quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Parque Natural da Ria Formosa

Todas as estações do ano são boas para visitar o Parque Natural da Ria Formosa, tal é a diversidade dos valores naturais e culturais que aí se podem encontrar!

Cobrindo cerca de 20 mil hectares de um sistema lagunar que se estende por 60 quilómetros de litoral, entre o Ancão (Loulé) e a Manta Rota (Vila Real de Santo António), é um labirinto de canais, ilhas, sapais e bancos de areia formados pelo depósito de sedimentos trazidos pelos cursos de água e pelo mar.


Se a razão da visita é botânica, a área é de grande interesse, especialmente pela vegetação das zonas de duna e sapal; se é do ponto de vista da fauna, o interesse não é menor, pois é lugar de passagem de aves migratórias entre o Norte de África e a Europa e local de invernada das aves provenientes do Norte e Centro do continente europeu. O caimão ou galinha-sultana é o emblema do parque e uma das espécies mais raras da Europa, vivendo apenas em Espanha e em Portugal, aqui na ria Formosa e na foz da ribeira de Quarteira. Flamingos, águias de asa redonda, galinholas e guarda-rios são outras aves que aqui podem ser observadas. Mas também se podem “espreitar” camaleões, habitantes privilegiados do parque, quase extintos na Europa!

Considerada uma das 7 Maravilhas de Portugal, a ria Formosa tem, também, uma importância económica de relevo devido à variedade de peixe, marisco e bivalves e à extração de sal em salinas. Sabiam que as salinas da ria são responsáveis pela maior parte da produção de sal marinho da região e cerca de metade do total nacional?

Mas se o motivo da visita é cultural, a sede do parque, em Olhão, oferece um percurso de três quilómetros, onde estão integrados vários pontos de interesse:

- uma estação romana do século IV, com vestígios de antigos tanques de salga de peixe;

- um moinho de maré;

- uma barca do atum (barca de transporte de atum, que levava o pescado às fábricas de conserva da área);

- observatórios de aves;

- Centro de Recuperação de Aves;

- Casa do Poeta João Lúcio.

Todas estas são razões suficientes para se partir à descoberta tranquila dos encantos do Algarve!



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