terça-feira, 25 de outubro de 2011

Conservas e turismo


Imagem cedida pelo Museu de Portimão


Quando a indústria do turismo dava os primeiros passos, outra indústria, a das conservas de peixe, florescia no Algarve. A relação entre estes dois setores fazia-se a dois níveis. Por um lado os industriais conserveiros, gente abastada, construíam habitações, investiam e adquiriam terrenos em locais turísticos como a Praia da Rocha, antevendo a sua valorização.
Por outro lado, a fama das conservas de peixe algarvias contribuía para a divulgação internacional da região naqueles que viriam a ser os seus principais mercados emissores de turistas.



Anúncios retirados da Revista Turismo, n.º 45, 1942



A propósito desta relação propagandística, a Revista Turismo, numa edição de 1942 especialmente dedicada ao Algarve, publicava a opinião de alguns industriais conserveiros de Portimão sobre o turismo. Um deles era António Feu, diretor da Feu Hermanos e dono da marca de conservas de sardinha “La Rose”, que afirmava ter grandes esperanças no desenvolvimento turístico do Algarve.
Passados quase 70 anos a sua fábrica transformou-se num dos mais premiados museus portugueses proporcionando aos turistas da região interessantes visitas.



Imagem cedida pelo Museu de Portimão

Imagem cedida pelo Museu de Portimão


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