segunda-feira, 20 de maio de 2013

Como documentar uma região – take 1

Como é que se registam estórias e modos de fazer típicos antes de caírem no esquecimento? É fácil: junta-se uma equipa de trabalho que sairá para o terreno, equipamento audiovisual para filmar, uma vontade imensa de ouvir (com ouvidos plenos) os testemunhos das gentes da terra e, claro, as próprias gentes da terra, não fossem elas as protagonistas da ação. Foi exatamente isto que a Algarve Film Commission fez no projeto “Documentar – Faro Interior”, agora em fase de divulgação. Que se divulgue, pois então. 

A ideia inicial era valorizar a identidade cultural de Faro, em especial das freguesias de Estoi e de Santa Bárbara de Nexe. Mas depressa assumiu uma proporção de gigante e em pouco tempo quis promover as tradições de mais lugares: Loulé e São Brás de Alportel estão já na mira. Podemos assim dizer que este projeto vai documentar o Algarve em vários takes. O de Faro foi apenas o primeiro. 

Com o apoio financeiro do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER) e de criativos da área audiovisual, a Algarve Film Commission foi à procura dos habitantes locais e dos seus ofícios para os levar além espaço através de breves documentários, onde vemos a Edilia Perna a recitar poesia popular, o oleiro Armando Martins a fazer alcatruzes para a apanha do polvo ou a Salomé Caetano a explicar a arte do trapilho. Aqui ficamos com o vídeo dedicado ao compositor e acordeonista algarvio João Barra Bexiga, para quem «as coisas, para nascer, têm que sair com arte».


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