


Folhetos da EVA - Empresa de Viação Algarve Lda., anos 1960




No próximo dia 1 de Outubro (Dia Nacional da Água), vamos ao encontro das águas do sul, no Comboio Aventura.

No Guia Turístico do Algarve, edição da Revista Internacional, de 1944, encontramos esta representação gráfica do mapa turístico do Barlavento, da autoria de Tóssan (António Fernando dos Santos, 1918-1991, pintor, ilustrador, caricaturista, gráfico, decorador e poeta algarvio, natural de Vila Real de Santo António)



Todos os premiados irão também receber convites para visitar a exposição "Dez Esculturas Monumentais Britânicas" patente no Cerro da Vila, em Vilamoura.
2ºPrémio
Vai para Maria Álvaro Mendonça que ganha entradas para duas pessoas no Fiesa - Festival Internacional de Escultura em Areia.
Todos os premiados irão também receber convites para visitar a exposição "Dez Esculturas Monumentais Britânicas" patente no Cerro da Vila, em Vilamoura.
2ºPrémio Vai para Maria Oliveira que ganha um jantar para duas pessoas no Restaurante A Ver Tavira.
Todos os premiados irão também receber convites para visitar a exposição "Dez Esculturas Monumentais Britânicas" patente no Cerro da Vila, em Vilamoura.
Como previsto, até ao final deste mês de Agosto continuaremos a publicar as vossas participações no passatempo “O que é que o Algarve tem?”, atribuindo semanalmente os prémios que os nossos patrocinadores nos têm facultado.
O Algarve para mim é sinónimo de:

“O Algarve tem paraísos, pequenos mundos que podemos visitar, lugares maravilhosos onde podemos estar com as pessoas que mais amamos.
Ó nosso Algarve evoluíste tanto! Antes eras só terra batida e no meio umas pequenas aldeias, agora tens prédios, grandes cidades, carros e muito mais mas….continuas a ser o nosso Algarve.
O Algarve não está poluído, quando vemos nuvens escuras no céu, não é poluição das fábricas mas sim nuvens que precisam descarregar todo o vapor que têm; quando vemos casas velhas abandonadas são monumentos de pessoas que não são famosas e quando vemos as estradas cheias de buracos não são estragadas, mas sim construídas há muito tempo.”
O Algarve visto pelos olhos de uma criança e também fotografado por ela.
Espero que gostem...
Em breve vou partir também!
Entretanto aqui de cima, do sexto andar nº 603, observo as redondezas.
A pastelaria Gostosa, o Bar do Karaoke, os pardais esvoaçando e chilreando procurando os ramos onde irão passar a noite.
O sol a esconder-se, o mar ficando triste.
No parque de estacionamento, um casal arruma nostalgicamente as malas no carro. Duas vermelhas e uma mais pequena amarela. Ao lado, o filho, pequeno de mais para perceber porquê, teima em perguntar porque se vão embora e puxa pelas calças do pai choramingando. Este desespera apoquentado com o arrumar das malas dado não conseguir arrumar a mala amarela. (Já experimentou duas ou três posições).
Acho que a mala amarela só tem brinquedos.
Em breve vou partir também!
Observo ainda o enorme passeio marítimo onde milhares de pessoas se acotovelam e misturam conversas, sons, cores e feitios. Gordos, magros, feios, feias, magras, bonitas, vistosas...
No fim do passeio, mesmo sem ver, vejo as barracas dos pescadores, os seus apetrechos coloridos, as suas caras tisnadas do sal, do sol, do frio e da noite. Vejo as suas mãos sulcando as redes, semeando o mar. (Lá em baixo o pai continua às voltas com a mala amarela onde um ursinho de peluche já tem o nariz de fora). Vejo os seus barcos, o "Duas Filhas" o "Ana Lúcia", cruzando o mar, semeando a vida com as suas redes. Vejo-os rezar, vejo-os chorar lágrimas grossas e sólidas de emoção, vejo-os orgulhosos caminhando em procissão abrindo alas para o andor passar. Vejo a imagem da padroeira, Nossa Senhoras das Dores, sorrindo sobre os seus ombros e ouço o cantor cantando à sua passagem, perante um povo ajoelhado, em silêncio sepulcral, diante de pescadores duros e negros do mar, ajoelhados chorando...
(Lá em baixo o pai finalmente conseguiu arrumar a mala amarela).
Vou partir também...
Continuo a ver e continuo a ouvir e a sentir o peso das imagens a força dos cheiros e dos sons. Está tudo pronto...Sou a última a descer.
Deixo cair uma lágrima e pego na mala. Uma pequena mala amarela que de certeza vai ser difícil de arrumar.
De um dos seus cantos um narizinho de peluche espreita. Pergunto-lhe porque tenho de me ir embora e agarro-me às calças choramingando...Para o ano cá estarei…Se Deus quiser!