sexta-feira, 27 de abril de 2012

História aos quadradinhos

A história de hoje é aos quadradinhos mas não necessariamente sobre banda desenhada. Os nossos protagonistas são quadrados de tamanho quase invariável (14x14 cm) e com padrões coloridos que costumam revestir as superfícies, decorando-as. Falamos do azulejo tradicional e de quem o trabalha todos os dias, como a família Mascarenhas do atelier Aresta Viva, em Faro.



Este atelier é dinamizado por Palmira e Rui Mascarenhas, mãe e filho, que partilham o gosto pela cultura portuguesa. Juntos já levaram os seus azulejos típicos do século XVII e de traço hispano-mourisco até feiras em Florença e Milão, por exemplo, e já conseguiram fidelizar um cliente muito especial: o Museu Nacional do Azulejo.

Também exportam para lojas de artesanato especializado do país e recebem encomendas de particulares que apreciam a arte da azulejaria antiga ou moderna. A última teve a Alemanha como destino e resultou num conjunto de mil azulejos sem relevo e todos pintados à mão, conta Palmira, orgulhosa.


O Aresta Viva não é uma loja mas não está vedado ao público. Qualquer pessoa que queira, aliás, conhecê-lo ou adquirir uma das peças de cerâmica – têm um catálogo com mais de 30 padrões diferentes – só tem de tocar à campainha para que a porta do n.º 24 da rua Antero de Quental se abra. Vale a pena entrar, quanto mais não seja para apreciar o ciclo fascinante destes quadradinhos vidrados.


Sem comentários:

Enviar um comentário