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sexta-feira, 25 de março de 2011

Monte da Casteleja

Pelas palavras de Maria Leroux, do Monte da Casteleja, damos hoje a conhecer mais alguns excelentes vinhos do Algarve. Provem e digam se não temos razão.


Cada vez mais comprometido com a sustentabilidade e a biodiversidade da região algarvia, o Monte da Casteleja em Lagos, encontra-se no seu último ano de conversão para modo de produção biológico.
A vindima de 2011 terá já a estampa de vinho produzido a partir de uvas biológicas.

Actualmente a quinta comercializa duas marcas de vinho:

- MONTE DA CASTELEJA - Tinto, Branco e Rosé.
- MARIA SELECTION – Tinto

E prepara-se para lançar uma terceira marca, ainda antes do verão 2011.
Está no mercado competitivo dos vinhos, apostando na qualidade e na preservação das castas regionais portuguesas, produzindo lotes de pequenas quantidades, com características únicas como a fruta e a frescura, a elegância e a complexidade.

Os seus vinhos são reflexo dessa postura, sendo o Maria Selection Tinto 2007 o único vinho do Algarve seleccionado pela jornalista inglesa Sarah Ahmed, eleita pela Association of Portuguese Wine Importers (APWI) para nomear os 50 melhores vinhos Portugueses em 2010.
Sarah Ahmed diz sobre este vinho: "Maria Selection 2007 – the more fruit forward of the reds, made from Alfrocheiro and Bastardo it has an attractive floral nose and palate with wild, bright cherry and pomegranate and subtle spice underscored by pithy tannins. Put me in mind of Conceito’s Bastardo from the Douro with its combination of intensity and delicacy."

Sabendo que a longa caminhada do “métier de Vigneron” está também na responsabilidade de preservar e melhorar o seu “terroir”, faz com o seu proprietário, o enólogo Guillaume Leroux trabalhe dedicadamente a vinha, com modos de condução e poda especiais, práticas de adubação verde e controlo de infestantes sem recurso a herbicidas e prevenção e tratamento de pragas com aplicação de produtos ecológicos e naturais.


Na adega, a pisa a pé e o envelhecimento em tonéis faz com que os vinhos que daí resultam sejam intensos e delicados com a mais-valia de também serem saudáveis e ecologicamente responsáveis.

Se quiser saber mais…ligue para marcar uma prova e passe por cá. Terei muito prazer em falar- lhe do projecto que ambos iniciámos, que já tem mais de 10 anos e que nos preenche e motiva todos os dias.








Por Maria Leroux

sexta-feira, 11 de março de 2011

Apontamentos históricos sobre o vinho

Karl Heinz Stock, proprietário da Quinta dos Vales, em Estômbar, faz-nos uma resenha histórica do vinho em Portugal e particularmente no Algarve, onde se assiste a um renascer de vinhos de excelência, com forte aposta na qualidade.

O consumo moderado de vinho, especialmente tinto, ajuda a prevenir as doenças cardiovasculares e outras derivadas. Estas conclusões dos cientistas, divulgadas no final do século XX, são uma lembrança pungente das já esquecidas eras em que o vinho era reconhecido pelas suas propriedades benéficas para a saúde. Há cerca de quatro mil anos atrás, o “néctar dos deuses”, como era chamado, era uma parte importante da dieta diária da Península Ibérica.
Acredita-se que os Tartessos, que se estabeleceram em Portugal por volta de 2000 a.C., bebiam regularmente vinho como parte da sua dieta normal, porque lhes proporcionava algumas das calorias essenciais à sobrevivência. De facto, o vinho era geralmente preferido em detrimento da água que, uma vez tirada do poço, não conseguia manter-se fresca e limpa durante tanto tempo, ficando frequentemente contaminada. O álcool ajudava a preservar as bebidas e reduzia os riscos para a saúde, tal como hoje!
A história de Portugal está directamente ligada à cultura dos inúmeros povos que invadiram o país, desenvolveram relações de troca ou que se estabeleceram no território por períodos longos ou curtos. As nações que navegavam de Este para Norte, ou vice-versa, tinham obrigatoriamente de passar ao largo da costa portuguesa, por isso era normal estabelecerem-se feitorias ou domicílios permanentes no país. Estes primeiros colonos, entre os quais os fenícios, gregos e, mais tarde, no último milénio antes de Cristo, os celtas, introduziram novas castas e técnicas de produção de vinho, que criaram padrões relativamente elevados de produção vinícola.
Foi a chegada dos romanos, por volta de 200 a.C., que mais impacto teve nas técnicas de plantação e produção de vinho, em grande parte devido às grandes quantidades de vinhos de alta qualidade que eram necessárias para satisfazer os hábitos de bebida das legiões invasoras. Os vinhos fortes e frutados da Península Ibérica agraciavam as mesas da nobreza de Roma, onde a procura normalmente ultrapassava a capacidade de oferta. É interessante constatar que Portugal, uma região produtora de vinho, foi chamada de Lusitânia pelos romanos, numa referência ao mítico Luso, filho ou companheiro de Baco, o Deus da festa e do vinho.

O cultivo da vinha continuou a crescer durante os cinco séculos de ocupação moura, apesar dos obstáculos religiosos. À medida que o negócio da exportação cresceu, os vinhos portugueses começaram a gozar de reconhecimento global, culminando numa relação comercial crescente com Inglaterra no início do século XVIII, especialmente no sector dos vinhos fortificados, como o Porto. Pouco tempo depois, a região do Alto Douro, no norte de Portugal, tornou-se na primeira região demarcada de produção de vinho.

Esta ascensão teve um fim inesperado quando a temida peste filoxera acabou com a maioria das plantações de vinha da Europa, no século XIX, abalando gravemente a produção de vinho em Portugal e a posição do país no mercado internacional.
Hoje, Portugal está novamente no top dez dos países produtores de vinho do mundo. Tal pode ser atribuído ao trabalho dos produtores tradicionais do centro e norte do país, que lutaram pela qualidade e recuperaram uma reputação digna no mercado internacional.
Há cerca de 20 anos atrás, o sul de Portugal começou a atrair novos produtores de vinho, dinâmicos e modernos. Nos últimos tempos, um pequeno grupo empreendedor de produtores de vinho encontrou locais produtivos no Algarve, com condições favoráveis para um cultivo de sucesso. Isto, em combinação com a nova tecnologia e conhecimento, transformou a paisagem das vinhas e inaugurou uma nova era de vinhos premiados. O Algarve ganhou agora o seu espaço no mapa da produção de vinho com um objectivo – não a quantidade, mas a qualidade.

No que toca ao segredo dos ingredientes perfeitos de um vinho, tudo se resume a alguns elementos essenciais – o solo certo e o clima adequado (uma combinação definida nos círculos da vinicultura como “terroir”), e um tratamento cuidadoso e responsável do produtor. As vinhas do Algarve, confinadas a um anfiteatro protegido dos ventos do norte, têm um clima único que se caracteriza por uma média de três mil horas de sol por ano, o que beneficia os produtores da região.
O solo é também adequado, por isso existe potencial para cultivar excelentes uvas e, consequentemente, para criar excelentes vinhos.
A produção de vinho é a arte de combinar todos estes elementos essenciais, de modo a criar uma sinergia, e é isto que separa os bons dos excelentes – uma manutenção hábil das vinhas e precisão científica na adega, com o apoio da tecnologia moderna para que nada seja deixado ao acaso. Os motivados engenheiros utilizam técnicas de ponta para criar um activo a longo prazo em vez de pensarem a curto prazo.

Ao seguir uma restrita política de qualidade e não de quantidade, os promissores produtores do Algarve podem hoje concorrer num mercado competitivo, no qual Portugal está a produzir cerca de 80 variedades de uva. Nas quintas algarvias mais pequenas, cada vinho tem a sua personalidade e características próprias, devido ao casamento bem sucedido entre o “terroir” e a dedicação dos produtores. Isto é complementado por uma poda cuidadosamente controlada na vinha, que reduz a quantidade de uva produzida. Idealmente, a poda deve ser executada duas vezes por ano, a primeira em Janeiro e a segunda algumas semanas antes da colheita. Durante a primeira poda, são cortados apenas os ramos, de modo a reduzir a capacidade de produção, enquanto na segunda poda é removida uma grande quantidade de uvas quase maduras, por vezes até 50%. Este processo limita drasticamente a quantidade, mas aumenta a qualidade, pois o ritmo de crescimento da vinha e a sua capacidade de produzir boa fruta são aumentados simplesmente pelo facto de o processo ficar confinado a um menor número de receptores.

Quanto mais cuidada a poda, maior a qualidade. Por exemplo, a quantidade média produzida em Portugal para um hectare de vinha é de 10 mil quilos de uvas. Os produtores de vinho em massa do Novo Mundo produzem às vezes até 35 mil quilos, enquanto alguns dos novos produtores do Algarve reduzem muitas vezes essa quantidade para quatro mil quilos ou menos por hectare.


Por Karl Heinz Stock

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Sabores do Algarve

Já começámos a abastecer a nossa despensa, já fomos pedir uns conselhos a quem sabe e já começámos a pôr a mesa para receber os Sabores do Algarve a partir do próximo dia 1 de Março.

Deixamos aqui o convite para que se juntem a nós na divulgação da gastronomia e dos vinhos algarvios .

Para isso só têm que começar a enviar-nos as vossas receitas, os vossos conselhos culinários, as vossas histórias de comida algarvia, as vossas dicas de vinhos ou outras bebidas regionais. Ah e não se esqueçam dos doces!

Tal como temos vindo a publicar as vossas histórias do Algarve, vamos publicar as vossas histórias gastronómicas. E não só as vossas. Também vamos contar com a colaboração de enólogos, produtores de vinhos e até vão passar por aqui grandes Chefs que nos farão a demonstração da sua arte.

Que tal? Não estão já com água na boca?

Nós estamos ansiosos por receber as vossas especialidades e começar o repasto.

Enviem, por favor, os vossos contributos para saboresdoalgarve@turismodoalgarve.pt e sempre que possível não se esqueçam de enviar também fotografias.


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Sabores do Algarve




A nova iniciativa que o Turismo do Algarve vai lançar a partir de 1 de Março começa a ganhar forma!

Já começámos a receber participações dos leitores do Blogue do Turismo do Algarve e já temos confirmadas as participações de alguns dos mais reputados chefs e enólogos.

Preparem-se para o nosso próximo desafio, que está quase a chegar.

E colaborem!

Enviem-nos receitas, sugestões, dicas gastronómicas, histórias de comida, aventuras na cozinha, humor culinário e tudo o que se relacione com sabores algarvios.

Comecem já a procurar nos vossos livros de receitas o prato algarvio a que ninguém resiste.

Pensem comida...

Pensem bebida...

Continuamos a preparar a mesa para receber as vossas dicas.

A festa está quase a começar...