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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Os vinhos do Algarve estão de parabéns!

Pelo 15.º ano consecutivo, a «Revista de Vinhos» premiou em fevereiro os melhores vinhos portugueses, bem como as personalidades, empresas e instituições ligadas à área de vinhos e gastronomia que mais se distinguiram em 2011.

Este evento, já conhecido como os «Óscares do Vinho em Portugal», consagrou os «Melhores do Ano» de 2011 no Campo Pequeno, em Lisboa. E este ano os vinhos algarvios «Onda Nova Reg. Algarve Alicante Bouschet, tinto 2009» da Adega do Cantor, em Albufeira, e «Marquês dos Vales Grace Reg. Algarve Viognier, branco 2010» da Quinta dos Vales, em Lagoa, ganharam o prémio de melhor vinho do Algarve, mostrando que esta região tem sabores magníficos que merecem ser consagrados.


Sobre a Adega do Cantor

A Adega do Cantor tem nome próprio e explicação simples: é a adega de um cantor – Sir Cliff Richard. Situada na Guia, em Albufeira, produz o vinho a partir das três quintas em seu redor: a Quinta do Moinho, a Quinta do Miradouro e a Quinta Vale do Sobreiro.

A Adega do Cantor fornece variados vinhos à região algarvia, mostrando ao público a arte da produção dos mesmos através de visitas guiadas.

NOTA: Visitas às vinhas e à adega sujeitas a marcação. As provas também só acontecem mediante reserva. Vendas de vinho e de merchandising no local. Horário: de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00.



Sobre a Quinta dos Vales

Situada em Estômbar, Lagoa, esta é uma histórica quinta produtora de vinho e fruta. A propriedade familiar tem quase 50 hectares, 18 dos quais ocupados pela vinha. Dela saem vários rótulos, produzidos sob a supervisão de enólogos altamente profissionais.

A Quinta dos Vales conta ainda com uma área reservada a animais. Porcos pretos, javalis selvagens, ovelhas, póneis, patos, gansos, coelhos, pássaros e um grupo grande de cervos nidificam aqui, onde ainda há um espaço reservado à arte, através de esculturas de quatro metros expostas ao longo da propriedade.

NOTA: Visitas guiadas, degustação de vinhos e provas de vinhos por marcação. Vendas de vinhos, de peças de arte e de merchandising no local. Horário: segundas, quartas e alguns sábados (confirmar antes), das 14h00 às 18h00.



Conheça estes e outros vinhos algarvios aqui.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Quinta João Clara

Ainda antes de publicarmos aqui a primeira participação no novo passatempo "O que é que o Algarve tem?", não quisemos deixar de proporcionar a leitura do texto que nos foi enviado por Edite Alves da Quinta João Clara em mais uma sugestão de vinhos do Algarve.




A história desta Quinta remete-nos para o ano de 1975, quando João Clara decidiu adquirir esta propriedade e plantar a sua primeira vinha.
A Quinta localiza-se em Alcantarilha, no sítio de Vale de Lousas, com uma área de 26 hectares, onde são desenvolvidas várias actividades de cultivo, embora a que mais se destaque seja a cultura de vinha, com uma dimensão de 8,5 hectares compostos pelas castas: Touriga Nacional, Syrah, Aragonez, Alicante Bouschet, Trincadeira, Negramole, Crato Branco, Arinto, Verdelho e Moscatel.

Em 2006, pela primeira vez, é lançado um vinho de marca “ João Clara – Tinto – Vinho
Regional do Algarve”. Esta primeira edição foi sonho e obra de um jovem produtor, Joaquim Alves, que escolheu António Maçanita como enólogo e Júlio Antão como artista plástico para “vestir” a primeira garrafa, elaborando a imagem de marca João Clara.
Actualmente a Quinta João Clara é dirigida pelos seus descendentes, sendo um projecto de família com uma preocupação prioritária na produção de vinhos de qualidade que já mereceram vários prémios internacionais, resultado de um trabalho de dedicação e paixão. Contamos hoje com a produção de três vinhos: Tinto, Rosé e Branco.

Efectuamos visitas guiadas às vinhas e prova de vinhos, com marcação prévia.

Por Edite Alves

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Quinta dos Correias

Carlos Sousa e Silva é o proprietário de uma das mais antigas vinhas do Algarve.Trata-se da Quinta dos Correias, da qual nos vem hoje falar. Desde o século XIX que os seus vinhos são apreciados não só em Portugal mas também no estrangeiro, nomeadamente no Reino Unido e em Gibraltar.



A Quinta dos Correias fez parte da primeira e única região demarcada do Algarve, a região da Fuzeta, que foi criada por lei, ainda nos tempos da monarquia.Eram também vinhos de exportação, reconhecidos pelas suas qualidades provenientes de um "terroir" único, numa zona da Ria Formosa.
José Duarte Ramalho Ortigão, num conto de Natal, refere os vinhos da Fuzeta entre as melhores iguarias nacionais, presentes no comércio de Lisboa.
Esta quinta, situada na Arroteia de Baixo, Luz de Tavira, passou a fazer parte da região demarcada de Tavira em meados do século XX, assim se mantendo até hoje.
Actualmente produz dois vinhos, a Fuzeta com a classificação "Regional Algarve" e o Terras da Luz como "D.O.C Tavira", que se distinguem pelas diferentes castas que os compõem, que se reflectem nos seus sabores e aromas.Tratam-se de vinhos puros, não tecnológicos, feitos no respeito da vinha e da qualidade da uva, com métodos ancestrais e saberes modernos, como o controle da temperatura durante as fermentações.A qualidade destes vinhos foi reconhecida nos vários concursos internacionais em que participaram, tendo sido galardoados com várias medalhas.






quinta-feira, 19 de maio de 2011

Herdade dos Pimenteis

Os vinhos da Herdade dos Pimenteis, na Penina, Portimão, apresentam-se aos seus consumidores sob o slogan "Após gerações perdidas renascem as vinhas do Algarve!". Concordamos inteiramente e deixamos aqui as palavras de Ana Sofia Pimental que nos explica melhor que vinhos são produzidos nesta herdade.



A Herdade dos Pimenteis situa-se em Portimão a 5 km do centro da cidade e ocupa 38 ha do Morgado da Torre, na Penina.
Os seus solos argilo-calcários têm grande tradição na cultura da vinha que se faz aqui há várias gerações.



Os cerca de 20 ha de vinha existentes agora encontram-se em produção integrada compondo-se de castas seleccionadas tais como: Aragonês, Syrah , Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Trincadeira, Tinto Cão e Moscatel Branco, que dão o vinho de excelência que aqui se produz.

Os vinhos Herdade dos Pimenteis são o resultado de uma vindima manual. Na adega a fermentação ocorre mediante um controle de temperatura rigoroso, que cria os vinhos finais concebidos pelos enólogos Jorge Magalhães e Paulo Fonseca.


Actualmente a herdade produz quatro qualidades de vinho: Herdade dos Pimenteis Tinto Regional, Herdade dos Pimenteis Reserva, Herdade dos Pimenteis Touriga Nacional e o Herdade dos Pimenteis Branco com um irresistível aroma a Moscatel.




Por Ana Sofia Pimentel

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Quinta do Francês

Patrick Agostini, produtor dos vinhos da Quinta do Francês, conta-nos porque escolheu o Algarve para desenvolver a sua actividade e dá-nos conhecimento dos primeiros passos da Rota dos Vinhos do Algarve.




Nascido em França e descendente de uma família italiana com tradições vinícolas, formei-me como médico de anatomia patológica em França.
Mais tarde, com 33 anos, decidi com a minha esposa portuguesa, estabelecer-me em Portugal e aqui constituir a minha família, tendo encontrado uma propriedade que também tornou possível o meu sonho e paixão de longa data de produzir vinhos.
Escolhi a zona de Odelouca no concelho de Silves, no Algarve, pelos seus solos xistosos, encostas viradas a Sul e condições edafoclimáticas ideais para produzir excelentes vinhos.

No início, a propriedade era apenas constituída por encostas com vegetação selvagem, mas após um ano e meio de preparação dos solos, drenagens e correcção de acidez a vinha foi implantada em 2002. A adega, moderna, foi construída de raiz na propriedade e totalmente concluída em 2008.

Eu sabia desde logo que o Algarve não estava no "mapa" dos "grandes vinhos", mas esse foi precisamente um dos meus grandes desafios: tornar esse posicionamento uma realidade.
Após cinco produções de vinhos das marcas Quinta do Francês Tinto e Encostas de Odelouca Tinto, Rosé e Branco, já com medalhas nacionais e internacionais, o esforço começa a dar resultados e prova disso são as diversas menções e artigos na impressa especializada nacional e internacional, que começa agora a "olhar" com atenção para os vinhos produzidos no Algarve.

O sector do vinho é cada vez mais concorrencial ao nível nacional e internacional. O Algarve foi e é ainda hoje um dos maiores pontos de escoamento de milhares de vinhos de todo o país de norte a sul, o que torna ainda mais difícil a concorrência para os vinhos do Algarve que são principalmente vinhos de personalidade produzidos muitas vezes em quantidade limitada.


A minha política de vendas assenta em três eixos:
- Distribuição regional e nacional pelo canal Horeca;
- Enoturismo com objectivos de 30 % da facturação total na Adega que já está aberta há um ano;
- Exportação com a abertura, este ano, para os mercados da China, Reino Unido e França.

A grande força económica do Algarve é o turismo, como todos sabem, por isso a implementação duma oferta de enoturismo nesta região tornou-se inevitável.
De acordo com a “Carta Europeia do Enoturismo”, entendem-se por enoturismo todas as actividades e recursos turísticos, de lazer e tempos livres, relacionados com as culturas materiais e imateriais do vinho e da gastronomia autóctone dos seus territórios.

Algumas adegas já estão abertas ao público e têm uma oferta turística de qualidade que se enquadra nesta definição e que já representa um peso económico não negligenciável para elas.
Mas agora é preciso interligar e coordenar esta oferta para gerar uma dinâmica ao nível regional que, certamente a curto prazo, irá permitir retornos económicos para todos e fomentar a criação de emprego na região.

É neste âmbito que, recentemente, uma grande parte dos produtores criaram e registaram a Associação da Rota dos Vinhos do Algarve para estruturar e organizar esta oferta turística em conformidade com a “Carta Europeia do Enoturismo”, tendo eu assumido o cargo de director dessa Associação.
Esta Associação já iniciou a sua actividade com a colaboração do Turismo do Algarve na implementação dessa Rota. O plano de marketing está a ser elaborado e já neste verão oferecerá aos turistas e à população em geral um produto turístico de qualidade.


Até lá poderão visitar as Adegas já abertas ao público: informações no site http://www.vinhosdoalgarve.pt/


Quinta do Francês - Odelouca - Silves
Adega Quinta da Vinha –Sítio da Vala - Silves
Quinta do Morgado da Torre – Alvor – Portimão
Monte da Casteleja – Sargaçal – Lagos
Adega do Cantor – Guia – Albufeira
Quinta dos Vales – Estômbar – Lagoa
Adega Cooperativa Única – Lagoa

Boas provas!

Por Patrick Agostini

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Algarve, terra de praia, de sol e de muito mais... vinhos!

A Confraria do Bacchus de Albufeira promove a partir de amanhã, 30 de Abril e até segunda-feira 2 de Maio, a III Grande Mostra de Vinhos de Portugal. A mostra decorre no Espaço Multiusos de Albufeira e o confrade Bernardo Nascimento, que nos brinda hoje com um texto sobre os vinhos do Algarve, deixa-nos também o convite para uma visita ao evento. Não perca esta oportunidade de conhecer e provar os vinhos algarvios.


Quando há umas semanas atrás o meu caro amigo e confrade Valério da Confraria do Bacchus de Albufeira me contactou no sentido de averiguar se eu poderia escrever um artigo sobre os vinhos do Algarve, confesso que, mesmo sendo enófilo há mais de 10 anos e leitor compulsivo sobre o assunto, não fazia ideia de algumas das curiosidades extraordinárias que acabei por encontrar.

Vinhos do Algarve e... sua origem:
Tudo começou no remoto século III a.c. através dos tartessos (nome que os gregos deram ao povo que habitava o Ocidente). Fenícios, celtas, gregos e romanos terão (felizmente) continuado a produzir vinho. Mais tarde, apesar da ocupação moura (os muçulmanos, pela sua cultura não são consumidores de álcool), o vinho não desaparece. Por ser um elemento importante nos rituais cristãos o vinho é mantido e diria mesmo aprimorado ao longo de séculos, tornando-se uma referência importante no panorama dos vinhos nacionais e internacionais.

Vinhos do Algarve e... Vinhos de Bordéus:
António Augusto de Aguiar, professor de química, político e cientista que deu grandes contributos para o desenvolvimento e promoção dos vinhos portugueses fez, numa conferência em Berlim (1873), durante a exposição mundial, a seguinte afirmação acerca dos vinhos do Algarve:

“...e agradando à prova, porque não deixaram a boca arrepiada, como os vinhos da Bairrada, não embotam os dentes, possuem a delicadeza e a suavidade que raras vezes encontramos nos vinhos novos de Portugal, não pecam pela abundância de taninos, dão-nos os aromas do figo e da amêndoa, amora e morango que aparecem sem cultivo no campo, são beneficiados pela brisa marítima, são mais vimosos que os vinhos do Douro e Alentejo, têm a elegância que não se encontra nos Chateaux de Bordéus.”

Vinhos do Algarve e... Vinhos do Porto:
Apesar dos elogios do Professor António de Aguiar, na realidade, os séculos XVIII e XIX foram tempos difíceis para os vinhos algarvios, devendo-se tal facto principalmente à crescente importância que os vinhos do Porto ganharam internacionalmente. Curiosamente, foram os vinhos do Porto que mantiveram as vinhas do Algarve vivas, pois devido à grande crise associada à filoxera (no século XIX), um insecto que flagelou praticamente todas as vinhas do Douro e não só, os produtores de vinho do Porto tiveram que recorrer a outras regiões, nomeadamente ao Algarve para poderem manter níveis de produção aceitáveis.



Vinhos do Algarve e... o ponto de viragem:
Mas é no final do século XX que estes néctares quase se extinguem com o crescente urbanismo que obrigou à devastação de largos hectares de vinha por todo o Algarve.
Felizmente esta situação altera-se particularmente no início do século XXI, com o aparecimento de alguns corajosos e persistentes produtores nas várias regiões DOC (Denominação de Origem Controlada) do Algarve. Foram estes que souberam tirar deste clima mediterrânico típico (com cerca de 3000 horas de luz solar) e dos terrenos maioritariamente arenosos, excelentes vinhos, geralmente macios, com uma acidez moderada, típica de regiões mais quentes e normalmente de longevidade mais curta, pelo menos por enquanto...

Vinhos do Algarve e... a expectativa:
Actualmente, o Algarve tem cerca de uma centena de vinhos, distribuídos pelas suas quatro regiões DOC, nomeadamente Lagos, Portimão, Lagoa e Tavira, sendo os mesmos produzidos por quase duas dezenas de produtores... Como enófilo que tem acompanhado alguns bem de perto, tenho a certeza que irão proporcionar muitas e agradáveis surpresas nos próximos anos a todos os apreciadores de vinhos nacionais e estrangeiros...
Pessoalmente acredito que esta será uma das regiões com maior crescimento em termos de qualidade nos próximos anos. Mantenham-se atentos e na expectativa!




Vinhos do Algarve e... a Confraria do Bacchus de Albufeira:
Não sou por certo o único a ter uma opinião tão favorável dos vinhos do Algarve e só assim faz sentido que um grupo de pessoas/amigos se juntem regularmente no Algarve (mais propriamente em Albufeira) com uma paixão em comum e muito respeito pelo néctar dos Deuses. Surge assim, a 12 de Abril de 2007, a Confraria do Bacchus de Albufeira.
Confrades e confreiras, entre outros objectivos, promovem o património báquico de Portugal e em particular do Algarve. Pretendem ser um grupo de degustação de vinhos de referência nacional cultivando o consumo moderado do vinho e mantendo, acima de tudo, os valores essenciais como a amizade, o respeito e a paz.
No cumprimento destes objectivos, procura-se estabelecer ligações com produtores, agentes económicos e outras associações ligadas ao vinho, desenvolvendo e promovendo os conhecimentos no que respeita ao Vinho, e levando a efeito palestras, cursos, seminários, congressos e outros eventos ligados à vinicultura a à enologia, reunindo apreciadores e amigos do vinho com a finalidade de estimular a cultura e o hábito da sua degustação.

Entre muitas outras iniciativas fica aqui o registo de algumas das mais regulares:
-Jantares mensais - onde temos a oportunidade de reunir confrades, amigos e produtores num ambiente informal onde o convívio, a partilha, a gastronomia e os vinhos são o ponto-chave;
-Mostra de vinhos anual – estaremos uma vez mais presentes na nossa III Grande Mostra de Vinhos de Portugal a realizar-se nos dias 30 de Abril de 2011 (Sábado), 1 de Maio (Domingo) e 2 de Maio (2ª feira) das 14:30h às 20:00h no espaço EMA (Espaço Multiusos de Albufeira).

Em nome da Confraria aqui fica o convite para nos visitarem e poderem desfrutar connosco do espírito da Confraria bem como de alguns belos vinhos do Algarve e de todo o País.


Saudações Bácchicas





Por Bernardo Nascimento, da Confraria do Bacchus de Albufeira

sexta-feira, 18 de março de 2011

Quinta do Barranco Longo

Rui Virgínia, produtor de vinhos, no Algarve, dá-nos hoje a conhecer a actividade da sua Quinta do Barranco Longo.



A Quinta do Barranco Longo (QBL), situada na freguesia de Algoz, concelho de Silves, dedica-se, entre outras actividades, à produção e comercialização de vinhos tranquilos e de vinhos espumantes, procurando uma permanente evolução tecnológica, quer a nível de equipamento, quer a nível de processos. Possui várias marcas, destinadas à cadeia hoteleira e à restauração ou à cadeia de grande distribuição, estando o seu negócio centralizado nos produtos da marca "Barranco Longo" destinada aos mercados nacional e internacional.

Idealizei fazer um vinho personalizado, arrojado, de qualidade e elevar o Algarve a zona de vinhos de eleição. Assim, rodeei-me de uma equipa jovem e qualificada, fazendo da minha quinta uma vinha modelo e, na adega, aliei o tradicional ao tecnológico dando expressão à minha estratégia de valorização dos pormenores e de aperfeiçoamento constante.

Devido à vontade de diversificação da minha actividade, ganhei interesse pela produção de vinhos na região do Algarve, até então um sector de actividade pouco reconhecido em produção de vinhos de qualidade. O projecto QBL nasce em 2001, com a realização dos primeiros ensaios de micro vinificação, tendo em vista a obtenção de produtos de alta qualidade. Passados dez anos, a Quinta do Barranco Longo tornou-se no maior produtor/engarrafador privado do Algarve em quantidade de vinho produzido e certificado.


A QBL assume como sua missão disponibilizar na região os melhores vinhos locais. Assume-se, assim, como colaboradora na dinamização do sector turístico de qualidade do Algarve, valorizando um sector pouco explorado: o enoturismo. Em resumo, a empresa tem como objectivo a permanente satisfação dos clientes e a qualidade do serviço prestado. Evidencia uma cultura de qualidade e eficiência, com respeito pelas regras contratadas com os seus clientes e fornecedores, radicada no conhecimento dos consumidores finais e do potencial dos mercados abastecedores.

A Quinta do Barranco Longo não entra em concursos. Os seus vinhos são submetidos unicamente à crítica especializada e a painéis de prova cega, sem prévias inscrições e custos inerentes. A marca "Barranco Longo" tem vindo a ser referenciada na rádio, televisão, jornais, revistas e anuários da especialidade, quer locais, nacionais ou internacionais, como marca líder e destacada no mercado algarvio.
Actualmente a QBL produz cerca de 160 mil garrafas por ano e conta com uma vasta gama de vinhos tintos, rosés, brancos e espumantes.





Por Rui Virgínia

sexta-feira, 11 de março de 2011

Apontamentos históricos sobre o vinho

Karl Heinz Stock, proprietário da Quinta dos Vales, em Estômbar, faz-nos uma resenha histórica do vinho em Portugal e particularmente no Algarve, onde se assiste a um renascer de vinhos de excelência, com forte aposta na qualidade.

O consumo moderado de vinho, especialmente tinto, ajuda a prevenir as doenças cardiovasculares e outras derivadas. Estas conclusões dos cientistas, divulgadas no final do século XX, são uma lembrança pungente das já esquecidas eras em que o vinho era reconhecido pelas suas propriedades benéficas para a saúde. Há cerca de quatro mil anos atrás, o “néctar dos deuses”, como era chamado, era uma parte importante da dieta diária da Península Ibérica.
Acredita-se que os Tartessos, que se estabeleceram em Portugal por volta de 2000 a.C., bebiam regularmente vinho como parte da sua dieta normal, porque lhes proporcionava algumas das calorias essenciais à sobrevivência. De facto, o vinho era geralmente preferido em detrimento da água que, uma vez tirada do poço, não conseguia manter-se fresca e limpa durante tanto tempo, ficando frequentemente contaminada. O álcool ajudava a preservar as bebidas e reduzia os riscos para a saúde, tal como hoje!
A história de Portugal está directamente ligada à cultura dos inúmeros povos que invadiram o país, desenvolveram relações de troca ou que se estabeleceram no território por períodos longos ou curtos. As nações que navegavam de Este para Norte, ou vice-versa, tinham obrigatoriamente de passar ao largo da costa portuguesa, por isso era normal estabelecerem-se feitorias ou domicílios permanentes no país. Estes primeiros colonos, entre os quais os fenícios, gregos e, mais tarde, no último milénio antes de Cristo, os celtas, introduziram novas castas e técnicas de produção de vinho, que criaram padrões relativamente elevados de produção vinícola.
Foi a chegada dos romanos, por volta de 200 a.C., que mais impacto teve nas técnicas de plantação e produção de vinho, em grande parte devido às grandes quantidades de vinhos de alta qualidade que eram necessárias para satisfazer os hábitos de bebida das legiões invasoras. Os vinhos fortes e frutados da Península Ibérica agraciavam as mesas da nobreza de Roma, onde a procura normalmente ultrapassava a capacidade de oferta. É interessante constatar que Portugal, uma região produtora de vinho, foi chamada de Lusitânia pelos romanos, numa referência ao mítico Luso, filho ou companheiro de Baco, o Deus da festa e do vinho.

O cultivo da vinha continuou a crescer durante os cinco séculos de ocupação moura, apesar dos obstáculos religiosos. À medida que o negócio da exportação cresceu, os vinhos portugueses começaram a gozar de reconhecimento global, culminando numa relação comercial crescente com Inglaterra no início do século XVIII, especialmente no sector dos vinhos fortificados, como o Porto. Pouco tempo depois, a região do Alto Douro, no norte de Portugal, tornou-se na primeira região demarcada de produção de vinho.

Esta ascensão teve um fim inesperado quando a temida peste filoxera acabou com a maioria das plantações de vinha da Europa, no século XIX, abalando gravemente a produção de vinho em Portugal e a posição do país no mercado internacional.
Hoje, Portugal está novamente no top dez dos países produtores de vinho do mundo. Tal pode ser atribuído ao trabalho dos produtores tradicionais do centro e norte do país, que lutaram pela qualidade e recuperaram uma reputação digna no mercado internacional.
Há cerca de 20 anos atrás, o sul de Portugal começou a atrair novos produtores de vinho, dinâmicos e modernos. Nos últimos tempos, um pequeno grupo empreendedor de produtores de vinho encontrou locais produtivos no Algarve, com condições favoráveis para um cultivo de sucesso. Isto, em combinação com a nova tecnologia e conhecimento, transformou a paisagem das vinhas e inaugurou uma nova era de vinhos premiados. O Algarve ganhou agora o seu espaço no mapa da produção de vinho com um objectivo – não a quantidade, mas a qualidade.

No que toca ao segredo dos ingredientes perfeitos de um vinho, tudo se resume a alguns elementos essenciais – o solo certo e o clima adequado (uma combinação definida nos círculos da vinicultura como “terroir”), e um tratamento cuidadoso e responsável do produtor. As vinhas do Algarve, confinadas a um anfiteatro protegido dos ventos do norte, têm um clima único que se caracteriza por uma média de três mil horas de sol por ano, o que beneficia os produtores da região.
O solo é também adequado, por isso existe potencial para cultivar excelentes uvas e, consequentemente, para criar excelentes vinhos.
A produção de vinho é a arte de combinar todos estes elementos essenciais, de modo a criar uma sinergia, e é isto que separa os bons dos excelentes – uma manutenção hábil das vinhas e precisão científica na adega, com o apoio da tecnologia moderna para que nada seja deixado ao acaso. Os motivados engenheiros utilizam técnicas de ponta para criar um activo a longo prazo em vez de pensarem a curto prazo.

Ao seguir uma restrita política de qualidade e não de quantidade, os promissores produtores do Algarve podem hoje concorrer num mercado competitivo, no qual Portugal está a produzir cerca de 80 variedades de uva. Nas quintas algarvias mais pequenas, cada vinho tem a sua personalidade e características próprias, devido ao casamento bem sucedido entre o “terroir” e a dedicação dos produtores. Isto é complementado por uma poda cuidadosamente controlada na vinha, que reduz a quantidade de uva produzida. Idealmente, a poda deve ser executada duas vezes por ano, a primeira em Janeiro e a segunda algumas semanas antes da colheita. Durante a primeira poda, são cortados apenas os ramos, de modo a reduzir a capacidade de produção, enquanto na segunda poda é removida uma grande quantidade de uvas quase maduras, por vezes até 50%. Este processo limita drasticamente a quantidade, mas aumenta a qualidade, pois o ritmo de crescimento da vinha e a sua capacidade de produzir boa fruta são aumentados simplesmente pelo facto de o processo ficar confinado a um menor número de receptores.

Quanto mais cuidada a poda, maior a qualidade. Por exemplo, a quantidade média produzida em Portugal para um hectare de vinha é de 10 mil quilos de uvas. Os produtores de vinho em massa do Novo Mundo produzem às vezes até 35 mil quilos, enquanto alguns dos novos produtores do Algarve reduzem muitas vezes essa quantidade para quatro mil quilos ou menos por hectare.


Por Karl Heinz Stock

sexta-feira, 4 de março de 2011

Os vinhos e a Região Vitivinícola do Algarve


Contamos hoje com a colaboração do Presidente da Comissão Vitivinícola do Algarve, Carlos Gracias, que nos fala da evolução sofrida nos últimos anos, no Algarve, no sector dos vinhos, nomeadamente da sua crescente qualificação e procura.


O desenvolvimento da vitivinicultura está intrinsecamente ligado ao nascimento da civilização e culturas europeias, particularmente na região Mediterrânea. A região vitivinícola do Algarve localizada no extremo Sul de Portugal, coincide geograficamente com o distrito de Faro. Toda a sua área corresponde à zona produtora de vinho regional Algarve e vinho licoroso de indicação geográfica "Algarve".

Na zona litoral, marginando a costa atlântica, localizam-se as quatro regiões produtoras de vinhos de"Denominação de Origem": DOC Lagos, DOC Lagoa, DOC Portimão e DOC Tavira.
A área total de vinha do Algarve abrange cerca de 2000 hectares, dos quais cerca de 500 têm vindo a ser reestruturados nos últimos 10 anos, com o recurso a novas castas e às mais modernas técnicas de instalação, condução e manutenção. Este facto permitiu normalizar a produção, que é actualmente na ordem dos 2 milhões de litros. Vinhos de qualidade aptos a serem certificados, na sua maioria comercializados como “Vinho Regional Algarve”.


A mais significativa mudança sofrida pela indústria do vinho nas décadas recentes foi uma melhoria geral da qualidade. Para merecer a designação de “vinho de qualidade”, não deverá apenas saber bem, como também contribuir para o bem-estar físico. Parece portanto, que consumir vinho regularmente, de forma responsável e com moderação (Wine Moderation), pode contribuir para uma maior longevidade e qualidade de vida.

Embora a qualidade média do vinho produzido na Europa, tenha atingido um recorde, os diferentes estilos e tipos de vinhos tornam-se cada vez mais uniformes. A proliferação da cultura das mais populares castas por todas as zonas do globo, associada às modernas técnicas e conhecimentos em enologia e viticultura, aumentam ainda mais a referida tendência para a uniformidade. Actualmente, esta realidade tende a inverter-se, tornando-se moda beber vinhos distintivos com enorme carácter regional e genético.


Hoje em dia, o “Mundo dos Vinhos” é maior e bastante mais diversificado. As indústrias do vinho operam agora em todas as regiões do Mundo, utilizando as redes de transportes modernas que existem à sua disposição, o que lhes permite exportar e importar com grande facilidade os seus produtos. O mundo globalizado actual já não se coaduna com visões românticas em relação ao vinho; a atracção do vinho abrange, agora, todas as camadas da população, tornando-se um produto de transformação e consumo em massa.

As diferentes referências de vinhos à disposição dos consumidores são enormes, mesmo para os peritos do sector. No entanto podemos tentar dividi-las em quatro grandes categorias:
- O maior grupo com um padrão de qualidade mínimo, é o que é comercializado a baixos preços no mercado;
- O segundo grupo engloba vinhos modernos para consumidores mais sofisticados e a preços elevados que justificam o seu prestígio;
- A terceira categoria inclui os “vinhos tradicionais”, no melhor sentido do termo, que estão a ter um real crescimento junto dos consumidores conhecedores. Estes vinhos são produzidos e engarrafados perto das vinhas com os melhores cuidados e sentido de responsabilidade, utilizando métodos “naturais” tanto na vinha como na adega. Reflectem as características das castas regionais de uvas de que são feitos e a sua maior vantagem é o facto de serem “fáceis de beber” e da relação qualidade/preço ser facilmente compreendida pelo consumidor;
- O quarto grupo, mais pequeno, reúne os vinhos verdadeiramente notáveis e de alta qualidade, que são comercializados a elevadíssimos preços no mercado e consumido apenas pelas elites.



Não querendo fazer juízos, deixo para vossa reflexão a potencial inclusão dos “Vinhos do Algarve” numa dessas categorias, reforçando a ideia de que a região pretende afirmar-se, não pela quantidade, mas sim pela qualidade e especificidade das suas produções que, aliadas a sua localização única, de influência mediterrânea e atlântica, conferem características especiais aos vinhos aqui produzidos, determinadas essencialmente pelo “Terroir” e competência do vitivinicultor e enólogo.

De realçar ainda, que a qualidade dos “Vinhos do Algarve”, tem vindo a ser reconhecida e a comprová-lo estão as várias distinções obtidas em prestigiados concursos nacionais e internacionais, nomeadamente a atribuição de medalhas ouro, prata e bronze no Concurso Mundial de Bruxelas 2010, no IWC – International Wine Challenge 2010 em Inglaterra, no Concurso Les Citadelles du Vin 2010 (Bordeaux/França), no Wine Masters Challenge of Estoril 2010 e no Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados.





Por Carlos Gracias