sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Algarve mágico e supersticioso



Hoje é sexta-feira 13 e em dias como este quem não pensa no azar ou na sorte?

As superstições são crenças sem fundamento em efeitos mágicos de determinados objetos, ações ou rituais. Estas crenças irracionais assentam muitas vezes em tradições populares e influenciam de alguma forma os comportamentos sociais.

No Algarve tradicional encontramos inúmeros testemunhos deste tipo de crenças. São as lendas de mouras encantadas, são histórias de bruxas, são expressões populares, pragas, provérbios …

Para quem é supersticioso e para quem não é, aqui ficam alguns exemplos de superstições do Algarve recolhidas nas obras monográficas de Ataíde Oliveira e de Estanco Louro.



Imagem cedida por Ivo Coelho do blogue Exotikbirds


“Não é bom contar as estrelas, porque nos nascem verrumas”

“Não é bom varrer a casa antes de pôr o pão no forno e de tender”

“Crê-se que o cuco sabe quantos anos faltam para o casamento de uma pessoa. Basta perguntar-lho assim:
Cuco Real! Quantos anos me dás tu para casar?
Os anos serão tantos quantas vezes o cuco cantar.”

“Quando quisermos que as bruxas não nos peguem, temos de vestir uma peça de roupa pelo avesso”

Quem tem um sinal no corpo sem que todavia o possa ver, está para sempre livre das bruxas.

“Quem tem os dentes ralos, é muito mentiroso”

“O uivar constante dos cães é sinal de qualquer catástrofe ou desgraça”.

“Quando se acaba de amassar o pão, faz-se uma cruz sobre a massa e pronuncia-se o seguinte: Deus te acrescente para bem da gente”.

“Para curar frieiras vai o paciente de noite à porta de um vizinho e bate uma pancada na porta.
- Quem é? Perguntam de dentro.
E o paciente responde logo, pondo-se em fuga:
- Frieiras no seu pé.
Se não fugisse, apanhava uma dose mestra do vizinho a cuja porta batera”

E vocês… não querem partilhar alguma superstição?



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