quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A ciência está viva no Algarve


Este mês temos uma palavra para vocês: ciência. Está em todo o lado, espalhada pela região em dezenas de atividades ao ar livre ou dentro de portas que acordam os sentidos para o simples prazer da descoberta. Vamos então de férias com ela, através das aves e borboletas noturnas, dos monumentos, aquários naturais, estrelas, planetas, dunas, castelos e faróis. Agora.




Tem mesmo de ser agora, porque senão corremos o risco de perder ações científicas durante o fim de semana. O sábado, por exemplo, começa com lições de biologia na praia de Faro. A biodiversidade que existe na ria Formosa estará sob a atenção dos participantes, assim como os desafios e ameaças que ela enfrenta. Quem preferir percorrer as muralhas do castelo de Lagos e saber mais sobre a geometria e a balística desta estrutura defensiva poderá fazê-lo também neste dia. Ou então partir «Por mares nunca antes navegados», na praia do Monte Clérigo (Aljezur), ou ainda perceber que «As barras também migram», na praia de Faro. São outras propostas, em forma de excursão, para os curiosos do conhecimento.


Nebulosa «Capacete de Thor». Créditos: Robert Gendler


Já a noite reserva-nos a observação astronómica à vista desarmada, com binóculos e telescópio, no Centro Ciência Viva do Algarve, em Faro (estão previstas sessões idênticas para Portimão, dia 21, Senhora da Rocha, dia 23, Albufeira, dia 28, Lagos, dia 29, e Olhão, dia 29).

Fazemos uma breve paragem na engenharia na segunda-feira, dia 20, para uma visita à Estação de Tratamento de Água de Alcantarilha (Silves), onde poderemos ver como se trata a água que bebemos.

Na próxima quarta-feira, dia 22, a escolha faz-se entre a observação solar e a construção de relógios solares, a descoberta das aves (ambas no Centro Ciência Viva do Algarve) ou a geologia no Centro Ciência Viva de Lagos. Como se movem os astros? Quais as principais espécies de aves do Algarve? E que rochas são aplicadas nas fachadas dos nossos edifícios? Só saberão as respostas se participarem nas atividades…

Um dia depois, tudo acontece no Centro de Estudos da Associação «A Rocha» na Mexilhoeira Grande, em Portimão. E quando dizemos tudo, é mesmo assim: as únicas ações que terão lugar na região no dia 23 estão ali e apresentam-se com nomes muito sugestivos, como «Um jardim diferente», «Hete...quê? Heteróceros! Hã? Borboletas noturnas!» e «As Aves dos nossos jardins».


Farol do cabo de Santa Maria. Créditos: Marinha Portuguesa - Direção de Faróis


De olhos postos (ainda) nas aves, a Fonte da Benémola em Querença recebe no dia 25 uma demonstração de anilhagem científica de aves. Entretanto, no Centro Ciência Viva de Tavira, o protagonista será o cristal de sal. A salina é um autêntico laboratório de química ao ar livre – explica o sítio da Ciência Viva – e por isso a de Tavira merecerá uma visita, pelo menos, neste dia. Dia que ainda nos propõe observação de aves na praia do Telheiro, em Lagos, uma passagem por um dos melhores exemplares da arquitetura militar islâmica em Portugal – o castelo de Paderne –, uma visita (repetida no dia seguinte) ao farol do cabo de Santa Maria, na ilha da Culatra, em Olhão, que se acenderá pouco depois de o Sol se pôr. Ou então experimentar atividades ligadas aos temas da biodiversidade e das alterações climáticas em ambientes marinhos, no Centro Náutico da praia de Faro, ou, para quem tiver falhado a ação do dia 18, perceber que «As barras também migram», no mesmo sítio.

O dia 26 reserva-nos uma espreitadela ao castelo de Salir, edificado em taipa, e outra à ciência fresquinha e simples de realizar no Centro Ciência Viva de Lagos.


Centro Ciência Viva do Algarve (CCVA). Créditos: CCVA 


Já pertinho do final do mês, ainda haverá tempo para aprender a construir veículos lunares num atelier com materiais reutilizáveis ou de identificar as constelações e os movimentos do céu que está por cima das nossas cabeças, no planetário. Ambas as iniciativas decorrem no Centro Ciência Viva do Algarve, em Faro, no dia 29. Em Tavira, a partir do Centro Ciência Viva, poderemos fazer o percurso «Da Terra ao Mar», que tem o objetivo de mostrar o património cultural, histórico e natural de Tavira.

As borboletas noturnas, o jardim diferente (que é afinal uma estação meteorológica) e as aves que existem nos nossos jardins regressam ao programa no dia 30, outra vez no Centro de Estudos da Associação «A Rocha» na Mexilhoeira Grande, em Portimão. A última sugestão do dia é a «Rota das salinas centenárias» da Necton, localizadas em frente à barra de Faro. O ponto de encontro será, no entanto, no Centro Ciência Viva do Algarve.

Apesar de o dia 31 ser o último de agosto, ele não nos deixará mais parados. Seremos convidados a observar as aves da ria Formosa (no Parque Natural da Ria Formosa, em Olhão) ou a entrar na rota das nascentes (nas Gambelas, em Faro) que drenam os aquíferos do Jurássico médio e inferior do Algarve Central.

Todas estas ações estão incluídas no programa Ciência Viva no verão, que se estende até ao dia 15 de setembro e que promove a aproximação das pessoas com a natureza selvagem e a natureza da engenharia das estruturas simbólicas do país.

Nota:
As atividades têm hora marcada e algumas requerem inscrição prévia. Para mais informações, entrem aqui.

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