quarta-feira, 23 de novembro de 2011

"Boa Esperança" para o Algarve

Caravela "Boa Esperança"


A «Boa Esperança» é uma réplica de uma caravela dos Descobrimentos, construída por especialistas de construção naval em madeira, de acordo com as regras da construção naval daquele tempo. A «Boa Esperança» ostenta nas suas velas latinas a Cruz de Cristo, em honra à Ordem de Cristo, da qual o Infante D. Henrique foi Regedor e Governador. No mastro principal, leva as armas do Infante de Sagres.

Lançada à água a 28 de abril de 1990, ano em que iniciou as suas viagens oceânicas, a caravela «Boa Esperança» destinava-se a possibilitar treino de mar e vela sobretudo a jovens, a participar em provas e outros eventos náuticos e à investigação do comportamento e manobra das antigas Caravelas.

Ao serviço do Turismo do Algarve desde 16 de junho de 2001, a «Boa Esperança» já participou em ações promocionais do destino no país e no estrangeiro, em regatas, visitas de imprensa, filmagens documentais, visitas guiadas a bordo, visitas de estudo e tem estreitado relações com as Comunidades Portuguesas no exterior.


Maria José Ritta cumprimenta figurantes na cerimónia de entrega da caravela "Boa Esperança" ao Turismo do Algarve - 16-06-2001


Maria José Ritta é a madrinha da caravela "Boa Esperança"


Cerimónia de entrega da caravela "Boa Esperança" ao Turismo do Algarve - Lagos , 16-06-2001



terça-feira, 22 de novembro de 2011

Algarve em cartaz (2)

Em 1965 este cartaz do Comissariado de Turismo promovia o inverno no Algarve. Achamos que, de facto, o inverno é uma ótima época para desfrutar esta região. Porque continua amena, colorida, luminosa e muito apetecível... dizemos nós.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Fly Algarve

Avião Fly Algarve apresentado em Faro - dezembro 1996

Em 1996 e 1997 as cores do Algarve cruzaram os céus europeus num Boeing 737-300 da TAP Air Portugal que, à época, constitui o suporte de uma inovadora campanha publicitária da região.

Por convite do Turismo do Algarve, o pintor Eduardo Nery concebeu a decoração da aeronave que, ao longo de quinze meses voou pela Europa, ostentando um grande sol, as ondas do mar e um arco-íris identificadores do Algarve.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

“O Algarve é Branco”

Cartaz da campanha


“O Algarve é branco“ foi o slogan de uma campanha de valorização da imagem turística de região que a então Comissão Regional de Turismo do Algarve lançou em 1980.

Em colaboração com as Câmaras Municipais, o Turismo do Algarve pretendia eliminar diversos aspetos negativos que se verificavam na região como a falta de limpeza das praias e das povoações, o campismo selvagem, a construção indisciplinada e a descaracterização das habitações.

Ismael Ribeiro da Cunha, presidente da CRTA, apresenta a campanha "O Algarve é Branco"

No Plano de Atividades da CRTA para o ano de 1980, explicava-se que a campanha “O Algarve é Branco “ constituía uma “tentativa não só de restituir o Algarve à sua cor tradicional, mas até de impor o branco como a cor urbanística do Algarve”. Escrevia-se ainda, em tom ortodoxo, que “ A nosso ver o Algarve só tem turisticamente duas cores: o azul do céu e do mar e o branco das casas.”

A mensagem da campanha, que era exclusivamente dirigida à população local, foi difundida através de cartazes e da rádio.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Inauguração do Aeroporto de Faro


Torre de controlo do Aeroporto de Faro


A entrada em funcionamento do Aeroporto Internacional de Faro, em Julho de 1965, é um marco histórico da evolução do turismo no Algarve, abrindo definitivamente a região aos fluxos internacionais de turistas. Um ano depois da sua entrada em funcionamento o Aeroporto de Faro contabilizava um movimento de 58 585 passageiros. Em 2010 o número anual de passageiros cifrou-se em 5 345 394.

Nestas “Memórias do turismo do Algarve” não poderíamos deixar de olhar para as imagens da inauguração do Aeroporto Internacional de Faro, que rapidamente se tornou na principal porta de entrada de turistas no destino.



Inauguração do Aeroporto de Faro - 11 julho 1965



Chegada do Presidente da República, Almirante Américo Thomaz, ao Aeroporto de Faro, no dia da inauguração.



Capa da brochura do Ministério das Comunicações a propósito da inauguração do Aeroporto de Faro, em que é feita uma apresentação de todas as infraestruturas aeroportuárias do país.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Festas da Praia de Albufeira - 1918



Programa de Festas da Época Balnear 1918 - imagem cedida pelo Arquivo Municipal de Albufeira


No início do século XX, Albufeira já era reconhecida como uma distinta estância de veraneio e era frequentada por banhistas de Lisboa, Alentejo e Algarve, para quem, uma Comissão de Propaganda, com sede no Grémio Albufeirense, elaborava anualmente Programas de Festas da Época Balnear.


Reproduzimos hoje a imagem de um desses programas de Festas, cedida pelo Arquivo Municipal de Albufeira que assim contribui para mais uma página destas “Memórias do turismo do Algarve”.

Neste número especial de Propaganda da Praia de Albufeira, encontra-se informação sobre a forma de chegar à localidade, através da ligação dos Caminhos-de-Ferro, é referida a existência de dois hotéis “modestos mas asseados”, de casas para alugar em “bairro saudável e sobranceiro ao mar” e da esplanada “melhor situada do Algarve”. A praia era descrita como “de banhos, abrigada dos ventos e livre de correntes perigosas”.



Imagem da praia de Albufeira publicada em 1932 no "Algarve Ilustrado" (1)



Imagem da praia de Albufeira publicada em 1932 no "Algarve Ilustrado" (2)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Hotel Bela Vista

Vila de N.ª Senhora das Dores em 1923

Quando a Vila de N.ª Senhora das Dores foi inaugurada em 1918 na então chamada Praia de Santa Catarina (Praia da Rocha, em Portimão) pelo industrial conserveiro António Júdice de Magalhães de Barros, estávamos longe de imaginar qual o seu futuro. A enorme casa branca de aspeto gótico fora construída no cimo da falésia. A partir das suas janelas de arco em ogiva, o mar estendia-se da Ponta do Altar à Ponta da Piedade, em Lagos.

A morte da mulher de Magalhães de Barros, em 1924, dita o abandono da Vila durante uma longa década. Em 1934, Henrique Bívar de Vasconcelos, dono de uma pensão no centro de Portimão, convence aquele a arrendar-lhe o imóvel, que havia de ser inaugurado em 1936 como Hotel Bela Vista – eventualmente, o mais antigo da região.

Os primeiros hóspedes foram espanhóis abastados fugidos à guerra, entre os quais o clã Feu, industriais de conservas do Sul de Espanha que mais tarde se fixaram em Portimão. Em boa verdade, nos aposentos do hotel pernoitavam desde políticos republicanos até à realeza.


Hotel Bela Vista - interior

Entre eles, o conde de Barcelona e sua família, incluindo o filho Juan Carlos (hoje rei de Espanha), passavam largas temporadas no hotel; e o presidente brasileiro Juscelino Kubitschek de Oliveira, que se deslocou ao Algarve para participar nas comemorações dos 500 anos do nascimento do Infante D. Henriques, que decorreram em Lagos, em 1960.

Helder Pires era então o diretor do Hotel Bela Vista. Mais tarde seria eleito presidente da Região de Turismo do Algarve, cargo que ocupou de 1997 a 1999.

Sucessivamente remodelada e ampliada, a Vila de N.ª Senhora das Dores está agora convertida no Bela Vista Hotel & Spa – The New Life Style Hotel, que nos cedeu a informação e imagens para mais uma “Memória” do turismo no Algarve.


Hotel Bela Vista - exterior

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Ilustração turística

Nas décadas de 1940 e 1950 são publicados inúmeros guias dedicados ao Algarve. Grande parte destas publicações incluem textos de Mário Lyster Franco, ilustre publicista algarvio a quem a região muito deve no que se refere à sua divulgação.

Estes guias são muitas vezes ilustrados pelo artista Tóssan que, com o seu traço inconfundível, contribuiu de forma significativa para a iconografia turística do Algarve.

Aqui ficam alguns destes seus desenhos, que poderiam ter inspirado carimbos ou gravuras em madeira pelo seu tom naïf. Foram recolhidos no “Guia Turístico do Algarve” editado em 1940 pela Revista Internacional.










sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O Algarve da passarela

Em 1969, o fotógrafo e estilista Jack Bodi escolheu o Algarve para uma produção fotográfica com modelos internacionais. Queria mostrar algumas peças da linha «Micia», que lançou em 1964, e o resultado foi… incomum: vestidos modernos misturados com os lenços na cabeça e os chapéus pretos usados pelas mulheres do interior algarvio, fatos de banho com o padrão dos azulejos de fachadas e mais vestidos com uma chaminé algarvia atrás. Estão curiosos?













A produção de moda, fotografada por Joseph Leombruno, saiu na revista «Life», na mesma edição que apresentava na capa a atriz francesa Catherine Deneuve. Por cá, a revista «Sol do Algarve» de junho de 1969 entusiasmou-se com a reportagem e resolveu fazer a vénia à famosa revista norte-americana, por ter visto no Algarve «[…] a moldura inspiradora das novas modas femininas […]».


No ano seguinte, a região voltou a servir de passarela. A praia da Rocha e Albufeira serviram de cenário às tendências da nova moda feminina e a revista «Jours de France» publicou-as lá fora. Nova vénia pela «Sol do Algarve» de Abril-Julho de 1970, que se sentiu honrada por «[…] poder revelar aos seus leitores uma reportagem de tão alto nível artístico». Ou não estivéssemos nós a falar de moda…












quinta-feira, 10 de novembro de 2011

“Algarve é Qualidade”



Assinala-se hoje o Dia Mundial da Qualidade e o Turismo do Algarve reafirma o seu empenho em garantir a qualidade dos seus serviços. Para isso tem em curso um processo de implementação do SGQ - Sistema de Gestão da Qualidade dos seus Postos de Informação Turística.

A preocupação com a necessidade de assegurar a qualidade da oferta turística da região não é de hoje e já na década de 1980 a então Região de Turismo do Algarve promoveu uma vasta campanha de sensibilização neste domínio.




Entre 1987 e 1989 no âmbito da campanha “Algarve é Qualidade” foram realizadas inúmeras ações de formação dirigidas a profissionais do setor e a autarcas. Foi editado um manual da qualidade. Foram desenvolvidas ações de sensibilização da população em geral através do envio de mensagens por “direct-mail” e em anúncios de imprensa. Foi também promovido um concurso junto da população escolar de toda a região que levou os professores do ensino básico a trabalhar o tema o “Algarve e o turismo” com os seus alunos, alertando-os para a importância da atividade turística.

Nas “Memórias do Turismo do Algarve” recordamos hoje alguns materiais desta campanha de caráter cívico.










quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Conrrado Wissman e o Grande Hotel Guadiana

Apesar de atualmente se encontrar encerrado, o Grande Hotel Guadiana, com a sua traça de estilo “Arte Nova” é um dos mais emblemáticos edifícios de Vila Real de Santo António. Marcou o turismo algarvio no princípio do século XX, tendo sido desenhado pelo arquiteto de origem suíça Ernesto Korrodi, construído entre 1918 e 1921 e inaugurado em 1923.
O seu primeiro diretor foi Conrrado Wissman e é sobre este decano dos hoteleiros que Luís Guerreiro escreve hoje nas “Memórias do Turismo do Algarve”.


Conrrado Wissman, nascido em 1859 em Nieder Rimsuigen, Alemanha, entrou em 1867, justamente um ano depois da sua fundação, para a União dos Hoteleiros Genebrina. Fixou residência em Lisboa na última década do século XIX, exercendo por diversos anos o cargo de Gerente do Bragança Hotel e Hotel Central de Lisboa. Durante este período fundou a secção de Lisboa daquela associação hoteleira. Graças à sua experiência profissional e ao prestígio adquirido entre o público português, entregou-se a um novo projeto, a abertura do Palace do Buçaco. De lá aumentou a sua atividade, sempre mais e mais, e auxiliado pelos seus sobrinhos, Conrado José, António Hermano e Augusto, todos sócios da União Genebrina, abriu, um por um, os seguintes Hotéis: Grande Hotel da Curia, o Palace Hotel e Metrópole Hotel de Lisboa e mais tarde o Hotel Caramulo.

Quando a indústria hoteleira ainda se achava numa fase incipiente e Conrrado com os seus cinco hotéis estava no auge da sua carreira, considerado o primeiro e melhor hoteleiro em todo o Portugal, respeitado mas também muito invejado, com os negócios a correrem-lhe bem, rebenta a primeira grande guerra, na qual o nosso país acaba por se envolver. O azar bateu à porta deste hoteleiro português de nacionalidade alemã: os cinco hotéis do sr Wissmam foram confiscados pelo governo português em pouco tempo, ficando mais de uma dezena de anos sem receber qualquer recompensa de prejudicado de guerra.
Durante o conflito foi deportado para Espanha com a sua família onde passou grandes dificuldades, não obstante possuir alguns recursos provenientes de uma vida de trabalho com sucesso.

Quando acabou a guerra, quem antes fora proprietário de cinco hotéis, aceita, com coragem, força de ânimo e grande resignação, um cargo num dos hotéis por ele fundado. Ele, a quem a guerra tirou todos os haveres, a quem o governo alemão, embora moralmente obrigado, não amparou, acabou por ser ajudado pelo empresário algarvio Manuel Ramirez que em 1923 abriu o Hotel Guadiana em Vila Real de Santo António e o convidou para o dirigir.

Conrrado Wissmam foi o decano dos hoteleiros portugueses, homem de rasgada iniciativa, extremamente afável, com um percurso de vida e de trabalho verdadeiramente notável.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A laranja algarvia na promoção turística

Vela em forma de laranja, um brinde promocional do Turismo do Algarve nos anos 1980


A par da chaminé, das amendoeiras em flor, do sol e do mar, a laranja algarvia é outro símbolo turístico da região.
Já foi utilizada como tema de materiais de promoção turística, foi motivo de eventos, é assunto que inspira poetas, está associada a tradições locais e é sabor que identifica o Algarve.

Hoje temos laranjas saudáveis e muito turísticas nestas memórias…

Sumo de laranja oferecido aos turistas em ação de animação do Turismo do Algarve no final da década 1990



Ação de animação do Turismo do Algarve no Aeroporto de Faro no final da década de 1990.


Postal de divulgação da Festa da Laranja, em Silves


Presépio tradicional algarvio decorado com laranjas



Autocolante, brinde promocional do Turismo do Algarve nos anos 1980

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Praia de Albufeira

O Almanaque do Algarve de 1943 dedicava um artigo à praia de Albufeira, destacando a importância do túnel que naquela altura permitiu o mais fácil acesso à mesma e do casino que animava a localidade.
Deixamos aqui um excerto da descrição que era feita daquela que se tornou numa das mais famosas estâncias balneares portuguesas:

“O mar da praia de Albufeira, sempre tranquilo, oferece ao banhista uma segurança absoluta. A doçura do seu clima, sem ventos fortes que fustiguem ou calores excessivos que molestem, fazem desta praia uma das mais completas e saudáveis estações de cura pelos agentes físicos. Dá-lhe acesso o Túnel, arrojada obra ultimamente levada a efeito, que a veio pôr em comunicação directa com a parte mais importante e central da vila.
Albufeira dispõe de um casino com magníficas salas, onde se faz ouvir uma das melhores orquestras do país e se realiza, durante a época balnear, um vasto programa de festas elegantes.”

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Caricaturas regionais

Como seria o Algarve caricaturado em 1942? Assim, tal como mostramos em baixo pela mão de Laginha.


Idílio *

Ele e ela numa pequena composição campestre ou pastoril. Estão enamorados, os «marafados» deste idílio algarvio.



Para o moinho… *

…Ela vai com o burro carregado, atravessando uma paisagem em que as amendoeiras são subitamente substituídas por catos.




Namorico à porta *

O amor bateu-lhe à porta. Tinha chapéu preto com uma papoila vermelha. Neste dia levou um guarda-chuva, não fosse ele encharcar-se com as lágrimas emocionadas da sua amada.


* Caricaturas publicadas na Revista Turismo, nº45, 1942

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Imagem turística (2)

Hoje a nossa máquina do tempo leva-nos de volta à década de 1980 para lembrar as imagens que promoviam o Algarve em várias brochuras da então Região de Turismo.

Recordam-se da jovem a saborear melancia?




quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O "Hotel-Solar" de Raul Lino

Respondendo ao convite da Sociedade de Propaganda de Portugal, o arquiteto Raul Lino apresentou ao 1º Congresso Regional Algarvio, que decorreu em 1915 na Praia da Rocha, um projeto de hotel português especialmente destinado ao sul do país. A esse modelo de hotel, Raul Lino chamou “Hotel-Solar”.


Na memória descritiva do seu projeto de hotel, o arquiteto afirmava não se tratar de um grande hotel de luxo mas antes um de tipo mediano com todas as condições de conforto e de estética. Especialmente destinado à beira-mar do Algarve, este hotel comportaria 31 quartos com preços variáveis. Alguns desses aposentos seriam “de luxo” porque teriam “banho e retrete anexos” e ainda um pequeno quarto de “dimensões resumidas” destinado a “um creado ou aia que pessoas de certa categoria não dispensam levar consigo em viagem”.


Nesta memória descritiva, lê-se igualmente que se previa um “relativo isolamento das partes destinadas ao serviço” com “o movimento da cosinha e dos seus anexos (…) localisado em uma ala aparte com comunicação para as salas apenas por um corredor e uma copa, não havendo n’aquela ala abertura alguma para o claustro, que o pudesse devassar.”


O projeto previa ainda a possibilidade de aumentar sucessivamente o número de quartos, para responder a necessidades futuras de capacidade. No que se refere a exteriores, este hotel regionalista teria “telhados que seriam cobertos com telha lusa branquiada a cal” e que “as rotulas e persianas verdes, a alvenaria de tijolo à vista, as suas arcarias e agulhas, a chaminé historiada, os azulejos e demais elementos” dariam “uma mancha alegre de construção solarenga”.

Raul Lino referia ainda que o seu projeto de “Hotel-Solar” pretendia ser uma solução original para um problema novo daquela época e que depois de testado tentaria aplicar o conceito a outras regiões do país.

O projeto de Raul Lino inspirou alguns industriais de Portimão que criaram a Sociedade da Praia da Rocha com o objetivo de o concretizar. O “Hotel-Solar” não passaria no entanto dos alicerces.*

* Adão Flores, O turismo no Algarve na primeira metade do século, in Maria da Graça Maia Marques, coord., O Algarve da antiguidade aos nossos dias, Lisboa, Colibri, 1999, p.603.