As obras da variante de Faro à EN 125 colocaram a nu achados arqueológicos que se pensa pertencerem a uma necrópole da época romana, com 1500 a 2000 anos.
Os trabalhos decorrem num sítio considerado pelos arqueólogos «muito sensível» e a descoberta é surpreendente: um cemitério fora do atual aglomerado urbano e afastado de qualquer templo conhecido.
Em todo o país, o acompanhamento arqueológico de empreendimentos como as estradas têm revelado vestígios materiais até então desconhecidos e que teriam sido destruídos se tais trabalhos não tivessem sido realizados.
O património arqueológico confere ao turismo a capacidade de diferenciar a oferta e devolve a autenticidade a um destino, pelo que o achado poderá vir a ser um marco para o Algarve e para a cidade de Faro.
Que efeito teve a mostra «Fora de Escala: Desenhos e Esculturas 1960-70» de Manuel Baptista no contexto artístico nacional? Não só recebeu mais de 2800 visitas em três meses, como acabou de ser distinguida como a Melhor Exposição de Artes Plásticas, na categoria de Artes Visuais, nos Prémios Autores 2012 da Sociedade Portuguesa de Autores.
Esta exposição esteve patente no Centro Cultural de Lagos entre 9 de julho e 9 de outubro e confirmou-se como uma das mais significativas do ano passado em Portugal. Com obras inéditas, ela revelou projetos de escultura pensados pelo artista nas décadas de 1960 e 70 e só há pouco concretizados com o patrocínio da Fundação EDP.
Os trabalhos escultóricos saíram do esboço e ganharam materialidade, facto que permitiu ao público descobrir uma faceta pouco conhecida de Manuel Baptista. E a resposta foi positiva: em média, cerca de 950 pessoas por mês percorreram o centro para apreciarem as peças de grandes dimensões, os desenhos e cadernos de estudo que sustentam o pensamento visual deste artista que nasceu em Faro, em 1936, e que junta mais de três dezenas de exposições individuais e quase quarenta coletivas ao currículo.
A «Fora de Escala: Desenhos e Esculturas 1960-70» resultou de uma parceria entre o Centro Cultural de Lagos, a Fundação EDP e o programa de eventos «Allgarve’11».
Hoje visitamos duas praias junto a Ferragudo, no concelho de Lagoa, apenas separadas pelo Forte de São João do Arade...
Praia Grande e Praia da Angrinha
A praia [Grande] situa-se em pleno estuário do Rio Arade, aos pés de Ferragudo. O principal acesso ao areal está alinhado com a abertura dos grandes molhes do Arade, avistando-se junto ao molhe Poente, já na marina de Portimão, uma profusão de mastros e triângulos brancos.
O areal é amplo, enquadrado por uma linha de arribas muito desgastadas e corroídas pelos elementos. As paredes rochosas fazem-se revestir por muita vegetação, sobretudo plantas adaptadas à salsugem como a barrilha e a salgadeira, ou plantas típicas das dunas, como o trevo-de-creta, que colonizam as pequenas cavidades rochosas onde se acumula areia.
Um passadiço assente na areia percorre parte do areal, junto do qual surgem equipamentos turísticos, esplanadas e até um parque infantil. É uma praia muito frequentada mas com troços mais tranquilos para Sul, onde uma mancha verde de pinhal corta a cor quente da arriba.
Para norte do Forte de São João do Arade, que em conjunto com a Fortaleza de Santa Catarina, na outra margem do rio, garantia a defesa do estuário, surge o areal da Angrinha, cuja configuração muda ao sabor da foz da ribeira que ali desagua.
Esta é uma pequena praia situada no sopé de Ferragudo, uma povoação de tradição piscatória, que se debruça em varandas brancas sobre a margem nascente do Rio Arade.
Praia Grande
Notas: Uma vez que existe a possibilidade de ocorrer desprendimento de pedras, recomenda-se atenção à faixa junto das arribas. Acesso pedonal na povoação de Ferragudo (a cerca de 5Km de Lagoa) para a praia Grande e praia da Angrinha. Estacionamento ordenado mas pequeno junto à praia Grande, estacionamento amplo junto à Angrinha, a 250m da praia Grande. Diversos equipamentos de apoio (restaurantes e WC) e vigilância na época balnear, apenas na praia Grande. Orientação: sudoeste.
A partir de abril já poderá percorrer a costa Vicentina e apreciar toda a beleza natural envolvente.
O projeto da rota Vicentina consiste numa grande rota de percursos pedestres, promovido pela Associação das Casas Brancas, com trilhos que se estendem por mais de 300 quilómetros entre Sagres e Santiago do Cacém.
A rota é composta por dois trajetos: o percurso histórico, pelo interior, que atravessa as principais vilas e aldeias, e o percurso junto ao litoral que passa pelas praias e falésias, percorrendo todo o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.
A marcação dos percursos está a ser desenvolvida em função da história, tradição, gastronomia, fauna e flora, assim como da disponibilidade de alojamento para pernoitar.
Segundo o blogue da rota Vicentina, esta é uma aposta unânime entre agentes públicos e privados da Costa Alentejana e Vicentina. O projeto pretende afirmar esta região como um destino europeu de Turismo de Natureza, oferecendo uma infraestrutura transversal que promete viabilizar o usufruto de um dos mais belos trechos pedestres do país e da Europa.
Seguimos hoje para a Costa Vicentina, rumo à praia da Cordoama, no concelho de Vila do Bispo. A beleza da paisagem, a natureza e a prática desportiva de pesca, surf e bodyboard caracterizam o nosso destino.
Esta é uma vasta praia, com areal a perder de vista para sul e para norte. A visão das arribas em sucessivos recortes, progressivamente mais nebulosos, é deslumbrante. Pela extensão da praia, e apesar de ser por vezes frequentada por escolas de surf e bodyboard, é sempre possível encontrar alguma tranquilidade.
As arribas são altivas, atingindo mais de cem metros de altura, existindo nesta praia um morro, que constitui um miradouro natural, onde é frequente realizarem-se saltos de parapente. Nas paredes rochosas viradas a norte, veem-se estratos esbranquiçados reluzentes, que mais não são que extensas coberturas de líquenes.
Uma pequena linha de água corre por um barranco até ao areal. O cheiro a esteva é aqui intenso e nas pequenas dunas que se formam na praia é possível observar plantas como o estorno, o cardo-rolador ou o vistoso narciso-das-praias.
Notas: Na maré-cheia o areal torna-se estreito e poderão ocorrer deslizamentos de pedras, pelo que se recomenda fazer caminhadas entre as praias apenas em situação de baixa-mar.
Acesso viário alcatroado a partir de Vila do Bispo (Mercado Municipal), seguindo na direção das praias, a 4 Km. Após o cruzamento para a Praia do Castelejo, o caminho é de terra batida ao longo de cerca de 2 km. Estacionamento amplo mas não ordenado, com equipamentos de apoio (restaurante e WC) e vigilância na época balnear. Orientação: noroeste.
Tavira representa Portugal no processo que pretende o alargamento da candidatura da Dieta Mediterrânica a Património Imaterial da Unesco e que deverá ser entregue na sede da organização até ao final do corrente mês de março. O Chipre, a Argélia e a Croácia são os outros países que concorrem conjuntamente à integração na lista da Unesco em que já estão inscritos, desde 2010, Espanha, Itália, Grécia e Marrocos.
O Algarve, embora banhado pelo Atlântico, é uma região de fortes influências mediterrânicas, decorrentes em grande parte dos muitos povos que aqui se fixaram: fenícios, cartagineses, romanos e árabes.
Sendo a alimentação uma manifestação cultural dos povos, verifica-se que, no Algarve, os hábitos alimentares são vincadamente mediterrânicos, refletindo precisamente as influências já referidas bem como as condições naturais e o clima temperado da região.
A Dieta Mediterrânica é considerada como um estilo de vida das populações do sul da Europa e norte de África. Utiliza essencialmente produtos locais como o azeite, pão e cereais, legumes e frutos da época, peixe e frutos secos. É considerada pelos nutricionistas como sendo preventiva de diversas doenças cardiovasculares e cancerígenas. Está ainda associada a tradicionais formas de convívio e celebração que representam expressões particulares do Património Cultural Imaterial.
A candidatura portuguesa, representada pela cidade de Tavira, encontra-se explicada neste vídeo promocional editado pela autarquia:
Se tudo isto lhe desperta a vontade de experimentar algumas especialidades da Dieta Mediterrânica algarvia pode ficar a saber um pouco mais sobre os seus princípios e testar algumas receitas consultando o livro sobre o tema editado pela Globalgarve e que se disponibiliza aqui.
O núcleo de estudantes de Oceanografia da Universidade do Algarve realiza amanhã, dia 10, uma ação de limpeza de praias sob o lema «Mãos ao ambiente», informa a edição online do jornal Região Sul. Quem quer ajudar?
A praia do Cabeço/Retur (Castro Marim), a praia da Fuzeta-ria (Olhão) e a praia da Amoreira (Aljezur) são os areais eleitos para a iniciativa e todas as mãos amigas serão bem-vindas.
A acção começa às 10 horas e é aberta ao público. As inscrições são feitas através do e-mail neoualg@gmail.com e os voluntários devem indicar o nome e a praia em que desejam colaborar.
José Alves partilha connosco 4 fotografias da Barrinha de Faro, tiradas numa das muitas idas com a sua família a esta praia. Por ser uma zona tranquila e possuir uma enorme beleza natural, esta é a sua praia de eleição. José Alves confessa-nos sentir-se uma pessoa privilegiada por poder desfrutar todos os verões deste local maravilhoso.
Porque hoje é Dia Internacional da Mulher, destacamos uma mulher algarvia que foi recentemente distinguida como Melhor Empresária da Europa.
Sandra Correia "Melhor Empresária da Europa 2011" (imagem retirada daqui )
Sandra Correia, é a criadora da Pelcor, a marca da empresa Corkfashion, Lda. de São Brás de Alportel, que com os seus acessórios de moda em pele de cortiça já se encontra representada na Europa (França, Itália, Holanda, Inglaterra e Suíça), nos Estados Unidos da América, no Canadá, no Japão, na China, em Macau e na Arábia Saudita.
Como a própria Sandra Correia conta numa entrevista à Antena 1, o mundo da cortiça é tradicionalmente masculino e foi por isso que ela decidiu apostar num lado mais feminino do negócio, criando a marca Pelcor. O sucesso da empresária tem-se revelado crescente nos últimos anos e o Algarve, sua terra natal, deve-lhe uma vénia.
Por isso, neste Dia da Mulher, lembramos aqui, em fotografia, a presença de Sandra Correia e da Pelcor no stand do Turismo do Algarve, na Bolsa de Turismo de Lisboa 2011.
Sandra Correia apresentando a sua coleção na BTL 2011
O azul turquesa do mar seduz os olhos e exprime a beleza de Vila Real de Santo António e do seu concelho.
A praia nasce junto à Foz do Guadiana e inicia 12 km de areal contínuo e de águas tranquilas e quentes até à Ria Formosa. A Mata Nacional, um bosque dunar de pinheiro bravo e manso, empresta uma dimensão verde e fresca a este ambiente mediterrânico, excessivamente luminoso, quente e seco. O uso balnear deste areal restringe-se à Praia dos Três Pauzinhos, que se inicia no molhe pequeno estendendo-se depois para Poente. O acesso mais interessante à frente de mar faz-se através de um caminho pedonal, onde também circula um comboio turístico, através do pinhal aromatizada pelos tomilhos e pela perpétua-das-areias, que liberta um forte odor a caril.
Com atenção o visitante poderá observar os vagarosos e geralmente camuflados camaleões, vagueando pelo pinhal. Perto da praia é o matagal alto de piorno-branco (planta típica destas paragens) que domina. Já na frente de mar surgem as cristas dunares com estorno e cardos. Para Nascente avista-se a Foz do Guadiana, e, transposto o grande rio do Sul, terras de Espanha. Para Poente abre-se um areal extenso enquadrado pelo manto verde dos pinhais dunares.
Nota:
De modo a contribuir para a preservação do local, o cordão dunar deverá ser atravessado utilizando o passadiço existente.
Acesso viário alcatroado a partir da EN 125, seguindo na direção do molhe de Vila Real de Santo António durante cerca de 4Km e atravessando depois a Mata através do estradão paralelo à praia. Estacionamento amplo. Acesso alternativo, pedonal, de bicicleta ou de comboio turístico, junto ao complexo desportivo de Vila Real, com extensão aproximada de 1 km. Vigilância durante a época balnear. Equipamento de apoio. Orientação: sudoeste.
Para os praticantes de mergulho, Portimão vai tornar-se um local de visita obrigatória já a partir do final deste ano, data em que já estarão afundados ao largo de Portimão, mais concretamente em frente à Prainha – Alvor, dois dos quatro barcos que a Marinha de Guerra Portuguesa cedeu para a constituição do primeiro parque subaquático, que em conjunto com uma estrutura de recifes permitirão criar, a cerca de 5,5 quilómetros da barra de Portimão, um espaço museológico original, que irá sem dúvida potenciar o turismo de mergulho.
Os dois primeiros barcos de guerra a afundar - a corveta Oliveira e Carmo e o navio-patrulha Zambeze - já se encontram em Portimão e vão sofrer ao longo dos próximos meses profundos trabalhos de limpeza e descontaminação, até serem afundados no início do verão.
O projeto denominado “Ocean Revival” terá um custo aproximado de três milhões de euros e será inteiramente suportado pela angariação de fundos e de patrocínios, a cargo da Associação Musubmar, associação para a promoção e desenvolvimento do turismo subaquático.
Estima-se que na primeira década de existência deste novo pólo museológico, o número de visitantes ultrapasse os 620 mil mergulhadores (com as respetivas famílias), que serão atraídos por um projeto único no mundo, destacando-se o reforço do ecossistema e o aumento da biodiversidade na zona.
Portimão recebe todos os anos milhares de veraneantes, que escolhem a zona para as suas férias. Na origem desta preferência está a diversificada oferta existente, para todos os gostos e interesses, mas sobretudo o facto de Portimão albergar algumas das melhores praias algarvias, entre elas a Prainha...
A Prainha consiste numa série de pequenos e abrigados areais em forma de concha, isolados por cénicas formações rochosas de relevos muito irregulares, intensamente esculpidas pela ação das águas doces e salgadas. Por aqui abundam as reentrâncias rochosas e os recantos, bem como os modelados típicos destas arribas: arcos, grutas, leixões e algares. Já abaixo do nível das marés, as mesmas rochas abrigam uma rica e colorida vida marinha, estando favorecida a prática de mergulho nestas enseadas. Para nascente, estas arribas carbonatadas ricas em fósseis marinhos, vão formar a Ponta João d´Arens, um local de eleição para quem deseja observar aves marinhas como o corvo-marinho, a gralha-de-nuca-cinzenta, o raro pombo-da-rocha ou a gaivota-de-patas-amarelas. No topo da arriba dominam plantas bem adaptadas a estes ambientes salinizados, como a barrilha, a valverde-dos-sapais, o limónio e o pampilho-marítimo. Nas fissuras rochosas crescem plantas como a erva-pinheira e nas clareiras entre os arbustos de aroeira, é possível observar, na primavera, diversas espécies de orquídeas.
Notas:
- Uma vez que existe a possibilidade de ocorrer desprendimento de pedras, recomenda-se atenção à faixa junto das arribas, bem como precaução ao caminhar sobre o topo das arribas, mantendo uma distância de segurança do rebordo das mesmas. Para chegar à praia é necessário atravessar o empreendimento turístico na envolvente da praia, descendo depois por escadas talhadas na face da arriba.
-Acesso viário alcatroado a partir da estrada que liga o Alvor à Praia da Rocha / Vau, seguindo na direção da Prainha. Equipamento de apoio e vigilância na época balnear. Orientação: sul.
A Marina de Vilamoura venceu, pelo segundo ano consecutivo, a categoria de “Melhor Marina” dos prémios Portugal Trade Awards 2012 atribuído pelo jornal Publituris. O prémio foi entregue numa cerimónia que decorreu durante a Bolsa de Turismo de Lisboa.
A maior marina de Portugal ocupa um lugar de destaque na náutica de recreio internacional, dispondo de 825 postos de amarração.
Um conjunto de serviços complementares envolve esta infraestrutura, integrando bares, esplanadas, restaurantes, lojas e um extenso passeio pedonal. É, habitualmente, palco de diversas provas de vela internacionais, sendo também muito procurada pelos praticantes de várias modalidades desportivas como pesca grossa, wind-surf, jet-ski, mergulho, entre outras. Dali partem diariamente vários cruzeiros e passeios de barco.
O sucesso da sua política de gestão ambiental e da qualidade levaram à sua certificação com as normas ISO 14001 e ISO 9001 e, também, com o galardão Bandeira Azul da Europa para Marinas e Portos de recreio.
São muitas as praias de Albufeira, e a do Castelo não é apenas mais uma. Protegida por formações rochosas, ela tem grande beleza natural e mistura-se com os tons esverdeados da sua envolvente…
Na praia do Castelo as arribas elevam-se, marcando a paisagem. O areal, encaixado entre imponentes paredes rochosas, desdobra-se em recantos escondidos e pequenas enseadas. No extremo leste da praia, uma cénica formação rochosa que faz lembrar as ameias de um enorme castelo batiza a praia. Trata-se de um pequeno promontório muito recortado com leixões destacados, que constituem núcleos rochosos mais resistentes à erosão, enquanto a restante linha de costa vai recuando de forma mais célere.
Na envolvente da praia domina o verde profundo do bosque de pinheiro-manso. No topo aplanado dos leixões também domina o verde, desta feita de plantas adaptadas ao ambiente marinho, como a barrilha, a salgadeira e o funcho-do-mar. Diversas aves marinhas, como os falcões ou os corvos marinhos, apreciam estes locais inacessíveis a predadores, onde encontram abrigo e refúgio. As caminhadas pelo topo da arriba estão aqui favorecidas, possibilitando a observação das formas graciosas geradas pela erosão.
Notas:
Acesso à praia através de escadas ou de rampa, em madeira. A circulação de carros sobre o topo da arriba encontra-se fortemente condicionada, de modo a minimizar a desestabilização da arriba. No areal, e uma vez que existe a possibilidade de ocorrer desprendimento de pedras, recomenda-se atenção à faixa junto às arribas.
Acesso viário alcatroado a partir da estrada que liga a povoação da Guia à Galé, seguindo a sinalização para a praia. Estacionamento não ordenado a 600 metros da praia. Equipamento de apoio (restaurante e WC) e vigilância na época balnear. Orientação: sul/sudoeste
O destino «Algarve» brilhou uma vez mais na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL’12), que decorreu até ontem na FIL. Uma das novidades apresentadas pela Entidade Regional de Turismo foi precisamente a iniciativa «As 1001 Praias do Algarve», a decorrer neste blogue, que diariamente divulga online as praias algarvias.
Para surpresa do público e de alguns convidados especiais – entre os quais o ministro da Economia e a secretária de Estado do Turismo – a aposta do Turismo do Algarve foi no segmento do turismo de natureza, com o lançamento de um «Guia de Observação de Aves» e de três roteiros sobre os «Segredos do Algarve Rural».
Veja as melhores fotos do evento.
Atendimento 5 estrelas
Perspetiva do stand Algarve
Outra vista do espaço
Ministro da Economia visita o expositor do Turismo do Algarve
Secretária de Estado do Turismo delicia-se com doces regionais algarvios
Presidente do Turismo do Algarve apresenta o novo «Guia de Observação de Aves»
O acesso à praia da Arrifana é feito por uma calçada íngreme e sinuosa, mas vale bem a pena… os amantes do surf que o digam!Esta praia nasce numa bonita enseada em forma de concha, abrigada da fria nortada e das ondulações de norte, onde existe um núcleo piscatório. O areal é comprido mas estreito e encontra-se marginado por altaneiras arribas de tom negro, com destaque para a Pedra da Agulha, um leixão com uma forma particular que se tornou um ícone da costa sudoeste. Existem boas condições para a prática de mergulho no extremo norte da praia, sendo também esta uma das praias de eleição para a prática do surf e bodyboard. A vista panorâmica da fortaleza da Arrifana, atualmente em ruínas, é deslumbrante. Mais a norte, na Ponta da Atalaia, famosa pelos seus percebes, existem vestígios de um Ribat muçulmano, um convento-fortaleza de grande valor arqueológico. Notas: O acesso pedonal à praia é algo íngreme.
Acesso viário alcatroado a partir da entrada sul de Aljezur (EN 120), seguindo no sentido da Arrifana, que se situa a cerca de 9 km. Não é possível estacionar junto à praia, apenas deixar passageiros, o estacionamento processa-se no topo da arriba. Equipamentos de apoio (restaurante e WC) e vigilância durante a época balnear. Orientação: sudoeste.
O Turismo do Algarve apresentou ontem, na Bolsa de Turismo de Lisboa, a sua mais recente publicação: o «Guia de Observação de Aves no Algarve».
Este guia pretende ser um simples e eficiente instrumento de campo para todos os que gostam de observar aves no seu meio natural. Está organizado de forma a facilitar o encontro com as espécies mais interessantes da região e/ou o maior número delas, expondo um conjunto de informações úteis sobre como aceder aos locais, as melhores épocas do ano, dicas específicas para cada sítio, etc. São propostos 22 itinerários, inseridos em 9 principais zonas a visitar, organizados de este para oeste. Existe ainda um décimo roteiro, dedicado à observação de aves marinhas em alto mar, sem itinerários específicos, apenas com indicação dos sítios onde se iniciam as viagens de barco especializadas para esse propósito.
Cada local é acompanhado de um mapa e de uma descrição de como lá chegar, das espécies mais interessantes que ali ocorrem e de várias dicas específicas sobre a melhor forma de o visitar. No final, existem ainda contactos úteis para o visitante, incluindo números telefónicos de emergência médica e de segurança civil, bem como de páginas na internet com indicações de alojamentos, restaurantes e empresas especializadas em birdwatching.
Não sendo um guia de campo convencional, pretende ser um bom acompanhante de viagem ao Algarve e uma boa ajuda para proporcionar momentos inesquecíveis de observação de aves e encontro com a natureza.
Curiosidade: O Turismo Ornitológico, inserido no Turismo de Natureza, regista adesão muito significativa, em parte devido ao facto de o Algarve ter importantes hot spots para a observação de aves, de entre os quais se destacam o sapal de Castro Marim, a ria Formosa e a lagoa dos Salgados.
Hoje não se consegue falar de uma praia só, mas das muitas preferidas de Luisa Correia. Partilhem também as vossas porque elas têm lugar aqui todas as sextas-feiras.
São mais que uma mas é com todas elas que faço para mim uma praia só. Escolho-as para estender a toalha e escolho-as para caminhar. Gosto de caminhar areal fora, na maré baixa. Levo de um lado a imensidão do mar e do outro a cor quente das falésias. Gosto do azul atlântico que bordeja o horizonte. Gosto dos verdes mediterrânicos do pinheiro manso e das piteiras que crescem nas arribas. Gosto da areia macia e da espuma das ondas.
Quilómetros e quilómetros de praia que marco passo a passo. Desde a Falésia de Vilamoura que na verdade se chama Rocha Baixinha Leste, passando pela praia dos Tomates que na verdade se chama Rocha Baixinha Oeste, pela praia da Falésia, até à praia do Barranco das Belharucas, a caminhada enche-me os pulmões de ar puro e os olhos de beleza.
Quem é que já subiu ao alto da torre de um farol? Para todos os que responderam «eu não», aqui fica a sugestão de espreitarem o interior dos seis faróis da costa algarvia abertos a visitas e de ouvirem os relatos dos faroleiros que todos os dias ajudam a indicar o caminho aos navegantes. Uma viagem em terra mas com os olhos postos no mar é o que propomos então hoje.
Farol de Santa Maria (fonte: Marinha Portuguesa - Direção de Faróis)
Os faróis do Cabo de São Vicente (Sagres), Ponta da Piedade (Lagos), Alfanzina (Portimão), Ponta do Altar (Ferragudo), Santa Maria (Olhão) e Vila Real de Santo António são as torres luminosas do Algarve que podem ser percorridas pelos turistas e pelos curiosos do mundo da navegação costeira.
Estas sentinelas silenciosas que alertam para o perigo de encalhe podem ser vistas de perto desde novembro do ano passado num programa que inclui três visitas diárias gratuitas, às quartas-feiras, com início às 14h00, 15h00 e 16h00.
Além dos amplos ângulos de visão que proporcionam, com grandiosas panorâmicas sobre a terra e o mar, estas estruturas também têm histórias para contar. Sabiam, por exemplo, que o farol da Ponta da Piedade foi erguido em 1913 no local de uma antiga ermida? E que por este motivo a sua construção não foi pacífica, tendo os habitantes da zona manifestado o seu desagrado pela demolição da capela de Nossa Senhora da Piedade?
Ouçam estas (e outras) histórias e deixem-se envolver pela ótica e pelas técnicas de orientação dos faróis do Algarve.
Farol de Vila Real de Santo António (fonte: Marinha Portuguesa - Direção de Faróis)
Curiosidade: Os faróis algarvios foram visitados por quase 400 pessoas em apenas dois meses, segundo os últimos dados da Marinha Portuguesa – Direção de Faróis, que ainda não incluem fevereiro.
Acompanhem-nos hoje a uma praia que ficará para sempre na vossa memória...
A praia situa-se na Península de Cacela, que delimita a Ria Formosa a Nascente. É assim possível chegar até aqui a pé, através da Manta Rota, mas o acesso preferencial é de barco, a partir do Sítio da Fábrica em Cacela Velha, não existindo porém qualquer cais de embarque nem carreiras regulares. Cacela Velha está rodeada por pomares de sequeiro que se estendem em colinas suaves até ao sapal. A povoação cresceu em torno duma nora medieval e oferece uma magnífica vista altaneira para a ria, junto ao Forte D. Paio Peres Correia. Atravessado o braço de ria, com os seus inúmeros viveiros de ostra e de amêijoa, o visitante depara-se com uma fina língua de areia, deserta e selvagem, que se estende até à Praia da Manta Rota. É na mais completa tranquilidade que se pode contemplar a rica flora dunar desta barreira arenosa, apenas interrompida nos locais onde o mar teima em galgar a muralha natural, e as inúmeras aves que nas dunas procuram refúgio e alimento, como os borrelhos, os garajaus, as andorinhas do mar, as gaivinas ou as chilretas.
Notas: De modo a contribuir para a preservação do local, o cordão dunar deverá ser atravessado utilizando os passadiços existentes.
Acesso de barco a partir do Sítio da Fábrica em Cacela Velha (sinalizada e a cerca de 1.5 Km da EN 125).
Estacionamento ordenado mas pequeno.
Sem equipamentos de apoio ou vigilância. Orientação: Sudeste.