Por João Juma
[Estudante de Economia na Universidade do Algarve]
Quando decidi colocar Universidade do Algarve – Curso de Economia na ficha ENES, nunca poderia imaginar que o meu destino passasse por caminhos tão paralelos ao que pensei ser o “ideal”.
Sendo de Lisboa, sempre olhei para o Algarve como um local impecável, para férias, tal como muitas outras pessoas o fazem.
Em três anos de vivência entre Faro, Albufeira e Tavira, apaixonei-me pelas pessoas, pelos locais, pelo clima e pela qualidade de vida.
Conhecendo um pouco o mundo empresarial e integrando-me na realidade local, fiquei triste com alguns aspectos que penso que poderiam ser alterados se houvesse vontade para tal…
Em primeiro lugar e começando pelo ensino há que referir as excelentes infra-estruturas da Universidade do Algarve. Na linda região em que vivemos, podemos cativar os melhores professores, políticos e empresários de modo a partilharem a sua experiência com os alunos, contribuindo para o desenvolvimento do nosso pequeno paraíso. Quem não quer trabalhar a cinco minutos da praia e sem hora de ponta? Porque não apostar na atracção de profissionais que elevem o nome da instituição para que através da formação prestada se vejam frutos a médio e longo prazo?
Infelizmente os alunos que a Universidade integra são, na sua maioria, guiados pelo canudo e não pelo desejo de aprendizagem, o que causa uma reacção desfavorável em qualquer entidade empregadora em Portugal. A maior parte dos alunos olha para o número de cadeiras com o tédio de ter que as passar em vez da excitação de poder aprender. Mentalidade algarvia ou falta de formação?
Em segundo lugar o que nós apelidamos Inverno, que na verdade é apenas uma “brisa” agradável, causa-nos sempre uma agonia indevida designada por sazonalidade, mas que é perfeitamente evitável.
Arrepia-me andar nas cidades do Algarve durante as noites de Inverno, não devido à temperatura mas à solidão. Sendo um dos locais mais quentes na Europa durante todo o ano, não se vê no entanto vivalma senão na estação alta.
Faltam pessoas no Algarve durante o Inverno…
Quantos lares de luxo para idosos existem no Algarve? Se eu não fosse um miúdo com 22 anos garanto-vos que realizava um investimento desse género e tinha retorno financeiro garantido para não falar da felicidade na cara das pessoas que tivessem o privilégio de lá ficarem. O Algarve é bom para as merecidas “férias” finais de qualquer vida.
Outro ponto que me ocorre refere-se às empresas de e-business. São empresas que, pela sua natureza online, podem estar sediadas em qualquer parte do mundo. Já temos algumas no Algarve, que curiosamente tiveram bastantes dificuldades em instalar-se. Um dos obstáculos que tiveram foi, por exemplo, dizerem-lhes que não queriam empresas que não tivessem interesse em recrutar Portugueses. Poderão não ter esse interesse mas terão outros para quererem instalar-se na região. Há que perceber essas razões e promover a sua fixação no Algarve, demonstrando-lhes todas as vantagens que por cá existem para viver.
Temos uma região turística que deveria também ser promovida e projectada como um local para se viver e para se trabalhar.
Hoje estou a estudar na Republica Checa e já contagiei estudantes para continuarem o seu percurso académico no nosso paraíso. Não foi necessário mais do que o vídeo promocional da nossa região e palavras sentidas.
Cabe-nos a nós decidir o que queremos fazer, de que forma e com que dedicação.
Temos todos a ganhar, temos todos o dever de partilhar.





















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Em 40 finalistas, estas foram as três fotografias mais votadas pelo júri, composto pelo artista José de Guimarães, pela directora do Centro Cultural São Lourenço de Almancil, Marie Huber, pelo realizador Miguel Gonçalves Mendes, pela fotógrafa Telma Veríssimo e pelo presidente do Turismo do Algarve, Nuno Aires..jpg)
