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| Créditos: Hélio Ramos |
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
Belezas do mar
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
À moda do Algarve
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| Foto daqui |
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| Foto daqui |
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Turismo criativo
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Cinco experiências imperdíveis em São Brás de Alportel
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quinta-feira, 12 de julho de 2012
Vamos à feira?
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Santos Populares
terça-feira, 24 de abril de 2012
Centro Interpretativo da Fóia
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Algarve mágico e supersticioso
As superstições são crenças sem fundamento em efeitos mágicos de determinados objetos, ações ou rituais. Estas crenças irracionais assentam muitas vezes em tradições populares e influenciam de alguma forma os comportamentos sociais.
No Algarve tradicional encontramos inúmeros testemunhos deste tipo de crenças. São as lendas de mouras encantadas, são histórias de bruxas, são expressões populares, pragas, provérbios …
Imagem cedida por Ivo Coelho do blogue Exotikbirds“Não é bom contar as estrelas, porque nos nascem verrumas”
“Não é bom varrer a casa antes de pôr o pão no forno e de tender”
Cuco Real! Quantos anos me dás tu para casar?
Os anos serão tantos quantas vezes o cuco cantar.”
Quem tem um sinal no corpo sem que todavia o possa ver, está para sempre livre das bruxas.
“Quem tem os dentes ralos, é muito mentiroso”
“O uivar constante dos cães é sinal de qualquer catástrofe ou desgraça”.
“Quando se acaba de amassar o pão, faz-se uma cruz sobre a massa e pronuncia-se o seguinte: Deus te acrescente para bem da gente”.
“Para curar frieiras vai o paciente de noite à porta de um vizinho e bate uma pancada na porta.
- Quem é? Perguntam de dentro.
E o paciente responde logo, pondo-se em fuga:
- Frieiras no seu pé.
Se não fugisse, apanhava uma dose mestra do vizinho a cuja porta batera”
E vocês… não querem partilhar alguma superstição?
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Tradições dos Reis

Por Turismo do Algarve
“O Dia de Reis (6 de Janeiro) era dia santificado. Ainda hoje alguns países celebram neste dia a festa mais importante do Natal.
Muitas famílias algarvias, da zona marítima e urbana, davam nesta noite as prendas de Natal aos filhos. Como não havia o costume de oferecer brinquedos, as crianças recebiam uma laranja, bolotas veladas, uma libra de chocolate ou castanhas.
A ceia era semelhante à do Natal. Entre as iguarias natalícias encontram-se trutas ou empanadilhas, filhós, bolinhóis, fatias douradas com açúcar e canela.
(…)
No Barrocal (…), era costume deitar três bagos de romã ao fogo para que este se mantivesse aceso durante o ano; três bagos de romã na bolsa do dinheiro para que ele nunca faltasse; três bagos de romã dentro da bolsa do pão ou no saco da farinha, para que nunca faltasse o pão ao longo do ano.”
Na tradição do Reis, esta é a noite dos cantares das Janeiras, com grupos que iam de porta em porta desejando um bom ano. Se já poucos o fazem desta forma, há porém um renovar destas tradições com os encontros de Charolas, em espectáculos que se realizam um pouco por toda a região algarvia nestes primeiros dias do ano.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
O meu Natal
Desde miúda que a minha mãe sempre me incutiu este gosto. Tudo começava no dia 8 de Dezembro, não sei porque razão mas, na minha casa, a árvore de Natal só se montava no dia 8 e retirava-se a 8 de Janeiro. Já tinha lugar cativo na sala, mesmo ao lado do presépio que também era feito por nós, em família. Eu fazia os caminhos em cartolina e colocava sinais de trânsito. Na minha inocência, sem perceber muito bem porque razão não havia carros naquela altura, colocava os sinais para as vaquinhas e para as ovelhas, colocava a estrelinha que guiava os Reis magos e punha areia em volta. Só não havia musgo, porque morávamos na cidade.
Nunca participei nas compras de Natal, nem me chamava a atenção - até hoje é uma das partes que mais me aborrece - mas adorava ver a minha mãe chegar a casa com aqueles embrulhos todos e colocá-los debaixo da árvore, sem nomes, para me baralhar, e levava os serões de volta da árvore a pegar nos presentes e a perguntar:
“É este que é para mim, mãe?”
A resposta, sempre negativa, era como uma facada no meu pequeno coração…
“As prendas dos meninos, são entregues pelo Pai Natal, que só vêm no dia 24 porque até lá está à espreita para ver quem se porta bem e merece o presente, essas que estão na nossa árvore são para os adultos”.
E eu acreditava, até porque nas histórias que via na TV, o Pai Natal só levava prendas para as crianças. E então lá ficava, com aquela ansiedade, a ver a árvore a aumentar e a suspirar para saber se o Pai Natal achava que eu me tinha portado bem…
Chegava então o dia 24. Logo pela manhã, lembro-me de acordar em êxtase para ajudar (ou atrapalhar) a minha mãe na cozinha. O meu pai tratava da comida (isso não me interessava) e a minha mãe tratava dos doces (essa sim, era a parte que me entusiasmava) – as rabanadas, os sonhos, as filhós, o tronco! Eram horas que me enchiam a alma de alegria. Depois começava a chegar a família, sempre sem crianças - eu era a única até aos nove anos, altura em que nasceu a minha irmã - e os adultos começavam com aquelas conversetas de “gente grande” que me aborreciam. Então eu ia ver os filmes de Natal até que me deixava dormir. Raramente ficava acordada até à meia-noite. Às vezes os meus pais acordavam-me, outras nem por isso e a alegria de abrir os presentes durava um pequeno instante do dia seguinte, até porque não recebíamos nem um terço do que os miúdos recebem hoje em dia, mas dávamos muito mais valor ao que recebíamos.
O dia de Natal era passado na casa da minha avó paterna e era como reviver tudo outra vez, mas com outras caras. Boa! Mais presentes, mais doces, mais alegria. E na casa da minha avó era sempre eu quem distribuía os presentes que o Pai Natal tinha lá deixado na noite anterior. Que grande honra!
Depois do almoço e durante muitos anos, o ritual era sempre o mesmo: quer chovesse ou fizesse sol íamos ver o Presépio dos Bombeiros Municipais de Faro e deitávamos uma moedinha para dar sorte para o novo ano e ajudar os mais carenciados. E eu adorava ver as figurinhas e pensar como seria viver ali. Só não percebia porque razão não tinham sinais de trânsito.
Hoje, e já adulta, tento não perder o verdadeiro espírito do Natal e tento que o consumismo não se apodere de mim, pois afinal o que importa é a comemoração desta época tão especial!
Adivinhas - as respostas
1 - O qu’é aquilo…Redondo como um capacho, fundo com’um baraço?
Um poço2 - O qu’é aquilo que tem asas e boca maj nã avoa?
Um cântaro
3 - O qu’é aquilo … tava pra passar, mas nã passou; se nã passasse quem passou, passava; mas com’passou quem passou, nã passou?
Um cacho de uvas; um figo - que são colhidos e comidos4 - O qu’é aquilo que corre serros e barrancos com um pedaço de carne na bôca e nã o come?
Um sapato, uma bota5 - Cal é, Cal é … quem nã ad’vinha, besta é?
A cal
Fonte:
LOURO, Estanco - O livro de Alportel. 3ªed. S. Brás de Alportel : Câmara Municipal , 1996. 470 p.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Adivinhas
Por Turismo do AlgarveQuem quiser pode tentar responder na caixa de comentários. Amanhã indicaremos a fonte destes textos e também as devidas respostas.
1 - O qu’é aquilo…Redondo como um capacho, fundo com’um baraço?
2 - O qu’é aquilo que tem asas e boca maj nã avoa?
3 - O qu’é aquilo … tava pra passar, mas nã passou; se nã passasse quem passou, passava; mas com’passou quem passou, nã passou?
4 - O qu’é aquilo que corre serros e barrancos com um pedaço de carne na bôca e nã o come?
5 - Cal é, Cal é … quem nã ad’vinha, besta é?
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
O presépio
Por Luisa Correia
[Documentalista - Turismo do Algarve ]
Primeiro havia que recolher pedras, areia e musgo. E também murta e pitas. Transportavam-se esses materiais em alcofas de empreita e depois de escolhido o canto da sala para os dispor, começava-se a construção do cenário que havia de acolher as figuras da sagrada família, mas também uma série de outros personagens associados à representação da cena da natividade. Os Reis magos, claro, os pastores e as suas ovelhas, o burro e a vaca no estábulo. Depois, o cenário havia de acolher também os ícones que faziam parte da vida do povo: a igreja, o moinho e o moleiro, a ribeira e a ponte para a atravessar… À verdura colhida no campo, juntavam-se as searinhas que haviam germinado a partir dos grãos de trigo colocados em água, em pequenos recipientes, algumas semanas antes do Natal. Aos poucos era criado aquele maravilhoso quadro naïf que ficaríamos a observar ao longo da quadra.
Assim era o presépio da minha infância. Mas também havia um presépio mais simples, em que apenas se utilizava a figura do Menino Jesus. É um Menino de pé sobre uma peanha, que se coloca num trono armado em pirâmide com caixas de diversos tamanhos, cobertas de panos rendados. Nos vários andares do trono são colocadas searinhas e laranjas. Este é o presépio tradicional algarvio que se fazia no interior da região com os meninos esculpidos em madeira por artistas populares do século XIX, conhecidos como “pinta-santos”.
Decidi que, por estes dias, hei-de visitar os presépios que, pelo Algarve fora, em museus, associações culturais e outras instituições públicas, muitas mãos replicadoras de tradições colocam à disposição do nosso olhar.

















