quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Reinventando a empreita…



A empreita é um tipo de artesanato típico do Barrocal algarvio.

Tradicionalmente era feita pelas mulheres, com palma apanhada no mato, em autênticas “empreitadas” (daí a designação de empreita). De facto, as mulheres juntavam-se e faziam serões a produzir um entrançado que, depois de unido com uma agulha de cobre, dava origem a objetos diversos de uso doméstico, como vassouras, capachos, fruteiras, sacos e até berços para os bebés!



Para produzir as peças são necessárias várias fases importantes. A palma é apanhada e colocada a secar ao sol. Seguidamente é rachada (que significa separar cada fina folha). Depois é demolhada e colocada junto ao enxofre de forma a ficar mais clara. Nesta fase pode ser necessário tingir alguma palma para enfeitar as peças que serão produzidas. Segue-se a execução de um entrançado, que será depois unido com a baracinha (espécie de fio que servirá para coser as tiras de empreita).



Atualmente esta é uma atividade que se está a perder… Mas a Junta de Freguesia de Boliqueime e a artesã Irene Joaquim decidiram reinventar esta tradição dando usos especiais e artísticos à empreita. No Verão de 2011 realizaram um desfile de moda em empreita que deliciou os algarvios e os turistas.
De momento estão já a ser produzidas pela Irene novas peças que esperamos poder ver num novo desfile!






Nota: Imagens do desfile cedidas pela Junta de Freguesia de Boliqueime

1001 Praias: Praia Fluvial de Alcoutim – Pego Fundo

Uma visita ao “Algarve profundo” pode passar também por uma refrescante ida à praia, pois bem no interior da região, a Nordeste, Alcoutim tem uma aprazível praia fluvial – a do Pego Fundo.




Inserida em plena paisagem agrícola rural do Nordeste Algarvio, esta praia fluvial aproveita um bonito pego da Ribeira de Cadavais, afluente do Rio Guadiana. Foram trazidas para aqui areias litorais, claras, invulgares nestas paragens fluviais. A área envolvente encontra-se ajardinada, sobressaindo os choupos, os loendros, as alfazemas e uns fantásticos canteiros com roseiras. As margens do pego estão revestidas por canavial e, aqui e ali, por árvores de fruto. Ao longo da época seca e com a evaporação, o plano de água vai-se tornando exíguo, no entanto a qualidade da água permanece normalmente aceitável durante a época balnear. O local é muito tranquilo e bucólico, com o chilrear da passarada e o tilintar dos chocalhos dos rebanhos como sons de fundo.


Nota:

Acesso viário alcatroado a partir da vila de Alcoutim, atravessando a ponte da Ribeira de Cadavais em direção à sua margem esquerda durante cerca de 500m.

Estacionamento ordenado, com equipamento de apoio (Bar, WC e duches) e vigilância durante a época balnear. Praia Acessível. Orientação: sul/sudoeste.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Vamos descobrir as libélulas e libelinhas?



Sabia que no Algarve se pode observar mais de 80% do total nacional de espécies de libélulas e libelinhas? E sabia que no que toca a estes insetos (Odonata) o Algarve está posicionado ao nível máximo na hierarquia da riqueza de espécies e de endemismos da União Europeia?

Na verdade, como se pode ler em “Libélulas e libelinhas (Odonata) no Algarve”, um ebook do investigador Nuno de Santos Loureiro, das 63 espécies já identificadas em Portugal, 51 ocorrem no Algarve e é possível observá-las por toda a região, entre março e novembro, geralmente sobre rios, ribeiras, charcas, pequenas e médias barragens, entre outros locais.
E para além desta presença quase constante, o Algarve está nas trajetórias das migrações de algumas espécies de Odonata, o que leva a aumentar consideravelmente as suas populações em curtos períodos do ano.

O Algarve apresenta-se assim com uma biodiversidade surpreendente e a observação de libélulas e libelinhas revela um grande potencial tanto do ponto de vista científico como também da fotografia e do turismo de natureza.

Visando contribuir para que o conhecimento e o reconhecimento do interesse destes animais do Algarve possa ser ampliado, Nuno de Santos Loureiro, docente e investigador da Universidade do Algarve, vai falar precisamente sobre “Libélulas e libelinhas” numa palestra integrada no ciclo «Ciência à Conversa», que decorrerá no Centro Ciência Viva de Lagos, sábado, dia 11 de fevereiro, às 15h30. A entrada é livre e esta é uma oportunidade interessante para descobrir mais uma fascinante faceta do Algarve natural.

1001 Praias: Praia dos Salgados

Região portuguesa com o maior número de praias, o Algarve oferece excelentes propostas para férias em família, ao longo do ano. Uma dessas fantásticas opções é a praia dos Salgados. Queres conhecer?



A praia surge na continuação do areal da praia Grande, para nascente da lagoa dos Salgados, que se forma no troço terminal da ribeira de Espiche. Para chegar à praia percorre-se o empreendimento turístico associado ao campo de golfe que se desenvolve marginalmente à lagoa, descendo por uma avenida ladeada por palmeiras altas. O espaço próximo à praia permanece em estado natural: para poente avistam-se as dunas robustas da praia Grande e o amplo espelho de água da lagoa, marginado por densa vegetação e onde se observam sobretudo galeirões e, por vezes, corvos-marinhos a pescar, para nascente são os campos dunares que se alongam, agora mais modestos em altura, mas igualmente ricos em flora e fauna. O areal é muito extenso e com troços muito tranquilos. Atravessando a zona da foz da ribeira de Espiche, que comunica esporadicamente com o mar, é possível fazer o percurso de natureza da praia Grande onde se dá a conhecer a flora e fauna dos campos dunares e da lagoa dos Salgados.




Notas:
A lagoa dos Salgados não está apta para a prática balnear nem para a realização de atividades náuticas.


Acesso viário alcatroado a partir da estrada que liga Albufeira a Pera (EM 526), seguindo a sinalização para a praia no sítio de vale de Parra durante cerca de 2 Km. Estacionamento amplo e ordenado. Equipamento de apoio (restaurante e WC) e vigilância na época balnear. Praia acessível. Orientação: sudoeste.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

E que tal uma laranja?

A laranja algarvia constitui-se como uma verdadeira imagem de marca da região que é, desde os anos 60 do século XX, a principal produtora de citrinos em Portugal, representando cerca de 70% da produção nacional.


Para nós, portugueses, a laranja faz parte do nosso dia à dia e não nos damos sequer ao trabalho de pensar nem nas suas origens, nem no bem ou no mal que nos pode causar a sua ingestão.
No entanto nem sempre foi assim!
A laranja surge na Índia, propagando-se rapidamente a toda a Ásia e é na China que os navegadores portugueses a vão descobrir, trazendo-a para a Europa e divulgando-a junto das cortes europeias e das classes nobres.
De imediato a laranja se torna num produto de sucesso, não só pelo seu sabor, como principalmente pela sua cor. Sim, até essa altura a cor de laranja era desconhecida dos europeus e a laranja torna-se numa espécie cobiçada pela sua cor que começa a ser copiada por todos os bons pintores do século XVI, principalmente os da escola italiana. Os primeiros quadros em que aparece a cor de laranja são todos de origem italiana.
Contudo, são os franceses que acabam por descobrir a sua forma de reprodução e a partir daí, as laranjeiras começam a invadir os jardins de palácios e casas nobres europeias, tornando-se num foco de interesse e de conversa.
O passo seguinte é adaptar os paladares europeus a este novo sabor, que tanto pode ser muito doce ou doce, como até levemente ácido.
Portugueses e espanhóis, na sua época de expansão e colonização doutros continentes levam consigo as famosas laranjeiras, que se adaptam bem a outros climas, nomeadamente na América do Sul e no sul da América do Norte. Atualmente, a produção de laranjas tornou-se numa das principais fontes de riqueza da Califórnia ou da Florida, ou de países como o Brasil e a Argentina.

Quanto a nós, algarvios, a laranja faz parte dos nossos hábitos alimentares e pena é que não se desenvolva a sua produção de modo a aumentar a sua exportação como nos países atrás citados.



A qualidade dos citrinos do Algarve é reconhecida e resulta das condições edafoclimáticas da região, da existência de variedades com bom sabor e aroma agradável e ainda de uma colheita do fruto em adequado estado de maturação.

Por estes dias a laranja está em destaque no Algarve com a realização de eventos nos quais vos sugerimos a participação:

Festa da Laranja, de 7 a 12 de fevereiro, em Portimão (Mercado da Av. S. João de Deus). + informação aqui

Oficina do Gosto Slow – Os Citrinos, 09 de fevereiro , 18h00, em Loulé ( Centro Interpretativo dos Frutos Secos). + informação aqui.


1001 Praias: Praia da Boneca

Situada próximo da ponta da Piedade, esta pequena enseada forma uma espécie de piscina rochosa natural, abrigada por enormes formações rochosas, entre as quais uma a que a imaginação popular atribuiu forma de mulher, baptizando assim a praia da “Boneca”.


De acesso um pouco mais facilitado que a vizinha praia da Balança, para chegar à praia é preciso atravessar exuberantes matos litorais e um pequeno pinhal muito modelado pelo vento, de onde surgem aves como a poupa ou o melro. O caminho segue depois por um desfiladeiro profundo e estreito, escavado pela água na face íngreme da arriba. Aqui e ali subsistem alguns degraus talhados na rocha, as paredes rochosas são abruptas, com cores quentes e pontuadas por pequenas plantas típicas destes ambientes agrestes: pampilho-marítimo, açafate-de-prata e limónio. Já no areal observam-se inúmeros fósseis marinhos na arriba, bem como grandes arbustos de salgadeira. Os passeios de máscara e barbatanas pelas formações rochosas submersas surpreendem o espaço diferente e muito colorido do mundo marinho.


Nota:

O areal é estreito e deverá ser frequentado apenas em situação de baixa-mar. Uma vez que existe a possibilidade de ocorrer desprendimento de pedras, recomenda-se atenção à faixa junto das arribas, bem como precaução ao caminhar sobre o topo das arribas, mantendo uma distância de segurança do rebordo das mesmas.
Acesso recomendado de barco, a partir de Lagos. Acesso pedonal difícil a partir do farol da Ponta da Piedade (cerca de 300m). Sem equipamentos de apoio ou vigilância. Orientação: leste.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Praias algarvias entre as melhores da Europa


O Algarve tem três praias no «Top 25 Praias na Europa», anunciou a rede social TripAdvisor. Albufeira, Alvor e Lagos estão no topo das preferências dos turistas e editores do maior site de viagens do mundo.

As escolhas estão feitas e espelham as opiniões dos utilizadores da TripAdvisor. Os Traveller’s Choice Awards nomearam as 25 melhores praias da Europa, uma lista dominada por praias mediterrânicas que é liderada pela cidade resort de Ayia Napa, no Chipre.

As praias portuguesas representadas no «Top 25» são todas da costa algarvia. «Surpreendentes penhascos de várias matizes» (Albufeira), «enseadas reservadas» (Alvor) e uma «sucessão costeira de lindas praias» (Lagos) encantaram turistas de todo o mundo.

O TripAdvisor gere 18 sites de viagens em 30 países, recebe cerca de 65 milhões de visitantes por mês e oferece mais de 50 milhões de reviews para ajudar a planear as férias dos viajantes.

TripAdvisor «Top 25 Praias na Europa»1. Ayia Napa, Chipre
2. Skiathos, Grécia
3. Protaras, Chipre
4. Mykonos, Grécia
5. Oludeniz, Turquia
6. St. Ives, Reino Unido
7. Alcudia, Spain
8. San Vito lo Capo, Itália
9. Calvia, Espanha
10. Villasimius, Itália
11. Newquay, Reino Unido
12. Bournemouth, Reino Unido
13. Icmeler, Turquia
14. Albufeira, Portugal15. Belek, Turquia
16. Dalyan, Turquia
17. Lindos, Grécia
18. Stalis, Grécia
19. Side, Turquia
20. Playa del Ingles, Espanha
21. Alvor, Portugal
22. Corralejo, Espanha
23. Ios, Grécia
24. Antalya, Turquia
25. Lagos, Portugal




1001 Praias: Praia da Bordeira

A praia da Bordeira situa-se na foz da ribeira da Carrapateira, envolta em dunas e paisagens grandiosas. É extensa, um tanto ventosa, mas convidativa ao lazer. Próximo, encontra-se a formação rochosa do Pontal da Carrapateira, recortada por altas falésias e angras.




Na Bordeira, o negro do xisto interrompe-se para dar lugar a uma arriba de natureza calcária, de cores claras e quentes, abrindo possibilidades à diversificação da vegetação. Na praia, os extensos campos dunares que avançam pelo interior até à povoação da Carrapateira marginam a ribeira da Bordeira, que forma ocasionalmente uma laguna de águas tépidas perto da foz e onde ainda é possível avistar lontras.

São também de assinalar os pinhais dunares de pinheiro-manso, com árvores enormes e antiquíssimas, sendo algumas utilizadas como armazém agrícola dado o diâmetro da sua copa. O areal é vastíssimo, com mais de 3 km de comprimento expostos aos ventos marítimos, e prolonga-se, quase sempre deserto, até à Pedra de Matez, enorme rochedo de tonalidade avermelhada, a norte.

As arribas da Bordeira são famosas pelos seus pesqueiros quase inacessíveis e muito procuradas por diversas aves marinhas, que aqui encontram refúgio.




Notas:

O melhor acesso à praia faz-se através da arriba a sul, que possui um passadiço a partir do parque de estacionamento, sendo depois necessário atravessar a ribeira a pé (a profundidade é muito baixa). Pode-se fazer praia ao longo da ribeira, mais aconselhável quando a comunicação com o mar está ativa e na maré cheia.

Acesso viário através da entrada norte da Carrapateira, seguindo a direção da praia, que se situa a cerca de 2,5 km. O caminho começa por ser alcatroado, mas finaliza em terra batida. Estacionamento não ordenado, sem equipamentos de apoio mas com vigilância durante a época balnear. Orientação: noroeste/norte.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Roteiro por Monchique

A diversidade da Natureza é, definitivamente, uma das maiores riquezas do Algarve! Foi este o mote que levou a RTP a rumar ao sul, subir a serra de Monchique e fazer uma reportagem fantástica sobre esta região.

Monchique é um jardim de espantosos cenários, cuja flora é singular no panorama algarvio. Surge a noroeste da região com ribeiros a escorrer pelas escarpas, cumes onde cresce o medronheiro, onde se erguem carvalhos, pinheiros e castanheiros.

É um recanto de clima suave e vegetação exuberante, a pedir uma estadia nas seculares termas e uma subida ao pico da Fóia, local mais alto do Algarve e um miradouro natural que abarca desde o Alentejo ao infinito horizonte marítimo.

Com esta reportagem, ficamos com um cheirinho a serra e com a certeza de que no Algarve há lugares a visitar com vagar, sentindo as cores, os sabores e os cheiros da diversidade.


1001 Praias: Praia do Porto de Mós

Associando-se a esta onda de divulgação das praias do Algarve, o António Rodrigues enviou-nos uma fotografia da praia do Porto de Mós, em Lagos.

Achamos que é uma boa inspiração para o fim de semana que se avizinha…



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Dia Mundial das Zonas Húmidas

Hoje é o Dia Mundial das Zonas Húmidas, designado pelo Comité Permanente da Convenção Ramsar, em comemoração da assinatura sobre Zonas Húmidas em Ramsar, Irão, em 1971 (Portugal assinou a Convenção a 09 de outubro de 1980).


Para 2012, o tema escolhido para o Dia Mundial das Zonas Húmidas é o Turismo em zonas húmidas: uma grande experiência.


A diversidade da natureza é, definitivamente, uma das maiores riquezas do Algarve e, por isso, não poderiam deixar de integrar os sítios Ramsar a ria Formosa, a ria de Alvor e o sapal de Castro Marim.


O Parque Natural da Ria Formosa é um sistema lagunar único e em permanente mutação, devido ao contínuo movimento de ventos, correntes e marés. Este presente da natureza, com cerca de 18 mil hectares, faz a transição entre a terra e o mar ao longo de 60 km do sotavento litoral algarvio. O flamingo, a águia de asa redonda, a galinhola e o guarda-rios são as espécies de aves mais habituais, mas o símbolo do parque é o caimão-comum ou galinha-sultana, uma espécie rara que, em Portugal, existe e reproduz-se exclusivamente nestes lagos.



A ria de Alvor é um dos espaços escolhidos por diversas espécies de aves para nidificar e onde se pode seguir a incrível beleza do seu voo. Aninhada entre Portimão e Lagos, é a mais importante zona húmida do barlavento algarvio, um complexo lagunar que abrange 1400 hectares, formado por sapal e dunas, que fazem da ria um observatório de aves privilegiado.



A Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António é um habitat natural para um elevado número de espécies e abriga, durante todo o ano, 153 espécies diferentes, que incluem flamingos, cegonhas, alfaiates, pilritos, borrelhos e pernas vermelhas. Formada por sapais, salinas e esteiros, com zonas secas de xistos, grés vermelho, areias e arenitos esta reserva é ainda um paraíso botânico devido à grande riqueza da flora, que conta com mais de 400 tipos de plantas.



A prática de atividades turísticas em zonas húmidas proporciona benefícios a nível local e nacional para as pessoas e para a vida selvagem, que vão desde o fortalecimento das economias até aos meios de vida sustentável, populações saudáveis e ecossistemas prósperos. Pelo menos 35 por cento dos sítios Ramsar em todo o mundo experimentam algum grau de atividade turística, e essa percentagem mantém-se igual em todas as regiões. No entanto, o turismo é apenas um dos múltiplos serviços prestados pelas zonas húmidas. Ao garantir boas práticas de gestão turística, dentro e em redor das zonas húmidas, e educando os turistas para o seu valor, contribuímos para a saúde das zonas húmidas e para os benefícios a longo prazo que estas trazem para as pessoas, vida selvagem, economia e biodiversidade.


Curiosidade:
Muitas são as definições para o termo “Zonas Húmidas”. No entanto, a Convenção sobre Zonas Húmidas adotou uma extremamente ampla, considerando-as “áreas de sapal, paul, turfeira ou água, sejam naturais ou artificiais, permanentes ou temporários, com água que está estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo águas marinhas cuja profundidade na maré baixa não exceda os seis metros”. A última revisão à convenção acrescenta ainda que estas zonas “podem incluir zonas ribeirinhas ou costeiras a elas adjacentes, assim como ilhéus ou massas de água marinha com uma profundidade superior a seis metros em maré baixa, integradas dentro dos limites da zona húmida”.

1001 Praias: Praia da Armona

Vamos hoje a caminho da ilha da Armona, situada em pleno coração da Ria Formosa, a apenas 15 minutos de barco, partindo de Olhão. Desde sempre – mesmo antes do aparecimento do turismo como o conhecemos –, a ilha da Armona é, há muitas gerações, local de veraneio das famílias olhanenses…




A praia situa-se no extremo poente da ilha da Armona, nas proximidades da Barra Grande e do pequeno povoado de pescadores e mariscadores, e mais uma vez é preciso atravessar os labirintos de areia e vasa da Ria Formosa para a alcançar.

Existe nesta Ilha um parque de campismo e é possível contar com eficientes apoios locais para realizar diversas atividades náuticas. A barreira arenosa é consistente e muito larga, o areal é a perder de vista e estende-se para nascente, até à praia da Fuzeta, proporcionando momentos de tranquilidade a quem gosta de fazer caminhadas ou tem um barco particular. Os bancos de areias junto da barra delimitam deliciosas piscinas naturais.

Também aqui se pode observar a flora rica e aromática dos campos dunares, bem como gozar os ventos mornos de leste e apreciar os tons invariavelmente fogosos do pôr do sol.




Notas:
As correntes junto à barra são normalmente muito fortes, sendo necessária cautela.

Acessos de barco (carreiras regulares) a partir de Faro, de Olhão e da Fuzeta. Diversos equipamentos de apoio (Restaurantes e WC) e vigilância durante a época balnear. Orientação: sudeste.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Vamos percorrer a Via Algarviana?

A Via Algarviana é uma grande rota pedestre que liga Alcoutim ao cabo de São Vicente numa extensão de 300 Km, na sua maioria instalados na serra algarvia. Percorrida a pé, são 14 dias de paisagens, lugares, aldeias, hortas, cheiros e cores variadas. Aqui há, definitivamente, um outro Algarve para descobrir!




Podendo escolher os troços que mais interessam, e percorrê-los ao nosso ritmo, vai-se passando por zonas de produção de cortiça, aldeias típicas e apreciando a vegetação, onde não faltam os cheiros a alecrim, rosmaninho, funcho, tomilho, esteva e urze, as árvores e arbustos como medronheiros, figueiras, amendoeiras, alfarrobeiras e sobreiros, que fornecem a matéria-prima para os doces e licores típicos do Algarve.



Os percursos começam e acabam em localidades com alojamento e restauração, tudo pensado para o bem-estar dos caminhantes e amantes da natureza.
Para não descurar a preservação dos trajetos que integram a Via Algarviana, será organizada uma ação de voluntariado para manutenção do setor 9 – São Bartolomeu de Messines a Silves – no próximo dia 12 de fevereiro. Quem estiver interessado em participar, deverá inscrever-se para o e-mail lbom@almargem.org.
E para os que não querem perder a oportunidade de conhecer esta grande rota, a 5.ª travessia da via vai ser efetuada em breve, no sentido do cabo de São Vicente a Alcoutim. Ficam as datas:

24 de março a 06 de abril – modalidade pedestre
27 de março a 06 de abril – modalidade pedestre com burros de carga
02 a 06 de abril – modalidade de BTT

1001 Praias: Praia de Vilamoura

Praia inserida num dos maiores empreendimentos turísticos e residenciais da Europa, cujo espaço público é, desde Novembro de 2011, totalmente certificado no que se refere à Qualidade e ao Ambiente.



A acolhedora praia de Vilamoura situa-se entre o molhe nascente da Marina e a doca da vila de Quarteira, enquadrada por um dos maiores empreendimentos turísticos e imobiliários da Europa. A antiga Quinta de Quarteira foi assim transformada num enorme e ajardinado complexo de lazer, onde para além do golfe, que aqui é o desporto rei, o visitante tem à disposição um casino, um centro hípico, um clube de tiro, pistas de corta-mato, ciclovias, campos de ténis e squash, galeria de arte, pequenos cruzeiros e ainda a Marina com um plano de água repleto de barcos luxuosos e uma sofisticada envolvente de esplanadas e lojas.
Vilamoura prima ainda pelas suas valências ecológicas. No Parque Ambiental, que abrange o troço final da Ribeira de Quarteira, podem ser observadas mais de 100 espécies de avifauna entre os densos caniçais daquela zona húmida. Já no Museu e Estação Arqueológica Cerro da Vila é possível fazer uma viagem imaginária por uma vila piscatória romana do séc. I.





Nota:

Acesso pedonal a partir de Vilamoura (sinalizada na EN 125). Estacionamento ordenado e amplo. Diversos equipamentos de apoio (restaurantes, WC e outros) e vigilância na época balnear. Praia Acessível. Orientação: sudoeste.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A «Calçadinha» de São Brás de Alportel

Antiga estrada da rede viária romana, a «Calçadinha» constitui um dos ex-líbris do património arqueológico de São Brás de Alportel. Esta via partia da cidade de Ossonoba (Faro), passaria pelas villae romanas de Milreu (Estoi) e de Vale do Joio (S. Brás de Alportel) e presume-se que fizesse ligação a Pax Julia (atual cidade de Beja).


O percurso da «Calçadinha» possui presentemente uma extensão total de 1480m, na qual restam dois troços conservados, designados por «A» e «B», separados por alguns metros outrora pavimentados. O troço «A» tem cerca de 100m de extensão e apresenta um calcetamento renovado no século XIX, presumivelmente uma iniciativa do bispo D. Francisco Gomes do Avelar. No troço «B», com uma extensão de cerca de 550m e 2,50m de largura, observamos um calcetamento de provável origem romana.

Entre as várias descobertas, foram encontrados vestígios arqueológicos na proximidade desta via, que reportam ao período romano de finais do século I ao IV-V d.C. e podem ser interpretados como uma estação viária (mutatio), pequena instalação destinada ao descanso e abastecimento dos viajantes e/ou troca de cavalaria no decorrer das viagens.

No âmbito do projeto de valorização patrimonial do concelho, foi criado em 7 de Dezembro de 2007 o Centro Explicativo e de Acolhimento da “Calçadinha” de São Brás de Alportel. O Centro disponibiliza um conjunto de serviços e espaços, designadamente: serviço de informações; sala de exposições permanente com informação sobre a “Calçadinha”; sala polivalente destinada a exposições temáticas e outras atividades; sala de estudo e investigação, aberta à comunidade; e ainda um gabinete técnico. Nas zonas exteriores, existe uma área verde de lazer e um espaço reservado à realização de atividades de recriação do passado.

1001 Praias: Praia da Luz

Visitamos hoje a praia da Luz emoldurada pela falésia onde sobressai uma rocha negra de origem vulcânica e pelo branco casario da antiga aldeia piscatória. Com areia fina e macia mas também com coloridas rochas esta praia de ambiente cosmopolita proporciona momentos de lazer inesquecíveis.



A praia associa-se a uma pequena estância balnear muito cosmopolita, onde uma marginal calcetada acompanha a frente de mar, oferecendo esplanadas solarengas e alguma animação. A marginal, ladeada por grandes palmeiras, funde-se a poente com as muralhas da fortaleza originalmente construída para proteger a Igreja da Luz dos ataques dos Mouros. No sopé da muralha, já na praia, uma extensa plataforma rochosa de cores quentes e muito esculpida pelo mar exibe fósseis marinhos e alguma da vida da faixa entre-marés: anémonas, cracas, lapas e burriés, envoltos num tapete de algas verdes. Fora do alcance das marés crescem nestas rochas de tons ocres plantas típicas das arribas como o limónio.

Para nascente, a arriba eleva-se, acinzentada e muito ravinada pela escorrência das águas. Nesta arriba esbranquiçada talhada em calcários e margas, uma formação rochosa muito escura sobressai na paisagem: é a chamada Rocha Negra, um filão vulcânico da Serra de Monchique que se estendeu até ao mar. Esta baía de águas calmas é propícia à prática de desportos náuticos: windsurf, kitesurf, vela e mergulho, existindo vários equipamentos de apoio à disposição dos veraneantes.



Notas:

Uma vez que existe a possibilidade de ocorrer desprendimento de pedras, recomenda-se atenção à faixa junto das arribas a nascente da praia.

Acesso pedonal através da povoação da Luz (sinalizada na EN125 a cerca de 7 Km de Lagos). Estacionamento ordenado. Diversos equipamentos de apoio (restaurantes e WC) e vigilância na época balnear. Praia Acessível. Orientação: sul/sudeste.



segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Celebrar o amor no Algarve

O Dia dos Namorados está a aproximar-se e com ele chegam milhões de manifestações de afeto que assumem a forma de corações, jantares românticos, passeios a dois ou ofertas de mimos para a cara-metade. Mas se ainda estão à procura de ideias para passarem bem este dia especial, inspirem-se no Algarve e celebrem o amor na região.




O cenário repete-se todos os anos: o dia 14 de fevereiro junta o vermelho, cor associada à paixão, a flores (muitas flores) e a casais que querem demonstrar o que sentem da maneira mais criativa possível.

E o Algarve é o sítio ideal para esta escapadela romântica, para o jantar à luz das velas ou para o que a imaginação mais sonhadora ditar. Sabem porquê?

Porque aqui temos os únicos restaurantes do país com duas estrelas, segundo a edição de 2012 do Guia Michelin Espanha e Portugal. O Ocean (Porches) e o Vila Joya (Albufeira) são a prova de que não é preciso ir para longe para comer bem. Muito bem. E na lista deste ano aparecem também os restaurantes Willie’s (Vilamoura), São Gabriel e Henrique Leis (ambos em Almancil), todos com uma estrela. Eles são a escolha perfeita para uma refeição diferente.

Porque aqui temos verdadeiros templos de saúde e bem-estar – os Spas – que oferecem um programa temático para os enamorados.




Porque aqui temos alguns dos melhores hotéis e resorts nacionais, com descontos especiais para o Dia de S. Valentim.

Porque aqui temos léguas de paisagens idílicas para desfrutar, do litoral à serra algarvia: uma caminhada ao entardecer numa das nossas praias ou nos trilhos do barrocal, entre o verde garrido e as tonalidades castanhas da terra, são outras propostas possíveis.

E porque aqui teremos ainda um passatempo dedicado ao Dia dos Namorados com prémios irresistíveis (saibam mais na página de Facebook do VisitAlgarve).

Suspeitas à parte, o Algarve é mesmo o melhor presente para dar a quem mais se gosta.




Curiosidade: como surgiu o Dia de S. Valentim

Conta a história que o imperador romano Cláudio II proibiu os casamentos para mobilizar mais soldados para o seu exército. Porém, um sacerdote chamado Valentim violou o decreto imperial e continuou a realizar casamentos em segredo. Quando foi descoberto, Valentim foi preso e torturado. Mas acrescenta a lenda que durante o cárcere ele terá recebido inúmeras mensagens de encorajamento por parte de pessoas apaixonadas. Acredite-se ou não, o certo é que ainda hoje o 14 de fevereiro é associado ao sacerdote e é o dia em que todos os enamorados trocam gestos de carinho.

1001 Praias: Praia do Burgau

Praia familiar e tranquila com um típico porto de pesca debruçado sobre o mar…




Integrada na povoação do Burgau, é uma praia de caráter urbano e marca o limite Poente do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. O areal estende-se ao longo de uma pequena enseada abrigada das intempéries que funciona como porto piscatório e onde ainda se praticam formas artesanais de pesca, sendo utilizadas artes como o covo, a rede de amalhar ou o aparelho de anzol.

Também aqui, à semelhança do que acontece na Salema, é possível observar o regresso dos barcos à praia depois da faina e petiscar depois o polvo, a moreia ou o sargo, nos restaurantes da povoação. Os utentes da praia dividem assim o areal com os barcos de pesca e respetivo estaleiro. Nas arribas encontra-se uma fortificação do séc. XVII e as ruínas de uma torre altaneira do séc. XVI.




Nota:
Acesso pedonal na povoação do Burgau (sinalizado na EN 125). Estacionamento ordenado, com diversos equipamentos de apoio (restaurante e WC) e vigilância na época balnear. Orientação: sudeste, sul.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Cozido de couve à antiga

A couve é o produto do mês de janeiro no Mercado Municipal de São Brás de Alportel onde os sábados têm sido animados com iniciativas e sugestões gastronómicas em que se destaca este alimento de inúmeros benefícios para a saúde. A última destas atividades decorre amanhã, dia 28, com uma demonstração gastronómica a cargo do chef Jorge Sancho, da Pousada de Estoi.
Não percam…


Mas já que falamos de couves partilhamos aqui a receita do cozido de couve à antiga, tal como nos foi dada pela Isabel Cabrita, de Silves, que também aproveita o caldo deste cozido para uma massinha que depois aromatiza com hortelã.


Para confecionar este prato rústico e simples precisamos de 1 repolho, 1 orelha de porco, 250 g de carne de papada, 250 g de toucinho entremeado, 2 ossinhos com carne, 1 chouriça de carne.

Salgam-se as carnes um ou dois dias antes de as cozinhar. No momento de colocá-las ao lume, retira-se o excesso de sal lavando-as com água. Quando as carnes estão cozidas, retiram-se da panela e reservam-se. Coloca-se então a couve, que foi previamente lavada e cortada aos quartos, a cozer lentamente no caldo da carne. Quando está quase pronta juntam-se novamente as carnes para acabar de cozinhar.


Tradicionalmente este prato era cozinhado em forno de lenha e em panela de barro ou de ferro.




Para fazer a massa do caldo da couve, retira-se o caldo do cozido e algumas farripas de couve para outra panela, acrescentando água e sal se necessário. Quando começa a ferver, coloca-se a massa de cotovelos pequenos. Logo que a massa acabe de cozer junta-se um raminho de hortelã.

No momento de servir também se pode temperar, já no prato, com umas gotas de sumo de limão.

Experimentem... e não se esqueçam que amanhã temos o Mercado nas Couves...



1001 Praias: o sonho de Gabriel


Hoje compartilhamos o sonho, tornado realidade, de Gabriel Clemente, que se apaixonou pelos Olhos de Água…




“Aqui nesta pequena aldeia dos Olhos de Água, fiz com a minha esposa, em 1971, uma semana de férias, e gostámos tanto que tivemos o sonho de um dia vir para cá viver. Em 1987 comprámos cá uma casinha e hoje, já reformados, esse nosso sonho é uma realidade!

Freguesia muito acolhedora do concelho de Albufeira, os Olhos de Água é uma pequena povoação de origem piscatória e a formação do seu nome teve origem na existência de várias nascentes de água doce na praia, à beira-mar e dentro do mar.

Visite os Olhos de Água e as outras praias da freguesia: Falésia e Maria Luisa.”

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

I Encontro Internacional DDI –Tavira, 27 a 29 janeiro 2012



A belíssima região do Algarve e a zona de Tavira em particular, foi a escolha para o I Encontro Internacional da DDI (Disabled Divers International), premiando assim o trabalho da representação portuguesa daquela Associação, que em poucos anos conseguiu mudar mentalidades e estratégias numa área tão sensível como a deficiência, conseguindo também formar 35 instrutores de mergulho, entre eles 4 portadores de deficiência.
Outras razões para a escolha da região algarvia foram o trabalho desenvolvido pelo vice-presidente do Turismo do Algarve, António Almeida Pires que tem vindo a defender a realização de um Plano Estratégico para o Turismo Acessível no Algarve, e ainda a existência de muitos centros de mergulho acessíveis na região.




O encontro inicia-se na sexta-feira, dia 27 de janeiro, com uma reunião de profissionais de DDI vindos de todo o mundo. Sábado de manhã a Piscina Municipal de Tavira é o ponto de encontro para as “Jornadas sem Barreiras”, enquanto que à tarde a Biblioteca Municipal de Tavira irá receber todos os participantes no seminário “O Mergulho na Trilogia do Turismo Acessível, Desporto e Reabilitação”. Neste seminário participarão membros do governo, presidentes de câmaras, representantes de entidades oficiais e individualidades ligadas ao turismo acessível, tanto em Portugal como no mundo, sabendo-se já que muitos media farão a cobertura deste evento.

O lema da DDI “No fundo … somos todos iguais” vem até certo ponto explicar as razões para uma tão excelente receção a este evento.

Para mais informações sugere-se um contacto com a DDI Portugal pelo telefone 913 821 392 ou uma consulta ao site http://www.ddivers.org/



1001 Praias: Praia dos Arrifes

Localizada no centro do Algarve, Albufeira é umas das zonas turísticas mais carismáticas, com um vasto leque de praias para usufruir. Hoje selecionámos para si a praia dos Arrifes.







Esta pequena enseada encontra-se abrigada por arribas baixas e intensamente esculpidas, onde são visíveis algares (poços naturais), arcos e inúmeras galerias nas paredes rochosas, que se mostram muito corroídas e desgastadas pelo tempo e pelos elementos. Três enormes leixões, claramente desproporcionados relativamente à dimensão do areal, dominam a linha do horizonte, oferecendo porém a ilusão de se tomar banho numa imponente piscina rochosa. Por este motivo esta praia é designada localmente por Três Penecos. Também estes rochedos se encontram muito esculpidos, com o leixão central e mais próximo do areal a formar uma curiosa janela no topo. Plantas resistentes à salsugem, como a barrilha e o funcho-do-mar, conseguem colonizar os leixões, situando-se porém fora do alcance da linha de maré. A área envolvente à praia encontra-se revestida por uma mancha de pinhal, onde se pode observar a palmeira-anã no subcoberto, a única palmeira nativa da Europa.









Nota:


Acesso à praia através de escadas em madeira. A circulação de carros sobre o topo da arriba encontra-se fortemente condicionada, de modo a minimizar a desestabilização da arriba. No areal, e uma vez que existe a possibilidade de ocorrer desprendimento de pedras, recomenda-se atenção à faixa junto às arribas.


Acesso viário alcatroado a partir do Aldeamento de S. Rafael, seguindo a sinalização para a praia. Estacionamento amplo e não ordenado. Equipamento de apoio (restaurante e WC) e vigilância na época balnear. Orientação: sul.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Passeios de natureza da LPN: Querença



A delegação da Liga para a a Proteção da Natureza (LPN) no Algarve realiza em 2012 mais um ciclo de passeios de natureza. Os passeios têm lugar no primeiro sábado de cada mês – à exceção de Agosto – e estão abertos a sócios e não-sócios.

A LPN avisa que por regra os passeios «não são especialmente cansativos nem difíceis, mas podem ser demorados», pelo que recomenda um pequeno farnel e calçado apropriado.

Para todos os passeios deve ser feita inscrição por correio eletrónico para lpn_algarve@yahoo.com com indicação de nome, data de nascimento e cartão de identidade de cada participante, para fins de seguro obrigatório.


Igreja Matriz de Querença


Querença recebe a primeira caminhada do ano da LPN em terras algarvias, em plena Rede Natura 2000. Reproduzimos a informação da associação sobre a atividade:

03 de Março – Querença: do barrocal à serra
Uma caminhada com início e fim em Querença, mas com passagem em densos bosques de sobreiral, ribeiras e miradouros naturais. Contacto com a rica biodiversidade da região, incluindo numerosas espécies de plantas aromáticas, aves florestais, entre outros. O itinerário insere-se em plena Rede Natura 2000, num sítio onde ocorre a rara águia Bonelli.
No final, um lanche tradicional com produtos locais estará à espera dos caminhantes.
Haverá ainda uma visita guiada à fundação Manuel Viegas Guerreiro, que dispõe de uma lojinha com os produtos locais: compotas, frutos secos, mel, artesanato.

Tipo de atividade: caminhada / hiking
Distância: 13 km / duração média: 4 horas / grau de dificuldade: médio
Início: 09h00
Fim: 14h00
Ponto de encontro: 09h00 – fundação Manuel Viegas Guerreiro, à entrada de Querença
Partida e chegada: Querença, fundação Manuel Viegas Guerreiro
Guiado por: João Ministro
Conselhos úteis: levar água e merenda, botas de caminhar, bastão (opcional), roupa desportiva e impermeável, máquina fotográfica (opcional)
Inscrição obrigatória: até às 12h00 de 01 de Março
Limite máximo de inscrições: 20
Preço: 15 euros (inclui o lanche)

Fonte da Benémola