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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

1001 Praias: Praia de Vilamoura

Praia inserida num dos maiores empreendimentos turísticos e residenciais da Europa, cujo espaço público é, desde Novembro de 2011, totalmente certificado no que se refere à Qualidade e ao Ambiente.



A acolhedora praia de Vilamoura situa-se entre o molhe nascente da Marina e a doca da vila de Quarteira, enquadrada por um dos maiores empreendimentos turísticos e imobiliários da Europa. A antiga Quinta de Quarteira foi assim transformada num enorme e ajardinado complexo de lazer, onde para além do golfe, que aqui é o desporto rei, o visitante tem à disposição um casino, um centro hípico, um clube de tiro, pistas de corta-mato, ciclovias, campos de ténis e squash, galeria de arte, pequenos cruzeiros e ainda a Marina com um plano de água repleto de barcos luxuosos e uma sofisticada envolvente de esplanadas e lojas.
Vilamoura prima ainda pelas suas valências ecológicas. No Parque Ambiental, que abrange o troço final da Ribeira de Quarteira, podem ser observadas mais de 100 espécies de avifauna entre os densos caniçais daquela zona húmida. Já no Museu e Estação Arqueológica Cerro da Vila é possível fazer uma viagem imaginária por uma vila piscatória romana do séc. I.





Nota:

Acesso pedonal a partir de Vilamoura (sinalizada na EN 125). Estacionamento ordenado e amplo. Diversos equipamentos de apoio (restaurantes, WC e outros) e vigilância na época balnear. Praia Acessível. Orientação: sudoeste.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

1001 Praias: Praia da Luz

Visitamos hoje a praia da Luz emoldurada pela falésia onde sobressai uma rocha negra de origem vulcânica e pelo branco casario da antiga aldeia piscatória. Com areia fina e macia mas também com coloridas rochas esta praia de ambiente cosmopolita proporciona momentos de lazer inesquecíveis.



A praia associa-se a uma pequena estância balnear muito cosmopolita, onde uma marginal calcetada acompanha a frente de mar, oferecendo esplanadas solarengas e alguma animação. A marginal, ladeada por grandes palmeiras, funde-se a poente com as muralhas da fortaleza originalmente construída para proteger a Igreja da Luz dos ataques dos Mouros. No sopé da muralha, já na praia, uma extensa plataforma rochosa de cores quentes e muito esculpida pelo mar exibe fósseis marinhos e alguma da vida da faixa entre-marés: anémonas, cracas, lapas e burriés, envoltos num tapete de algas verdes. Fora do alcance das marés crescem nestas rochas de tons ocres plantas típicas das arribas como o limónio.

Para nascente, a arriba eleva-se, acinzentada e muito ravinada pela escorrência das águas. Nesta arriba esbranquiçada talhada em calcários e margas, uma formação rochosa muito escura sobressai na paisagem: é a chamada Rocha Negra, um filão vulcânico da Serra de Monchique que se estendeu até ao mar. Esta baía de águas calmas é propícia à prática de desportos náuticos: windsurf, kitesurf, vela e mergulho, existindo vários equipamentos de apoio à disposição dos veraneantes.



Notas:

Uma vez que existe a possibilidade de ocorrer desprendimento de pedras, recomenda-se atenção à faixa junto das arribas a nascente da praia.

Acesso pedonal através da povoação da Luz (sinalizada na EN125 a cerca de 7 Km de Lagos). Estacionamento ordenado. Diversos equipamentos de apoio (restaurantes e WC) e vigilância na época balnear. Praia Acessível. Orientação: sul/sudeste.



segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

1001 Praias: Praia do Burgau

Praia familiar e tranquila com um típico porto de pesca debruçado sobre o mar…




Integrada na povoação do Burgau, é uma praia de caráter urbano e marca o limite Poente do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. O areal estende-se ao longo de uma pequena enseada abrigada das intempéries que funciona como porto piscatório e onde ainda se praticam formas artesanais de pesca, sendo utilizadas artes como o covo, a rede de amalhar ou o aparelho de anzol.

Também aqui, à semelhança do que acontece na Salema, é possível observar o regresso dos barcos à praia depois da faina e petiscar depois o polvo, a moreia ou o sargo, nos restaurantes da povoação. Os utentes da praia dividem assim o areal com os barcos de pesca e respetivo estaleiro. Nas arribas encontra-se uma fortificação do séc. XVII e as ruínas de uma torre altaneira do séc. XVI.




Nota:
Acesso pedonal na povoação do Burgau (sinalizado na EN 125). Estacionamento ordenado, com diversos equipamentos de apoio (restaurante e WC) e vigilância na época balnear. Orientação: sudeste, sul.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

1001 Praias: o sonho de Gabriel


Hoje compartilhamos o sonho, tornado realidade, de Gabriel Clemente, que se apaixonou pelos Olhos de Água…




“Aqui nesta pequena aldeia dos Olhos de Água, fiz com a minha esposa, em 1971, uma semana de férias, e gostámos tanto que tivemos o sonho de um dia vir para cá viver. Em 1987 comprámos cá uma casinha e hoje, já reformados, esse nosso sonho é uma realidade!

Freguesia muito acolhedora do concelho de Albufeira, os Olhos de Água é uma pequena povoação de origem piscatória e a formação do seu nome teve origem na existência de várias nascentes de água doce na praia, à beira-mar e dentro do mar.

Visite os Olhos de Água e as outras praias da freguesia: Falésia e Maria Luisa.”

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

1001 Praias: Praia dos Arrifes

Localizada no centro do Algarve, Albufeira é umas das zonas turísticas mais carismáticas, com um vasto leque de praias para usufruir. Hoje selecionámos para si a praia dos Arrifes.







Esta pequena enseada encontra-se abrigada por arribas baixas e intensamente esculpidas, onde são visíveis algares (poços naturais), arcos e inúmeras galerias nas paredes rochosas, que se mostram muito corroídas e desgastadas pelo tempo e pelos elementos. Três enormes leixões, claramente desproporcionados relativamente à dimensão do areal, dominam a linha do horizonte, oferecendo porém a ilusão de se tomar banho numa imponente piscina rochosa. Por este motivo esta praia é designada localmente por Três Penecos. Também estes rochedos se encontram muito esculpidos, com o leixão central e mais próximo do areal a formar uma curiosa janela no topo. Plantas resistentes à salsugem, como a barrilha e o funcho-do-mar, conseguem colonizar os leixões, situando-se porém fora do alcance da linha de maré. A área envolvente à praia encontra-se revestida por uma mancha de pinhal, onde se pode observar a palmeira-anã no subcoberto, a única palmeira nativa da Europa.









Nota:


Acesso à praia através de escadas em madeira. A circulação de carros sobre o topo da arriba encontra-se fortemente condicionada, de modo a minimizar a desestabilização da arriba. No areal, e uma vez que existe a possibilidade de ocorrer desprendimento de pedras, recomenda-se atenção à faixa junto às arribas.


Acesso viário alcatroado a partir do Aldeamento de S. Rafael, seguindo a sinalização para a praia. Estacionamento amplo e não ordenado. Equipamento de apoio (restaurante e WC) e vigilância na época balnear. Orientação: sul.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

1001 Praias: Praia de Benagil

Num convite irrecusável à descontração, muitas das praias do Algarve têm condições excecionais para o convívio entre gerações – seja em animados passeios à descoberta de tesouros, construir castelos de areia, dar as primeiras braçadas nas piscinas naturais ou usufruindo dos equipamentos de diversão. Hoje convidamo-lo a descobrir a praia de Benagil!




A praia surge no fundo de um vale muito cavado, associada ao pequeno Porto de Pesca de Benagil, enquanto a povoação piscatória que batiza a praia dispõe-se já em posição altaneira no topo da arriba. O acesso à praia desemboca na zona reservada às embarcações de pesca artesanal, que também se ocupam das visitas às grutas marinhas e às praias isoladas da região. Passando os barcos coloridos, o areal estende-se para nascente, até à imponente arriba de tons ocres, talhada em rochas carbonatadas muito ricas em fósseis marinhos, também chamadas de concheiros, que testemunham uma época pretérita em que o nível do mar se encontrava mais para o interior, submergindo a atual linha de costa. Estas rochas encontram-se agora muito esculpidas e modeladas pela ação conjunta da força mecânica das ondas do mar e da dissolução da rocha calcária promovida pela água da chuva. Em Benagil são visíveis modelados rochosos típicos deste tipo de paisagem carsificada, como grutas e algares em corte na face da arriba.



Notas:

Uma vez que existe a possibilidade de ocorrer desprendimento de pedras, recomenda-se atenção à faixa junto das arribas.

Acesso viário alcatroado a partir da EN 125, virando para sul junto à Escola Internacional do Algarve e seguindo as indicações para a praia, que fica a cerca de 5.5Km da EN 125. Estacionamento exíguo. Equipamento de apoio à atividade piscatória (restaurante). Não dispõe de vigilância balnear. Orientação: sul.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

1001 Praias: Praia do Canal

É uma praia extensa de grande beleza natural. Com uma vista soberba e procurada para a prática de surf, tem um segredo que agora partilhamos em surdina: é relativamente pouco frequentada e por isso convidativa para quem gosta de ter espaço para estender a toalha.



O Canal surge imediatamente a sul da Arrifana, possuindo uma vista privilegiada sobre a Pedra da Agulha. A praia é essencialmente de calhau rolado e desenvolve-se na desembocadura de um vale onde subsiste uma linha de água efémera, densamente marginada por vegetação ribeirinha.

Junto ao mar o vale abre-se, é amplo e muito exposto. A vegetação (matos endémicos de zimbro e plantas resistentes à salsugem) encontra-se atapetada, moldada pelos ventos fortes. Os calhaus rolados que escapam ao alcance das marés encontram-se coloridos por líquenes de cores quentes, que contrastam com o fundo negro. Quando o mar fica agreste, mobiliza energicamente os calhaus rolados, produzindo um som cavernoso.

Apesar de muito procurada para a prática do surf e da pesca desportiva, é uma praia tranquila.



Notas:

Em situação de baixa-mar, descobre-se uma língua de areal para sul, até à praia de Vale Figueira.

Acesso viário a partir das Alfambras (zona de povoamento disperso na EN 120, entre Aljezur e a Bordeira). O caminho não está sinalizado e é de terra e pedra solta ao longo de 6 Km, difícil e com declives acentuados, apenas recomendado a veículos todo-o-terreno. Sem equipamentos de apoio nem vigilância. Orientação: oeste.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

1001 Praias: Ilha Deserta (Barreta)

A ilha Deserta é uma das mais bem conservadas e menos frequentadas praias do Algarve. É uma área completamente desabitada da ria Formosa. Raro santuário, a ilha Deserta convida à tranquilidade e ao descanso.



Cerca de 10 km de silêncio e sossego caracterizam a ilha Deserta, onde tudo parece encaixar-se perfeitamente entre mundos tão distintos como a terra, o mar e o ar.

O acesso faz-se por mar, a partir do sugestivo cais da Porta do Sol, em Faro. Vale sempre a pena atravessar os labirintos de areia e vasa da ria Formosa e o barco serpenteia por canais e bancos de sapal. Pelo caminho há que prestar atenção às diversas aves que por aqui se alimentam, como os graciosos flamingos.

O cordão dunar mantém preservada a sua vegetação original bem como a capacidade de abrigar fauna, sobretudo aves: borrelhos, garajaus, andorinhas do mar, gaivinas ou chilretas podem aqui nidificar tranquilamente, longe dos predadores naturais.

A partir do porto de embarque é possível fazer um percurso de natureza sobre um passadiço de madeira, construído com sulipas de caminho de ferro. Para nascente a ilha ganha robustez, configurando o cabo de St.ª Maria, o extremo meridional de Portugal Continental.




Notas: As correntes junto à barra são normalmente muito fortes, sendo necessária cautela.
Acesso de barco a partir de Faro (cais da Porta do Sol), durante o verão ou mediante solicitação. Equipamentos de apoio (restaurante e WC) e vigilância durante a época balnear. Orientação: sul, sudoeste.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

1001 Praias: Cores de inverno...

Alan e Maggie Milner são uns sortudos. Até no inverno podem desfrutar dos momentos maravilhosos que as praias do Algarve proporcionam. Comprovam-no com as imagens do sotavento algarvio fora da época alta que hoje partilham connosco.






quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A presença judaica no Algarve

O Turismo do Algarve integrou recentemente a Rede de Judiarias de Portugal, projeto que visa a defesa do património urbanístico, arquitetónico, ambiental, histórico e cultural, relacionado com a herança judaica.

Com efeito, olhando para trás na história do Algarve, constatamos que muitas localidades da região abrigaram comunidades de judeus, a grande maioria mercadores, que chegaram na época dos Descobrimentos Marítimos Portugueses.

Vejamos o caso de Lagos, que foi um dos principais locais de partida das armadas portuguesas rumo à costa africana. Atraiu então tantos mercadores judeus que, não cabendo no bairro original, pediram autorização ao infante D. Henrique para se instalarem nas zonas cristãs, tendo esse privilégio sido concedido e reconfirmado mais tarde no reinado de D. Afonso V (1438-1481). O conflito entre as duas comunidades determinaria a demarcação de uma “judiaria nova” em 1481, já no reinado de D. João II. No entanto, o terramoto de 1755 destruiu parte da cidade, tendo, consequentemente, feito desaparecer os vestígios desta presença.

Faro, a capital do Algarve, teve, na época medieval, uma judiaria que se destacou por ter sido o berço da imprensa em Portugal, com a edição, em 1487, por Samuel Gacon, do Pentateuco em hebraico. O édito de expulsão dos judeus, em 1496, levou ao declínio da judiaria e só no século XIX voltou a fixar-se em Faro uma próspera comunidade de judeus vindos de Gibraltar e de Marrocos e que contribuíram para o crescimento do comércio local. Cerca de 1830, esta comunidade edificou duas Sinagogas, de que já não existem vestígios, e um cemitério. Este cemitério judaico foi abandonado aquando do desaparecimento da comunidade por motivos de migração dos jovens e morte dos idosos. Nos anos 80 é promovida a inventariação das suas lápides, acabando por ser restaurado em 1993. Em 2003 é renomeado passando a designar-se Centro Histórico Judaico de Faro. Para além deste cemitério, Faro detém ainda alguns sinais da prosperidade judaica do século XIX: o edifício onde hoje está instalado o Colégio Algarve (rua Filipe Alistão), por exemplo, foi residência de Abraão Amram.



Porta principal do Cemitério Israelita de Faro e Museu



Na cidade de Tavira também existiu uma importante judiaria localizada na antiga cerca do Convento da Graça, anteriormente Mosteiro de Santo Agostinho e hoje em dia transformado em pousada da Enatur. No local existiu igualmente uma sinagoga, transformada em 1542 na Igreja de Nossa Senhora da Graça.

Sabe-se que também houve judiarias noutras localidades do Algarve: Alcoutim, Alvor, Loulé, Portimão, Silves e Castro Marim. Ligada à presença judaica no Algarve também não serão alheios certos topónimos da região: Sinagoga, Adro dos Judeus, Vale Judeu…





Portas chanfradas, associadas por certos autores, ao tipo de habitação ocupada por judeus. Foto gentilmente cedida pela Fototeca Municipal de Loulé.

1001 Praias: Praia de Monte Gordo

Cabanas de pescadores foram, durante séculos, o único sinal da presença humana no amplo areal rodeado de pinhais. A beleza da sua praia e as águas seguras e cálidas atraíram os primeiros turistas estrangeiros na década de 60 do séc. XX, dando-lhe um lugar pioneiro no desenvolvimento do turismo algarvio. Hoje, Monte Gordo é um centro turístico internacional, com um casino entre os seus múltiplos equipamentos.



A ocupação humana neste local é antiga, tendo-se resumiu-se durante muito tempo a comunidades piscatórias. Agora os barcos muito coloridos e as suas artes de pesca limitam-se ao extremo poente da praia, mas a faina continua, ainda de forma artesanal. Tendo-se assumido como pioneiro na história do turismo algarvio, Monte Gordo é atualmente um importante centro turístico, com inúmeros equipamentos que incluem um casino.

A praia configura uma ampla baía, o ambiente é do mais quente, seco e luminoso que se encontra no Algarve, o mar é conhecido pela sua suavidade e calidez.

A poente e na parte central da praia, o areal é enquadrado pela animada avenida marginal, em calçada portuguesa, com espaços ajardinados e múltiplos equipamentos turísticos. Nas pequenas dunas que ainda se vão formando, só os cardos, com os seus espinhos, resistem ao pisoteio constante.

A nascente, a praia é mais selvagem, o cordão dunar cresce e já se vê a vegetação típica das areias. Na área envolvente existe um parque de merendas sob o pinhal, junto ao parque de campismo.


Nota:

Acesso viário alcatroado a partir da EN 125, seguindo na direção de Monte Gordo durante cerca de 1 Km. Estacionamento muito amplo e ordenado. O acesso à praia nascente faz-se junto ao parque de merendas, o caminho é de terra batida durante 100m. Diversos equipamentos de apoio (restaurantes, WC e outros) e vigilância durante a época balnear. Praia Acessível. Orientação: sudeste.





quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

7 Maravilhas: Algarve candidata 77 praias

Imagem do DN



Rien ne va plus… que é como quem diz: estão encerradas as inscrições para apurar as sete melhores praias de Portugal.

O Diário de Notícias dá conta da candidatura de 77 praias algarvias a concurso, num total de 327 praias de todo o país. O Algarve é mesmo a região do país que concorre com o maior número de praias.

Os dados estão lançados e em breve serão anunciadas as 70 praias pré-finalistas.

1001 Praias: Praia do Garrão Poente e Nascente

A praia do Garrão, no concelho de Loulé, estende o seu areal ao longo de arribas baixas e dunas palmilhadas de vegetação aromática. Na sua envolvente encontramos lagoas onde se podem observar aves aquáticas.



No Garrão, que surge na continuidade de Vale do Lobo, as arribas dão lugar a vastos campos dunares, cobertos por vegetação típica, que se irão estender pelas barreiras arenosas da já próxima Ria Formosa.
O areal acompanha dois vales divididos por uma arriba baixa: no vale a poente formou-se a chamada Lagoa das Dunas Douradas, no vale a nascente surge a Lagoa do Garrão, de menor expressão. Ambas as zonas húmidas são de água doce, uma raridade na linha de costa, e muito apetecíveis para as aves aquáticas. Um passeio pedonal marginal à Lagoa das Dunas Douradas convida o visitante à observação das diversas aves que por aqui se alimentam, repousam ou nidificam, como o galeirão, o pato-real ou a emblemática galinha-sultana.

A linha de pinhal que vem desde Quarteira, aqui com o seu subcoberto natural, ladeia os espelhos de água, oferecendo proteção e resguardo à vida aquática. Uma rede de passadiços atravessa a duna, ao percorrê-los o visitante pode observar a flora rica e aromática das areias.



Notas:
As lagoas não são aptas para a prática balnear. Circule apenas pelos passadiços de modo a contribuir para a preservação do sistema dunar.

Acesso viário alcatroado a partir de Escanxinas, na estrada entre Quarteira e Almancil, seguindo na direção do Vale do Garrão durante cerca de 6 km. Estacionamento ordenado e amplo. Equipamentos de apoio (restaurantes, WC). Vigilância na época balnear. Orientação: sudoeste.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

1001 Praias: Praia dos Caneiros

Entre arribas de grande beleza encontramos a tranquila praia dos Caneiros mesmo em frente ao colorido rochedo conhecido por Leixão das Gaivotas.




Esta praia surge no seguimento do Vale da Azinhaga, sendo ainda visível a poente o Farol da Ponta do Altar e o Leixão da Gaivota. O areal é porém bastante mais largo e extenso, enquadrado por arribas altas onde sobressaem faixas alternadas de tons ocres, rosáceos e esbranquiçados. As paredes rochosas rebaixam na parte central da praia e estão intensamente sulcadas e corroídas pela água da chuva.


Já na base da arriba é visível a ação do mar, que escavou impressionantes grutas, sapas e muitas reentrâncias na rocha.


Vestígios dum antigo desmoronamento são visíveis no troço nascente da praia, com muito blocos rochosos já dentro de água a permitirem a colonização por organismos marinhos típicos da faixa entre-marés.


Em alguns pontos a arriba encontra-se como que “cimentada”, através duma reação química que envolve a calcite, são zonas de rocha de cor cinzenta, mais resistente, aqui colonizada por uma grande diversidade de plantas típicas das arribas: tomilho, funcho-do-mar, pampilho-marítimo, limónio, barrilha e salgadeira.




Nota:
Uma vez que existe a possibilidade de ocorrer desprendimento de pedras, recomenda-se atenção à faixa junto das arribas.

Acesso viário alcatroado a partir de Ferragudo (a cerca de 5Km de Lagoa), na direção sul e seguindo as indicações para praia, durante cerca de 3,5km. Estacionamento ordenado. Equipamento de apoio (restaurante e WC) e vigilância na época balnear. Orientação: sudoeste.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Roteiro Escape TV: entre Lagos e Portimão!

O Algarve é bom… e recomenda-se! Que o diga o programa «Escape» da SIC Notícias que já fez vários roteiros na região. Neste, parte-se à descoberta do barlavento algarvio, mais precisamente de Lagos e Portimão, com passeios de caravela e pura adrenalina no autódromo, sem esquecer alguns dos bons sabores do mar.

A convite do «Escape», venham passar um dia diferente connosco a descobrir praias paradisíacas e a explorar grutas fantásticas. Do Carvoeiro à praia da Marinha, passando por Benagil, não faltam encantos para ver e admirar.

De lés a lés, são várias as possibilidades deste Algarve à espera de ser descoberto. E vocês, já conhecem o segredo mais famoso da Europa?

1001 Praias: Praia da Murração

Uma pequena praia pouco frequentada e de grande beleza natural. De difícil acesso, é um pequeno paraíso escondido no meio de falésias escarpadas.




Já chamada de “Joia Vicentina”, é uma praia de grande beleza com valores naturais intactos, dado ser pouco frequentada. É assim das raras praias em que a vegetação dunar se estende até à linha de maré, combinando-se o verde da paisagem com o azul marinho.

Para norte, a arriba é modesta, está revestida por matos endémicos de zimbro e delimita uma pequena ribeira que desagua no areal.

A sul a arriba eleva-se e impõe-se na paisagem, é de xisto, negra, com numerosos veios avermelhados e alaranjados. No topo longínquo da arriba podem ainda observar-se rochas carbonatadas, rendilhadas e de tons mais claros, bem como pacatas ovelhas a pastar à beira do abismo.

No extremo sul da praia, a parede xistosa aparece escavada por uma pequena e límpida linha de água, que corre em cascata para a praia. Por todo o areal é possível encontrar rochas de formas e tonalidades curiosas, vestígios de antigos desmoronamentos.




Notas:

Na maré-cheia o areal torna-se estreito e existe a possibilidade de deslizamento de pedras, pelo que se deve ter atenção à faixa junto às arribas. É ainda necessário cuidado para não pisotear a vegetação dunar, contribuindo assim para a preservação da duna.

Acesso viário a partir da EN 120, a norte de Vila do Bispo, junto ao Parque Eólico. O caminho não está sinalizado, é de terra e pedra solta ao longo de 6Km, difícil e com troços de maior declive, apenas recomendado a veículos todo-o-terreno. Estacionamento não ordenado e exíguo, sem equipamentos de apoio nem vigilância. Orientação: noroeste.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

1001 Praias: Praia de Quarteira

Hoje divulgamos a participação de João Soares, que nos enviou fotografias da praia de Quarteira, antiga aldeia piscatória que se transformou num centro turístico cosmopolita. Com um extenso areal e um “calçadão” que o acompanha, é uma das praias mais frequentadas do Algarve.




Como habitual, às sextas-feiras publicamos as vossas praias favoritas. Enviem-nos uma fotografia, uma história ou uma recordação da praia das vossas vidas para blog@turismodoalgarve.pt.

As praias são o maior património natural do Algarve. Ajudem-nos a mostrá-las!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

20 praias algarvias candidatas ao concurso «7 Maravilhas – Praias de Portugal»

Já há 20 praias algarvias candidatas ao concurso «7 Maravilhas – Praias de Portugal», acaba de revelar o jornal Sul Informação. O Turismo do Algarve apurou que mais candidaturas vão ser anunciadas, mas enquanto tal não acontece publicamos a notícia daquele meio de comunicação online.

Praia de Vilamoura

Já há 20 praias algarvias candidatas ao concurso «7 Maravilhas – Praias de Portugal»

Pelo menos vinte praias algarvias vão concorrer ao concurso “7 Maravilhas – Praias de Portugal®”, embora em alguns concelhos a escolha dos melhores areais a candidatar ainda esteja a ser feita.

A Barrinha, no concelho de Faro, e ainda Garrão Poente, Quinta do Lago, Vale do Lobo, Vilamoura e Quarteira, em Loulé, a Praia da Rocha, a Praia do Alemão e a de Alvor, em Portimão, a Meia Praia, Batata, D. Ana, Camilo, Porto de Mós e Luz, em Lagos, Arrifes, Barranco das Belharucas, Peneco e Salgados, em Albufeira, e a vizinha Praia Grande, em Silves, são até agora as zonas balneares que o Sul Informação sabe que vão ser candidatadas pelas respetivas Câmaras Municipais.

Este evento pretende promover a qualidade ambiental do país, nomeadamente dos recursos hídricos e a beleza da costa e dos rios e albufeiras, como fator decisivo na escolha de Portugal enquanto destino turístico.

Em Faro, a Câmara Municipal preferiu candidatar apenas uma praia, a da Barrinha, em plena Ria Formosa. Este areal, situado ao pé da Barrinha ou Barra de São Luís, foi candidatado na categoria de “praias selvagens”.

Em Loulé, a Câmara local apresentou já a candidatura de cinco praias. Vilamoura e Quarteira são candidatas à categoria de “Praias Urbanas”, na qual se inscrevem todas as praias, sejam elas praias costeiras (oceânicas) ou interiores (praias de rio, praias de albufeira, lagos ou lagoas), que correspondem a uma frente e envolvente urbanas.

Na categoria de “Praias de Arribas”, Loulé candidatou a Praia de Vale do Lobo. Nesta classe englobam-se todas as praias oceânicas limitadas por vertentes costeiras abruptas ou com declive elevado, talhadas em materiais rochosos por ação dos processos de erosão ou de origem vulcânica.

Finalmente, Garrão Poente e Quinta do Lago vão integrar a categoria de “Praias de Dunas”, que considera todas as praias costeiras limitadas por sistemas dunares costeiros, que são formas de acumulação, geradas pelo vento, de areias marinhas. Todas as candidaturas respeitam a praias com águas oficialmente classificadas como balneares.

Em Albufeira, as praias dos Arrifes e do Barranco das Belharucas concorrem pela categoria de “Praias de Arribas”. A primeira encontra-se abrigada por arribas baixas, onde se podem observar alguns algares. Já o Barranco apresenta um extenso areal com arriba contínua, alta e ravinada, transformando-se num dos locais ideais para os abelharucos, que dão o nome à praia, aí escavarem os seus ninhos durante época de reprodução.

Como “Praias Urbanas”, Albufeira apresenta a praia do Peneco, pela sua beleza natural e por possuir características incomuns, como a existência de um elevador direto para o areal.
A envolvência natural do cordão dunar que protege a Lagoa dos Salgados é a responsável pela candidatura da praia dos Salgados, na categoria de “Praias de Dunas”.

No concelho do lado, Silves, fonte da autarquia revelou ao Sul Informação que a escolhida é a Praia Grande.

Em Portimão, será apresentada a candidatura da Praia da Rocha, na categoria de Praias Urbanas, a Praia do Alemão, na de Praias de Falésias, e a de Alvor, nas Praias de Dunas.

Em Lagos, serão candidatadas seis praias do concelho: Meia Praia, Batata, D. Ana, Camilo, Porto de Mós e Luz, todas já distinguidas, em várias ocasiões, com galardões que atestam a qualidade das águas balneares do concelho, das infraestruturas de apoio e das ações de informação e sensibilização ambiental realizadas, nomeadamente a “Bandeira Azul”, “Bandeira Praia Acessível – Praia para Todos” ou “Praias com Qualidade de Ouro 2011”, estes dois últimos referentes a quatro destas praias.

1001 Praias: Meia Praia

Na Meia Praia, onde a areia é especialmente macia e branca, podem apanhar-se condelipas (conquilhas) na maré baixa… Celebrizada na canção de Zeca Afonso “Os índios da Meia Praia”, é a única praia essencialmente arenosa do concelho de Lagos, favorecendo, desta forma, os desportos náuticos.

“Aldeia da Meia Praia
Ali mesmo ao pé de Lagos
Vou fazer-te uma cantiga
Da melhor que sei e faço”
José Afonso



O areal da Meia Praia acompanha a ampla baía de Lagos, nascendo junto ao molhe nascente da ribeira de Bensafrim e alongando-se por mais de 4 Km até à barreira arenosa da Ria de Alvor. Para poente avista-se ainda a cidade de Lagos, com os leixões que se estendem mar adentro. O horizonte é espraiado, entre as dunas baixas da praia e as colinas suaves e muito verdes que se estendem para o interior, revestidas por manchas de pinhal e matos de barrocal com alfarrobeiras e oliveiras dispersas. Uma rede de passadiços sobrelevados percorre grande parte do areal, permitindo a preservação da vegetação dunar que se adensa na frente de mar, onde dominam plantas como o feno-das-praias, o estorno, o cardo-do-mar, o trevo-de-creta e o vistoso narciso-das-areias. Sendo a única praia essencialmente arenosa do concelho e também pelo seu amplo areal, estão aqui favorecidos os desportos náuticos e de praia: windsurf, surf, kitesurf, vela, esqui aquático, pesca, voleibol de praia, futebol de praia, etc., existindo à disposição dos veraneantes diversos equipamentos de apoio na praia. Um pouco mais longe, já no alto-mar, pratica-se a pesca desportiva.



Notas:

Evite caminhar sobre a vegetação dunar, contribuindo assim para a preservação deste habitat vulnerável.
Acesso viário alcatroado a partir de Lagos, seguindo na direcção da Marina. A Meia Praia está sinalizada. Estacionamento amplo e em parte ordenado. Diversos equipamentos de apoio (restaurantes e WC) e vigilância na época balnear. Praia Acessível. Orientação: sudeste.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

1001 Praias: Praia da Amoreira

A praia da Amoreira localiza-se na foz da ribeira de Aljezur. Sendo ampla, permite banhos de mar e de rio. Curiosidade: os residentes usam o nome “medos” para designar a extensa área de dunas desta praia.




Esta praia nasce associada à foz da ribeira de Aljezur, a qual forma um sistema estuarino-lagunar de grande beleza natural. Na continuidade do areal para o interior observa-se um extenso campo dunar que evolui para um habitat de sapal, típico destes sistemas, onde ainda se encontram animais como a lontra, a garça-cinzenta ou o colorido guarda-rios. Duas visões imponentes marcam a paisagem: a norte, o recorte negro da arriba lembra um gigante deitado sobre o mar, a sul, na encosta verdejante do vale, afloram impressionantes formações rochosas, vestígios duma antiga duna agora fossilizada e que alberga plantas únicas no mundo. Na baixa-mar formam-se extensas lagunas no areal, muito apetecíveis e seguras para as crianças.





Notas:

É possível fazer praia ao longo da ribeira, prática recomendada em situação de maré-cheia. A corrente junto da barra pode ser muito forte.

Acesso viário alcatroado a partir da entrada norte de Aljezur (EN 120), seguindo no sentido da Amoreira, que se situa a cerca de 7 km. Estacionamento amplo e ordenado, equipamentos de apoio (restaurante e WC) e vigilância durante a época balnear. Orientação: noroeste.