A Lina Vedes que já colaborou em diversas iniciativas deste blogue partilha hoje connosco as suas “memórias” de como se fazia turismo na praia de Faro há sessenta anos atrás. Ora vejam:
"Envio duas fotos tiradas na ilha de Faro e não praia como dizemos na atualidade. Na época o Turismo era quase nulo...há fotos do presente que podem estabelecer a diferença. De reparar o que era utilizado para socorro aos náufragos.
Quando íamos à ilha de Faro levávamos material para improvisar um toldo, carregávamos o almoço com comida de tacho, melancia e garrafão de vinho que se enterrava no rebentar das ondas para refrescar. Os descartáveis ainda não faziam parte do nosso dia a dia, o que nos obrigava ao transporte de imensas cargas. Os fatos de banho eram bem subidos e bem descidos e muitas senhoras usavam camisas para se refrescarem. O efeito era surpreendente quando molhadas..."
Concurso de construções na areia do DN promovia muita animação nas praias algarvias (anos 1960)
Trazemos às “Memórias do turismo do Algarve” uma iniciativa que, todos os anos, desde 1952, anima as praias portuguesas. Trata-se do concurso de construções na areia promovido pelo jornal Diário de Notícias. É com imagens da realização deste certame em praias algarvias, na década de 1960 que ilustramos hoje a nossa página.
1969 - 1º Prémio (Praia da Rocha) - imagem retirada da revista "Sol do Algarve"
1969 - 1º Prémio (Armação de Pera) - imagem retirada da revista "Sol do Algarve"
1969 - 1º Prémio (Faro) - imagem retirada da revista "Sol do Algarve"
1969 - 1ºPrémio (Tavira) - imagem retirada da revista"Sol do Algarve"
Recordamos hoje os primórdios da Quinta do Lago, empreendimento turístico de luxo que nasceu no Algarve nos anos 1970.
Para isso reproduzimos aqui alguns excertos do depoimento que o seu promotor, André Jordan, fez para o Turismo do Algarve quando este organismo comemorou 40 anos de existência.*
“Desde o primeiro momento que cheguei ao Algarve, em 1970, resolvi que os projetos por mim empreendidos seriam desenvolvidos por trabalhadores e quadros portugueses. Esta decisão não era muito fácil de aplicar dada a inexistência de profissionais especializados nas diversas áreas que compõem os projetos. (…) Foi assim que criámos equipas para construção, manutenção e operação de campos de golfe, organizações de marketing e vendas, projetos, construção e operação de habitações hoteleiras e residenciais (…).
Logo no princípio, quando construímos o restaurante Casa Velha a partir de uma ruína, foi com grande emoção e muito sucesso que inaugurámos a primeira obra na Quinta do Lago, em julho de 1972. O projeto foi do Arqº Fernando Torres, estudioso da arquitetura tradicional algarvia, e a decoração foi do famoso pintor e decorador Pedro Leitão, recentemente falecido.”
Castelo de Silves, antes das obras de restauro realizadas nos anos 1940. Imagem retirada da revista "Costa de Oiro", janeiro 1937.
Em 1937, o número de janeiro da revista “Costa de Oiro”, uma publicação de propaganda regionalista como a mesma se intitulava, dedicava duas das suas páginas a Silves, num artigo assinado por Pedro M. Júdice, que pretendia facultar “resumidas indicações para uso dos turistas” sobre esta localidade “das laranjeiras e tangerineiras”.
O texto explicava como se podia ali chegar:
“Duas vias conduzem principalmente a Silves: o caminho-de-ferro e a via fluvial. Há também numerosas estradas alcatroadas; partem diariamente quinze camionetas de Silves para diferentes pontos da província, chegando outras tantas.”
Assinalava “a grande quantidade de forasteiros” que chegavam à estação de Silves no tempo da floração das amendoeiras, para gozarem “o inebriante espectáculo” que lembrava a neve e daí partirem à descoberta de outros locais turísticos do Algarve.
Descrevia também o percurso fluvial que considerava mais poético e citando o escritor Matos Sequeira referia que se navegava entre frutos: “As restingas arborizam-se. Pomares de laranjeiras e romeiras (…) descem até à corrente da água. A horta de Mata Moiros parece o jardim das Hespérides, com recantos misteriosos (…).”
Finalmente indicava os diversos pontos de interesse para visitar e para além dos monumentos (Sé, Castelo, Cruz de Portugal, igrejas…) chamava também a atenção para aspetos mais modernos como os Paços do Concelho que então se encontravam em construção e para a central elétrica “talvez a melhor instalação eléctrica da província”.
Silves. Imagem retirada da revista "Costa de Oiro", janeiro de 1937.
Em memórias mais recentes do turismo do Algarve inscreve-se a campanha cívica e ambiental “Algarve com mais prazer”. Esta campanha, dinamizada pela estrutura técnica do PRTA- Plano Regional de Turismo do Algarve, desenrolou-se em 2005/2006 e visou sensibilizar todos para uma melhoria da qualidade de vida, promovendo condutas corretas no contacto com a natureza e em sociedade.
Assente na ideia de que a excelência do Algarve enquanto destino turístico depende também de um ambiente saudável e de que para isso é necessário o contributo de todos os intervenientes na atividade turística e da população em geral, a campanha “Algarve com mais prazer” incidiu sobre as temáticas dos resíduos, da água, dos transportes, dos espaços públicos, das praias, do ruído, do civismo e da hospitalidade.
Ao longo de vários meses foram difundidas mensagens através de um vídeo de sensibilização, de cartazes exteriores, de jogos e concursos para a população escolar, de uma exposição itinerante e de publicidade radiofónica e televisiva.
Caldas de Monchique - Capela construída nos anos 1940
A par das zonas balneares, as estâncias termais estão igualmente na primeira linha dos mapas turísticos portugueses do início do século XX. No Algarve, as Caldas de Monchique, referenciadas desde o domínio romano, são alvo de melhoramentos régios no século XV, quando Dom João II nelas desfruta de benéficos banhos. No século XVII passam para a administração do Bispado do Algarve e no século XIX para o Estado.
Sala de pulverizações - imagem do "Guia Turístico do Algarve", ed. da Revista Internacional, 1940
Já no século XX, num guia turístico de 1940 encontramos referência aos melhoramentos em curso por parte de uma Comissão Administrativa que pretendia uma completa modernização do complexo termal, justificada pela “sua excepcional situação e fama terapêutica das suas águas”.
Em 1994, a Fundação Oriente adquire a propriedade e procede a grandes obras de remodelação e restauro, num projeto do Arquiteto Luís Rebelo de Andrade. A designada Villa Termal reabre em pleno em 2001, constituindo-se hoje como um “spa resort” e local de descontração e lazer, com oferta de programas de bem estar ao longo de todo o ano.
O Algarve é fotogénico: tem luz (muita luz), espaços cenográficos naturais e cultura. Por isso tem atraído o olhar das câmaras fotográficas e de filmar ao longo do tempo. E também por isso, hoje viramos a nossa atenção para a aventura cinematográfica na região. Observação: as pipocas aqui não entram.
Já muitos filmes – centenas – foram rodados no Algarve. O primeiro terá sido em 1913, com o nome "Pesca do Atum no Algarve". E consta que durante o Estado Novo a região serviu de cenário a cerca de 100 curtas-metragens e 16 longas. Depois de 1974, entram na contagem mais 40 longas-metragens, entre as quais uma do cineasta João César Monteiro, de 1986, que permaneceu inédita durante muitos anos. Falamos do filme "À Flor do Mar".
Sem espanto, e com a simpatia dos realizadores por este destino turístico, é criada a Algarve Film Commission em 2006, precisamente para impulsionar o cinema na região.
Mas como é que as localidades algarvias são usadas nos filmes? Descubram a resposta nesta pequena seleção que fizemos: seis projetos rodados integral ou parcialmente na região. E não podiam ser mais diferentes uns dos outros. Vamos espreitar os trailers?
"A Pesca do Atum", de Leitão de Barros, 1939.
"Os Índios da Meia Praia/Continuar a Viver", de António da Cunha Telles, 1976.
"À Flor do Mar", de João César Monteiro, 1986.
"Kiss Me", de António da Cunha Telles, 2004.
"El corazón de la Tierra", de Antonio Cuadri, 2006.
O azul do céu e do mar, o sol radiante, o branco do casario, o toque cubista das açoteias de Olhão e o apontamento pitoresco de uma carroça típica, fazem a imagem turística do Algarve num cartaz promocional dos anos 1960.
Monte Gordo, anos 1960, fotografia de Artur Pastor
Para além de comunidade piscatória, Monte Gordo foi desde cedo reconhecida como uma das principais estâncias balneares do Algarve, tendo sido pioneira no que se refere à exploração turística, com a construção de alguns dos primeiros grandes hotéis e equipamentos turísticos da região.
A praia de Monte Gordo já era assinalada no início do século XX como local frequentado por banhistas do Algarve, Alentejo e Espanha.
Em 1908, na sua “Monografia do Concelho de Vila Real de Santo António”, Ataíde de Oliveira citava um seu amigo que se encontrava “a banhos” em Monte Gordo e que a propósito referia: “A praia, creio, que é uma daquellas em que se anda mais à vontade; e tão à vontade que às vezes faz lembrar o tempo em que o pai Adão ainda se não sabia cobrir com as folhas da figueira”.
Casino Oceano, imagem do "Guia Turístico do Algarve", ed. Revista Internacional, 1940
Em 1934 seria inaugurado o Casino Oceano, em substituição do Casino Peninsular que já funcionava nas imediações com o propósito de proporcionar distrações aos veraneantes.
Uma década mais tarde, lê-se no “Almanaque do Algarve” de 1945 um artigo em que se abordava a questão do progresso da localidade que de simples praia de pescadores se estava a transformar numa das “mais bem urbanizadas praias algarvias”, com “ruas calcetadas e rede de esgotos integralmente assegurada.” Em projeto já estava a construção de um hotel e “muitos outros melhoramentos”.
"Almanaque do Algarve", 1945
Mas o primeiro hotel que iria conferir a Monte Gordo o ambiente cosmopolita do que hoje designamos por destino turístico seria o Hotel Vasco da Gama, inaugurado em 1960.
Para promover o Algarve enquanto destino turístico ideal para a prática desportiva ao ar livre, durante todo o ano, o Turismo do Algarve criou em 1977, o Crosse Internacional das Amendoeiras, que viria a tornar-se num dos mais prestigiados eventos de atletismo do país, acabando por integrar nos anos 1990 o circuito internacional da modalidade, ao ficar inscrito no calendário oficial da IAAF. Todos os anos, em fevereiro, os melhores atletas de corta-mato rumavam ao Algarve para participar na prova que, através das transmissões televisivas de que era alvo, levava as imagens de uma primavera algarvia antecipada a todo o mundo.
Fernando Mamede no 2º Cross Internacional das Amendoeiras, 1978
O Turismo do Algarve, em colaboração com a Associação de Atletismo do Algarve, promoveu este evento até 2003. Posteriormente o Crosse Internacional das Amendoeiras voltou a ser organizado pela AAA e pela Câmara Municipal de Albufeira. Recordamos aqui várias imagens gráficas deste evento desportivo.
Em vésperas do desejado anúncio da inscrição do fado na lista do Património Imaterial da Humanidade, as “Memórias do Turismo do Algarve”, associam-se à “claque de apoio” desta candidatura e recordam aqui imagens e momentos do fado enquanto motivo de promoção e animação turística do país e do Algarve.
Imagem retirada da revista “Sol do Algarve”, nº7,1969
Amália canta para os clientes do Hotel Algarve, na Praia da Rocha, em 1969, antes da sua partida para a Rússia.
Capa da 2ª edição, revista pelo autor, de "A Severa", 1925
O escritor algarvio Júlio Dantas é o autor da obra “A Severa”(1901) que conta a mítica história de amor entre do Conde de Vimioso e a meretriz cantadeira de fados Maria Severa Onofriana, a partir da qual nasce, em 1931, o primeiro filme sonoro português, dirigido por Leitão de Barros.
Noutro registo, o fado foi durante muitos anos cartaz de animação do verão algarvio com o evento “Serenatas de Coimbra” promovido pelo Turismo do Algarve.
Bem antes do advento do turismo no Algarve, a região foi visitada no século XIX pelo poeta inglês Robert Southey que, nas suas cartas à mulher Edith, relatava a sua chegada ao “paraíso”.
Robert Southey (1774-1843), grande admirador de Portugal e da literatura portuguesa, visitou o nosso país por duas vezes, em 1795 e em 1800-1801. Nesta segunda ocasião viajou desde Lisboa até ao Algarve. Esta viagem é pormenorizadamente descrita nas cartas cujo conteúdo é publicado em 1849-1850 pelo seu filho Carlos Cuthbert Southey na obra “The life and correspondence of Robert Southey”.
O escritor britânico descreve assim a sua chegada ao Algarve:
“Por fim o mar apareceu, e o Guadiana, e as cidades fronteiriças de Ayamonte e Castro Marim; descemos, entrámos no jardim, o Paraíso do Algarve; aqui, os nossos problemas e trabalhos teriam de acabar (…).”
Tavira, Faro, Monchique, a Foia, Lagos, Sagres e o Cabo de São Vicente integraram também a viagem de Southey. Em Lagos, sem que se saiba bem porquê, o poeta foi preso. Por certo, a guarda da época não soube reconhecer o seu pioneirismo enquanto turista britânico no Algarve.
Um aspeto antigo do centro de Lagos - Gravura de Luís F.R. Santos numa edição da Região de Turismo do Algarve, 1997
A «Boa Esperança» é uma réplica de uma caravela dos Descobrimentos, construída por especialistas de construção naval em madeira, de acordo com as regras da construção naval daquele tempo. A «Boa Esperança» ostenta nas suas velas latinas a Cruz de Cristo, em honra à Ordem de Cristo, da qual o Infante D. Henrique foi Regedor e Governador. No mastro principal, leva as armas do Infante de Sagres.
Lançada à água a 28 de abril de 1990, ano em que iniciou as suas viagens oceânicas, a caravela «Boa Esperança» destinava-se a possibilitar treino de mar e vela sobretudo a jovens, a participar em provas e outros eventos náuticos e à investigação do comportamento e manobra das antigas Caravelas.
Ao serviço do Turismo do Algarve desde 16 de junho de 2001, a «Boa Esperança» já participou em ações promocionais do destino no país e no estrangeiro, em regatas, visitas de imprensa, filmagens documentais, visitas guiadas a bordo, visitas de estudo e tem estreitado relações com as Comunidades Portuguesas no exterior.
Maria José Ritta cumprimenta figurantes na cerimónia de entrega da caravela "Boa Esperança" ao Turismo do Algarve - 16-06-2001
Maria José Ritta é a madrinha da caravela "Boa Esperança"
Cerimónia de entrega da caravela "Boa Esperança" ao Turismo do Algarve - Lagos , 16-06-2001
Em 1965 este cartaz do Comissariado de Turismo promovia o inverno no Algarve. Achamos que, de facto, o inverno é uma ótima época para desfrutar esta região. Porque continua amena, colorida, luminosa e muito apetecível... dizemos nós.
Avião Fly Algarve apresentado em Faro - dezembro 1996
Em 1996 e 1997 as cores do Algarve cruzaram os céus europeus num Boeing 737-300 da TAP Air Portugal que, à época, constitui o suporte de uma inovadora campanha publicitária da região.
Por convite do Turismo do Algarve, o pintor Eduardo Nery concebeu a decoração da aeronave que, ao longo de quinze meses voou pela Europa, ostentando um grande sol, as ondas do mar e um arco-íris identificadores do Algarve.
“O Algarve é branco“ foi o slogan de uma campanha de valorização da imagem turística de região que a então Comissão Regional de Turismo do Algarve lançou em 1980.
Em colaboração com as Câmaras Municipais, o Turismo do Algarve pretendia eliminar diversos aspetos negativos que se verificavam na região como a falta de limpeza das praias e das povoações, o campismo selvagem, a construção indisciplinada e a descaracterização das habitações.
Ismael Ribeiro da Cunha, presidente da CRTA, apresenta a campanha "O Algarve é Branco"
No Plano de Atividades da CRTA para o ano de 1980, explicava-se que a campanha “O Algarve é Branco “ constituía uma “tentativa não só de restituir o Algarve à sua cor tradicional, mas até de impor o branco como a cor urbanística do Algarve”. Escrevia-se ainda, em tom ortodoxo, que “ A nosso ver o Algarve só tem turisticamente duas cores: o azul do céu e do mar e o branco das casas.”
A mensagem da campanha, que era exclusivamente dirigida à população local, foi difundida através de cartazes e da rádio.
A entrada em funcionamento do Aeroporto Internacional de Faro, em Julho de 1965, é um marco histórico da evolução do turismo no Algarve, abrindo definitivamente a região aos fluxos internacionais de turistas. Um ano depois da sua entrada em funcionamento o Aeroporto de Faro contabilizava um movimento de 58 585 passageiros. Em 2010 o número anual de passageiros cifrou-se em 5 345 394.
Nestas “Memórias do turismo do Algarve” não poderíamos deixar de olhar para as imagens da inauguração do Aeroporto Internacional de Faro, que rapidamente se tornou na principal porta de entrada de turistas no destino.
Inauguração do Aeroporto de Faro - 11 julho 1965
Chegada do Presidente da República, Almirante Américo Thomaz, ao Aeroporto de Faro, no dia da inauguração.
Capa da brochura do Ministério das Comunicações a propósito da inauguração do Aeroporto de Faro, em que é feita uma apresentação de todas as infraestruturas aeroportuárias do país.
Programa de Festas da Época Balnear 1918 - imagem cedida pelo Arquivo Municipal de Albufeira
No início do século XX, Albufeira já era reconhecida como uma distinta estância de veraneio e era frequentada por banhistas de Lisboa, Alentejo e Algarve, para quem, uma Comissão de Propaganda, com sede no Grémio Albufeirense, elaborava anualmente Programas de Festas da Época Balnear.
Reproduzimos hoje a imagem de um desses programas de Festas, cedida pelo Arquivo Municipal de Albufeira que assim contribui para mais uma página destas “Memórias do turismo do Algarve”.
Neste número especial de Propaganda da Praia de Albufeira, encontra-se informação sobre a forma de chegar à localidade, através da ligação dos Caminhos-de-Ferro, é referida a existência de dois hotéis “modestos mas asseados”, de casas para alugar em “bairro saudável e sobranceiro ao mar” e da esplanada “melhor situada do Algarve”. A praia era descrita como “de banhos, abrigada dos ventos e livre de correntes perigosas”.
Imagem da praia de Albufeira publicada em 1932 no "Algarve Ilustrado" (1)
Imagem da praia de Albufeira publicada em 1932 no "Algarve Ilustrado" (2)