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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

E que tal uma laranja?

A laranja algarvia constitui-se como uma verdadeira imagem de marca da região que é, desde os anos 60 do século XX, a principal produtora de citrinos em Portugal, representando cerca de 70% da produção nacional.


Para nós, portugueses, a laranja faz parte do nosso dia à dia e não nos damos sequer ao trabalho de pensar nem nas suas origens, nem no bem ou no mal que nos pode causar a sua ingestão.
No entanto nem sempre foi assim!
A laranja surge na Índia, propagando-se rapidamente a toda a Ásia e é na China que os navegadores portugueses a vão descobrir, trazendo-a para a Europa e divulgando-a junto das cortes europeias e das classes nobres.
De imediato a laranja se torna num produto de sucesso, não só pelo seu sabor, como principalmente pela sua cor. Sim, até essa altura a cor de laranja era desconhecida dos europeus e a laranja torna-se numa espécie cobiçada pela sua cor que começa a ser copiada por todos os bons pintores do século XVI, principalmente os da escola italiana. Os primeiros quadros em que aparece a cor de laranja são todos de origem italiana.
Contudo, são os franceses que acabam por descobrir a sua forma de reprodução e a partir daí, as laranjeiras começam a invadir os jardins de palácios e casas nobres europeias, tornando-se num foco de interesse e de conversa.
O passo seguinte é adaptar os paladares europeus a este novo sabor, que tanto pode ser muito doce ou doce, como até levemente ácido.
Portugueses e espanhóis, na sua época de expansão e colonização doutros continentes levam consigo as famosas laranjeiras, que se adaptam bem a outros climas, nomeadamente na América do Sul e no sul da América do Norte. Atualmente, a produção de laranjas tornou-se numa das principais fontes de riqueza da Califórnia ou da Florida, ou de países como o Brasil e a Argentina.

Quanto a nós, algarvios, a laranja faz parte dos nossos hábitos alimentares e pena é que não se desenvolva a sua produção de modo a aumentar a sua exportação como nos países atrás citados.



A qualidade dos citrinos do Algarve é reconhecida e resulta das condições edafoclimáticas da região, da existência de variedades com bom sabor e aroma agradável e ainda de uma colheita do fruto em adequado estado de maturação.

Por estes dias a laranja está em destaque no Algarve com a realização de eventos nos quais vos sugerimos a participação:

Festa da Laranja, de 7 a 12 de fevereiro, em Portimão (Mercado da Av. S. João de Deus). + informação aqui

Oficina do Gosto Slow – Os Citrinos, 09 de fevereiro , 18h00, em Loulé ( Centro Interpretativo dos Frutos Secos). + informação aqui.


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Pastéis de laranja

As doces laranjas algarvias estão de novo em foco neste espaço. Foram "transformadas" em pastéis pela nossa amiga Maria José Rosado que mais uma vez contribui com uma receita sua para divulgar os Sabores do Algarve





Conhecem aqueles pastéis que sabem bem a qualquer hora, que são deliciosos sem ser excessivamente doces, que têm sempre um ar fresco e apetitoso e que não se consegue comer apenas um? Conhecem?
São esses, mesmo...
Como gosto de partilhar as coisas boas com os amigos, aqui vos deixo a minha receita:


INGREDIENTES
250 g de açúcar

4 ovos

raspa e sumo de uma laranja

1 colher de sopa de farinha

PREPARAÇÃO

Bater tudo muito bem e colocar em formas de queques previamente untadas e polvilhadas (eu usei pequenas formas de silicone untadas com óleo). Levar ao forno a 180º durante 20 a 25 minutos (como as minhas eram formas de mini queques deixei apenas 15 minutos). Desenformar depois de frios e colocar em formas de papel plissado.

Querem uma aposta em como não vão resistir a provar apenas um e vão repetir?
Olhem só o aspecto húmido e a cor linda que têm…






Por Maria José Rosado

terça-feira, 19 de abril de 2011

Camarões fritos com arroz de coentros

Só de imaginar esta combinação de sabores já nos deliciamos. Vejamos como é que a Sílvia Souto confecciona estes camarões e preparemo-nos para experimentar também.


Já que por aqui se testam Sabores do Algarve, sugiro uma combinação de três sabores algarvios incomparáveis: o sabor do mar de uns camarões de Quarteira, o sabor da terra dos mais aromáticos coentros e o sabor do sol da doce laranja.

Aqui vai.

INGREDIENTES

Para os camarões

400 g de camarões

1 ramo de coentros

1 cabeça de alhos

1 folha de louro

Sumo de 1 laranja

Azeite q.b

Para o arroz

200 g de arroz

1 cebola

1 ramo de coentros

Azeite q.b.

Água q.b.

Sal.q.b

PREPARAÇÃO

Colocar uma frigideira ao lume, com azeite. Juntar os dentes de alho esmagados, a folha de louro e os camarões, previamente descascados mas mantendo as cabeças. Quando estes começarem a ficar rosados, juntar os coentros picados e tapar. Com os camarões já fritos, deitar o sumo de laranja sobre os mesmos e esperar que o molho levante fervura antes de apagar o lume.

Entretanto, cozinhar o arroz da seguinte forma:

Num tacho, colocar o azeite, a cebola e os coentros picados e deixar fritar ligeiramente.

Juntar o arroz lavado e deixar fritar por instantes antes de juntar água. Temperar com sal e deixar cozer.

E pronto, agora é só servir!

Por Sílvia Souto

segunda-feira, 21 de março de 2011

Uma salada por inventar

Mesmo com azares à mistura, a Fátima Catarina conseguiu inventar uma salada de xerém que nos está a deixar com a água na boca. Que tal experimentarem?

Parte I

Gosto dos sabores do Algarve.
Pensei em reunir vários ingredientes algarvios para inventar uma salada com sabores especiais da minha terra.
Fui à casa da minha mãe e pedi-lhe sugestões…
Ela tinha feito no dia anterior umas papas de milho (xerém) que estavam já com uma consistência mais rija e tinha lá uns ovos caseiros que a minha tia lhe tinha dado.
Coloquei água numa pequena panela e pus os ovos a cozer.
Enquanto os ovos coziam, como tinha um trabalho a fazer no computador, aproveitei o tempo e fui à Internet.
O tempo passou… passou… e eu fui ficando profundamente embrenhada nesse trabalho.
De repente ouviu-se um estrondo! O que seria? Estariam a arrombar-me a porta? Estaria algum assaltante em casa? O meu coração disparou!
Mal saí do meu escritório, apercebi-me de um cheiro intenso! Lembrei-me que tinha posto ovos a cozer!!! Entrei na cozinha…
Onde estavam os ovos? Havia pedaços de ovos no tecto, nas paredes, no chão…
Bem…o que posso dizer?
Nesse dia desisti da receita…


Parte II

Dias depois do meu desastre culinário, resolvi voltar a confeccionar a minha salada…
Juntei os ingredientes todos num prato: os ovos já cozidos e sem explosões, laranja aos bocados, xerém cortado aos cubos, orégãos, camarões previamente cozidos, tomates, grânulos de amêndoa e alface cortada em tiras bem fininhas.
Temperei com azeite e sumo de laranja e… senti-me uma verdadeira Chef.






Por Fátima Catarina

quinta-feira, 10 de março de 2011

Strudel Algarvio

A Ana Borges confidenciou-nos ser uma apreciadora das artes da cozinha e de ter gostado do nosso desafio. De tal modo que decidiu inventar uma sobremesa inspirada nos sabores do sul.
Quando recebemos a sua receita de "Strudel Algarvio" ficámos bastante entusiasmados e decidimos logo experimentá-la.
Asseguramos que é mesmo uma delícia.



INGREDIENTES
1 embalagem de massa folhada
300 g de figos secos
2 maçãs reinetas
1 limão
100 g pinhões
100 g amêndoas moídas
100 g queijo mozzarela desfiado
1 colher de sopa de açúcar amarelo
Canela em pó
Mel
3 laranjas ou 4 tangerinas descascadas

PREPARAÇÃO
Tempo de preparação 10 minutos
Tempo de cozedura 30 minutos

Descascar as maçãs, retirar o caroço, cortar cada uma em 8 pedaços e regar com o sumo do limão.
Reservar a casca do limão.
Abrir a massa folhada e sobre a folha colocar, nesta ordem, por camadas:

1º a maçã e polvilhar com o açúcar amarelo e canela
2º sobre a maçã os figos desfeitos
3ª as amêndoas e os pinhões
4º o queijo que vai derreter e envolver todos os ingredientes
5º o mel sobre o queijo
6º as raspas da casca do limão sobre o mel
7º fechar a folha (pode ser em formato rectângulo ou quadrado)
8º colocar no forno já quente a 180º por 30 minutos.

Servir acompanhado de laranjas cortadas às rodelas e polvilhadas com canela, ou tangerinas cortadas as metades pela linha dos caroços e polvilhadas com canela.



Por Ana Borges