quarta-feira, 20 de abril de 2011

Amêndoas enxovalhadas

Em vésperas de Páscoa, a nossa amiga e fiel colaboradora do Blogue Turismo do Algarve, Ilídia Sério não quiz deixar de nos enviar uma receita de amêndoas caseiras, que certamente irão trazer um sabor ainda mais especial a esta época festiva.

Votos de BOA PÁSCOA para todos os nossos amigos e seguidores.


INGREDIENTES

1 Chávena de amêndoas com pele
1 Chávena de água
1 Chávena de açúcar

PREPARAÇÃO

Põem-se todos os ingredientes num tacho e leva-se ao lume.




Deixa-se ferver. Quando as amêndoas começarem a dar estalinhos, tira-se do lume e mexe-se vigorosamente com uma colher de pau para se separarem as amêndoas.

De seguida deitam-se para um prato ligeiramente untado com óleo.

Como vêm nada mais fácil e nada mais saboroso.



Por Ilídia Sério

terça-feira, 19 de abril de 2011

Camarões fritos com arroz de coentros

Só de imaginar esta combinação de sabores já nos deliciamos. Vejamos como é que a Sílvia Souto confecciona estes camarões e preparemo-nos para experimentar também.


Já que por aqui se testam Sabores do Algarve, sugiro uma combinação de três sabores algarvios incomparáveis: o sabor do mar de uns camarões de Quarteira, o sabor da terra dos mais aromáticos coentros e o sabor do sol da doce laranja.

Aqui vai.

INGREDIENTES

Para os camarões

400 g de camarões

1 ramo de coentros

1 cabeça de alhos

1 folha de louro

Sumo de 1 laranja

Azeite q.b

Para o arroz

200 g de arroz

1 cebola

1 ramo de coentros

Azeite q.b.

Água q.b.

Sal.q.b

PREPARAÇÃO

Colocar uma frigideira ao lume, com azeite. Juntar os dentes de alho esmagados, a folha de louro e os camarões, previamente descascados mas mantendo as cabeças. Quando estes começarem a ficar rosados, juntar os coentros picados e tapar. Com os camarões já fritos, deitar o sumo de laranja sobre os mesmos e esperar que o molho levante fervura antes de apagar o lume.

Entretanto, cozinhar o arroz da seguinte forma:

Num tacho, colocar o azeite, a cebola e os coentros picados e deixar fritar ligeiramente.

Juntar o arroz lavado e deixar fritar por instantes antes de juntar água. Temperar com sal e deixar cozer.

E pronto, agora é só servir!

Por Sílvia Souto

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Perna de borrego no tacho à Tavirense

Vêm aí as festas da Páscoa e, nesta época do ano, um dos sabores que não costuma faltar é o do borrego. Escolhemos por isso, uma receita que pode encontrar no nosso livro "Cozinha Regional do Algarve" e que pode confeccionar para o seu Domingo de Páscoa.




Receita para 4 pessoas

INGREDIENTES

1,2 kg de perna de borrego

1 dl de azeite

4 dentes de alho

1 ramo de salsa

50 g de manteiga

100 g de banha

1 dl de vinagre

2,5 dl de vinho branco seco

6 grãos de pimenta

4 cravos de cabecinha

800 g de batatas

2 folhas de louro

colorau e sal grosso q.b.


PREPARAÇÃO

Limpe a perna de borrego de gorduras, peles, tinta e extraia o sebo.

Descasque os alhos, pise-os com sal grosso e um pouco de azeite. Junte o colorau e o vinho branco e envolva. Com o produto obtido, barre a perna.

Num tacho de barro coloque a salsa, o louro, o grão de pimenta, o cravinho, o vinagre, o resto do vinho branco, a manteiga, a banha e um pouco de água. Mexa bem estes ingredientes.

Em seguida, coloque a perna dentro de um tacho e deixe repousar entre 3 a 4 horas. Tape o tacho e leve ao forno a estufar.

Lave as batatas, descasque e corte aos quartos. Quando a perna estiver quase pronta, junte as batatas. Continue com o tacho tapado até terminar a cozedura das batatas.

Rectifique os temperos e polvilhe com salsa picada.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O vinho

Hermínio Rebelo, membro da Comissão Vitivinícola do Algarve, evoca com este texto a sua paixão pelo vinho, despertando os nossos sentidos para o prazer do néctar dos Deuses. Inspire-se nas suas palavras e consulte o nosso Guia de Vinhos do Algarve, escolhendo uma das propostas que contém. Aproveite e dê mais sabor ao seu fim-de-semana.


O vinho é o produto obtido exclusivamente pela vinificação / fermentação alcoólica, total ou parcial de uvas frescas provenientes de vários tipos de castas, cujos bagos são esmagados, prensados ou processados por outros meios tecnológicos permitidos por lei.

Tive o raro privilégio de ter lidado com o Eng. Francisco Colaço do Rosário, ilustre personalidade ligada ao mundo do vinho mas infelizmente já desaparecido. A este ilustre amigo recorria frequentemente para lhe pedir conselhos e informações sobre a temática do vinho, que tem tanto de aliciante como de complexa. Nunca nada me recusou do que lhe pedi. É à sua memória que quero dedicar este pequeno texto sobre a beleza do que tenho lido e aprendido desta bebida tão nobre que é o vinho.

Uma “vida inteira” não chegaria para analisar a multiplicidade das tonalidades organolépticas que o vinho nos oferece. Como se sabe o vinho, quando bem conseguido, brinda-nos com uma vastidão imensa de cores, aromas e sabores, o que só vem confirmar a nobreza ímpar das castas e logo ao recolhimento profundo a que o vinho deve ficar “sujeito” quando está a ser produzido na penumbra e silêncio de uma adega.



Provar um bom vinho, num belo copo redondo, com tons de roxo flamejantes ou dum brilhante citrino esverdeado, vindo duma adega onde foi produzido com saber, amor e carinho é algo incomparável. Foi certamente o que o “Deus Bacchus” terá sentido nos reflexos do néctar, na vivacidade das suas cores, na exuberância dos seus aromas, no deleite dos seus inconfundíveis sabores.



Na cor do vinho vislumbram-se os séculos que moldaram a encosta, o labor dos vinhateiros e o sol que os acompanha no amadurecimento das uvas. Na cor do vinho adivinha-se o seu vigor e concentração do seu tom sedutor e brilhante. Pressente-se a idade nos seus laivos dourados ou acastanhados que, na borda do copo adquirem reflexos brilhantes ou avermelhados, oferecidos aos olhares numa antevisão do prazer do seu sabor. Após a sua produção o vinho solta novas nuances, novos odores intimamente ligados entre si, formando um conjunto completo a que se deu o bonito nome de bouquet. Tudo isto para preparar a etapa final do supremo prazer, o momento em que o vinho toca o mais profundo da nossa sensibilidade através dos olhos, do nariz e da boca. Mas, há que gozá-lo sem pressas para que esse prazer sublime se eternize na nossa memória. Certos vinhos, quando saboreados durante segundos na boca, podem assemelhar-se a belas obras de arte que extasiam o nosso olhar e todos os outros sentidos do nosso corpo.

Só os grandes vinhos nos podem apaixonar, nascidos que são duma videira, que “deu à luz” um fruto maduro e generoso.

Razões históricas, tradição, épocas, mentalidades, talentos e muito mais fazem do vinho uma bebida ímpar sem rival (água à parte). O grande vinho explica-se, estuda-se, julga-se; mas para além destas necessidades ele sabe sempre oferecer-nos aromas subtis de magia pura, sabores profundos de evocação romântica que enobrece todos os nossos sentidos.


Por Hermínio Rebelo

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Sabores algarvios divulgados internacionalmente



O site “Goosto.fr – les plaisirs du goût” tem em destaque um conjunto de menus alusivos à época da Páscoa, entre os quais um menu com sabores portugueses, mais precisamente algarvios, sugerido pela Margarida Tomás, do blogue de gastronomia Figo Lampo, que já colaborou connosco em diversas ocasiões.

A proposta da Margarida para a Páscoa inclui uma Muxama de atum com salada de rúcula e laranja, Borrego assado com figos, mel e alecrim e ainda um Folar folhado tipicamente algarvio.



Este menu integra um conjunto de sugestões de sabores da Páscoa de vários países europeus, num convite para partir à descoberta desses destinos, que a articulista Lê Thi Mai Allafort faz aos seus leitores.
O site “Goosto.fr –les plaisirs du goût” pertence à CBS interactive , um dos principais editores mundiais de conteúdos da internet.

Ficam aqui os nossos parabéns à Margarida Tomás pela divulgação da gastronomia do Algarve internacionalmente e fica também, para nós, um cheirinho da Páscoa que se avizinha.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ervilhas com ovos

Estamos na Primavera e é tempo de ervilhas. Enfim... no Algarve é mais tempo de griséus! E são uns belos de uns griséus com ovos que a Ângela Reis nos ensina a fazer, com muita alegria e dedicação.



Receita para 2 pessoas
INGREDIENTES

½ cebola média
3 dentes de alho
1 raminho de salsa (ou coentros) conforme o gosto
½ chouriça de carne
500 g de ervilhas
4 ovos
Azeite e sal a gosto

PREPARAÇÃO

1. Picar a cebola, o alho e um bocadinho da chouriça (deixar umas quantas rodelas inteiras), juntar um fio de azeite e levar ao lume brando para refogar.
2. Adicionar as rodelas de chouriça e a salsa (inteira ou picada) e deixar refogar mais um pouco.
3. Juntar as ervilhas, mexer tudo e tapar com água (tempera-se logo com sal a gosto).
4. Quando as ervilhas estiverem cozidas, tirar o excesso de água (conforme gosto) e colocar os ovos da seguinte maneira: abrir um ovo de cada vez para um recipiente separado e colocá-lo gentilmente nas ervilhas, com cuidado para que não se colem uns aos outros com a cozedura.
5. Deixar cozer cerca de cinco minutos e rectificar de sal.

Agora veja passo-a-passo e faça você mesmo!



Dica: Cozinhar sempre com alegria e dedicação, vai ver que o resultado sai sempre bem! :)








Por Ângela Reis

terça-feira, 12 de abril de 2011

Cataplana à minha maneira

Esta cataplana é "à maneira dela". O que é dizer que é à maneira da Zélia Martins que também se quis associar aos "Sabores do Algarve" e participa neste convívio com um prato que é bem simbólico da culinária regional algarvia.



Receita para 4/6 pessoas


INGREDIENTES

2 lombinhos de porco cortados em cubos

1 Kg de amêijoas

½ Kg de camarão cozido

½ chouriço vermelho cortado às rodelas

1 tira de bacon com cerca de 1 cm de espessura, cortada em palitos

1 cebola pequena cortada às rodelas

2 ou 3 dentes de alho

1 ou 2 folhas de louro

½ pimento verde cortado às rodelas

1 lata pequena de tomate aos bocados

Sal q.b.

Salsa q.b.

Coentros q.b.

Azeite q.b.


PREPARAÇÃO

Coloca-se uma cataplana grande ao lume com um pouco de azeite. Juntam-se ao azeite: a carne, o chouriço, o bacon, a cebola, os dentes de alho e o louro. Tempera-se com sal e deixa-se fritar tudo.

Quando a carne estiver douradinha junta-se o tomate, a salsa picada e o pimento e deixa-se cozinhar alguns minutos.

No final juntam-se as amêijoas e o camarão e fecha-se a cataplana o tempo suficiente para cozinhar as amêijoas.

Quando a cataplana for para a mesa acrescenta-se os coentros picados.

Faço esta receita um pouco a olho, pelo que as quantidades e a variedade dos ingredientes ficam ao gosto de cada um, sendo que este prato sai sempre bem e é muito saboroso.


Por Zélia Martins

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Feijoada de chocos

O Sérgio Pinto, técnico de informática, tem por hobby a culinária. Colabora hoje com os Sabores do Algarve, participando nesta iniciativa, com uma receita que nos deixa água na boca.



Conheci este desafio através da Internet e pensei: olha que bom divulgar aquilo que é nosso e ainda por cima do Algarve. Eu, como entusiasta da cozinha desde pequenino, e com uma pequena brincadeira que tenho feito num blogue meu, vou aderir como é óbvio.

O prato que estreia aqui é uma bela feijoada de choco, sem dúvida um daqueles pratos que nos enche a barriga de satisfação. Além do mais, dá-nos aquela cobiça de molhar uma bela fatia de pão caseiro no molho...ai, que é de lamber os dedos.

E se quiserem podem ver como faço, em vídeo.

Deixo-vos aqui a forma de a preparar, e sugiro que acompanhem com um belo vinho tinto da nossa região. Espero que gostem.


Receita para 4 pessoas

INGREDIENTES

1 Embalagem de 500 g de feijão manteiga cozido(ou feijão branco)

500g choco limpo e cortados aos cubos (pode ser tiras de choco congelado)

2 Cebolas médias

4 dentes de alho

50 g de miolo de camarão

3 cenouras

Meio pimento verde

1 copo de vinho branco (aprox. 200 ml)

3 a 4 tomates chucha

1 folha de louro

Azeite (3 colheres de sopa)

50 a 100g de chouriça de carne (se preferir picante)

Polpa de tomate (3 colheres de sopa)

1 molho pequeno de salsa (para picar)

Sal e pimenta branca a gosto


PREPARAÇÃO

Corte a cebola em rodelas e depois pique mais fino. Pique também os alhos. No tacho, coloque o azeite e deixe em lume médio, juntando de seguida a cebola para começar a alourar. Quando esta estiver quase no ponto, coloque os alhos. Nunca junte os alhos de início, porque queimam-se mais depressa que a cebola.

Enquanto refoga, aproveite para cortar o tomate em pedaços pequenos acrescentando-o ao refogado, juntamente com a folha de louro. Prepare também a metade do pimento verde, limpando-o de sementes e da parte interior branca e picando-o aos cubinhos. Em lume médio, junte um pouco do vinho branco para que refogue todos os ingredientes, durante 5 minutos.

Prepare logo a cenoura, cortando-a ao longo do comprimento e depois em meias luas.

Junte também a chouriça ao refogado e tempere com sal e pimenta branca moída.

Coloque o choco, a polpa de tomate e o restante vinho branco. Deixe cozer em lume brando durante 30 minutos.

Passado este período verifique se o choco já está cozido. Use um garfo para perceber se está macio ao toque. Se necessitar de mais cozedura, não se esqueça de acrescentar um pouco de água, caso seja preciso, para não queimar ou secar o molho.

Coloque o feijão conjuntamente com a água que trazia e deixe apurar por mais 10 minutos.

Conclua a feijoada, juntando o miolo de camarão e a salsa picada. Deixe o camarão cozer entre 1 a 2 minutos para ficar rijo.

Acompanhe com um arroz branco.


Divirtam-se e deliciem-se.

Por Sérgio Pinto

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Bochechas de porco preto com puré de bolota

Jonathan Pratt ou Chef Jonnie como é conhecido, é irlandês e depois de ter passado por inúmeras cozinhas e países do mundo, fixou-se no Algarve, em Almancil, onde dirige o seu Bistro des Z'Artes. Ensina-nos hoje a fazer uma especialidade sua que, sendo de fácil confecção, necessita de bastante tempo disponível. Mas o resultado compensa. Palavra de Sabores do Algarve.



INGREDIENTES

8 bochechas de porco preto

2 cebolas grandes

3 dentes de alho

3 cenouras

150 ml de azeite

1 ramo de alecrim

1 ramo de cheiros

1 caldo de carne

Sal e pimenta q.b.

½ garrafa de vinho tinto (usámos Barranco Longo Colheita seleccionada)

400 g de bolotas

800 g de batatas

150 g de favas frescas

150 g de tomate cereja

150 g de castanhas

PREPARAÇÃO

Refogar as cenouras cortadas com as cebolas e os dentes de alho picados em metade do azeite (75 ml).

Adicionar as bochechas de porco com o vinho tinto, as ervas aromáticas e um litro de água. Temperar com sal e pimenta q.b. As bochechas deverão ficar totalmente cobertas de líquido.

Deixar ferver e retirar a espuma que chegar à superfície. Deixar estufar em lume brando durante quarto horas.

Deixar depois arrefecer e guardar no frigorífico (este prato fica mais saboroso se consumido dois ou três dias depois de cozinhado).

Descascar as batatas e cozê-las em água com sal. Reduzi-las a puré. Adicionar o resto do azeite (75 ml) e temperar com sal e pimenta q.b. Mexer bem e adicionar a farinha de bolota.

Na altura de servir, levar ao lume duas bochechas de porco por pessoa com algum do molho da carne. Quando já estiver quente, adicionar as favas descascadas e previamente cozidas, assim como as castanhas e os tomates.

Empratar, colocando cada bochecha sobre uma colher de puré. Dispôr os vegetais e o molho à volta.

Como fazer a farinha de bolota:

Cortar as bolotas ao meio e descascá-las. Cozê-las em água e sal. Moê-las numa picadora e deixá-las secar durante 2 dias.

Moê-las de novo até ficarem em farinha fina e usar quando necessário.

Por Chef Jonnie

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Vida Nova Branco 2010 ganha Medalha de Ouro em Berlim

Os vinhos do Algarve estão mais uma vez de parabéns. Ficámos a saber que a Adega do Cantor recebeu a sua primeira medalha de ouro de 2011.

O Max Birch fala-nos do vinho agora premiado.


O Vida Nova Branco 2010 foi galardoado pela primeira vez com uma Medalha de Ouro, no “Berlin Wine Trophy 2011”, uma competição de vinhos que decorreu na capital alemã entre 3 e 6 de Fevereiro último.

É com grande alegria e orgulho que recebemos esta honra, tendo em consideração que é da Alemanha que são originários os melhores vinhos brancos do mundo.

O vinho Vida Nova Branco 2010 é produzido a partir de blocos seleccionados de vinhas das castas Verdelho e Arinto. É fermentado a temperaturas muito baixas em cubas de aço inox. Posteriormente é filtrado e engarrafado, com o mínimo de manuseamento, seis meses após a vindima.

Trata-se de um vinho que se pode beber sozinho e ligeiramente frio ou com uma larga variedade de pratos como saladas verdes e marisco.

Não deixe de experimentar.


Por Max Birch

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Rissóis de berbigão

Se há sabor a mar do Algarve é sem dúvida o sabor do berbigão. Foi este o marisco escolhido por Rosete Gonçalves para nos presentear aqui com a sua receita de rissóis de berbigão.

Façam o favor de se servir.


INGREDIENTES

Recheio:

150g miolo de berbigão

1 Cebola pequena

1 Colher de margarina

1 Colher de farinha

1 Gema de ovo

Sal e pimenta q.b.

Massa:

1 Copo de água

1 Copo de farinha

1 Colher de margarina

1 Pitada de sal

Para terminar:

1 ovo e pão ralado

PREPARAÇÃO

Recheio:

Põe-se a cebola a alourar com a margarina, de seguida a colher de farinha e depois os miolos de berbigão e tempera-se com sal e pimenta. Quando estiver bem misturado junta-se a gema de ovo mexendo sempre até estar pronto.

Massa:

Põe-se a água a ferver com sal e a margarina, a seguir junta-se a farinha mexendo muito bem sem se tirar do lume até formar uma bola. Depois sova-se em cima de uma tábua até ficar fina. Por fim talha-se, faz-se o rissol e passa-se pelo ovo batido e por o pão ralado e leva-se a fritar.

Está pronto a servir.



Por Rosete Gonçalves

terça-feira, 5 de abril de 2011

Arroz de polvo da Ria Formosa

Hoje falamos de polvo, mais concretamente do polvo que se apanha na Ria Formosa com os tradicionais alcatruzes, uns potes de barro que funcionam como armadilhas para este tipo de cefalópode. No Algarve há uma grande variedade de receitas de polvo.
A Cláudia Ruivinho partilha connosco o seu arroz de polvo da Ria Formosa.



Receita para 4 pessoas

INGREDIENTES


2 chávenas de chá de arroz

2 cebolas médias

3 tomates maduros

1 polvo com aproximadamente 1,250 kg

1 folha de louro

Azeite q.b.

Sal marinho q.b.

Coentros q.b.

Pimenta moída na hora


PREPARAÇÃO


Cozer o polvo previamente congelado (o que ajuda a que fique mais macio), numa panela de pressão. Para isso coloca-se na panela um pouco de água, 1 cebola com casca e uma rolha de cortiça (os taninos da cortiça ajudam a amolecer as fibras do polvo). Quando levantar fervura mergulhar e retirar o polvo duas vezes antes de o colocar definitivamente na água e temperar com um pouco de sal. Fechar então a panela e cozer em pressão média durante pelo menos 20 minutos. No final retirar a cebola e o polvo e reservar a água de cozedura.

Num tacho grande, refogar em azeite uma cebola partida em cubos, o tomate pelado e sem grainhas e a folha de louro. Quando estiver tudo bem cozinhado, moer um pouco de pimenta e juntar o arroz para fritar ligeiramente no refogado. Juntar cinco chávenas de água da cozedura do polvo e após levantar fervura rectificar o tempero.

Partir o polvo em pedaços e juntar, com os coentros picados, ao arroz antes de desligar o lume. Servir de imediato e temperar a gosto com umas gotas de vinagre de vinho.

Acompanhar com uma salada de alface e cebola doce.


Bom apetite!




Por Cláudia Ruivinho

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Molho de tomate com ovos

Para quem gosta de recordar tempos passados, nada como pôr em prática uma receita bem tradicional que, ao jeito de um "Conta-me como foi", a Luisa Correia traz aos Sabores do Algarve.


Gosto dos comeres à antiga. Gosto das coisas simples. Quanto mais simples melhor.

Quando eu era criança e vivia com os meus pais, imigrantes, fora de Portugal, regressava em cada Verão ao Algarve para um longo mês de férias, passadas no campo e, claro, com frequentes idas à praia.


Numa época do ano em que, na horta, abundava o tomate, este era muito consumido em salada e em arjamolho, acompanhando umas belas assadas de peixe. Mas quando o tomate ficava bem maduro, associavam-se a ele os ovos das muitas galinhas poedeiras que as minhas tias criavam junto de casa e fazia-se um belo de um molho de tomate com ovos. Era mesmo assim que se chamava. Hoje falamos de tomatada, mas na minha casa sempre foi “molho de tomate com ovos”.

Foi esta comida simples e económica que pensei fazer para a colecção de “Sabores do Algarve”. Confeccionei-a no passado fim-de-semana e para que me soubesse mesmo aos tempos da minha infância, até a servi num modesto prato de louça com “design”daquela época, que desencantei no fundo do armário da cozinha.


INGREDIENTES

1 kg de tomates maduros

1 cebola

2 dentes de alho

1 ramo de salsa

1 folha de louro

8 ovos

30 g de miolo de pão

Azeite q.b.

Sal q.b.

2 ou 3 raminhos de hortelã


PREPARAÇÃO

Pica-se a cebola, o alho e a salsa que se colocam num tacho a refogar com um pouco de azeite. Juntam-se os tomates que, entretanto foram pelados, aos quais se retiraram as grainhas e que foram picados em bocados pequenos. Adiciona-se uma folha de louro, tempera-se com sal e deixa-se cozinhar durante alguns minutos, juntando um pouco de água se for necessário. Acrescenta-se então o miolo de pão e deixa-se apurar. Quando o molho está pronto, partem-se os ovos um a um e colocam-se no tacho para escalfar. Por fim, deitam-se os raminhos de hortelã, que irão aromatizar de forma muito agradável este prato.


Por Luisa Correia

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Algarve elege "A Melhor Sangria do Mundo" (2)


  • E o vencedor do concurso "A Melhor Sangria do Mundo" é um aluno da Escola de Hotelaria e Turismo de Vila Real de Santo António - José Brito.

  • E o prémio para o melhor aluno vai para - José Brito, da Escola de Hotelaria e Turismo de Vila Real de Santo António.

Os parabéns do Turismo do Algarve a José Brito e aguardamos ansiosamente para provar "A Melhor Sangria do Mundo".

Algarve elege "A Melhor Sangria do Mundo"

É hoje que decorre, nas instalações da Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão, o concurso “SANGRIA CHALLENGE BEST TASTE 2011”, uma iniciativa conjunta da ÚNICA - Adega Cooperativa do Algarve, com a Associação de Barmen do Algarve (ABA) e com as Escolas de Hotelaria e Turismo do Algarve (EHTA).


Fotografia de Margarida Tomás

Trata-se de um evento que pretende premiar e promover “A Melhor Sangria Do Mundo” que sairá vencedora deste concurso, hoje ao final da tarde.

A receita será reproduzida e publicada nas embalagens da sangria a comercializar pela ÚNICA - Adega Cooperativa do Algarve.

Participam neste concurso barmen profissionais e alunos de várias escolas de Hotelaria.

Para escolher “A Melhor Sangria Do Mundo” e distinguir o melhor aluno em concurso a organização do evento conta com um Júri composto por: Hermínio Rebelo, Chefe da Câmara de Provadores da CVR Algarvia; Hugo Nascimento, Representante do Turismo do Algarve; Mário Andrade, Enólogo da ÚNICA – Adega Cooperativa do Algarve; Manuel Alves, Presidente do Conselho Fiscal da ABA; António Correia, Formador de Restauração e Bebidas da EHTA de Faro; Luciano Rosa, Formador de Restauração e Bebidas da EHTA de Portimão e Ismael Valente, Formador de Restauração e Bebidas da EHTA de V.R. Sto António.

Contamos anunciar ainda hoje, neste blogue, o nome do autor da "Melhor Sangria do Mundo" bem como do melhor aluno concorrente.

Não se esqueçam de cá voltar para os conhecer.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Salada Gourmet de Laranja do Algarve

Podemos ser suspeitos, mas achamos que todos vão concordar connosco. A laranja algarvia é das melhores que há. Conhecemos bem um sem-número de formas de a consumir. Podemos saboreá-la ao natural, em sumos, sobremesas ou doces. Mas será que alguém já tinha pensado em transformá-la numa salada para acompanhamento de um bom prato de carne?

A Antónia Furtado pensou nisso e confidenciou-nos que, apesar da estranheza que esta receita possa causar, ela faz as delícias de qualquer gourmet.



INGREDIENTES

4 laranjas do Algarve

1 cebola doce ou roxa

Flor de sal q.b.

Azeite q.b.

Vinagre balsâmico q.b.

PREPARAÇÃO

Descascam-se as laranjas retirando-lhes também, cuidadosamente, a membrana branca e cortam-se finamente às rodelas.

Adiciona-se a cebola igualmente cortada em rodelas finas e tempera-se com um pouco de flor de sal do Algarve, azeite e vinagre balsâmico.

Experimentem que é uma delícia, parece que não combina, mas engana-se quem assim pensar.

Bom apetite!

Por Antónia Furtado

quarta-feira, 30 de março de 2011

Chocos à pressão

Nada como uma visita ao mercado local para encontrar os melhores produtos frescos e inspiração q. b. para desencantar uma receita directamente proveniente do baú das memórias. Foi o que fez a Célia Arménio que aqui partilha a sua experiência.


O Algarve é abençoado por um sol magnífico e por um mar sem fim. Este mar é generoso em peixe, moluscos e crustáceos. O choco é apenas uma das muitas espécies que pululam as ricas águas da costa algarvia.

É um gosto ir ao mercado de Olhão e ver a diversidade e a frescura da fauna marítima, disposta em bancadas, à espera que alguém ceda ao pregão das “varinas”. Escolho então uns chocos frescos, de médio porte, que parecem estar ainda vivos, a julgar pelo matizado da sua pele que continua brilhante.

Sábado de manhã é um ritual ir ao mercado comprar peixe e legumes frescos. De passagem, paro ainda nas “montanheiras” para comprar ervas aromáticas e flores. Antes de ir para casa, tomo um cafezinho e como um docinho.

Chego a casa e já de avental à cintura ponho-me a arranjar os chocos. Começo por tirar o ferrão, a limpá-los por dentro, tendo o cuidado de guardar as ovas, que são uma delícia. Depois tiro a pele e lavo os tentáculos com delicadeza, abro os chocos ao meio e corto as metades em quatro.





Depois desta tarefa, escolho umas batatas ovaladas e perfeitas (roxas de preferência) e após descascadas, corto-as ao meio na horizontal. Seguidamente, coloco azeite na panela de pressão (tanto quanto o gosto de cada um), uma folha de louro à qual extraí o veio, três dentes de alho espalmados, as batatas e por fim junto os chocos, incluindo os tentáculos e as ovas. Junto ainda um copo de vinho branco. Fecho a panela e deixo que levante fervura, em lume brando, até que a pressão do vapor faça o apito girar freneticamente cerca de 20 minutos.

Enquanto isso, preparo a mesa e abro uma boa garrafa de tinto algarvio, deixando-o respirar antes de o servir, acompanhando os chocos à pressão que entretanto está pronto para empratar e fazer as delícias do mais exigente paladar.

Viram como é fácil? Garanto-vos que é muito saboroso. Resta-me agradecer à minha avó Laura, que já não está entre nós, ter-me legado esta sua receita, que tanto aprecio e que agora partilho convosco.

Bom apetite!



Por Célia Arménio

terça-feira, 29 de março de 2011

Bolinhos de amêndoa de São Brás de Alportel

São servidos de um bolinho de amêndoa?

Apostamos que sim. Então, mãos na massa e sigam as dicas da Corina Justo para confeccionar estes doces algarvios com sabor serrano.



Poderão já ter visto, em livros de culinária e doçaria, algumas receitas dos bolinhos de amêndoa de São Brás de Alportel. Eu, por exemplo, tenho em casa uma edição do Círculo de Leitores com uma versão assinada por Maria Odete Cortes Valente. Mas, para os “Sabores do Algarve”, optei por trazer a da minha tia Olívia que costumava fazê-los para deleite da sobrinha. Foi com ela que aprendi e aqui deixo as suas dicas, para uma quantidade aproximada de 30 bolinhos.


INGREDIENTES

1 kg de amêndoa

700 g de açúcar

1 gema

4 ou 5 claras

Raspa de 1 limão

1 pitada de sal fino


PREPARAÇÃO

Começa-se por retirar a pele às amêndoas. Para isso colocam-se os miolos em água acabada de ferver, tapa-se o recipiente e deixa-se de molho por 1 minuto. Fora da água, retiram-se então as peles aos miolos de amêndoa. Secam-se com um pano e passam-se pela picadora, reservando, no entanto, uns 15 ou 16 miolos inteiros.

Em seguida, mistura-se o açúcar com a raspa do limão, o sal, a gema e as claras batidas em castelo que serão envolvidas à massa pouco a pouco consoante a sua consistência, que não deverá ficar muito mole. Formam-se finalmente os bolinhos e depois de achatá-los, faz-se uma pequena cova no centro de cada um para aplicar um pouco de gema e a metade de um miolo que se divide cortando-o no sentido do seu comprimento.

Colocam-se no forno para tostar, em tabuleiro untado com manteiga. Ficarão prontos quando estiverem ligeiramente douradinhos, 30 minutos no máximo, no forno previamente aquecido à temperatura média.


Por Corina Justo

segunda-feira, 28 de março de 2011

Grão com amêijoas da Ria Formosa

Quando um alentejano "emigra" para o Algarve, só pode dar bom resultado na cozinha. A prova disso é que o nosso colega Hugo Nascimento, rendido ao excelente marisco da Ria Formosa, resolveu combinar amêijoas com grão de bico. O resultado está descrito na receita de hoje.



Receita para 6 a 8 pessoas

INGREDIENTES

500 g de grão

200/300 g de abóbora-menina

1 cebola

400 g de lombo de porco ou lombinhos

1/2 chouriço de carne

1 kg amêijoas da Ria

200 g de pão caseiro (duro)

4 dentes de alho

Sal q.b

Pimentão-doce q.b

Piripíri q.b

Hortelã q.b

Coentros q.b

Azeite q.b

PREPARAÇÃO

Numa panela colocar um pouco de azeite até tapar o fundo, o meio chouriço cortado às rodelas, um dente de alho, a cebola, a abóbora, o grão demolhado (se for em lata colocá-lo só depois de a cebola já ter cozido completamente) e um pouco de sal. Cobrir com água e deixar cozer.

À parte, cortar o lombo em tiras e fritar numa frigideira anti-aderente com um fio de azeite e os três dentes de alho. Quando estiver já praticamente cozinhado, adicionar as amêijoas e deixar abrir, acrescentando posteriormente quatro ou cinco pés de coentros.

Juntar então as amêijoas e a carne ao preparado de grão. Espalhar por cima raminhos de hortelã.

Servir com o caldo sobre as fatias de pão caseiro.

Nota – se o grão for de lata, aproveitar a água para cozer a cebola e abóbora.


Por Hugo Nascimento

sexta-feira, 25 de março de 2011

Monte da Casteleja

Pelas palavras de Maria Leroux, do Monte da Casteleja, damos hoje a conhecer mais alguns excelentes vinhos do Algarve. Provem e digam se não temos razão.


Cada vez mais comprometido com a sustentabilidade e a biodiversidade da região algarvia, o Monte da Casteleja em Lagos, encontra-se no seu último ano de conversão para modo de produção biológico.
A vindima de 2011 terá já a estampa de vinho produzido a partir de uvas biológicas.

Actualmente a quinta comercializa duas marcas de vinho:

- MONTE DA CASTELEJA - Tinto, Branco e Rosé.
- MARIA SELECTION – Tinto

E prepara-se para lançar uma terceira marca, ainda antes do verão 2011.
Está no mercado competitivo dos vinhos, apostando na qualidade e na preservação das castas regionais portuguesas, produzindo lotes de pequenas quantidades, com características únicas como a fruta e a frescura, a elegância e a complexidade.

Os seus vinhos são reflexo dessa postura, sendo o Maria Selection Tinto 2007 o único vinho do Algarve seleccionado pela jornalista inglesa Sarah Ahmed, eleita pela Association of Portuguese Wine Importers (APWI) para nomear os 50 melhores vinhos Portugueses em 2010.
Sarah Ahmed diz sobre este vinho: "Maria Selection 2007 – the more fruit forward of the reds, made from Alfrocheiro and Bastardo it has an attractive floral nose and palate with wild, bright cherry and pomegranate and subtle spice underscored by pithy tannins. Put me in mind of Conceito’s Bastardo from the Douro with its combination of intensity and delicacy."

Sabendo que a longa caminhada do “métier de Vigneron” está também na responsabilidade de preservar e melhorar o seu “terroir”, faz com o seu proprietário, o enólogo Guillaume Leroux trabalhe dedicadamente a vinha, com modos de condução e poda especiais, práticas de adubação verde e controlo de infestantes sem recurso a herbicidas e prevenção e tratamento de pragas com aplicação de produtos ecológicos e naturais.


Na adega, a pisa a pé e o envelhecimento em tonéis faz com que os vinhos que daí resultam sejam intensos e delicados com a mais-valia de também serem saudáveis e ecologicamente responsáveis.

Se quiser saber mais…ligue para marcar uma prova e passe por cá. Terei muito prazer em falar- lhe do projecto que ambos iniciámos, que já tem mais de 10 anos e que nos preenche e motiva todos os dias.








Por Maria Leroux

quinta-feira, 24 de março de 2011

Lulas recheadas

A sugestão de hoje é-nos de novo apresentada em vídeo, para podermos acompanhar passo a passo a confecção de umas deliciosas lulas recheadas, da autoria do Chef Orlando Matias do Restaurante Paixa, em Vale do Lobo.
Incluímos, abaixo, os ingredientes necessários e agora é só ver como se faz...
Experimentem e depois contem-nos como foi.





Receita para 2 pessoas

INGREDIENTES

6 lulas limpas
1 folha de louro
6 colheres de sopa azeite
sal q.b
pimenta preta q.b
orégãos q.b

Picar:
cabeças e barbatanas
2 cebolas
8 dentes de alho
1/2 pimento verde
1/2 pimento vermelho
1,5 kg tomates maduros sem pele
1 ramo de salsa
1/4 chouriça





Por Chef Orlando Matias

quarta-feira, 23 de março de 2011

Pudim de azeite sobre carpaccio de laranja e mel

Nuno Rosa, Chef de pastelaria do Hotel Real Marina, em Olhão propõe aos Sabores do Algarve uma sobremesa que combina a laranja, o azeite e o mel, produtos de eleição no Algarve.


Receita para 6 pessoas

INGREDIENTES PARA O PUDIM

Água 0,500 l
Açúcar 500 g
Azeite extra virgem 0,400 l
Licor de laranja 0, 020 l
Gemas 16
Açúcar para caramelo 100 g

PREPARAÇÃO

Colocar a água e o açúcar ao lume e deixar ferver até atingir 110ºc. Retirar do lume, adicionar o azeite e o licor e deixar arrefecer. Por fim deitar a calda em fio sobre as gemas mexendo sempre.
Colocar as 100 g de açúcar ao lume com um pouco de água e deixar ferver até obter caramelo. Colocar o caramelo nas formas e deixar arrefecer. Dividir o preparado pelas 6 formas e colocar a cozer a 180ºc em banho-maria durante cerca de 1 hora.

INGREDIENTES PARA O CARPACCIO

Laranjas 2
Água 0,250 l
Mel 250 g
Açúcar 250 g
Sumo de laranja 0,250 lt

PREPARAÇÃO

Colocar a água, o sumo, o açúcar e o mel ao lume e deixar ferver por 3 minutos. Retirar e deixar arrefecer. Cortar a laranja em rodelas finas e colocar a marinar no xarope frio.

INGREDIENTES PARA O CROCANTE DE CITRINOS

Açúcar em pó 210 g
Farinha 50 g
Sumo de laranja 0,080 l
Raspa de 1 limão
Manteiga em pomada 80 g

PREPARAÇÃO

Bater muito bem a manteiga com o açúcar. Adicionar o sumo de laranja em fio e misturar bem. Por fim juntar a raspa do limão envolvida com a farinha.
Colocar no frio cerca de 30 minutos.
Após esse tempo colocar uma pequena bola num tabuleiro com silpax e cozer a 180ºc.
Deixar arrefecer um pouco e enrolar.

MONTAGEM

Polvilhar o prato com canela para formar efeito.
Colocar quatro rodelas de laranja no fundo do prato, salpicar com uma juliana de hortelã para lhe dar cor e frescura. Colocar o pudim sobre as laranjas, regar com o xarope de laranja e mel e por fim colocar o crocante.


Por Chef Nuno Rosa

terça-feira, 22 de março de 2011

Cozinha de batata com feijão verde

A nossa amiga Eduarda Madeira transporta-nos hoje, com esta receita bem tradicional, para um tempo já distante mas que continua vivo nas nossas memórias e em muitas cozinhas algarvias.


Conheço este prato desde pequenina, quando, nos anos 50, o comia na casa da minha avó Maria da Conceição, mais conhecida por Sra. Marquinhas. Ela era de Olhão mas fazia esta “Cozinha de batata com feijão verde” por influência do meu avô Francisco, que era de São Bartolomeu de Messines e, na verdade, penso que se trata de um prato tradicional do interior algarvio, tanto do Barrocal como da Serra.
Foi, pois, com a minha avó Marquinhas, que aprendi a fazer esta comida simples mas saborosa. Agora pensei em fazê-la para os “Sabores do Algarve”.

Comecei por preparar um refogado com azeite, tomate, cebola e alho. Juntei-lhe umas talhadinhas de linguiça e de toucinho salgado, daquele mesmo caseiro. Depois acrescentei o feijão verde, cortado aos bocados. Adicionei um pouco de água, que deve ser a suficiente para que no final haja caldo na panela, e deixei cozer por alguns minutos antes de acrescentar as batatas cortadas às rodelas. Quase no fim da cozedura juntei os ovos para escalfarem. Usei um ovo por cada um dos comensais que haviam de saborear a especialidade.


Por fim, servi esta cozinha de batata com feijão verde bem quente, sobre umas fatias finas de pão caseiro. Lembro-me que a minha avó me mandava comprar um pão de 17, que era um pão de meio quilo que custava nessa época 17 tostões. Hoje a moeda é outra, mas mesmo assim, este ainda é um prato saboroso, saudável e económico.
Ora experimentem lá.





Por Eduarda Madeira

segunda-feira, 21 de março de 2011

Uma salada por inventar

Mesmo com azares à mistura, a Fátima Catarina conseguiu inventar uma salada de xerém que nos está a deixar com a água na boca. Que tal experimentarem?

Parte I

Gosto dos sabores do Algarve.
Pensei em reunir vários ingredientes algarvios para inventar uma salada com sabores especiais da minha terra.
Fui à casa da minha mãe e pedi-lhe sugestões…
Ela tinha feito no dia anterior umas papas de milho (xerém) que estavam já com uma consistência mais rija e tinha lá uns ovos caseiros que a minha tia lhe tinha dado.
Coloquei água numa pequena panela e pus os ovos a cozer.
Enquanto os ovos coziam, como tinha um trabalho a fazer no computador, aproveitei o tempo e fui à Internet.
O tempo passou… passou… e eu fui ficando profundamente embrenhada nesse trabalho.
De repente ouviu-se um estrondo! O que seria? Estariam a arrombar-me a porta? Estaria algum assaltante em casa? O meu coração disparou!
Mal saí do meu escritório, apercebi-me de um cheiro intenso! Lembrei-me que tinha posto ovos a cozer!!! Entrei na cozinha…
Onde estavam os ovos? Havia pedaços de ovos no tecto, nas paredes, no chão…
Bem…o que posso dizer?
Nesse dia desisti da receita…


Parte II

Dias depois do meu desastre culinário, resolvi voltar a confeccionar a minha salada…
Juntei os ingredientes todos num prato: os ovos já cozidos e sem explosões, laranja aos bocados, xerém cortado aos cubos, orégãos, camarões previamente cozidos, tomates, grânulos de amêndoa e alface cortada em tiras bem fininhas.
Temperei com azeite e sumo de laranja e… senti-me uma verdadeira Chef.






Por Fátima Catarina