sexta-feira, 29 de abril de 2011

Algarve, terra de praia, de sol e de muito mais... vinhos!

A Confraria do Bacchus de Albufeira promove a partir de amanhã, 30 de Abril e até segunda-feira 2 de Maio, a III Grande Mostra de Vinhos de Portugal. A mostra decorre no Espaço Multiusos de Albufeira e o confrade Bernardo Nascimento, que nos brinda hoje com um texto sobre os vinhos do Algarve, deixa-nos também o convite para uma visita ao evento. Não perca esta oportunidade de conhecer e provar os vinhos algarvios.


Quando há umas semanas atrás o meu caro amigo e confrade Valério da Confraria do Bacchus de Albufeira me contactou no sentido de averiguar se eu poderia escrever um artigo sobre os vinhos do Algarve, confesso que, mesmo sendo enófilo há mais de 10 anos e leitor compulsivo sobre o assunto, não fazia ideia de algumas das curiosidades extraordinárias que acabei por encontrar.

Vinhos do Algarve e... sua origem:
Tudo começou no remoto século III a.c. através dos tartessos (nome que os gregos deram ao povo que habitava o Ocidente). Fenícios, celtas, gregos e romanos terão (felizmente) continuado a produzir vinho. Mais tarde, apesar da ocupação moura (os muçulmanos, pela sua cultura não são consumidores de álcool), o vinho não desaparece. Por ser um elemento importante nos rituais cristãos o vinho é mantido e diria mesmo aprimorado ao longo de séculos, tornando-se uma referência importante no panorama dos vinhos nacionais e internacionais.

Vinhos do Algarve e... Vinhos de Bordéus:
António Augusto de Aguiar, professor de química, político e cientista que deu grandes contributos para o desenvolvimento e promoção dos vinhos portugueses fez, numa conferência em Berlim (1873), durante a exposição mundial, a seguinte afirmação acerca dos vinhos do Algarve:

“...e agradando à prova, porque não deixaram a boca arrepiada, como os vinhos da Bairrada, não embotam os dentes, possuem a delicadeza e a suavidade que raras vezes encontramos nos vinhos novos de Portugal, não pecam pela abundância de taninos, dão-nos os aromas do figo e da amêndoa, amora e morango que aparecem sem cultivo no campo, são beneficiados pela brisa marítima, são mais vimosos que os vinhos do Douro e Alentejo, têm a elegância que não se encontra nos Chateaux de Bordéus.”

Vinhos do Algarve e... Vinhos do Porto:
Apesar dos elogios do Professor António de Aguiar, na realidade, os séculos XVIII e XIX foram tempos difíceis para os vinhos algarvios, devendo-se tal facto principalmente à crescente importância que os vinhos do Porto ganharam internacionalmente. Curiosamente, foram os vinhos do Porto que mantiveram as vinhas do Algarve vivas, pois devido à grande crise associada à filoxera (no século XIX), um insecto que flagelou praticamente todas as vinhas do Douro e não só, os produtores de vinho do Porto tiveram que recorrer a outras regiões, nomeadamente ao Algarve para poderem manter níveis de produção aceitáveis.



Vinhos do Algarve e... o ponto de viragem:
Mas é no final do século XX que estes néctares quase se extinguem com o crescente urbanismo que obrigou à devastação de largos hectares de vinha por todo o Algarve.
Felizmente esta situação altera-se particularmente no início do século XXI, com o aparecimento de alguns corajosos e persistentes produtores nas várias regiões DOC (Denominação de Origem Controlada) do Algarve. Foram estes que souberam tirar deste clima mediterrânico típico (com cerca de 3000 horas de luz solar) e dos terrenos maioritariamente arenosos, excelentes vinhos, geralmente macios, com uma acidez moderada, típica de regiões mais quentes e normalmente de longevidade mais curta, pelo menos por enquanto...

Vinhos do Algarve e... a expectativa:
Actualmente, o Algarve tem cerca de uma centena de vinhos, distribuídos pelas suas quatro regiões DOC, nomeadamente Lagos, Portimão, Lagoa e Tavira, sendo os mesmos produzidos por quase duas dezenas de produtores... Como enófilo que tem acompanhado alguns bem de perto, tenho a certeza que irão proporcionar muitas e agradáveis surpresas nos próximos anos a todos os apreciadores de vinhos nacionais e estrangeiros...
Pessoalmente acredito que esta será uma das regiões com maior crescimento em termos de qualidade nos próximos anos. Mantenham-se atentos e na expectativa!




Vinhos do Algarve e... a Confraria do Bacchus de Albufeira:
Não sou por certo o único a ter uma opinião tão favorável dos vinhos do Algarve e só assim faz sentido que um grupo de pessoas/amigos se juntem regularmente no Algarve (mais propriamente em Albufeira) com uma paixão em comum e muito respeito pelo néctar dos Deuses. Surge assim, a 12 de Abril de 2007, a Confraria do Bacchus de Albufeira.
Confrades e confreiras, entre outros objectivos, promovem o património báquico de Portugal e em particular do Algarve. Pretendem ser um grupo de degustação de vinhos de referência nacional cultivando o consumo moderado do vinho e mantendo, acima de tudo, os valores essenciais como a amizade, o respeito e a paz.
No cumprimento destes objectivos, procura-se estabelecer ligações com produtores, agentes económicos e outras associações ligadas ao vinho, desenvolvendo e promovendo os conhecimentos no que respeita ao Vinho, e levando a efeito palestras, cursos, seminários, congressos e outros eventos ligados à vinicultura a à enologia, reunindo apreciadores e amigos do vinho com a finalidade de estimular a cultura e o hábito da sua degustação.

Entre muitas outras iniciativas fica aqui o registo de algumas das mais regulares:
-Jantares mensais - onde temos a oportunidade de reunir confrades, amigos e produtores num ambiente informal onde o convívio, a partilha, a gastronomia e os vinhos são o ponto-chave;
-Mostra de vinhos anual – estaremos uma vez mais presentes na nossa III Grande Mostra de Vinhos de Portugal a realizar-se nos dias 30 de Abril de 2011 (Sábado), 1 de Maio (Domingo) e 2 de Maio (2ª feira) das 14:30h às 20:00h no espaço EMA (Espaço Multiusos de Albufeira).

Em nome da Confraria aqui fica o convite para nos visitarem e poderem desfrutar connosco do espírito da Confraria bem como de alguns belos vinhos do Algarve e de todo o País.


Saudações Bácchicas





Por Bernardo Nascimento, da Confraria do Bacchus de Albufeira

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Bolo de Tacho

Para o "Dia de Maio" que se avizinha, a Vera Inácio propõe-nos o reviver de uma tradição de Monchique. Para isso, deixa-nos a receita do famoso bolo de tacho que cada um pode experimentar em sua casa. Para quem gosta mais de passear do que cozinhar, nós sugerimos que o no dia 1 de Maio o faça por terras de Monchique e Marmelete onde decorrerão provas desta especialidade local, bem como no Alferce que promove a Festa do Bolo de Tacho...



Tradicional da serra de Monchique, conhecido por vários nomes: Bolo de Maio, Bolo de Milho ou Bolo de Tacho, este bolo é confeccionado especificamente para o dia 1 de Maio.


Conta a minha mãe, que antigamente, neste dia, era tradição fazer um piquenique no alto da Fóia. Então as famílias reuniam-se e iam a pé ou de burro e levavam o bolo de tacho para partilharem com as outras pessoas. Claro, que no cesto da merenda era obrigatória a famosa aguardente de medronho para "regar" o bolo. Se na subida até ao pico já havia alegria, então na descida muita mais havia. E assim se passava um dia em que não se pensava no árduo trabalho do campo, em que a única preocupação era se o bolo teria ficado "no ponto".

Aqui vai a receita que a minha mãe me descreveu por alto, porque ela faz sempre o bolo "a olho", e que na minha opinião sai sempre uma delícia. E cá “pra mim”, se não houver bolo de Tacho lá em casa no dia de Maio, então é uma tristeza!





INGREDIENTES

(para um bolo)
1 kg de farinha de milho
1 kg de açúcar
2 ovos
50 g de erva-doce moída
50 g de cacau em pó
50 g de chocolate em pó
25 g de canela em pó
2 colheres bem cheias de mel
200 g de banha de porco
4 colheres de sopa de café forte solúvel
azeite q.b.
farinha branca de neve q.b.
sal q.b.

PREPARAÇÃO

Prepara-se o café e em seguida escalda-se a farinha de milho, juntando a banha de porco e a erva-doce. Mistura-se bem. De seguida adiciona-se, o mel, o açúcar, os ovos, o cacau, o chocolate, a canela e o mel.
Depois de tudo misturado, se estiver muito líquido adiciona-se um pouco de farinha de trigo, até ficar um pouco mais consistente, mas tendo o cuidado de deixar a massa “brandinha”.
Depois de tudo muito bem envolvido, deita-se num tacho previamente untado com banha de porco. Antes de ir ao forno, deita-se um fio de azeite por cima do bolo.
O tempo de cozedura é aproximadamente 1h30 se for cozido em forno de lenha. Se for cozido no forno do fogão, então deve-se deixar cozer cerca de 2h30.
O ideal é cozer o bolo em forno de lenha, porque além de poupar tempo, o bolo fica muito mais saboroso.



[Fotografias cedidas pela Junta de Freguesia de Monchique]









Por Vera Inácio

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Caracóis à algarvia

No Algarve, entre Abril e Junho, é tempo de comer caracóis. Este petisco é especialmente popular no dia 1 de Maio, em saídas para o campo onde integra a ementa dos piqueniques. A nossa amiga Odete Coelho conta-nos como aprendeu a prepará-los. Em boa hora o faz, já que os festejos de Maio estão aí à porta.


No tempo da minha mocidade, aprendi com os meus avós a preparar e a cozinhar caracóis.
Apanhávamos os caracóis e íamo-los colocando no chão envoltos num grande círculo de sal para não escaparem. No centro desse círculo colocávamos uns ramos de amendoeira para eles treparem...Só os tirávamos de lá na altura de os cozinhar, ou seja, no final de Abril.
Na noite anterior, molhávamos os caracóis e colocávamos um alguidar grande sobre eles: os que subissem para as paredes do alguidar estavam bons; os que permanecessem no chão estavam mortos e portanto não serviam.
Os preparativos continuavam com a sua lavagem. Eram abundantemente lavados para que a sua baba fosse bem retirada. Depois, eram colocados numa panela com água (com dois ou três dedos de água acima do nível dos caracóis) e em lume brando para que ficassem com os corninhos de fora. Assim que a água levantasse fervura era escorrida, ficando os caracóis sem qualquer baba…
Voltava então a colocar-se nova água limpa, temperada com um fio de azeite, duas cabeças de alhos (alguns dentes de alho inteiros e outros esmagados), uma mão cheia de sal, casca de laranja e de limão, ramos de orégãos e de tomilhos…
Depois de cozidos juntávamo-nos à mesa para os saborear. Nunca nos esquecíamos dos bicos de pita para melhor os retirar da casca! Que petisco!






Por Odete Coelho

terça-feira, 26 de abril de 2011

Doce de tomate

De tanto ser massacrado pelos editores deste blogue para participar nos Sabores do Algarve com uma sugestão culinária, o Assis Coelho, que clamava sempre não ter receitas para divulgar, resolveu telefonar à irmã Cristina Alexandre, que lhe sugeriu doce de tomate. Mas logo o informou que fazia tudo a olho. No entanto, tinha uma colega que sabia que quantidades deveriam ser usadas. Então, lá contactou a colega que facultou o segredo das quantidades mas recusou liminarmente ser citada porque entende que esta é uma receita do Algarve e não dela. É esse doce de tomate algarvio que hoje aqui se deixa.






INGREDIENTES

1 kg de tomates bem maduros
1 kg de açúcar
1 pau de canela

PREPARAÇÃO

Pelar bem os tomates e retirar todas as grainhas.
Num tacho colocar os tomates, juntar o açúcar e o pau de canela e pôr ao lume.
Manter em lume brando e deixar cozer até fazer ponto pérola.




Deixar arrefecer, colocar em tigelas e cobrir com folha de papel vegetal





Por Assis Coelho, baseado em relatos orais

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Folares de Páscoa

A Dina Sacramento deixa-nos a receita dos Folares, tal como eram feitos pela sua mãe e nós aproveitamos para desejar a todos uma Páscoa Feliz, com muito Folar Algarvio...


Originalmente estes folares eram feitos pela minha mãe que os cozia em forno de lenha e chagavam a levar mais de um dia para ficarem prontos.

Ela amassava à noite para levedarem durante 5 ou 6 horas, só que tinham que ser vigiados e se por qualquer razão não levavam tanto tempo quanto previsto era ver-nos, eu e a minha irmã, meio estremunhadas de sono, a meter mão à massa para a colocar nas vasilhas enquanto ela ia dar fogo ao forno...


INGREDIENTES

3 kg de farinha com fermento

3 ovos

2 kg de açúcar

1 colher de banha de porco

100 g de margarina

1 l de chá feito com pau de canela, erva-doce estrelada e casca de limão

1,5 l de leite

fermento inglês q.b.

sal q.b.


PREPARAÇÃO

Desfazer o fermento inglês num pouco de água. Amassar a farinha com o fermento, os ovos e o sal.

Depois, trabalhar a massa juntando, pouco a pouco e alternadamente o leite e o chá ainda mornos.

Deixar levedar abafando com um cobertor (normalmente a massa duplica de volume, o que pode levar de uma a duas horas, dependendo da temperatura ambiente).

Só depois se junta o açúcar, misturando bem. Pôr em tachos ou pequenas panelas de alumínio bem untadas e enfarinhadas. Esperar mais um pouco, e colocar 1 ou 2 ovos com casca, ainda crus, na massa e levar a cozer em forno médio.



Por Dina Sacramento

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Amêndoas enxovalhadas

Em vésperas de Páscoa, a nossa amiga e fiel colaboradora do Blogue Turismo do Algarve, Ilídia Sério não quiz deixar de nos enviar uma receita de amêndoas caseiras, que certamente irão trazer um sabor ainda mais especial a esta época festiva.

Votos de BOA PÁSCOA para todos os nossos amigos e seguidores.


INGREDIENTES

1 Chávena de amêndoas com pele
1 Chávena de água
1 Chávena de açúcar

PREPARAÇÃO

Põem-se todos os ingredientes num tacho e leva-se ao lume.




Deixa-se ferver. Quando as amêndoas começarem a dar estalinhos, tira-se do lume e mexe-se vigorosamente com uma colher de pau para se separarem as amêndoas.

De seguida deitam-se para um prato ligeiramente untado com óleo.

Como vêm nada mais fácil e nada mais saboroso.



Por Ilídia Sério

terça-feira, 19 de abril de 2011

Camarões fritos com arroz de coentros

Só de imaginar esta combinação de sabores já nos deliciamos. Vejamos como é que a Sílvia Souto confecciona estes camarões e preparemo-nos para experimentar também.


Já que por aqui se testam Sabores do Algarve, sugiro uma combinação de três sabores algarvios incomparáveis: o sabor do mar de uns camarões de Quarteira, o sabor da terra dos mais aromáticos coentros e o sabor do sol da doce laranja.

Aqui vai.

INGREDIENTES

Para os camarões

400 g de camarões

1 ramo de coentros

1 cabeça de alhos

1 folha de louro

Sumo de 1 laranja

Azeite q.b

Para o arroz

200 g de arroz

1 cebola

1 ramo de coentros

Azeite q.b.

Água q.b.

Sal.q.b

PREPARAÇÃO

Colocar uma frigideira ao lume, com azeite. Juntar os dentes de alho esmagados, a folha de louro e os camarões, previamente descascados mas mantendo as cabeças. Quando estes começarem a ficar rosados, juntar os coentros picados e tapar. Com os camarões já fritos, deitar o sumo de laranja sobre os mesmos e esperar que o molho levante fervura antes de apagar o lume.

Entretanto, cozinhar o arroz da seguinte forma:

Num tacho, colocar o azeite, a cebola e os coentros picados e deixar fritar ligeiramente.

Juntar o arroz lavado e deixar fritar por instantes antes de juntar água. Temperar com sal e deixar cozer.

E pronto, agora é só servir!

Por Sílvia Souto

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Perna de borrego no tacho à Tavirense

Vêm aí as festas da Páscoa e, nesta época do ano, um dos sabores que não costuma faltar é o do borrego. Escolhemos por isso, uma receita que pode encontrar no nosso livro "Cozinha Regional do Algarve" e que pode confeccionar para o seu Domingo de Páscoa.




Receita para 4 pessoas

INGREDIENTES

1,2 kg de perna de borrego

1 dl de azeite

4 dentes de alho

1 ramo de salsa

50 g de manteiga

100 g de banha

1 dl de vinagre

2,5 dl de vinho branco seco

6 grãos de pimenta

4 cravos de cabecinha

800 g de batatas

2 folhas de louro

colorau e sal grosso q.b.


PREPARAÇÃO

Limpe a perna de borrego de gorduras, peles, tinta e extraia o sebo.

Descasque os alhos, pise-os com sal grosso e um pouco de azeite. Junte o colorau e o vinho branco e envolva. Com o produto obtido, barre a perna.

Num tacho de barro coloque a salsa, o louro, o grão de pimenta, o cravinho, o vinagre, o resto do vinho branco, a manteiga, a banha e um pouco de água. Mexa bem estes ingredientes.

Em seguida, coloque a perna dentro de um tacho e deixe repousar entre 3 a 4 horas. Tape o tacho e leve ao forno a estufar.

Lave as batatas, descasque e corte aos quartos. Quando a perna estiver quase pronta, junte as batatas. Continue com o tacho tapado até terminar a cozedura das batatas.

Rectifique os temperos e polvilhe com salsa picada.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O vinho

Hermínio Rebelo, membro da Comissão Vitivinícola do Algarve, evoca com este texto a sua paixão pelo vinho, despertando os nossos sentidos para o prazer do néctar dos Deuses. Inspire-se nas suas palavras e consulte o nosso Guia de Vinhos do Algarve, escolhendo uma das propostas que contém. Aproveite e dê mais sabor ao seu fim-de-semana.


O vinho é o produto obtido exclusivamente pela vinificação / fermentação alcoólica, total ou parcial de uvas frescas provenientes de vários tipos de castas, cujos bagos são esmagados, prensados ou processados por outros meios tecnológicos permitidos por lei.

Tive o raro privilégio de ter lidado com o Eng. Francisco Colaço do Rosário, ilustre personalidade ligada ao mundo do vinho mas infelizmente já desaparecido. A este ilustre amigo recorria frequentemente para lhe pedir conselhos e informações sobre a temática do vinho, que tem tanto de aliciante como de complexa. Nunca nada me recusou do que lhe pedi. É à sua memória que quero dedicar este pequeno texto sobre a beleza do que tenho lido e aprendido desta bebida tão nobre que é o vinho.

Uma “vida inteira” não chegaria para analisar a multiplicidade das tonalidades organolépticas que o vinho nos oferece. Como se sabe o vinho, quando bem conseguido, brinda-nos com uma vastidão imensa de cores, aromas e sabores, o que só vem confirmar a nobreza ímpar das castas e logo ao recolhimento profundo a que o vinho deve ficar “sujeito” quando está a ser produzido na penumbra e silêncio de uma adega.



Provar um bom vinho, num belo copo redondo, com tons de roxo flamejantes ou dum brilhante citrino esverdeado, vindo duma adega onde foi produzido com saber, amor e carinho é algo incomparável. Foi certamente o que o “Deus Bacchus” terá sentido nos reflexos do néctar, na vivacidade das suas cores, na exuberância dos seus aromas, no deleite dos seus inconfundíveis sabores.



Na cor do vinho vislumbram-se os séculos que moldaram a encosta, o labor dos vinhateiros e o sol que os acompanha no amadurecimento das uvas. Na cor do vinho adivinha-se o seu vigor e concentração do seu tom sedutor e brilhante. Pressente-se a idade nos seus laivos dourados ou acastanhados que, na borda do copo adquirem reflexos brilhantes ou avermelhados, oferecidos aos olhares numa antevisão do prazer do seu sabor. Após a sua produção o vinho solta novas nuances, novos odores intimamente ligados entre si, formando um conjunto completo a que se deu o bonito nome de bouquet. Tudo isto para preparar a etapa final do supremo prazer, o momento em que o vinho toca o mais profundo da nossa sensibilidade através dos olhos, do nariz e da boca. Mas, há que gozá-lo sem pressas para que esse prazer sublime se eternize na nossa memória. Certos vinhos, quando saboreados durante segundos na boca, podem assemelhar-se a belas obras de arte que extasiam o nosso olhar e todos os outros sentidos do nosso corpo.

Só os grandes vinhos nos podem apaixonar, nascidos que são duma videira, que “deu à luz” um fruto maduro e generoso.

Razões históricas, tradição, épocas, mentalidades, talentos e muito mais fazem do vinho uma bebida ímpar sem rival (água à parte). O grande vinho explica-se, estuda-se, julga-se; mas para além destas necessidades ele sabe sempre oferecer-nos aromas subtis de magia pura, sabores profundos de evocação romântica que enobrece todos os nossos sentidos.


Por Hermínio Rebelo

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Sabores algarvios divulgados internacionalmente



O site “Goosto.fr – les plaisirs du goût” tem em destaque um conjunto de menus alusivos à época da Páscoa, entre os quais um menu com sabores portugueses, mais precisamente algarvios, sugerido pela Margarida Tomás, do blogue de gastronomia Figo Lampo, que já colaborou connosco em diversas ocasiões.

A proposta da Margarida para a Páscoa inclui uma Muxama de atum com salada de rúcula e laranja, Borrego assado com figos, mel e alecrim e ainda um Folar folhado tipicamente algarvio.



Este menu integra um conjunto de sugestões de sabores da Páscoa de vários países europeus, num convite para partir à descoberta desses destinos, que a articulista Lê Thi Mai Allafort faz aos seus leitores.
O site “Goosto.fr –les plaisirs du goût” pertence à CBS interactive , um dos principais editores mundiais de conteúdos da internet.

Ficam aqui os nossos parabéns à Margarida Tomás pela divulgação da gastronomia do Algarve internacionalmente e fica também, para nós, um cheirinho da Páscoa que se avizinha.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ervilhas com ovos

Estamos na Primavera e é tempo de ervilhas. Enfim... no Algarve é mais tempo de griséus! E são uns belos de uns griséus com ovos que a Ângela Reis nos ensina a fazer, com muita alegria e dedicação.



Receita para 2 pessoas
INGREDIENTES

½ cebola média
3 dentes de alho
1 raminho de salsa (ou coentros) conforme o gosto
½ chouriça de carne
500 g de ervilhas
4 ovos
Azeite e sal a gosto

PREPARAÇÃO

1. Picar a cebola, o alho e um bocadinho da chouriça (deixar umas quantas rodelas inteiras), juntar um fio de azeite e levar ao lume brando para refogar.
2. Adicionar as rodelas de chouriça e a salsa (inteira ou picada) e deixar refogar mais um pouco.
3. Juntar as ervilhas, mexer tudo e tapar com água (tempera-se logo com sal a gosto).
4. Quando as ervilhas estiverem cozidas, tirar o excesso de água (conforme gosto) e colocar os ovos da seguinte maneira: abrir um ovo de cada vez para um recipiente separado e colocá-lo gentilmente nas ervilhas, com cuidado para que não se colem uns aos outros com a cozedura.
5. Deixar cozer cerca de cinco minutos e rectificar de sal.

Agora veja passo-a-passo e faça você mesmo!



Dica: Cozinhar sempre com alegria e dedicação, vai ver que o resultado sai sempre bem! :)








Por Ângela Reis

terça-feira, 12 de abril de 2011

Cataplana à minha maneira

Esta cataplana é "à maneira dela". O que é dizer que é à maneira da Zélia Martins que também se quis associar aos "Sabores do Algarve" e participa neste convívio com um prato que é bem simbólico da culinária regional algarvia.



Receita para 4/6 pessoas


INGREDIENTES

2 lombinhos de porco cortados em cubos

1 Kg de amêijoas

½ Kg de camarão cozido

½ chouriço vermelho cortado às rodelas

1 tira de bacon com cerca de 1 cm de espessura, cortada em palitos

1 cebola pequena cortada às rodelas

2 ou 3 dentes de alho

1 ou 2 folhas de louro

½ pimento verde cortado às rodelas

1 lata pequena de tomate aos bocados

Sal q.b.

Salsa q.b.

Coentros q.b.

Azeite q.b.


PREPARAÇÃO

Coloca-se uma cataplana grande ao lume com um pouco de azeite. Juntam-se ao azeite: a carne, o chouriço, o bacon, a cebola, os dentes de alho e o louro. Tempera-se com sal e deixa-se fritar tudo.

Quando a carne estiver douradinha junta-se o tomate, a salsa picada e o pimento e deixa-se cozinhar alguns minutos.

No final juntam-se as amêijoas e o camarão e fecha-se a cataplana o tempo suficiente para cozinhar as amêijoas.

Quando a cataplana for para a mesa acrescenta-se os coentros picados.

Faço esta receita um pouco a olho, pelo que as quantidades e a variedade dos ingredientes ficam ao gosto de cada um, sendo que este prato sai sempre bem e é muito saboroso.


Por Zélia Martins

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Feijoada de chocos

O Sérgio Pinto, técnico de informática, tem por hobby a culinária. Colabora hoje com os Sabores do Algarve, participando nesta iniciativa, com uma receita que nos deixa água na boca.



Conheci este desafio através da Internet e pensei: olha que bom divulgar aquilo que é nosso e ainda por cima do Algarve. Eu, como entusiasta da cozinha desde pequenino, e com uma pequena brincadeira que tenho feito num blogue meu, vou aderir como é óbvio.

O prato que estreia aqui é uma bela feijoada de choco, sem dúvida um daqueles pratos que nos enche a barriga de satisfação. Além do mais, dá-nos aquela cobiça de molhar uma bela fatia de pão caseiro no molho...ai, que é de lamber os dedos.

E se quiserem podem ver como faço, em vídeo.

Deixo-vos aqui a forma de a preparar, e sugiro que acompanhem com um belo vinho tinto da nossa região. Espero que gostem.


Receita para 4 pessoas

INGREDIENTES

1 Embalagem de 500 g de feijão manteiga cozido(ou feijão branco)

500g choco limpo e cortados aos cubos (pode ser tiras de choco congelado)

2 Cebolas médias

4 dentes de alho

50 g de miolo de camarão

3 cenouras

Meio pimento verde

1 copo de vinho branco (aprox. 200 ml)

3 a 4 tomates chucha

1 folha de louro

Azeite (3 colheres de sopa)

50 a 100g de chouriça de carne (se preferir picante)

Polpa de tomate (3 colheres de sopa)

1 molho pequeno de salsa (para picar)

Sal e pimenta branca a gosto


PREPARAÇÃO

Corte a cebola em rodelas e depois pique mais fino. Pique também os alhos. No tacho, coloque o azeite e deixe em lume médio, juntando de seguida a cebola para começar a alourar. Quando esta estiver quase no ponto, coloque os alhos. Nunca junte os alhos de início, porque queimam-se mais depressa que a cebola.

Enquanto refoga, aproveite para cortar o tomate em pedaços pequenos acrescentando-o ao refogado, juntamente com a folha de louro. Prepare também a metade do pimento verde, limpando-o de sementes e da parte interior branca e picando-o aos cubinhos. Em lume médio, junte um pouco do vinho branco para que refogue todos os ingredientes, durante 5 minutos.

Prepare logo a cenoura, cortando-a ao longo do comprimento e depois em meias luas.

Junte também a chouriça ao refogado e tempere com sal e pimenta branca moída.

Coloque o choco, a polpa de tomate e o restante vinho branco. Deixe cozer em lume brando durante 30 minutos.

Passado este período verifique se o choco já está cozido. Use um garfo para perceber se está macio ao toque. Se necessitar de mais cozedura, não se esqueça de acrescentar um pouco de água, caso seja preciso, para não queimar ou secar o molho.

Coloque o feijão conjuntamente com a água que trazia e deixe apurar por mais 10 minutos.

Conclua a feijoada, juntando o miolo de camarão e a salsa picada. Deixe o camarão cozer entre 1 a 2 minutos para ficar rijo.

Acompanhe com um arroz branco.


Divirtam-se e deliciem-se.

Por Sérgio Pinto

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Bochechas de porco preto com puré de bolota

Jonathan Pratt ou Chef Jonnie como é conhecido, é irlandês e depois de ter passado por inúmeras cozinhas e países do mundo, fixou-se no Algarve, em Almancil, onde dirige o seu Bistro des Z'Artes. Ensina-nos hoje a fazer uma especialidade sua que, sendo de fácil confecção, necessita de bastante tempo disponível. Mas o resultado compensa. Palavra de Sabores do Algarve.



INGREDIENTES

8 bochechas de porco preto

2 cebolas grandes

3 dentes de alho

3 cenouras

150 ml de azeite

1 ramo de alecrim

1 ramo de cheiros

1 caldo de carne

Sal e pimenta q.b.

½ garrafa de vinho tinto (usámos Barranco Longo Colheita seleccionada)

400 g de bolotas

800 g de batatas

150 g de favas frescas

150 g de tomate cereja

150 g de castanhas

PREPARAÇÃO

Refogar as cenouras cortadas com as cebolas e os dentes de alho picados em metade do azeite (75 ml).

Adicionar as bochechas de porco com o vinho tinto, as ervas aromáticas e um litro de água. Temperar com sal e pimenta q.b. As bochechas deverão ficar totalmente cobertas de líquido.

Deixar ferver e retirar a espuma que chegar à superfície. Deixar estufar em lume brando durante quarto horas.

Deixar depois arrefecer e guardar no frigorífico (este prato fica mais saboroso se consumido dois ou três dias depois de cozinhado).

Descascar as batatas e cozê-las em água com sal. Reduzi-las a puré. Adicionar o resto do azeite (75 ml) e temperar com sal e pimenta q.b. Mexer bem e adicionar a farinha de bolota.

Na altura de servir, levar ao lume duas bochechas de porco por pessoa com algum do molho da carne. Quando já estiver quente, adicionar as favas descascadas e previamente cozidas, assim como as castanhas e os tomates.

Empratar, colocando cada bochecha sobre uma colher de puré. Dispôr os vegetais e o molho à volta.

Como fazer a farinha de bolota:

Cortar as bolotas ao meio e descascá-las. Cozê-las em água e sal. Moê-las numa picadora e deixá-las secar durante 2 dias.

Moê-las de novo até ficarem em farinha fina e usar quando necessário.

Por Chef Jonnie

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Vida Nova Branco 2010 ganha Medalha de Ouro em Berlim

Os vinhos do Algarve estão mais uma vez de parabéns. Ficámos a saber que a Adega do Cantor recebeu a sua primeira medalha de ouro de 2011.

O Max Birch fala-nos do vinho agora premiado.


O Vida Nova Branco 2010 foi galardoado pela primeira vez com uma Medalha de Ouro, no “Berlin Wine Trophy 2011”, uma competição de vinhos que decorreu na capital alemã entre 3 e 6 de Fevereiro último.

É com grande alegria e orgulho que recebemos esta honra, tendo em consideração que é da Alemanha que são originários os melhores vinhos brancos do mundo.

O vinho Vida Nova Branco 2010 é produzido a partir de blocos seleccionados de vinhas das castas Verdelho e Arinto. É fermentado a temperaturas muito baixas em cubas de aço inox. Posteriormente é filtrado e engarrafado, com o mínimo de manuseamento, seis meses após a vindima.

Trata-se de um vinho que se pode beber sozinho e ligeiramente frio ou com uma larga variedade de pratos como saladas verdes e marisco.

Não deixe de experimentar.


Por Max Birch

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Rissóis de berbigão

Se há sabor a mar do Algarve é sem dúvida o sabor do berbigão. Foi este o marisco escolhido por Rosete Gonçalves para nos presentear aqui com a sua receita de rissóis de berbigão.

Façam o favor de se servir.


INGREDIENTES

Recheio:

150g miolo de berbigão

1 Cebola pequena

1 Colher de margarina

1 Colher de farinha

1 Gema de ovo

Sal e pimenta q.b.

Massa:

1 Copo de água

1 Copo de farinha

1 Colher de margarina

1 Pitada de sal

Para terminar:

1 ovo e pão ralado

PREPARAÇÃO

Recheio:

Põe-se a cebola a alourar com a margarina, de seguida a colher de farinha e depois os miolos de berbigão e tempera-se com sal e pimenta. Quando estiver bem misturado junta-se a gema de ovo mexendo sempre até estar pronto.

Massa:

Põe-se a água a ferver com sal e a margarina, a seguir junta-se a farinha mexendo muito bem sem se tirar do lume até formar uma bola. Depois sova-se em cima de uma tábua até ficar fina. Por fim talha-se, faz-se o rissol e passa-se pelo ovo batido e por o pão ralado e leva-se a fritar.

Está pronto a servir.



Por Rosete Gonçalves

terça-feira, 5 de abril de 2011

Arroz de polvo da Ria Formosa

Hoje falamos de polvo, mais concretamente do polvo que se apanha na Ria Formosa com os tradicionais alcatruzes, uns potes de barro que funcionam como armadilhas para este tipo de cefalópode. No Algarve há uma grande variedade de receitas de polvo.
A Cláudia Ruivinho partilha connosco o seu arroz de polvo da Ria Formosa.



Receita para 4 pessoas

INGREDIENTES


2 chávenas de chá de arroz

2 cebolas médias

3 tomates maduros

1 polvo com aproximadamente 1,250 kg

1 folha de louro

Azeite q.b.

Sal marinho q.b.

Coentros q.b.

Pimenta moída na hora


PREPARAÇÃO


Cozer o polvo previamente congelado (o que ajuda a que fique mais macio), numa panela de pressão. Para isso coloca-se na panela um pouco de água, 1 cebola com casca e uma rolha de cortiça (os taninos da cortiça ajudam a amolecer as fibras do polvo). Quando levantar fervura mergulhar e retirar o polvo duas vezes antes de o colocar definitivamente na água e temperar com um pouco de sal. Fechar então a panela e cozer em pressão média durante pelo menos 20 minutos. No final retirar a cebola e o polvo e reservar a água de cozedura.

Num tacho grande, refogar em azeite uma cebola partida em cubos, o tomate pelado e sem grainhas e a folha de louro. Quando estiver tudo bem cozinhado, moer um pouco de pimenta e juntar o arroz para fritar ligeiramente no refogado. Juntar cinco chávenas de água da cozedura do polvo e após levantar fervura rectificar o tempero.

Partir o polvo em pedaços e juntar, com os coentros picados, ao arroz antes de desligar o lume. Servir de imediato e temperar a gosto com umas gotas de vinagre de vinho.

Acompanhar com uma salada de alface e cebola doce.


Bom apetite!




Por Cláudia Ruivinho

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Molho de tomate com ovos

Para quem gosta de recordar tempos passados, nada como pôr em prática uma receita bem tradicional que, ao jeito de um "Conta-me como foi", a Luisa Correia traz aos Sabores do Algarve.


Gosto dos comeres à antiga. Gosto das coisas simples. Quanto mais simples melhor.

Quando eu era criança e vivia com os meus pais, imigrantes, fora de Portugal, regressava em cada Verão ao Algarve para um longo mês de férias, passadas no campo e, claro, com frequentes idas à praia.


Numa época do ano em que, na horta, abundava o tomate, este era muito consumido em salada e em arjamolho, acompanhando umas belas assadas de peixe. Mas quando o tomate ficava bem maduro, associavam-se a ele os ovos das muitas galinhas poedeiras que as minhas tias criavam junto de casa e fazia-se um belo de um molho de tomate com ovos. Era mesmo assim que se chamava. Hoje falamos de tomatada, mas na minha casa sempre foi “molho de tomate com ovos”.

Foi esta comida simples e económica que pensei fazer para a colecção de “Sabores do Algarve”. Confeccionei-a no passado fim-de-semana e para que me soubesse mesmo aos tempos da minha infância, até a servi num modesto prato de louça com “design”daquela época, que desencantei no fundo do armário da cozinha.


INGREDIENTES

1 kg de tomates maduros

1 cebola

2 dentes de alho

1 ramo de salsa

1 folha de louro

8 ovos

30 g de miolo de pão

Azeite q.b.

Sal q.b.

2 ou 3 raminhos de hortelã


PREPARAÇÃO

Pica-se a cebola, o alho e a salsa que se colocam num tacho a refogar com um pouco de azeite. Juntam-se os tomates que, entretanto foram pelados, aos quais se retiraram as grainhas e que foram picados em bocados pequenos. Adiciona-se uma folha de louro, tempera-se com sal e deixa-se cozinhar durante alguns minutos, juntando um pouco de água se for necessário. Acrescenta-se então o miolo de pão e deixa-se apurar. Quando o molho está pronto, partem-se os ovos um a um e colocam-se no tacho para escalfar. Por fim, deitam-se os raminhos de hortelã, que irão aromatizar de forma muito agradável este prato.


Por Luisa Correia

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Algarve elege "A Melhor Sangria do Mundo" (2)


  • E o vencedor do concurso "A Melhor Sangria do Mundo" é um aluno da Escola de Hotelaria e Turismo de Vila Real de Santo António - José Brito.

  • E o prémio para o melhor aluno vai para - José Brito, da Escola de Hotelaria e Turismo de Vila Real de Santo António.

Os parabéns do Turismo do Algarve a José Brito e aguardamos ansiosamente para provar "A Melhor Sangria do Mundo".

Algarve elege "A Melhor Sangria do Mundo"

É hoje que decorre, nas instalações da Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão, o concurso “SANGRIA CHALLENGE BEST TASTE 2011”, uma iniciativa conjunta da ÚNICA - Adega Cooperativa do Algarve, com a Associação de Barmen do Algarve (ABA) e com as Escolas de Hotelaria e Turismo do Algarve (EHTA).


Fotografia de Margarida Tomás

Trata-se de um evento que pretende premiar e promover “A Melhor Sangria Do Mundo” que sairá vencedora deste concurso, hoje ao final da tarde.

A receita será reproduzida e publicada nas embalagens da sangria a comercializar pela ÚNICA - Adega Cooperativa do Algarve.

Participam neste concurso barmen profissionais e alunos de várias escolas de Hotelaria.

Para escolher “A Melhor Sangria Do Mundo” e distinguir o melhor aluno em concurso a organização do evento conta com um Júri composto por: Hermínio Rebelo, Chefe da Câmara de Provadores da CVR Algarvia; Hugo Nascimento, Representante do Turismo do Algarve; Mário Andrade, Enólogo da ÚNICA – Adega Cooperativa do Algarve; Manuel Alves, Presidente do Conselho Fiscal da ABA; António Correia, Formador de Restauração e Bebidas da EHTA de Faro; Luciano Rosa, Formador de Restauração e Bebidas da EHTA de Portimão e Ismael Valente, Formador de Restauração e Bebidas da EHTA de V.R. Sto António.

Contamos anunciar ainda hoje, neste blogue, o nome do autor da "Melhor Sangria do Mundo" bem como do melhor aluno concorrente.

Não se esqueçam de cá voltar para os conhecer.