e de melhores condições de vida. Esses homens quase sempre solteiros, precisavam de companhias femininas que os ajudassem a suportar as agruras da faina da pesca e assim surgem as famosas casas de meninas que deram origem ao chavão que todos conhecemos.

Contam-nos os mais antigos, que a mais famosa casa era a da Rosa Eulautéria, mulher de fartas carnes e abundantes seios, que rapidamente se tornou conhecida em Olhão e cidades vizinhas, de tal modo que o seu “negócio” prosperou a ponto de ter que mandar vir companheiras que a ajudassem no atendimento dos clientes.

Na Rua da Rosa Eulautéria o corrupio era tamanho e as filas tão longas que os vizinhos começaram a reclamar a ponto de se ter que instituir alguma ordem. Decidiu então a Rosa Eulautéria colocar à entrada da rua dois cães de porcelana com a seguinte codificação. Se os cães estivessem voltados um para o outro, os clientes poderiam avançar e chegar-se à porta. Se os animais estivessem colocados de costas voltadas, pois que esquecessem isso…


Olhão


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