quinta-feira, 15 de outubro de 2015

O nosso outono


Créditos fotográficos: L'Express


“Antes que venha o inverno e disperse ao vento essas folhas de poesia que por aí caíram, vamos escolher uma ou outra que valha a pena conservar, ainda que não seja senão para memória”, escreveu Almeida Garrett na advertência inicial às suas Folhas Caídas. Precisamente antes que venha o inverno e ponha em debandada os dias de sol quentinho e as folhas das nossas árvores, aproveitemos a poesia do outono no Algarve. Ela já chegou a Espanha e a França, em dois artigos publicados no portal Los Viajeros e na revista L’Express. Para os espanhóis, o Algarve outonal é caminhadas, passeios de barco no Guadiana, pedaladas em bicicleta, gastronomia, tratamentos em spas, eventos e birdwatching (http://bit.ly/1QwKzIr). Para os franceses, a conversa é outra: a região – por eles apelidada de a Bretanha de Portugal – é o Atlântico que a banha, a indomável Costa Vicentina e a cidade piscatória de Olhão (http://bit.ly/1NJj291). Para nós, ela é tudo isto e também golfe, cultura e vida. É a nossa bela nada adormecida, com tanto a acontecer e para fazer, mesmo numa estação recolhida como o outono.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

O que está a dar é o turismo criativo


Créditos fotográficos: Loulé Criativo

Estão entre as pessoas que gostam de viajar por puro deleite para uma região ou um país, fazendo-o com frequência? Muito bem, são turistas, portanto. Mas serão turistas criativos? Isto é, daqueles que se entrosam com os habitantes locais e que se aventuram pelas tradições alheias, experimentando o modo de vida dos outros povos? Em caso de resposta afirmativa, informamos que sim, são turistas criativos. E foi a pensar em vocês – e em todos os “como vocês” espalhados pelo mundo – que Loulé aderiu à Rede Internacional de Turismo Criativo (Creative Tourism Network). Loulé é, aliás, o único município português nesta rede que promove a oferta mundial desta nova geração de turismo, a qual permite ao visitante dançar rumba em Barcelona ou produzir música chill out em Ibiza, por exemplo. Por cá, o pacote de atividades que Loulé, enquanto destino criativo, tem para os turistas passa por ensiná-los a entrelaçar palma, a fazer pão caseiro em forno de lenha, uma tiborna ou tapas à algarvia. Ou ainda joias com as cores e texturas de Loulé. No verão, eles chegaram a dançar corridinho, a recriar platibandas em painéis decorativos e a fazer doces em pasta de amêndoa. O conceito deste tipo de turismo é assim juntar os residentes aos visitantes, uns no papel de mestres de ofícios, outros no de aprendizes, numa troca de saberes, de histórias e de cultura. E tem resultado, a julgar pelas notícias que vão saindo sobre o tema e que vão destacando o pioneirismo de Loulé no contexto nacional. Veja-se esta, da revista “E”, ou esta, da SIC. É bom estarmos um passinho à frente no tipo de turismo que mostra o melhor da nossa região e que dá parte de nós a quem nos visita...