sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Boas Festas!

Clique aqui para ver animação do postal


O blog Turismo do Algarve deseja aos seus leitores um Feliz Natal e, como anda em maré de “memórias”, aproveita para recordar alguns postais de Boas Festas que nas últimas décadas serviram este mesmo propósito.







quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

«As 1001 praias do Algarve»

Praia da Marinha (Lagoa), eleita uma das «100 mais belas praias do mundo» pelos guias Michelin (foto Luís da Cruz)


Quem não viveu já uma história maravilhosa numa praia do Algarve? Não é de estranhar, pois algumas das mais bonitas e acolhedoras praias do mundo estão aqui! E por isso todos os anos milhares de turistas as procuram.

Entre paisagens de cortar a respiração, com extensos areais ou arribas altíssimas, rochedos cor de barro e um mar azul, as praias algarvias estendem-se ao longo de cerca de 200 quilómetros de costa e são a escolha ideal para umas férias revigorantes.

Este é o maior património natural da região e, para ajudar a preservá-lo, o Turismo do Algarve vai dedicar-lhe em 2012 uma nova iniciativa neste blogue com o sugestivo lema «As 1001 praias do Algarve».

Todos os dias apresentaremos uma praia, percorrendo a costa algarvia do sotavento ao barlavento, sem esquecer a costa Vicentina ou a ria Formosa.

Mas vocês também podem participar! Basta enviarem as fotografias ou histórias da vossa praia preferida para o e-mail blog@turismodoalgarve.pt e no final de cada semana divulgaremos as melhores participações no blogue e nas nossas redes sociais oficiais.

A iniciativa decorrerá em linha de janeiro a abril e insere-se no âmbito da eleição das «7 Maravilhas – Praias de Portugal®», passatempo que vai eleger as melhores praias do país em diversas categorias, incluindo praias urbanas, selvagens, de arribas, dunas ou uso desportivo.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Hoje, Centenário do Turismo exibe filmes sobre o Algarve

Imagem do filme "Algarve encantado"(1938), retirada do livro "Filmando a Luz" editado em 2007 pela Algarve Film Commission

A Cinemateca Portuguesa (Lisboa) exibe hoje, às 19h30, na Sala Luis de Pina, três filmes sobre o Algarve. Trata-se de uma sessão integrada no programa do Centenário do Turismo que não podíamos deixar de destacar nas "memórias do turismo do Algarve". Quem puder... não perca.

Imagem do filme "Algarve encantado"(1938), retirada do livro "Filmando a Luz" editado em 2007 pela Algarve Film Commission


A série “Imagens de Portugal” prossegue, nesta quarta-feira, com a última sessão de dezembro, composta exclusivamente por filmes sobre a região do Algarve.
Durante o Estado Novo, as regiões tiveram um peso importante na organização administrativa do país e na retórica salazarista. Muitos filmes procuraram sintetizar as características “essenciais” de cada região e seria possível organizar várias sessões para quase todas elas. Esta sessão vale como “estudo de caso” e mostra como a representação cinematográfica de uma região se fez quase sempre através da acumulação de estereótipos: neste caso, o Algarve das mouras encantadas, das amendoeiras em flor e do turismo de massas.

ALGARVE ENCANTADO
de Armando de Miranda
Portugal, 1938 / 15 min

ALGARVE
de Faria de Almeida
Portugal, 1972 / 12 min, cor


ALBUFEIRA
de António de Macedo
Portugal, 1968 / 28 min, cor


Duração total da sessão: 55 min
Sessão apresentada pelo geógrafo José Manuel Simões.

Algarve: estância de inverno

Típicas chaminés algarvias, Quarteira, 1932

Com a chegada do inverno, queremos recordar aqui que, turisticamente, o Algarve começou por ser divulgado como estância para se desfrutar nesta época do ano. As publicações que nas décadas de 1930 e 1940 publicitavam este destino turístico faziam-no sobretudo com referências à amenidade do clima, à floração da amendoeira e a ao seu tipicismo.

Ilustração de Roberto Nobre na contracapa do "Guia-Album do Algarve: Sotavento", 1932


Do “Guia-Album do Algarve: Sotavento”, de 1932, edição compilada por Mário Lyster Franco, com fotografias de Zambrano Gomez e ilustrações de Roberto Nobre, retiramos alguns excertos das indicações úteis que então eram dadas aos turistas:

“A melhor época para visitar o Algarve é o inverno. É a estação em que florescem as amendoeiras (de 15 de Janeiro a 15 de Fevereiro), em que ele vive o «momento Lausperenne», o seu verdadeiro momento musical. De resto, o Algarve é, sobretudo, uma grande estação de inverno, período em que a média térmica de Faro e Lagos é de 12º e 11º respectivamente, uma e outra superiores à que apresentam Nice ( 8º), Biarritz (8º) e outros centros afamados (…). São estas as condições verdadeiramente privilegiadas que o Algarve oferece para o desenvolvimento do turismo.”

Amendoeiras em flor, São Brás de Alportel, 1932


“Servido por magníficas estradas, em grande parte alcatroadas, resguardadas nos sítios mais perigosos e dotadas do relevé apropriado, se excluirmos Alcoutim, Odeleite e S. marcos da Serra, todas as outras povoações possuem fácil acesso por via ordinária e estão na grande maioria ligadas por carreiras constantes de camionetas, não sendo também para desprezar em quasi todas, as facilidades de comunicação que o caminho de ferro lhes oferece.”


Estrada Faro-Olhão, 1932


“O Algarve tem ainda, disseminados por si, 5 ou 6 hotéis que permitem um aceitável passadio, restaurants que não envergonham e pensões sofríveis nalgumas localidades, garages de recolha de automóveis nas principais povoações (…). E tem sobretudo muita coisa digna de ser vista (…)”.



Ilustração de Roberto Nobre, 1932

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

"O Algarve visto pelas crianças"



Sabemos o quanto é crítica a influência das crianças na escolha que os seus pais possam fazer de destinos de férias. Os mais recentes estudos de marketing turístico demonstram isso mesmo e o Algarve, destino turístico ideal para famílias, não descura essa vertente, tendo até, em 2000, criado as mascotes Al & Tibi com o propósito de cativar este jovem público.


Postal de Natal das mascotes do Turismo do Algarve enviado aos membros do Clube Al&Tibi, anos 2000


As “memórias do turismo” vão hoje um pouco mais atrás no tempo, para recordar que já nos anos 1970 as crianças eram alvo de ações de sensibilização para o turismo e de divulgação do Algarve.
Fica aqui o registo do concurso “O Algarve visto pelas crianças” que começou por ser organizado pelo Serviço de Festivais da Secretaria de Estado de Informação e Turismo e passou depois a sê-lo pela Comissão Regional de Turismo do Algarve.

Na festa de entrega de prémios do concurso "O Algarve visto pelas crianças", com o presidente da CRTA Pearce de Azevedo, anos 1970


Festa de entrega de prémios - Concurso "O Algarve visto pelas crianças", anos 1970



Aspeto da exposição dos trabalhos participantes no concurso "O Algarve visto pelas crianças", anos 1970

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Aqui nasceu o "Trovante"

Que o Algarve é uma região inspiradora já o sabemos e, nestas “memórias do turismo”, já tivemos a oportunidade de contar como inspirou músicas de grandes bandas: dos Beatles aos Barclay James Harvest.

Hoje recordamos como é que o Algarve viu nascer a já mítica banda portuguesa “Trovante”. Fazemo-lo através das palavras de Luís Represas, tal como ele as ofereceu ao Turismo do Algarve no livro “Algarve, 40 anos, 40 olhares”.


Luis Represas com os seus amigos, em Sagres, anos 1970


“Tenho com o Algarve uma relação no mínimo curiosa. Até aos meus dezanove anos as viagens ao Algarve contavam-se por um dedo de uma mão. Em 72 uma expedição espeleológica tinha-me levado a Estombar e à Mexilhoeira da Carregação.
Ficava longe esse Algarve. Longe demais para quem tinha a sua base de férias, os tais quatro meses de praia, na maravilhosa Costa da Caparica de então.
Volta não volta, chegavam-me notícias desse distante território através dos poucos colegas que frequentavam o Sul de Portugal. Notícias de águas quentes e cristalinas, falésias que mergulhavam no mar abrindo bocarras profundas de luz mágica e irreal.
Em 76 lá fui País abaixo, arrastado pelos amigos e pela paixão. Era então Sagres o destino. Poucos eram os que lá arribavam. Os nativos, os veraneantes que havia anos tinham adoptado a Ponta como segunda casa, e os “pés descalços”, fossem eles alemães, holandeses, ingleses ou portugueses, que de tenda e mochila à costas protagonizavam um primeiro género de Low Cost.
“Liberdade. Liberdade” gritava-se então. E em nome dessa Liberdade plantávamos as tendas junto à linha de maré-cheia num cantinho da Mareta onde não atrapalhássemos ninguém. Fogueiras para cozinhar, fogueiras para aquecer, fogueiras para namorar, fogueiras para tocar. Mas a praia sempre impecável, coisa que hoje em dia com todas as restrições e regras não acontece. Nem em Sagres nem no Céu. Mas nós éramos assim. Amávamos demais essa liberdade para deixar marcas indesejáveis naquele palmo de paraíso. Cinquenta metros acima, o Mar à Vista oferecia as melhores Lulas recheadas do planeta, o medronho mais selvagem do sistema solar e a simpatia mais quente do Universo. Aí, todas as noites, cinco rapazes juntavam-se de guitarras, flautas e bongós em punho, esgrimindo canções, desfazendo o stock de medronho e cerveja suportado pelos proprietários, que rapidamente tinham compreendido o sentido da palavra simbiose. Sem qualquer tipo de compromisso ou contrato, a gente abancava, bebia e tocava, os clientes animavam-se e eles viam a sua casa composta e a transbordar de freguesia.
E assim, neste remoto e desconhecido Algarve, rampa de lançamento da Glória Marítima Nacional, nasceu o Trovante, de onde nasci eu e todos os outros que o inventaram.
Tantos anos passaram. Já perdi a conta aos dedos necessários para contar as vezes que voltei desde então, maioritariamente para tocar, ao Algarve que ficou mais perto, muito mais perto, mas que, mesmo assim, ainda consegue guardar os seus maravilhosos segredos mais escondidos.
E podem ter a certeza que não serei eu que os vou revelar.”



sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Vale do Lobo

Folhetos de divulgação de Vale do Lobo e Hotel D. Filipa, 1969


Em 1962, durante um passeio a cavalo, o britânico Richard Costain descobre Vale do Lobo e fica encantado com o lugar. Vislumbra desde logo o enorme potencial daquela área de pinhais e de praias desertas e sonha transformá-la num resort turístico de excelência.

Imagem do site de Vale do Lobo

Adquire então os terrenos e, em associação com a Trust Houses, constrói um campo de golfe de 18 buracos, desenhado por Henry Cotton, e o Hotel Dona Filipa (1968). São também construídas as primeiras moradias e já em 1972 são acrescentados 9 buracos ao campo de golfe inicial.


Algarve Golf Open, 1971. Imagem do site de Vale do Lobo

Com a revolução de 1974, dá-se um revés nos planos de Richard Costain e em tempos difíceis o empreendimento acaba por ser vendido.

Em 1978 é Sander Van Gelder, um empreendedor holandês que também tinha descoberto os encantos do local, que dá continuidade ao sonho de Costain. Inicialmente Van Gelder tencionava adquirir um lote para uma moradia, mas acaba por ficar com todo o empreendimento mais os terrenos que permitem a expansão do complexo turístico e imobiliário ao longo das décadas de 1980 e 1990.



Folheto de divulgação de Vale do Lobo, anos 1980


Para além da componente residencial e turística do resort, Vale do Lobo tem sido ao longo dos anos palco de grandes eventos, sobretudo de golfe e ténis.





quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Turismo do Algarve

Em março de 1970 foi criada a Região de Turismo do Algarve, através do Decreto-Lei nº114/70.


Na sua edição de abril-julho desse ano, a revista “Sol do Algarve” dava conta do aparecimento do novo organismo regional de turismo, dedicando cinco páginas ao assunto.

A Comissão Regional de Turismo do Algarve (CRTA) veio substituir as anteriores Juntas de Turismo e Comissões Municipais de Turismo e foi inicialmente presidida pelo Dr. José Manuel Teixeira Gomes Pearce de Azevedo, anterior Presidente da Comissão Municipal de Turismo de Portimão.

Primeira sede do Turismo do Algarve, onde hoje está instalado o Posto de Turismo de Faro

Os serviços da então CRTA, hoje Região de Turismo do Algarve (RTA), ficaram inicialmente sedeados em Faro, num edifício junto ao Arco da Vila, onde ainda funciona o Posto de Informação Turística da cidade. Ocuparam depois diversas instalações e em 1993 seria inaugurado o seu atual edifício sede.

Sede do Turismo do Algarve, inaugurada em 1993
A definição da política regional de turismo, em consonância com a estratégia nacional para o setor, a promoção, animação e informação turística foram, desde sempre, as competências deste organismo.

O que muitos poderão desconhecer é que nos seus primeiros anos de existência o Turismo do Algarve também teve a missão de levar a cabo o plano de infraestruturas urbanísticas da região. É por isso que ao percorrer as ruas de algumas localidades algarvias ainda nos podemos deparar com equipamentos de saneamento básico identificados como CRTA.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve


Anúncio retirado da "Agenda Comercial e Industrial de Faro", 1968


Hoje olhamos para a formação profissional no setor do turismo e para a Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve. Como curiosidade escolhemos mostrar nestas memórias do turismo dois dos seus anúncios publicitários. Enquanto nos anos 1960 se aliciava os potenciais alunos para a escolha de uma profissão “bem remunerada”, hoje em dia apela-se à excelência oferecendo uma posição “entre os melhores do mundo”.

A Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve (EHTA) abriu portas em Faro, em 1966, com instalações no edifício do Gabinete para o Desenvolvimento Turístico do Algarve (para a parte teórica) e no Hotel Santa Maria (para a parte prática). Quatro anos mais tarde passou para o antigo Palacete Doglioni, onde permaneceu até ao ano de 1995.

Atualmente, funciona no edifício do antigo Convento de São Francisco em Faro. Dispõe também de polos em Portimão (desde 1970) e em Vila Real de Santo António (desde 2006).



Anúncio retirado daqui


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Como se “fazia turismo” na Praia de Faro, nos anos 1940

A Lina Vedes que já colaborou em diversas iniciativas deste blogue partilha hoje connosco as suas “memórias” de como se fazia turismo na praia de Faro há sessenta anos atrás. Ora vejam:




"Envio duas fotos tiradas na ilha de Faro e não praia como dizemos na atualidade.
Na época o Turismo era quase nulo...há fotos do presente que podem estabelecer a diferença. De reparar o que era utilizado para socorro aos náufragos.

Quando íamos à ilha de Faro levávamos material para improvisar um toldo, carregávamos o almoço com comida de tacho, melancia e garrafão de vinho que se enterrava no rebentar das ondas para refrescar. Os descartáveis ainda não faziam parte do nosso dia a dia, o que nos obrigava ao transporte de imensas cargas. Os fatos de banho eram bem subidos e bem descidos e muitas senhoras usavam camisas para se refrescarem. O efeito era surpreendente quando molhadas..."



segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Construções na areia

Concurso de construções na areia do DN promovia muita animação nas praias algarvias (anos 1960)



Trazemos às “Memórias do turismo do Algarve” uma iniciativa que, todos os anos, desde 1952, anima as praias portuguesas. Trata-se do concurso de construções na areia promovido pelo jornal Diário de Notícias. É com imagens da realização deste certame em praias algarvias, na década de 1960 que ilustramos hoje a nossa página.



1969 - 1º Prémio (Praia da Rocha) - imagem retirada da revista "Sol do Algarve"




1969 - 1º Prémio (Armação de Pera) - imagem retirada da revista "Sol do Algarve"




1969 - 1º Prémio (Faro) - imagem retirada da revista "Sol do Algarve"






1969 - 1ºPrémio (Tavira) - imagem retirada da revista"Sol do Algarve"

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Quinta do Lago

Recordamos hoje os primórdios da Quinta do Lago, empreendimento turístico de luxo que nasceu no Algarve nos anos 1970.

Para isso reproduzimos aqui alguns excertos do depoimento que o seu promotor, André Jordan, fez para o Turismo do Algarve quando este organismo comemorou 40 anos de existência.*

“Desde o primeiro momento que cheguei ao Algarve, em 1970, resolvi que os projetos por mim empreendidos seriam desenvolvidos por trabalhadores e quadros portugueses. Esta decisão não era muito fácil de aplicar dada a inexistência de profissionais especializados nas diversas áreas que compõem os projetos.
(…)
Foi assim que criámos equipas para construção, manutenção e operação de campos de golfe, organizações de marketing e vendas, projetos, construção e operação de habitações hoteleiras e residenciais (…).

Logo no princípio, quando construímos o restaurante Casa Velha a partir de uma ruína, foi com grande emoção e muito sucesso que inaugurámos a primeira obra na Quinta do Lago, em julho de 1972. O projeto foi do Arqº Fernando Torres, estudioso da arquitetura tradicional algarvia, e a decoração foi do famoso pintor e decorador Pedro Leitão, recentemente falecido.”




*Depoimento publicado na obra “Algarve: 40 anos, 40 olhares” , 2010.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Silves … “das laranjeiras e tangerineiras”

Castelo de Silves, antes das obras de restauro realizadas nos anos 1940. Imagem retirada da revista "Costa de Oiro", janeiro 1937.


Em 1937, o número de janeiro da revista “Costa de Oiro”, uma publicação de propaganda regionalista como a mesma se intitulava, dedicava duas das suas páginas a Silves, num artigo assinado por Pedro M. Júdice, que pretendia facultar “resumidas indicações para uso dos turistas” sobre esta localidade “das laranjeiras e tangerineiras”.

O texto explicava como se podia ali chegar:

“Duas vias conduzem principalmente a Silves: o caminho-de-ferro e a via fluvial. Há também numerosas estradas alcatroadas; partem diariamente quinze camionetas de Silves para diferentes pontos da província, chegando outras tantas.”

Assinalava “a grande quantidade de forasteiros” que chegavam à estação de Silves no tempo da floração das amendoeiras, para gozarem “o inebriante espectáculo” que lembrava a neve e daí partirem à descoberta de outros locais turísticos do Algarve.

Descrevia também o percurso fluvial que considerava mais poético e citando o escritor Matos Sequeira referia que se navegava entre frutos: “As restingas arborizam-se. Pomares de laranjeiras e romeiras (…) descem até à corrente da água. A horta de Mata Moiros parece o jardim das Hespérides, com recantos misteriosos (…).”

Finalmente indicava os diversos pontos de interesse para visitar e para além dos monumentos (Sé, Castelo, Cruz de Portugal, igrejas…) chamava também a atenção para aspetos mais modernos como os Paços do Concelho que então se encontravam em construção e para a central elétrica “talvez a melhor instalação eléctrica da província”.


Silves. Imagem retirada da revista "Costa de Oiro", janeiro de 1937.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

"Algarve com mais prazer"



Em memórias mais recentes do turismo do Algarve inscreve-se a campanha cívica e ambiental “Algarve com mais prazer”. Esta campanha, dinamizada pela estrutura técnica do PRTA- Plano Regional de Turismo do Algarve, desenrolou-se em 2005/2006 e visou sensibilizar todos para uma melhoria da qualidade de vida, promovendo condutas corretas no contacto com a natureza e em sociedade.





Assente na ideia de que a excelência do Algarve enquanto destino turístico depende também de um ambiente saudável e de que para isso é necessário o contributo de todos os intervenientes na atividade turística e da população em geral, a campanha “Algarve com mais prazer” incidiu sobre as temáticas dos resíduos, da água, dos transportes, dos espaços públicos, das praias, do ruído, do civismo e da hospitalidade.



Ao longo de vários meses foram difundidas mensagens através de um vídeo de sensibilização, de cartazes exteriores, de jogos e concursos para a população escolar, de uma exposição itinerante e de publicidade radiofónica e televisiva.









segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Caldas de Monchique

Caldas de Monchique - Capela construída nos anos 1940


A par das zonas balneares, as estâncias termais estão igualmente na primeira linha dos mapas turísticos portugueses do início do século XX.
No Algarve, as Caldas de Monchique, referenciadas desde o domínio romano, são alvo de melhoramentos régios no século XV, quando Dom João II nelas desfruta de benéficos banhos. No século XVII passam para a administração do Bispado do Algarve e no século XIX para o Estado.



Sala de pulverizações - imagem do "Guia Turístico do Algarve", ed. da Revista Internacional, 1940



Já no século XX, num guia turístico de 1940 encontramos referência aos melhoramentos em curso por parte de uma Comissão Administrativa que pretendia uma completa modernização do complexo termal, justificada pela “sua excepcional situação e fama terapêutica das suas águas”.


Em 1994, a Fundação Oriente adquire a propriedade e procede a grandes obras de remodelação e restauro, num projeto do Arquiteto Luís Rebelo de Andrade. A designada Villa Termal reabre em pleno em 2001, constituindo-se hoje como um “spa resort” e local de descontração e lazer, com oferta de programas de bem estar ao longo de todo o ano.



sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Luz, câmara… ação!

O Algarve é fotogénico: tem luz (muita luz), espaços cenográficos naturais e cultura. Por isso tem atraído o olhar das câmaras fotográficas e de filmar ao longo do tempo. E também por isso, hoje viramos a nossa atenção para a aventura cinematográfica na região. Observação: as pipocas aqui não entram.

Já muitos filmes – centenas – foram rodados no Algarve. O primeiro terá sido em 1913, com o nome "Pesca do Atum no Algarve". E consta que durante o Estado Novo a região serviu de cenário a cerca de 100 curtas-metragens e 16 longas. Depois de 1974, entram na contagem mais 40 longas-metragens, entre as quais uma do cineasta João César Monteiro, de 1986, que permaneceu inédita durante muitos anos. Falamos do filme "À Flor do Mar".

Sem espanto, e com a simpatia dos realizadores por este destino turístico, é criada a Algarve Film Commission em 2006, precisamente para impulsionar o cinema na região.

Mas como é que as localidades algarvias são usadas nos filmes? Descubram a resposta nesta pequena seleção que fizemos: seis projetos rodados integral ou parcialmente na região. E não podiam ser mais diferentes uns dos outros. Vamos espreitar os trailers?


"A Pesca do Atum", de Leitão de Barros, 1939.



"Os Índios da Meia Praia/Continuar a Viver", de António da Cunha Telles, 1976.



"À Flor do Mar", de João César Monteiro, 1986.



"Kiss Me", de António da Cunha Telles, 2004.



"El corazón de la Tierra", de Antonio Cuadri, 2006.



"Floripes", de Miguel Gonçalves Mendes, 2007.