terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A «Calçadinha» de São Brás de Alportel

Antiga estrada da rede viária romana, a «Calçadinha» constitui um dos ex-líbris do património arqueológico de São Brás de Alportel. Esta via partia da cidade de Ossonoba (Faro), passaria pelas villae romanas de Milreu (Estoi) e de Vale do Joio (S. Brás de Alportel) e presume-se que fizesse ligação a Pax Julia (atual cidade de Beja).


O percurso da «Calçadinha» possui presentemente uma extensão total de 1480m, na qual restam dois troços conservados, designados por «A» e «B», separados por alguns metros outrora pavimentados. O troço «A» tem cerca de 100m de extensão e apresenta um calcetamento renovado no século XIX, presumivelmente uma iniciativa do bispo D. Francisco Gomes do Avelar. No troço «B», com uma extensão de cerca de 550m e 2,50m de largura, observamos um calcetamento de provável origem romana.

Entre as várias descobertas, foram encontrados vestígios arqueológicos na proximidade desta via, que reportam ao período romano de finais do século I ao IV-V d.C. e podem ser interpretados como uma estação viária (mutatio), pequena instalação destinada ao descanso e abastecimento dos viajantes e/ou troca de cavalaria no decorrer das viagens.

No âmbito do projeto de valorização patrimonial do concelho, foi criado em 7 de Dezembro de 2007 o Centro Explicativo e de Acolhimento da “Calçadinha” de São Brás de Alportel. O Centro disponibiliza um conjunto de serviços e espaços, designadamente: serviço de informações; sala de exposições permanente com informação sobre a “Calçadinha”; sala polivalente destinada a exposições temáticas e outras atividades; sala de estudo e investigação, aberta à comunidade; e ainda um gabinete técnico. Nas zonas exteriores, existe uma área verde de lazer e um espaço reservado à realização de atividades de recriação do passado.

1001 Praias: Praia da Luz

Visitamos hoje a praia da Luz emoldurada pela falésia onde sobressai uma rocha negra de origem vulcânica e pelo branco casario da antiga aldeia piscatória. Com areia fina e macia mas também com coloridas rochas esta praia de ambiente cosmopolita proporciona momentos de lazer inesquecíveis.



A praia associa-se a uma pequena estância balnear muito cosmopolita, onde uma marginal calcetada acompanha a frente de mar, oferecendo esplanadas solarengas e alguma animação. A marginal, ladeada por grandes palmeiras, funde-se a poente com as muralhas da fortaleza originalmente construída para proteger a Igreja da Luz dos ataques dos Mouros. No sopé da muralha, já na praia, uma extensa plataforma rochosa de cores quentes e muito esculpida pelo mar exibe fósseis marinhos e alguma da vida da faixa entre-marés: anémonas, cracas, lapas e burriés, envoltos num tapete de algas verdes. Fora do alcance das marés crescem nestas rochas de tons ocres plantas típicas das arribas como o limónio.

Para nascente, a arriba eleva-se, acinzentada e muito ravinada pela escorrência das águas. Nesta arriba esbranquiçada talhada em calcários e margas, uma formação rochosa muito escura sobressai na paisagem: é a chamada Rocha Negra, um filão vulcânico da Serra de Monchique que se estendeu até ao mar. Esta baía de águas calmas é propícia à prática de desportos náuticos: windsurf, kitesurf, vela e mergulho, existindo vários equipamentos de apoio à disposição dos veraneantes.



Notas:

Uma vez que existe a possibilidade de ocorrer desprendimento de pedras, recomenda-se atenção à faixa junto das arribas a nascente da praia.

Acesso pedonal através da povoação da Luz (sinalizada na EN125 a cerca de 7 Km de Lagos). Estacionamento ordenado. Diversos equipamentos de apoio (restaurantes e WC) e vigilância na época balnear. Praia Acessível. Orientação: sul/sudeste.



segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Celebrar o amor no Algarve

O Dia dos Namorados está a aproximar-se e com ele chegam milhões de manifestações de afeto que assumem a forma de corações, jantares românticos, passeios a dois ou ofertas de mimos para a cara-metade. Mas se ainda estão à procura de ideias para passarem bem este dia especial, inspirem-se no Algarve e celebrem o amor na região.




O cenário repete-se todos os anos: o dia 14 de fevereiro junta o vermelho, cor associada à paixão, a flores (muitas flores) e a casais que querem demonstrar o que sentem da maneira mais criativa possível.

E o Algarve é o sítio ideal para esta escapadela romântica, para o jantar à luz das velas ou para o que a imaginação mais sonhadora ditar. Sabem porquê?

Porque aqui temos os únicos restaurantes do país com duas estrelas, segundo a edição de 2012 do Guia Michelin Espanha e Portugal. O Ocean (Porches) e o Vila Joya (Albufeira) são a prova de que não é preciso ir para longe para comer bem. Muito bem. E na lista deste ano aparecem também os restaurantes Willie’s (Vilamoura), São Gabriel e Henrique Leis (ambos em Almancil), todos com uma estrela. Eles são a escolha perfeita para uma refeição diferente.

Porque aqui temos verdadeiros templos de saúde e bem-estar – os Spas – que oferecem um programa temático para os enamorados.




Porque aqui temos alguns dos melhores hotéis e resorts nacionais, com descontos especiais para o Dia de S. Valentim.

Porque aqui temos léguas de paisagens idílicas para desfrutar, do litoral à serra algarvia: uma caminhada ao entardecer numa das nossas praias ou nos trilhos do barrocal, entre o verde garrido e as tonalidades castanhas da terra, são outras propostas possíveis.

E porque aqui teremos ainda um passatempo dedicado ao Dia dos Namorados com prémios irresistíveis (saibam mais na página de Facebook do VisitAlgarve).

Suspeitas à parte, o Algarve é mesmo o melhor presente para dar a quem mais se gosta.




Curiosidade: como surgiu o Dia de S. Valentim

Conta a história que o imperador romano Cláudio II proibiu os casamentos para mobilizar mais soldados para o seu exército. Porém, um sacerdote chamado Valentim violou o decreto imperial e continuou a realizar casamentos em segredo. Quando foi descoberto, Valentim foi preso e torturado. Mas acrescenta a lenda que durante o cárcere ele terá recebido inúmeras mensagens de encorajamento por parte de pessoas apaixonadas. Acredite-se ou não, o certo é que ainda hoje o 14 de fevereiro é associado ao sacerdote e é o dia em que todos os enamorados trocam gestos de carinho.

1001 Praias: Praia do Burgau

Praia familiar e tranquila com um típico porto de pesca debruçado sobre o mar…




Integrada na povoação do Burgau, é uma praia de caráter urbano e marca o limite Poente do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. O areal estende-se ao longo de uma pequena enseada abrigada das intempéries que funciona como porto piscatório e onde ainda se praticam formas artesanais de pesca, sendo utilizadas artes como o covo, a rede de amalhar ou o aparelho de anzol.

Também aqui, à semelhança do que acontece na Salema, é possível observar o regresso dos barcos à praia depois da faina e petiscar depois o polvo, a moreia ou o sargo, nos restaurantes da povoação. Os utentes da praia dividem assim o areal com os barcos de pesca e respetivo estaleiro. Nas arribas encontra-se uma fortificação do séc. XVII e as ruínas de uma torre altaneira do séc. XVI.




Nota:
Acesso pedonal na povoação do Burgau (sinalizado na EN 125). Estacionamento ordenado, com diversos equipamentos de apoio (restaurante e WC) e vigilância na época balnear. Orientação: sudeste, sul.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Cozido de couve à antiga

A couve é o produto do mês de janeiro no Mercado Municipal de São Brás de Alportel onde os sábados têm sido animados com iniciativas e sugestões gastronómicas em que se destaca este alimento de inúmeros benefícios para a saúde. A última destas atividades decorre amanhã, dia 28, com uma demonstração gastronómica a cargo do chef Jorge Sancho, da Pousada de Estoi.
Não percam…


Mas já que falamos de couves partilhamos aqui a receita do cozido de couve à antiga, tal como nos foi dada pela Isabel Cabrita, de Silves, que também aproveita o caldo deste cozido para uma massinha que depois aromatiza com hortelã.


Para confecionar este prato rústico e simples precisamos de 1 repolho, 1 orelha de porco, 250 g de carne de papada, 250 g de toucinho entremeado, 2 ossinhos com carne, 1 chouriça de carne.

Salgam-se as carnes um ou dois dias antes de as cozinhar. No momento de colocá-las ao lume, retira-se o excesso de sal lavando-as com água. Quando as carnes estão cozidas, retiram-se da panela e reservam-se. Coloca-se então a couve, que foi previamente lavada e cortada aos quartos, a cozer lentamente no caldo da carne. Quando está quase pronta juntam-se novamente as carnes para acabar de cozinhar.


Tradicionalmente este prato era cozinhado em forno de lenha e em panela de barro ou de ferro.




Para fazer a massa do caldo da couve, retira-se o caldo do cozido e algumas farripas de couve para outra panela, acrescentando água e sal se necessário. Quando começa a ferver, coloca-se a massa de cotovelos pequenos. Logo que a massa acabe de cozer junta-se um raminho de hortelã.

No momento de servir também se pode temperar, já no prato, com umas gotas de sumo de limão.

Experimentem... e não se esqueçam que amanhã temos o Mercado nas Couves...



1001 Praias: o sonho de Gabriel


Hoje compartilhamos o sonho, tornado realidade, de Gabriel Clemente, que se apaixonou pelos Olhos de Água…




“Aqui nesta pequena aldeia dos Olhos de Água, fiz com a minha esposa, em 1971, uma semana de férias, e gostámos tanto que tivemos o sonho de um dia vir para cá viver. Em 1987 comprámos cá uma casinha e hoje, já reformados, esse nosso sonho é uma realidade!

Freguesia muito acolhedora do concelho de Albufeira, os Olhos de Água é uma pequena povoação de origem piscatória e a formação do seu nome teve origem na existência de várias nascentes de água doce na praia, à beira-mar e dentro do mar.

Visite os Olhos de Água e as outras praias da freguesia: Falésia e Maria Luisa.”

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

I Encontro Internacional DDI –Tavira, 27 a 29 janeiro 2012



A belíssima região do Algarve e a zona de Tavira em particular, foi a escolha para o I Encontro Internacional da DDI (Disabled Divers International), premiando assim o trabalho da representação portuguesa daquela Associação, que em poucos anos conseguiu mudar mentalidades e estratégias numa área tão sensível como a deficiência, conseguindo também formar 35 instrutores de mergulho, entre eles 4 portadores de deficiência.
Outras razões para a escolha da região algarvia foram o trabalho desenvolvido pelo vice-presidente do Turismo do Algarve, António Almeida Pires que tem vindo a defender a realização de um Plano Estratégico para o Turismo Acessível no Algarve, e ainda a existência de muitos centros de mergulho acessíveis na região.




O encontro inicia-se na sexta-feira, dia 27 de janeiro, com uma reunião de profissionais de DDI vindos de todo o mundo. Sábado de manhã a Piscina Municipal de Tavira é o ponto de encontro para as “Jornadas sem Barreiras”, enquanto que à tarde a Biblioteca Municipal de Tavira irá receber todos os participantes no seminário “O Mergulho na Trilogia do Turismo Acessível, Desporto e Reabilitação”. Neste seminário participarão membros do governo, presidentes de câmaras, representantes de entidades oficiais e individualidades ligadas ao turismo acessível, tanto em Portugal como no mundo, sabendo-se já que muitos media farão a cobertura deste evento.

O lema da DDI “No fundo … somos todos iguais” vem até certo ponto explicar as razões para uma tão excelente receção a este evento.

Para mais informações sugere-se um contacto com a DDI Portugal pelo telefone 913 821 392 ou uma consulta ao site http://www.ddivers.org/



1001 Praias: Praia dos Arrifes

Localizada no centro do Algarve, Albufeira é umas das zonas turísticas mais carismáticas, com um vasto leque de praias para usufruir. Hoje selecionámos para si a praia dos Arrifes.







Esta pequena enseada encontra-se abrigada por arribas baixas e intensamente esculpidas, onde são visíveis algares (poços naturais), arcos e inúmeras galerias nas paredes rochosas, que se mostram muito corroídas e desgastadas pelo tempo e pelos elementos. Três enormes leixões, claramente desproporcionados relativamente à dimensão do areal, dominam a linha do horizonte, oferecendo porém a ilusão de se tomar banho numa imponente piscina rochosa. Por este motivo esta praia é designada localmente por Três Penecos. Também estes rochedos se encontram muito esculpidos, com o leixão central e mais próximo do areal a formar uma curiosa janela no topo. Plantas resistentes à salsugem, como a barrilha e o funcho-do-mar, conseguem colonizar os leixões, situando-se porém fora do alcance da linha de maré. A área envolvente à praia encontra-se revestida por uma mancha de pinhal, onde se pode observar a palmeira-anã no subcoberto, a única palmeira nativa da Europa.









Nota:


Acesso à praia através de escadas em madeira. A circulação de carros sobre o topo da arriba encontra-se fortemente condicionada, de modo a minimizar a desestabilização da arriba. No areal, e uma vez que existe a possibilidade de ocorrer desprendimento de pedras, recomenda-se atenção à faixa junto às arribas.


Acesso viário alcatroado a partir do Aldeamento de S. Rafael, seguindo a sinalização para a praia. Estacionamento amplo e não ordenado. Equipamento de apoio (restaurante e WC) e vigilância na época balnear. Orientação: sul.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Passeios de natureza da LPN: Querença



A delegação da Liga para a a Proteção da Natureza (LPN) no Algarve realiza em 2012 mais um ciclo de passeios de natureza. Os passeios têm lugar no primeiro sábado de cada mês – à exceção de Agosto – e estão abertos a sócios e não-sócios.

A LPN avisa que por regra os passeios «não são especialmente cansativos nem difíceis, mas podem ser demorados», pelo que recomenda um pequeno farnel e calçado apropriado.

Para todos os passeios deve ser feita inscrição por correio eletrónico para lpn_algarve@yahoo.com com indicação de nome, data de nascimento e cartão de identidade de cada participante, para fins de seguro obrigatório.


Igreja Matriz de Querença


Querença recebe a primeira caminhada do ano da LPN em terras algarvias, em plena Rede Natura 2000. Reproduzimos a informação da associação sobre a atividade:

03 de Março – Querença: do barrocal à serra
Uma caminhada com início e fim em Querença, mas com passagem em densos bosques de sobreiral, ribeiras e miradouros naturais. Contacto com a rica biodiversidade da região, incluindo numerosas espécies de plantas aromáticas, aves florestais, entre outros. O itinerário insere-se em plena Rede Natura 2000, num sítio onde ocorre a rara águia Bonelli.
No final, um lanche tradicional com produtos locais estará à espera dos caminhantes.
Haverá ainda uma visita guiada à fundação Manuel Viegas Guerreiro, que dispõe de uma lojinha com os produtos locais: compotas, frutos secos, mel, artesanato.

Tipo de atividade: caminhada / hiking
Distância: 13 km / duração média: 4 horas / grau de dificuldade: médio
Início: 09h00
Fim: 14h00
Ponto de encontro: 09h00 – fundação Manuel Viegas Guerreiro, à entrada de Querença
Partida e chegada: Querença, fundação Manuel Viegas Guerreiro
Guiado por: João Ministro
Conselhos úteis: levar água e merenda, botas de caminhar, bastão (opcional), roupa desportiva e impermeável, máquina fotográfica (opcional)
Inscrição obrigatória: até às 12h00 de 01 de Março
Limite máximo de inscrições: 20
Preço: 15 euros (inclui o lanche)

Fonte da Benémola

1001 Praias: Praia de Benagil

Num convite irrecusável à descontração, muitas das praias do Algarve têm condições excecionais para o convívio entre gerações – seja em animados passeios à descoberta de tesouros, construir castelos de areia, dar as primeiras braçadas nas piscinas naturais ou usufruindo dos equipamentos de diversão. Hoje convidamo-lo a descobrir a praia de Benagil!




A praia surge no fundo de um vale muito cavado, associada ao pequeno Porto de Pesca de Benagil, enquanto a povoação piscatória que batiza a praia dispõe-se já em posição altaneira no topo da arriba. O acesso à praia desemboca na zona reservada às embarcações de pesca artesanal, que também se ocupam das visitas às grutas marinhas e às praias isoladas da região. Passando os barcos coloridos, o areal estende-se para nascente, até à imponente arriba de tons ocres, talhada em rochas carbonatadas muito ricas em fósseis marinhos, também chamadas de concheiros, que testemunham uma época pretérita em que o nível do mar se encontrava mais para o interior, submergindo a atual linha de costa. Estas rochas encontram-se agora muito esculpidas e modeladas pela ação conjunta da força mecânica das ondas do mar e da dissolução da rocha calcária promovida pela água da chuva. Em Benagil são visíveis modelados rochosos típicos deste tipo de paisagem carsificada, como grutas e algares em corte na face da arriba.



Notas:

Uma vez que existe a possibilidade de ocorrer desprendimento de pedras, recomenda-se atenção à faixa junto das arribas.

Acesso viário alcatroado a partir da EN 125, virando para sul junto à Escola Internacional do Algarve e seguindo as indicações para a praia, que fica a cerca de 5.5Km da EN 125. Estacionamento exíguo. Equipamento de apoio à atividade piscatória (restaurante). Não dispõe de vigilância balnear. Orientação: sul.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

«Burros & Artes» a passo de caracol

Imagem retirada daqui


O lema slow is beautiful inspira Sofia von Mentzingen e Elsa Ribeiro na empresa de animação turística «Burros & Artes», que mistura passeios pedestres ao passo do burro com ateliers de artes e ofícios tradicionais.

«O burro, o nosso amigo orelhas longas, será antes de tudo vida e a alma de cada atividade. Ele acompanha, participa, orienta, estimula e carrega crianças, equipamento e bagagens», explica o blogue «Burros & Artes».

Imagem retirada daqui


A partir do Vale das Amoreiras, em Aljezur, Elsa e Sofia fazem passeios de hora e meia, de meio dia, de um a dois dias ou ainda de uma a três semanas pela costa Vicentina e pela via Algarviana. Os «passeios especiais» podem ser meditativos, criativos, energéticos e relaxantes ou ainda de carroça. Em comum a todas atividades há o ritmo, que é sempre moderado.


A animação com os burricos está aberta a escolas, infantários, grupos, aniversários, turismo rural e acessível, eventos de rua, team building e terapias com burros (interação, sensibilização, desenvolvimento pessoal e asinoterapia).

Agenda «Burros & Artes» 2012 aqui.

Imagem retirada daqui

1001 Praias: Praia do Canal

É uma praia extensa de grande beleza natural. Com uma vista soberba e procurada para a prática de surf, tem um segredo que agora partilhamos em surdina: é relativamente pouco frequentada e por isso convidativa para quem gosta de ter espaço para estender a toalha.



O Canal surge imediatamente a sul da Arrifana, possuindo uma vista privilegiada sobre a Pedra da Agulha. A praia é essencialmente de calhau rolado e desenvolve-se na desembocadura de um vale onde subsiste uma linha de água efémera, densamente marginada por vegetação ribeirinha.

Junto ao mar o vale abre-se, é amplo e muito exposto. A vegetação (matos endémicos de zimbro e plantas resistentes à salsugem) encontra-se atapetada, moldada pelos ventos fortes. Os calhaus rolados que escapam ao alcance das marés encontram-se coloridos por líquenes de cores quentes, que contrastam com o fundo negro. Quando o mar fica agreste, mobiliza energicamente os calhaus rolados, produzindo um som cavernoso.

Apesar de muito procurada para a prática do surf e da pesca desportiva, é uma praia tranquila.



Notas:

Em situação de baixa-mar, descobre-se uma língua de areal para sul, até à praia de Vale Figueira.

Acesso viário a partir das Alfambras (zona de povoamento disperso na EN 120, entre Aljezur e a Bordeira). O caminho não está sinalizado e é de terra e pedra solta ao longo de 6 Km, difícil e com declives acentuados, apenas recomendado a veículos todo-o-terreno. Sem equipamentos de apoio nem vigilância. Orientação: oeste.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

As amendoeiras já estão em flor...


Um manto branco já cobre algumas zonas do Algarve…
Estamos na época da floração das amendoeiras que transforma o inverno algarvio numa verdadeira primavera.
Aproveitem para passear pela região e desfrutar de toda esta beleza.










1001 Praias: Ilha Deserta (Barreta)

A ilha Deserta é uma das mais bem conservadas e menos frequentadas praias do Algarve. É uma área completamente desabitada da ria Formosa. Raro santuário, a ilha Deserta convida à tranquilidade e ao descanso.



Cerca de 10 km de silêncio e sossego caracterizam a ilha Deserta, onde tudo parece encaixar-se perfeitamente entre mundos tão distintos como a terra, o mar e o ar.

O acesso faz-se por mar, a partir do sugestivo cais da Porta do Sol, em Faro. Vale sempre a pena atravessar os labirintos de areia e vasa da ria Formosa e o barco serpenteia por canais e bancos de sapal. Pelo caminho há que prestar atenção às diversas aves que por aqui se alimentam, como os graciosos flamingos.

O cordão dunar mantém preservada a sua vegetação original bem como a capacidade de abrigar fauna, sobretudo aves: borrelhos, garajaus, andorinhas do mar, gaivinas ou chilretas podem aqui nidificar tranquilamente, longe dos predadores naturais.

A partir do porto de embarque é possível fazer um percurso de natureza sobre um passadiço de madeira, construído com sulipas de caminho de ferro. Para nascente a ilha ganha robustez, configurando o cabo de St.ª Maria, o extremo meridional de Portugal Continental.




Notas: As correntes junto à barra são normalmente muito fortes, sendo necessária cautela.
Acesso de barco a partir de Faro (cais da Porta do Sol), durante o verão ou mediante solicitação. Equipamentos de apoio (restaurante e WC) e vigilância durante a época balnear. Orientação: sul, sudoeste.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Viver no Algarve é um luxo

Quem o diz é a cantora Viviane, ex-vocalista dos Entre Aspas. Em poucas linhas, ela explica-nos o que a nossa região tem de tão especial. Será a natureza? As praias? A animação? Ou o sorriso simpático dos algarvios?






«Para mim, só o facto de poder viver no Algarve já é um luxo. Ter cá o meu estúdio de gravação com luz natural, ter cá a minha família e os meus amigos… A qualidade de vida nesta região é incomparável pois vivi uns anos na capital e sei bem qual é a diferença. Sou uma pessoa que ama profundamente a natureza e aqui posso desfrutar tanto dos prazeres da serra como do mar, neste clima absolutamente fantástico.

Nos últimos verões redescobri a ilha do Farol. Adoro ir para lá passar uns dias, esquecer-me dos automóveis e das televisões. Adoro passear de barco pela ria Formosa com amigos, ficar na praia ao fim da tarde com a minha cadela de água e o meu filho e vê-los brincarem livremente. E depois, petiscar umas conquilhas e saborear um belíssimo vinho algarvio bem fresco ao som do mar.» *



Vista da ria Formosa





* Artigo publicado na revista «Lugar ao Sol», n.º 3

1001 Praias: Cores de inverno...

Alan e Maggie Milner são uns sortudos. Até no inverno podem desfrutar dos momentos maravilhosos que as praias do Algarve proporcionam. Comprovam-no com as imagens do sotavento algarvio fora da época alta que hoje partilham connosco.






quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

7 Maravilhas: As maravilhas de Lagoa e Castro Marim




Os municípios algarvios de Lagoa e de Castro Marim também anunciaram as suas candidaturas às «7 Maravilhas – Praias de Portugal». Esta iniciativa vai escolher as melhores praias nacionais em categorias como praias urbanas, selvagens, de arribas, rios, dunas, albufeiras e lagoas ou de uso desportivo.

Lagoa concorreu com oito praias àquela distinção, nas categorias de praias de arribas (Marinha, Caneiros e Senhora da Rocha), praias selvagens (Afurada, do Algar de José Rodeira e da Estanquinha), praias urbanas (Carvoeiro) e praias de rio (praia Grande).

Castro Marim candidatou uma praia urbana (Alagoa/Altura) e duas praias dunares (praia Verde e Cabeço/Retur).

As inscrições para apurar as sete melhores praias de Portugal já estão encerradas e o Algarve foi a região do país com mais candidaturas (77 praias). Até ao momento, foram divulgadas as seguintes:
Meia Praia
Praia D. Ana
Praia da Afurada
Praia da Amoreira
Praia da Armona
Praia da Arrifana (arribas)
Praia da Arrifana (desportiva)
Praia da Barrinha – Barra de S. Luis
Praia da Batata
Praia da Bordeira
Praia da Cordoama
Praia da Fuseta
Praia da Istanquinha
Praia da Luz
Praia da Marinha
Praia da Ponta Ruiva
Praia da Rocha
Praia da Salema
Praia da Senhora da Rocha
Praia de Alagoa/Altura
Praia de Alvor
Praia de Odeceixe
Praia de Porto de Mós
Praia de Quarteira
Praia de Quinta do Lago
Praia de Vale do Lobo
Praia de Vale Figueira
Praia de Vilamoura
Praia do Alemão
Praia do Algar de José Rodeira
Praia do Amado
Praia do Barranco das Belharucas
Praia do Beliche
Praia do Burgau
Praia do Cabeço/Retur
Praia do Camilo
Praia do Canal
Praia do Carvoeiro
Praia do Castelejo
Praia do Garrão Poente
Praia do Monte Clérigo
Praia do Peneco
Praia do Tonel
Praia dos Arrifes
Praia dos Caneiros
Praia dos Salgados
Praia Fluvial do Pego Fundo
Praia Grande (Lagoa)
Praia Grande (Silves)
Praia Verde

A presença judaica no Algarve

O Turismo do Algarve integrou recentemente a Rede de Judiarias de Portugal, projeto que visa a defesa do património urbanístico, arquitetónico, ambiental, histórico e cultural, relacionado com a herança judaica.

Com efeito, olhando para trás na história do Algarve, constatamos que muitas localidades da região abrigaram comunidades de judeus, a grande maioria mercadores, que chegaram na época dos Descobrimentos Marítimos Portugueses.

Vejamos o caso de Lagos, que foi um dos principais locais de partida das armadas portuguesas rumo à costa africana. Atraiu então tantos mercadores judeus que, não cabendo no bairro original, pediram autorização ao infante D. Henrique para se instalarem nas zonas cristãs, tendo esse privilégio sido concedido e reconfirmado mais tarde no reinado de D. Afonso V (1438-1481). O conflito entre as duas comunidades determinaria a demarcação de uma “judiaria nova” em 1481, já no reinado de D. João II. No entanto, o terramoto de 1755 destruiu parte da cidade, tendo, consequentemente, feito desaparecer os vestígios desta presença.

Faro, a capital do Algarve, teve, na época medieval, uma judiaria que se destacou por ter sido o berço da imprensa em Portugal, com a edição, em 1487, por Samuel Gacon, do Pentateuco em hebraico. O édito de expulsão dos judeus, em 1496, levou ao declínio da judiaria e só no século XIX voltou a fixar-se em Faro uma próspera comunidade de judeus vindos de Gibraltar e de Marrocos e que contribuíram para o crescimento do comércio local. Cerca de 1830, esta comunidade edificou duas Sinagogas, de que já não existem vestígios, e um cemitério. Este cemitério judaico foi abandonado aquando do desaparecimento da comunidade por motivos de migração dos jovens e morte dos idosos. Nos anos 80 é promovida a inventariação das suas lápides, acabando por ser restaurado em 1993. Em 2003 é renomeado passando a designar-se Centro Histórico Judaico de Faro. Para além deste cemitério, Faro detém ainda alguns sinais da prosperidade judaica do século XIX: o edifício onde hoje está instalado o Colégio Algarve (rua Filipe Alistão), por exemplo, foi residência de Abraão Amram.



Porta principal do Cemitério Israelita de Faro e Museu



Na cidade de Tavira também existiu uma importante judiaria localizada na antiga cerca do Convento da Graça, anteriormente Mosteiro de Santo Agostinho e hoje em dia transformado em pousada da Enatur. No local existiu igualmente uma sinagoga, transformada em 1542 na Igreja de Nossa Senhora da Graça.

Sabe-se que também houve judiarias noutras localidades do Algarve: Alcoutim, Alvor, Loulé, Portimão, Silves e Castro Marim. Ligada à presença judaica no Algarve também não serão alheios certos topónimos da região: Sinagoga, Adro dos Judeus, Vale Judeu…





Portas chanfradas, associadas por certos autores, ao tipo de habitação ocupada por judeus. Foto gentilmente cedida pela Fototeca Municipal de Loulé.

1001 Praias: Praia de Monte Gordo

Cabanas de pescadores foram, durante séculos, o único sinal da presença humana no amplo areal rodeado de pinhais. A beleza da sua praia e as águas seguras e cálidas atraíram os primeiros turistas estrangeiros na década de 60 do séc. XX, dando-lhe um lugar pioneiro no desenvolvimento do turismo algarvio. Hoje, Monte Gordo é um centro turístico internacional, com um casino entre os seus múltiplos equipamentos.



A ocupação humana neste local é antiga, tendo-se resumiu-se durante muito tempo a comunidades piscatórias. Agora os barcos muito coloridos e as suas artes de pesca limitam-se ao extremo poente da praia, mas a faina continua, ainda de forma artesanal. Tendo-se assumido como pioneiro na história do turismo algarvio, Monte Gordo é atualmente um importante centro turístico, com inúmeros equipamentos que incluem um casino.

A praia configura uma ampla baía, o ambiente é do mais quente, seco e luminoso que se encontra no Algarve, o mar é conhecido pela sua suavidade e calidez.

A poente e na parte central da praia, o areal é enquadrado pela animada avenida marginal, em calçada portuguesa, com espaços ajardinados e múltiplos equipamentos turísticos. Nas pequenas dunas que ainda se vão formando, só os cardos, com os seus espinhos, resistem ao pisoteio constante.

A nascente, a praia é mais selvagem, o cordão dunar cresce e já se vê a vegetação típica das areias. Na área envolvente existe um parque de merendas sob o pinhal, junto ao parque de campismo.


Nota:

Acesso viário alcatroado a partir da EN 125, seguindo na direção de Monte Gordo durante cerca de 1 Km. Estacionamento muito amplo e ordenado. O acesso à praia nascente faz-se junto ao parque de merendas, o caminho é de terra batida durante 100m. Diversos equipamentos de apoio (restaurantes, WC e outros) e vigilância durante a época balnear. Praia Acessível. Orientação: sudeste.





quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

7 Maravilhas: Algarve candidata 77 praias

Imagem do DN



Rien ne va plus… que é como quem diz: estão encerradas as inscrições para apurar as sete melhores praias de Portugal.

O Diário de Notícias dá conta da candidatura de 77 praias algarvias a concurso, num total de 327 praias de todo o país. O Algarve é mesmo a região do país que concorre com o maior número de praias.

Os dados estão lançados e em breve serão anunciadas as 70 praias pré-finalistas.

The Artist’s Last Shirt

Mais de 30 artistas portugueses e estrangeiros transportam para a galeria do Centro Cultural São Lourenço partes do trabalho que têm criado em diversos suportes. Pinturas, esculturas, serigrafias e gravuras instalam-se até março em Almancil com preços inferiores a mil euros. Um claro desafio da arte aos saldos.


Marcel Mortier, óleo, sem título


The Artist’s Last Shirt (ou em tradução livre «a última roupa do artista») é uma exposição coletiva que surge para nos dar uma última oportunidade de comprarmos obras de qualidade a um preço convidativo.


Alfredo Revuelta, serigrafia, sem título


Nomes fundamentais da pintura e escultura portuguesas, João Cutileiro e José de Guimarães podem ser vistos na galeria ao lado de Hartmut Berlinicke, Betard, Saskia Bremer, Jean-Marie Boomputte, Eric de Bruijn, Rafael Canales, Philippe Claisse ou muitos outros. Passem por lá, por eles, porque de certeza não ficarão indiferentes a estas suas «roupas» artísticas.


Georg Scheele, escultura em bronze



Informações úteis:

O Centro Cultural São Lourenço está aberto de terça-feira a domingo, das 10h00 às 19h00.
Telefone: 289 395 475


1001 Praias: Praia do Garrão Poente e Nascente

A praia do Garrão, no concelho de Loulé, estende o seu areal ao longo de arribas baixas e dunas palmilhadas de vegetação aromática. Na sua envolvente encontramos lagoas onde se podem observar aves aquáticas.



No Garrão, que surge na continuidade de Vale do Lobo, as arribas dão lugar a vastos campos dunares, cobertos por vegetação típica, que se irão estender pelas barreiras arenosas da já próxima Ria Formosa.
O areal acompanha dois vales divididos por uma arriba baixa: no vale a poente formou-se a chamada Lagoa das Dunas Douradas, no vale a nascente surge a Lagoa do Garrão, de menor expressão. Ambas as zonas húmidas são de água doce, uma raridade na linha de costa, e muito apetecíveis para as aves aquáticas. Um passeio pedonal marginal à Lagoa das Dunas Douradas convida o visitante à observação das diversas aves que por aqui se alimentam, repousam ou nidificam, como o galeirão, o pato-real ou a emblemática galinha-sultana.

A linha de pinhal que vem desde Quarteira, aqui com o seu subcoberto natural, ladeia os espelhos de água, oferecendo proteção e resguardo à vida aquática. Uma rede de passadiços atravessa a duna, ao percorrê-los o visitante pode observar a flora rica e aromática das areias.



Notas:
As lagoas não são aptas para a prática balnear. Circule apenas pelos passadiços de modo a contribuir para a preservação do sistema dunar.

Acesso viário alcatroado a partir de Escanxinas, na estrada entre Quarteira e Almancil, seguindo na direção do Vale do Garrão durante cerca de 6 km. Estacionamento ordenado e amplo. Equipamentos de apoio (restaurantes, WC). Vigilância na época balnear. Orientação: sudoeste.