terça-feira, 7 de agosto de 2012

Para grandes males, grandes remédios

No Museu Regional do Algarve, em Faro, não é preciso uma grande visita para perceber que as atenções giram em torno do provérbio «para grandes males, grandes remédios». Pelo menos desde março, altura em que a exposição dedicada à medicina popular foi inaugurada. Em três meses recebeu 1157 pessoas e agora que está quase a terminar (dia 17 de agosto), desafiamos-vos a espreitarem as mezinhas e superstições que ainda hoje são praticadas no concelho. Sem medos (ou qualquer sombra de bruxaria).



A mostra «Para grandes males, grandes remédios: a medicina popular no concelho de Faro» faz parte de um levantamento de costumes de cura que, ao longo do tempo, foram caindo em desuso pela população. Dentro do museu, saltam à vista a alva de cão (fezes) para tratar anginas e duas sanguessugas para curar hematomas e feridas infetadas. Os anelídeos estão vivos – para contentamento das crianças que passam pelo espaço – e são alimentados com fígado ou açúcar dentro do frasco onde estão guardados.



Como tratar as cãibras ou o cabelo desidratado e sem brilho? Como aliviar a dor de barriga nas crianças ou evitar a fraqueza das pernas? A exposição responde, com a ajuda da sabedoria dos habitantes da ilha da Culatra.

Se ficaram curiosos, o melhor é percorrerem o Museu Regional do Algarve para verem o que ficou por contar, e que inclui amuletos e ainda mais benzeduras. Para quem não puder ir, deixamos aqui a reza para proteção pessoal (dá sempre jeito, dizemos nós…).


Oração a S. Silvestre
Encomendo a S. Silvestre e à camisa que ele veste e às varas de S. Jorge, com que Deus andou armado. O meu corpo não seja corto, nem o meu sangue derramado. Quem tem olhos não me veja, quem tem braços não me prenda. Valha-me a Nossa Senhora, de todo o perigo me defenda.

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