quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Algarve em cartaz (3)

O azul do céu e do mar, o sol radiante, o branco do casario, o toque cubista das açoteias de Olhão e o apontamento pitoresco de uma carroça típica, fazem a imagem turística do Algarve num cartaz promocional dos anos 1960.

Nós gostamos.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Monte Gordo

Monte Gordo, anos 1960, fotografia de Artur Pastor



Para além de comunidade piscatória, Monte Gordo foi desde cedo reconhecida como uma das principais estâncias balneares do Algarve, tendo sido pioneira no que se refere à exploração turística, com a construção de alguns dos primeiros grandes hotéis e equipamentos turísticos da região.

A praia de Monte Gordo já era assinalada no início do século XX como local frequentado por banhistas do Algarve, Alentejo e Espanha.

Em 1908, na sua “Monografia do Concelho de Vila Real de Santo António”, Ataíde de Oliveira citava um seu amigo que se encontrava “a banhos” em Monte Gordo e que a propósito referia: “A praia, creio, que é uma daquellas em que se anda mais à vontade; e tão à vontade que às vezes faz lembrar o tempo em que o pai Adão ainda se não sabia cobrir com as folhas da figueira”.


Casino Oceano, imagem do "Guia Turístico do Algarve", ed. Revista Internacional, 1940



Em 1934 seria inaugurado o Casino Oceano, em substituição do Casino Peninsular que já funcionava nas imediações com o propósito de proporcionar distrações aos veraneantes.

Uma década mais tarde, lê-se no “Almanaque do Algarve” de 1945 um artigo em que se abordava a questão do progresso da localidade que de simples praia de pescadores se estava a transformar numa das “mais bem urbanizadas praias algarvias”, com “ruas calcetadas e rede de esgotos integralmente assegurada.” Em projeto já estava a construção de um hotel e “muitos outros melhoramentos”.



"Almanaque do Algarve", 1945


Mas o primeiro hotel que iria conferir a Monte Gordo o ambiente cosmopolita do que hoje designamos por destino turístico seria o Hotel Vasco da Gama, inaugurado em 1960.


Folheto do Hotel Vasco da Gama, anos 1966

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Crosse Internacional das Amendoeiras




Para promover o Algarve enquanto destino turístico ideal para a prática desportiva ao ar livre, durante todo o ano, o Turismo do Algarve criou em 1977, o Crosse Internacional das Amendoeiras, que viria a tornar-se num dos mais prestigiados eventos de atletismo do país, acabando por integrar nos anos 1990 o circuito internacional da modalidade, ao ficar inscrito no calendário oficial da IAAF.
Todos os anos, em fevereiro, os melhores atletas de corta-mato rumavam ao Algarve para participar na prova que, através das transmissões televisivas de que era alvo, levava as imagens de uma primavera algarvia antecipada a todo o mundo.




Fernando Mamede no 2º Cross Internacional das Amendoeiras, 1978



O Turismo do Algarve, em colaboração com a Associação de Atletismo do Algarve, promoveu este evento até 2003. Posteriormente o Crosse Internacional das Amendoeiras voltou a ser organizado pela AAA e pela Câmara Municipal de Albufeira.
Recordamos aqui várias imagens gráficas deste evento desportivo.

















sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Tudo isto é fado...

Cartaz promocional de Portugal, anos 1960



Em vésperas do desejado anúncio da inscrição do fado na lista do Património Imaterial da Humanidade, as “Memórias do Turismo do Algarve”, associam-se à “claque de apoio” desta candidatura e recordam aqui imagens e momentos do fado enquanto motivo de promoção e animação turística do país e do Algarve.



Imagem retirada da revista “Sol do Algarve”, nº7,1969


Amália canta para os clientes do Hotel Algarve, na Praia da Rocha, em 1969, antes da sua partida para a Rússia.





Capa da 2ª edição, revista pelo autor, de "A Severa", 1925


O escritor algarvio Júlio Dantas é o autor da obra “A Severa”(1901) que conta a mítica história de amor entre do Conde de Vimioso e a meretriz cantadeira de fados Maria Severa Onofriana, a partir da qual nasce, em 1931, o primeiro filme sonoro português, dirigido por Leitão de Barros.




Noutro registo, o fado foi durante muitos anos cartaz de animação do verão algarvio com o evento “Serenatas de Coimbra” promovido pelo Turismo do Algarve.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Robert Southey, o poeta inglês que chamou “paraíso” ao Algarve

Imagem retirada de Google Books


Bem antes do advento do turismo no Algarve, a região foi visitada no século XIX pelo poeta inglês Robert Southey que, nas suas cartas à mulher Edith, relatava a sua chegada ao “paraíso”.

Robert Southey (1774-1843), grande admirador de Portugal e da literatura portuguesa, visitou o nosso país por duas vezes, em 1795 e em 1800-1801. Nesta segunda ocasião viajou desde Lisboa até ao Algarve. Esta viagem é pormenorizadamente descrita nas cartas cujo conteúdo é publicado em 1849-1850 pelo seu filho Carlos Cuthbert Southey na obra “The life and correspondence of Robert Southey”.

O escritor britânico descreve assim a sua chegada ao Algarve:

“Por fim o mar apareceu, e o Guadiana, e as cidades fronteiriças de Ayamonte e Castro Marim; descemos, entrámos no jardim, o Paraíso do Algarve; aqui, os nossos problemas e trabalhos teriam de acabar (…).”

Tavira, Faro, Monchique, a Foia, Lagos, Sagres e o Cabo de São Vicente integraram também a viagem de Southey. Em Lagos, sem que se saiba bem porquê, o poeta foi preso. Por certo, a guarda da época não soube reconhecer o seu pioneirismo enquanto turista britânico no Algarve.


Um aspeto antigo do centro de Lagos - Gravura de Luís F.R. Santos numa edição da Região de Turismo do Algarve, 1997



quarta-feira, 23 de novembro de 2011

"Boa Esperança" para o Algarve

Caravela "Boa Esperança"


A «Boa Esperança» é uma réplica de uma caravela dos Descobrimentos, construída por especialistas de construção naval em madeira, de acordo com as regras da construção naval daquele tempo. A «Boa Esperança» ostenta nas suas velas latinas a Cruz de Cristo, em honra à Ordem de Cristo, da qual o Infante D. Henrique foi Regedor e Governador. No mastro principal, leva as armas do Infante de Sagres.

Lançada à água a 28 de abril de 1990, ano em que iniciou as suas viagens oceânicas, a caravela «Boa Esperança» destinava-se a possibilitar treino de mar e vela sobretudo a jovens, a participar em provas e outros eventos náuticos e à investigação do comportamento e manobra das antigas Caravelas.

Ao serviço do Turismo do Algarve desde 16 de junho de 2001, a «Boa Esperança» já participou em ações promocionais do destino no país e no estrangeiro, em regatas, visitas de imprensa, filmagens documentais, visitas guiadas a bordo, visitas de estudo e tem estreitado relações com as Comunidades Portuguesas no exterior.


Maria José Ritta cumprimenta figurantes na cerimónia de entrega da caravela "Boa Esperança" ao Turismo do Algarve - 16-06-2001


Maria José Ritta é a madrinha da caravela "Boa Esperança"


Cerimónia de entrega da caravela "Boa Esperança" ao Turismo do Algarve - Lagos , 16-06-2001



terça-feira, 22 de novembro de 2011

Algarve em cartaz (2)

Em 1965 este cartaz do Comissariado de Turismo promovia o inverno no Algarve. Achamos que, de facto, o inverno é uma ótima época para desfrutar esta região. Porque continua amena, colorida, luminosa e muito apetecível... dizemos nós.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Fly Algarve

Avião Fly Algarve apresentado em Faro - dezembro 1996

Em 1996 e 1997 as cores do Algarve cruzaram os céus europeus num Boeing 737-300 da TAP Air Portugal que, à época, constitui o suporte de uma inovadora campanha publicitária da região.

Por convite do Turismo do Algarve, o pintor Eduardo Nery concebeu a decoração da aeronave que, ao longo de quinze meses voou pela Europa, ostentando um grande sol, as ondas do mar e um arco-íris identificadores do Algarve.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

“O Algarve é Branco”

Cartaz da campanha


“O Algarve é branco“ foi o slogan de uma campanha de valorização da imagem turística de região que a então Comissão Regional de Turismo do Algarve lançou em 1980.

Em colaboração com as Câmaras Municipais, o Turismo do Algarve pretendia eliminar diversos aspetos negativos que se verificavam na região como a falta de limpeza das praias e das povoações, o campismo selvagem, a construção indisciplinada e a descaracterização das habitações.

Ismael Ribeiro da Cunha, presidente da CRTA, apresenta a campanha "O Algarve é Branco"

No Plano de Atividades da CRTA para o ano de 1980, explicava-se que a campanha “O Algarve é Branco “ constituía uma “tentativa não só de restituir o Algarve à sua cor tradicional, mas até de impor o branco como a cor urbanística do Algarve”. Escrevia-se ainda, em tom ortodoxo, que “ A nosso ver o Algarve só tem turisticamente duas cores: o azul do céu e do mar e o branco das casas.”

A mensagem da campanha, que era exclusivamente dirigida à população local, foi difundida através de cartazes e da rádio.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Inauguração do Aeroporto de Faro


Torre de controlo do Aeroporto de Faro


A entrada em funcionamento do Aeroporto Internacional de Faro, em Julho de 1965, é um marco histórico da evolução do turismo no Algarve, abrindo definitivamente a região aos fluxos internacionais de turistas. Um ano depois da sua entrada em funcionamento o Aeroporto de Faro contabilizava um movimento de 58 585 passageiros. Em 2010 o número anual de passageiros cifrou-se em 5 345 394.

Nestas “Memórias do turismo do Algarve” não poderíamos deixar de olhar para as imagens da inauguração do Aeroporto Internacional de Faro, que rapidamente se tornou na principal porta de entrada de turistas no destino.



Inauguração do Aeroporto de Faro - 11 julho 1965



Chegada do Presidente da República, Almirante Américo Thomaz, ao Aeroporto de Faro, no dia da inauguração.



Capa da brochura do Ministério das Comunicações a propósito da inauguração do Aeroporto de Faro, em que é feita uma apresentação de todas as infraestruturas aeroportuárias do país.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Festas da Praia de Albufeira - 1918



Programa de Festas da Época Balnear 1918 - imagem cedida pelo Arquivo Municipal de Albufeira


No início do século XX, Albufeira já era reconhecida como uma distinta estância de veraneio e era frequentada por banhistas de Lisboa, Alentejo e Algarve, para quem, uma Comissão de Propaganda, com sede no Grémio Albufeirense, elaborava anualmente Programas de Festas da Época Balnear.


Reproduzimos hoje a imagem de um desses programas de Festas, cedida pelo Arquivo Municipal de Albufeira que assim contribui para mais uma página destas “Memórias do turismo do Algarve”.

Neste número especial de Propaganda da Praia de Albufeira, encontra-se informação sobre a forma de chegar à localidade, através da ligação dos Caminhos-de-Ferro, é referida a existência de dois hotéis “modestos mas asseados”, de casas para alugar em “bairro saudável e sobranceiro ao mar” e da esplanada “melhor situada do Algarve”. A praia era descrita como “de banhos, abrigada dos ventos e livre de correntes perigosas”.



Imagem da praia de Albufeira publicada em 1932 no "Algarve Ilustrado" (1)



Imagem da praia de Albufeira publicada em 1932 no "Algarve Ilustrado" (2)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Hotel Bela Vista

Vila de N.ª Senhora das Dores em 1923

Quando a Vila de N.ª Senhora das Dores foi inaugurada em 1918 na então chamada Praia de Santa Catarina (Praia da Rocha, em Portimão) pelo industrial conserveiro António Júdice de Magalhães de Barros, estávamos longe de imaginar qual o seu futuro. A enorme casa branca de aspeto gótico fora construída no cimo da falésia. A partir das suas janelas de arco em ogiva, o mar estendia-se da Ponta do Altar à Ponta da Piedade, em Lagos.

A morte da mulher de Magalhães de Barros, em 1924, dita o abandono da Vila durante uma longa década. Em 1934, Henrique Bívar de Vasconcelos, dono de uma pensão no centro de Portimão, convence aquele a arrendar-lhe o imóvel, que havia de ser inaugurado em 1936 como Hotel Bela Vista – eventualmente, o mais antigo da região.

Os primeiros hóspedes foram espanhóis abastados fugidos à guerra, entre os quais o clã Feu, industriais de conservas do Sul de Espanha que mais tarde se fixaram em Portimão. Em boa verdade, nos aposentos do hotel pernoitavam desde políticos republicanos até à realeza.


Hotel Bela Vista - interior

Entre eles, o conde de Barcelona e sua família, incluindo o filho Juan Carlos (hoje rei de Espanha), passavam largas temporadas no hotel; e o presidente brasileiro Juscelino Kubitschek de Oliveira, que se deslocou ao Algarve para participar nas comemorações dos 500 anos do nascimento do Infante D. Henriques, que decorreram em Lagos, em 1960.

Helder Pires era então o diretor do Hotel Bela Vista. Mais tarde seria eleito presidente da Região de Turismo do Algarve, cargo que ocupou de 1997 a 1999.

Sucessivamente remodelada e ampliada, a Vila de N.ª Senhora das Dores está agora convertida no Bela Vista Hotel & Spa – The New Life Style Hotel, que nos cedeu a informação e imagens para mais uma “Memória” do turismo no Algarve.


Hotel Bela Vista - exterior

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Ilustração turística

Nas décadas de 1940 e 1950 são publicados inúmeros guias dedicados ao Algarve. Grande parte destas publicações incluem textos de Mário Lyster Franco, ilustre publicista algarvio a quem a região muito deve no que se refere à sua divulgação.

Estes guias são muitas vezes ilustrados pelo artista Tóssan que, com o seu traço inconfundível, contribuiu de forma significativa para a iconografia turística do Algarve.

Aqui ficam alguns destes seus desenhos, que poderiam ter inspirado carimbos ou gravuras em madeira pelo seu tom naïf. Foram recolhidos no “Guia Turístico do Algarve” editado em 1940 pela Revista Internacional.










sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O Algarve da passarela

Em 1969, o fotógrafo e estilista Jack Bodi escolheu o Algarve para uma produção fotográfica com modelos internacionais. Queria mostrar algumas peças da linha «Micia», que lançou em 1964, e o resultado foi… incomum: vestidos modernos misturados com os lenços na cabeça e os chapéus pretos usados pelas mulheres do interior algarvio, fatos de banho com o padrão dos azulejos de fachadas e mais vestidos com uma chaminé algarvia atrás. Estão curiosos?













A produção de moda, fotografada por Joseph Leombruno, saiu na revista «Life», na mesma edição que apresentava na capa a atriz francesa Catherine Deneuve. Por cá, a revista «Sol do Algarve» de junho de 1969 entusiasmou-se com a reportagem e resolveu fazer a vénia à famosa revista norte-americana, por ter visto no Algarve «[…] a moldura inspiradora das novas modas femininas […]».


No ano seguinte, a região voltou a servir de passarela. A praia da Rocha e Albufeira serviram de cenário às tendências da nova moda feminina e a revista «Jours de France» publicou-as lá fora. Nova vénia pela «Sol do Algarve» de Abril-Julho de 1970, que se sentiu honrada por «[…] poder revelar aos seus leitores uma reportagem de tão alto nível artístico». Ou não estivéssemos nós a falar de moda…












quinta-feira, 10 de novembro de 2011

“Algarve é Qualidade”



Assinala-se hoje o Dia Mundial da Qualidade e o Turismo do Algarve reafirma o seu empenho em garantir a qualidade dos seus serviços. Para isso tem em curso um processo de implementação do SGQ - Sistema de Gestão da Qualidade dos seus Postos de Informação Turística.

A preocupação com a necessidade de assegurar a qualidade da oferta turística da região não é de hoje e já na década de 1980 a então Região de Turismo do Algarve promoveu uma vasta campanha de sensibilização neste domínio.




Entre 1987 e 1989 no âmbito da campanha “Algarve é Qualidade” foram realizadas inúmeras ações de formação dirigidas a profissionais do setor e a autarcas. Foi editado um manual da qualidade. Foram desenvolvidas ações de sensibilização da população em geral através do envio de mensagens por “direct-mail” e em anúncios de imprensa. Foi também promovido um concurso junto da população escolar de toda a região que levou os professores do ensino básico a trabalhar o tema o “Algarve e o turismo” com os seus alunos, alertando-os para a importância da atividade turística.

Nas “Memórias do Turismo do Algarve” recordamos hoje alguns materiais desta campanha de caráter cívico.