quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

1001 Praias: Praia da Barrinha

A praia da Barrinha, de que hoje vamos falar, continua a ser uma das mais belas praias do Algarve e também uma das menos conhecidas, devido principalmente à dificuldade nos acessos.


A Barrinha é uma área de grande beleza natural, sem edificações e onde se pode observar a flora do sistema dunar bem como as inúmeras aves que procuram refúgio e alimento nestas paragens, tais como a chilreta, a gaivina, a rola-do-mar ou o borrelho.

Aqui a configuração da linha de costa muda constantemente pela ação do vento e da ondulação e avista-se a Ilha Deserta (ou Ilha da Barreta), mais larga e densamente vegetada, do outro lado da barra.

É uma zona muito tranquila e normalmente deserta que pode ser acedida a pé a partir da praia de Faro, através de um longo passadiço de madeira.

Notas:
As correntes junto à barra são normalmente muito fortes, sendo necessária cautela.


Acesso viário alcatroado até à praia de Faro. Estacionamento ordenado, com diversos equipamentos de apoio (Restaurantes, WC) e vigilância durante a época balnear. A Barrinha não possui vigilância. Orientação: Sudoeste.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Cão de água algarvio: corajoso, meigo e pescador exímio

O cão de água português – também conhecido como o cão de água algarvio – foi durante muito tempo um inseparável companheiro dos pescadores, a quem ajudava na pesca e na defesa dos seus barcos e propriedades.



Hoje, já pouco é utilizado como animal de trabalho. Raça autóctone com uma inteligência invulgar, os cães pescadores são corajosos, afetuosos, resistentes à fadiga e com um porte alegre e altivo, conferido pelo corpo robusto e musculado. Geralmente são pretos e uma das suas características específicas é a membrana interdigital que faz deles excelentes nadadores e mergulhadores.

Noutros tempos, o cão de água algarvio tinha lugar cativo entre a tripulação, sempre pronto e atento aos movimentos da faina, transportando mensagens de um barco para outro, para ir buscar as redes rasgadas ao mar ou puxar as cordas que prendiam os barcos em terra.

Apesar de tanta dedicação, os cães puros desta raça estiveram em vias de extinção há alguns anos, mas a Quinta de Marim, no Parque Natural da Ria Formosa, não deixou morrer a tradição e abriu um canil – entretanto desativado – para recuperar e reproduzir o cão de água algarvio.

Curiosidade:
A imensa amizade existente entre o animal e o dono fazia com que os cães de água, apesar de terem grande valor, nunca fossem vendidos mas sempre oferecidos, num gesto indicador de que estes dóceis caninos não tinham preço.

1001 Praias: Praia do Beliche

Pequena praia muito procurada pelos amantes dos desportos náuticos…



Esta é uma praia abrigada dos ventos de norte e oeste, inserida na ampla enseada definida pela Ponta de Sagres e Cabo de S. Vicente.

A praia parece ter sido escavada nas arribas altas e de cores quentes, e para alcançar o areal é preciso descer uma imensa escadaria de pedra. Ao longo da escadaria, podem-se apreciar as numerosas plantas endémicas que colonizam os lapiás calcários (rocha muito rendilhada pela erosão) e os solos avermelhados de terra rossa, bem como os abruptos alcantilados calcários muito estratificados e recortados, com as suas grutas e desmoronamentos espetaculares.

Já no areal subsiste uma grande diversidade de rochas muito recortadas e esculpidas, com formas curiosas. É uma praia muito procurada para a prática do surf e bodyboard.



Notas:
Visto estarmos em plena Reserva da Biodiversidade, encontra-se estritamente proibida a recolha de plantas, o que é vital para a preservação desta área. A circulação viária deverá fazer-se longe do rebordo da arriba, dada a possibilidade de desestabilização e de desmoronamento da arriba.

Acesso viário alcatroado a partir de Sagres, seguindo na direção do Cabo de S. Vicente pela EN 268 durante cerca de 3 km. Estacionamento amplo mas não ordenado, com equipamentos de apoio nas proximidades (restaurante e WC) e vigilância na época balnear. Orientação: sul e sudoeste.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Vamos brincar ao Carnaval?

O Carnaval é uma festa originária da Grécia (entre os anos 600 a 520 a.C.), através da qual os gregos realizavam os seus cultos de agradecimento aos deuses pela fertilidade e pela produção. Uma vez que o Carnaval terminava nas vésperas da Quaresma, era um período marcado pelo “adeus à carne”, ou em latim carne vale, o que deu origem ao nome pelo qual é atualmente conhecido.

Durante o Carnaval grego havia uma grande concentração de festejos populares em que as pessoas davam asas à imaginação. Tradição que se mantém até aos dias de hoje!

E o Algarve não é exceção à folia! Por esta altura soam as músicas alegres e dançantes por toda a região, ecoam as palhaçadas e desfilam os modelos mais originais e trabalhados durante o ano para percorrer as ruas e colocar um sorriso na cara de quem nos visita.

Loulé é sem dúvida o concelho com o desfile de Carnaval mais conhecido. As ruas da cidade enchem-se de cor e de alegria, as crianças vibram e os adultos regressam à infância.

Mas os desfiles são prática comum em quase todos os concelhos da região. Do barlavento ao sotavento, os algarvios e os visitantes juntam-se para brincar porque, afinal, é Carnaval e ninguém leva a mal!



Foto: Arquivo da Câmara Municipal de Loulé


1001 Praias: Praia do Vau

Areal encantador, ladeado por arribas. Preferido pelas famílias devido à tranquilidade, às fantasiosas formações rochosas e à eficácia salutar do seu iodo e das argilas das falésias…




As arribas ocres e rubras que marcam as extremas da praia, rebaixam até se interromperem no troço central do areal. Para trás sucedem-se diversos equipamentos turísticos com áreas ajardinadas.

Grande parte da vegetação (piteira, chorão e catos) na envolvente da praia é exótica, tendo sido introduzida numa tentativa vã de estabilizar estas arribas, extremamente vulneráveis ao contacto da água da chuvas e do mar. Já nos limites do areal, na direção do Barranco das Canas ou da Praia dos Careanos, a arriba faz-se revestir pela vegetação típica, sobretudo barrilha e salgadeira, espécies resistentes aos ventos marítimos carregados de sal. As paredes rochosas, muito moldadas pela erosão, formam inúmeras reentrâncias e recantos, que fazem as delícias dos banhistas.

Para poente, sobre o topo das arribas, inicia-se um percurso de natureza que percorre o deslumbrante troço de costa rochosa entre o Vau e a Prainha. Esta é uma praia bastante frequentada e procurada pela argila, à qual se atribuem propriedades medicinais, que se desprende das suas arribas.




Notas:

Uma vez que existe a possibilidade de ocorrer desprendimento de pedras, recomenda-se atenção à faixa junto das arribas, bem como precaução ao caminhar sobre o topo das arribas, mantendo uma distância de segurança do rebordo das mesmas.

Acesso viário alcatroado a partir da avenida V3 (Portimão), seguindo na direção Rocha / Vau. A praia está sinalizada. Estacionamento ordenado. Diversos equipamentos de apoio (restaurantes e WC) e vigilância na época balnear. Praia acessível. Orientação: sul/sudoeste.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

As sete sugestões do «The New York Times»

Hoje vão acompanhar-nos na visita às sete sugestões que o jornal nova-iorquino «The New York Times» fez do Algarve em janeiro, quando nos indicou como um dos 45 locais obrigatórios para descobrir este ano. E não precisam de mochila, binóculos ou máquina fotográfica: esta viagem faz-se comodamente sentada, em frente ao monitor.

1. O Bela Vista Hotel & Spa. Fica em Portimão, com vista direta para a praia da Rocha, num antigo palacete convertido em 1934 num acolhedor e luxuoso hotel. Reabriu recentemente, depois de ter sido remodelado. Surge agora com decoração de Graça Viterbo e com 38 quartos ainda mais sublimes. Importante: tem cinco estrelas.



2. O Martinhal Beach Resort & Hotel. Inaugurado em 2010, é o primeiro cinco estrelas de Sagres. Situado em frente à praia do Martinhal, apresenta-se com um hotel de 38 quartos e espaçosas casas de família. O empreendimento é feito de experiências e permite, por isso, fazer o check-in no quarto.


3. O Hotel Conrad Algarve. Só é inaugurado em novembro, mas já é falado e muito esperado pelos turistas. O sítio deste hotel de cinco estrelas revela que ele combinará o estilo e o luxo contemporâneos com as comodidades de um retiro sofisticado. Vale a pena ficarmos atentos.

4. Olhão. É a única cidade europeia com características mouriscas que foi construída de raiz por europeus. Esta terra de pescadores sobressai pelos cubos das casas brancas, pelas ruas apertadas e sinuosas e pelo bulício matinal do mercado à beira da água.


5. O Real Marina Hotel & Spa. Tem a fama de ser o primeiro cinco estrelas do sotavento algarvio e é especialmente direcionado para os segmentos de Meeting Industry (MI) e de Turismo de Natureza. Com uma localização privilegiada em Olhão – em frente à ria Formosa e com acesso à marina de recreio –, esta unidade abriu portas em 2010.


6. A ria Formosa. Este vasto ecossistema de características ecológicas únicas que se estende por uma área de cerca de 20 mil hectares e 60 quilómetros de costa dispensa apresentações. Acrescentamos só que é desde 2010 uma das Sete Maravilhas Naturais de Portugal.


7. As praias. São muitas: mais de cem. E têm estado em destaque neste blogue. Percorram os posts que já preparámos sobre as nossas praias rochosas, de enseadas, arribas, grutas e com amplos areais. São realmente admiráveis e surpreendentes.

1001 Praias: Praia de Armação de Pera

Em Armação de Pera encontramos uma praia que é, desde há muitos anos, estância balnear de eleição de inúmeras famílias portuguesas e estrangeiras. É também um dos melhores locais da Europa para a prática de mergulho, albergando uma grande variedade de espécies marinhas.




O extremo poente da praia ainda é marcado pelas arribas calcárias muito recortadas que caracterizam o Barlavento Algarvio. Para nascente porém, inicia-se uma ampla baía arenosa bem como o centro turístico de Armação de Pera, que oferece inúmeros serviços aos utentes da praia.

Um passeio pedonal debruçado sobre o mar, com espaços ajardinados e uma vista sobranceira sobre a linha de costa, vai percorrendo a praia, sendo muitas as esplanadas solarengas por onde escolher.

A leste da praia e fazendo justiça à longa tradição piscatória de Armação de Pera, o areal encontra-se ocupado por coloridas embarcações de pesca e casas de aprestos. O nome da praia advém de ser este o local onde os pescadores da povoação de Pera (situada a leste da praia, mais para o interior) montavam a “armação” (aparelho de pesca), que era a base da sua subsistência.

Passada a praia dos pescadores, as marcas humanas extinguem-se e o horizonte abre-se. Avistam-se então dunas a perder de vista e a zona húmida que se forma na Foz da Ribeira de Alcantarilha, com a sua vegetação típica e inúmeras aves aquáticas, de que são exemplo a enorme garça-cinzenta ou os pequenos e incansáveis borrelhos.



Nota:

Acesso pedonal através da povoação de Armação de Pera (sinalizada na EN 125). Estacionamentos amplos e não ordenados nas extremas da praia. Diversos equipamentos de apoio (restaurantes e WC) e vigilância na época balnear. Praia Acessível. Orientação: sul, sudoeste.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Nuno Guerreiro: confissões de uma fã

A Susana Miguel é amiga de infância do algarvio Nuno Guerreiro e é provavelmente a fã nº 1 do artista que decidiu regressar à sua terra natal, Loulé, onde o esperam desafios maiores.

Hoje, é esta sua fã que partilha connosco algumas memórias.


Lançaram-me o desafio… “na qualidade de fã n.º 1 do Nuno Guerreiro gostaríamos que escrevesses um post no blog do Turismo do Algarve”.
Aceitei, não porque me considere a sua fã n.º 1 – esse lugar pertence à mãe, a D. Regina –, mas porque estou certamente no top 10.

O Nuno Guerreiro, como é do conhecimento geral é louletano e de um lugar chamado Goncinha!
Foi aí que crescemos juntos… nas brincadeiras, nos piqueniques junto à ribeira, nas “expedições” às grutas da Goldra, nos serões de cinema lá em casa e com os hits dos anos 80, principalmente do seu ídolo musical George Michael (Wham). Ao som de “Wake Me Up Before You Go-Go”, "Careless Whisper”, etc, etc, realizávamos verdadeiros espetáculos musicais, onde o Nuno surgia como a estrela principal.
Quando o Nuno descia a estrada a caminho da minha casa, toda a vizinhança ficava a saber… pois claro, ia sempre a cantar.

Mas o grande sonho do Nuno era a dança e foi para perseguir esse sonho de ser bailarino que rumou sozinho à capital, com apenas 15 anos, para estudar dança no Conservatório Nacional.
Restavam-nos, pois, as férias de verão e da Páscoa para matar saudades…

O tempo foi passando, os estudos prosseguiram e um dia a notícia: “o Nuno vai aparecer na televisão”. Foi em 1992, num concerto de Carlos Paredes, ao lado de Natália Casanova, vocalista dos “Diva”, a cantar “Cantigas de maio” de Zeca Afonso … e lá estava o nosso Nuno, ainda um pouco tímido perante o público, mas a encantar com a sua voz única.
Surge então o convite para integrar a “Ala dos Namorados” e a partir daí (1994), foram muitos os momentos em frente à televisão para ver e ouvir o Nuno e foram muitos os concertos que assisti com emoção.



E durante todo este tempo, os discos de vinil, os cds, os recortes de jornais e revistas foram-se multiplicando lá em casa… testemunhos de momentos marcantes da carreira do Nuno e de uma verdadeira amizade!
E foi com a mesma emoção que assisti ao concerto de apresentação do seu último álbum a solo “Gangster Mascarado”, num cineteatro esgotado, nas comemorações do dia da nossa cidade - Loulé, onde demonstrou todo o seu orgulho em ser algarvio e louletano e apresentou o seu novo sonho… abrir uma escola de artes no Algarve, para dar uma oportunidade aos jovens talentos algarvios.



Videoclip de um dos temas do álbum “Gangster Mascarado”, filmado em Loulé e no Palácio de Estói.

1001 Praias: Simplesmente... Apaixonante

Apaixonada pela fotografia, e ainda mais pela praia dos Hangares, Rosa Neves enviou-nos lindíssimas imagens desta praia de características marítimas e fluviais. Localizada na ilha da Culatra, é considerada uma das melhores do Algarve, pela qualidade das suas águas e pelo espaço e tranquilidade de que dispõe.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Reinventando a empreita…



A empreita é um tipo de artesanato típico do Barrocal algarvio.

Tradicionalmente era feita pelas mulheres, com palma apanhada no mato, em autênticas “empreitadas” (daí a designação de empreita). De facto, as mulheres juntavam-se e faziam serões a produzir um entrançado que, depois de unido com uma agulha de cobre, dava origem a objetos diversos de uso doméstico, como vassouras, capachos, fruteiras, sacos e até berços para os bebés!



Para produzir as peças são necessárias várias fases importantes. A palma é apanhada e colocada a secar ao sol. Seguidamente é rachada (que significa separar cada fina folha). Depois é demolhada e colocada junto ao enxofre de forma a ficar mais clara. Nesta fase pode ser necessário tingir alguma palma para enfeitar as peças que serão produzidas. Segue-se a execução de um entrançado, que será depois unido com a baracinha (espécie de fio que servirá para coser as tiras de empreita).



Atualmente esta é uma atividade que se está a perder… Mas a Junta de Freguesia de Boliqueime e a artesã Irene Joaquim decidiram reinventar esta tradição dando usos especiais e artísticos à empreita. No Verão de 2011 realizaram um desfile de moda em empreita que deliciou os algarvios e os turistas.
De momento estão já a ser produzidas pela Irene novas peças que esperamos poder ver num novo desfile!






Nota: Imagens do desfile cedidas pela Junta de Freguesia de Boliqueime

1001 Praias: Praia Fluvial de Alcoutim – Pego Fundo

Uma visita ao “Algarve profundo” pode passar também por uma refrescante ida à praia, pois bem no interior da região, a Nordeste, Alcoutim tem uma aprazível praia fluvial – a do Pego Fundo.




Inserida em plena paisagem agrícola rural do Nordeste Algarvio, esta praia fluvial aproveita um bonito pego da Ribeira de Cadavais, afluente do Rio Guadiana. Foram trazidas para aqui areias litorais, claras, invulgares nestas paragens fluviais. A área envolvente encontra-se ajardinada, sobressaindo os choupos, os loendros, as alfazemas e uns fantásticos canteiros com roseiras. As margens do pego estão revestidas por canavial e, aqui e ali, por árvores de fruto. Ao longo da época seca e com a evaporação, o plano de água vai-se tornando exíguo, no entanto a qualidade da água permanece normalmente aceitável durante a época balnear. O local é muito tranquilo e bucólico, com o chilrear da passarada e o tilintar dos chocalhos dos rebanhos como sons de fundo.


Nota:

Acesso viário alcatroado a partir da vila de Alcoutim, atravessando a ponte da Ribeira de Cadavais em direção à sua margem esquerda durante cerca de 500m.

Estacionamento ordenado, com equipamento de apoio (Bar, WC e duches) e vigilância durante a época balnear. Praia Acessível. Orientação: sul/sudoeste.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Vamos descobrir as libélulas e libelinhas?



Sabia que no Algarve se pode observar mais de 80% do total nacional de espécies de libélulas e libelinhas? E sabia que no que toca a estes insetos (Odonata) o Algarve está posicionado ao nível máximo na hierarquia da riqueza de espécies e de endemismos da União Europeia?

Na verdade, como se pode ler em “Libélulas e libelinhas (Odonata) no Algarve”, um ebook do investigador Nuno de Santos Loureiro, das 63 espécies já identificadas em Portugal, 51 ocorrem no Algarve e é possível observá-las por toda a região, entre março e novembro, geralmente sobre rios, ribeiras, charcas, pequenas e médias barragens, entre outros locais.
E para além desta presença quase constante, o Algarve está nas trajetórias das migrações de algumas espécies de Odonata, o que leva a aumentar consideravelmente as suas populações em curtos períodos do ano.

O Algarve apresenta-se assim com uma biodiversidade surpreendente e a observação de libélulas e libelinhas revela um grande potencial tanto do ponto de vista científico como também da fotografia e do turismo de natureza.

Visando contribuir para que o conhecimento e o reconhecimento do interesse destes animais do Algarve possa ser ampliado, Nuno de Santos Loureiro, docente e investigador da Universidade do Algarve, vai falar precisamente sobre “Libélulas e libelinhas” numa palestra integrada no ciclo «Ciência à Conversa», que decorrerá no Centro Ciência Viva de Lagos, sábado, dia 11 de fevereiro, às 15h30. A entrada é livre e esta é uma oportunidade interessante para descobrir mais uma fascinante faceta do Algarve natural.

1001 Praias: Praia dos Salgados

Região portuguesa com o maior número de praias, o Algarve oferece excelentes propostas para férias em família, ao longo do ano. Uma dessas fantásticas opções é a praia dos Salgados. Queres conhecer?



A praia surge na continuação do areal da praia Grande, para nascente da lagoa dos Salgados, que se forma no troço terminal da ribeira de Espiche. Para chegar à praia percorre-se o empreendimento turístico associado ao campo de golfe que se desenvolve marginalmente à lagoa, descendo por uma avenida ladeada por palmeiras altas. O espaço próximo à praia permanece em estado natural: para poente avistam-se as dunas robustas da praia Grande e o amplo espelho de água da lagoa, marginado por densa vegetação e onde se observam sobretudo galeirões e, por vezes, corvos-marinhos a pescar, para nascente são os campos dunares que se alongam, agora mais modestos em altura, mas igualmente ricos em flora e fauna. O areal é muito extenso e com troços muito tranquilos. Atravessando a zona da foz da ribeira de Espiche, que comunica esporadicamente com o mar, é possível fazer o percurso de natureza da praia Grande onde se dá a conhecer a flora e fauna dos campos dunares e da lagoa dos Salgados.




Notas:
A lagoa dos Salgados não está apta para a prática balnear nem para a realização de atividades náuticas.


Acesso viário alcatroado a partir da estrada que liga Albufeira a Pera (EM 526), seguindo a sinalização para a praia no sítio de vale de Parra durante cerca de 2 Km. Estacionamento amplo e ordenado. Equipamento de apoio (restaurante e WC) e vigilância na época balnear. Praia acessível. Orientação: sudoeste.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

E que tal uma laranja?

A laranja algarvia constitui-se como uma verdadeira imagem de marca da região que é, desde os anos 60 do século XX, a principal produtora de citrinos em Portugal, representando cerca de 70% da produção nacional.


Para nós, portugueses, a laranja faz parte do nosso dia à dia e não nos damos sequer ao trabalho de pensar nem nas suas origens, nem no bem ou no mal que nos pode causar a sua ingestão.
No entanto nem sempre foi assim!
A laranja surge na Índia, propagando-se rapidamente a toda a Ásia e é na China que os navegadores portugueses a vão descobrir, trazendo-a para a Europa e divulgando-a junto das cortes europeias e das classes nobres.
De imediato a laranja se torna num produto de sucesso, não só pelo seu sabor, como principalmente pela sua cor. Sim, até essa altura a cor de laranja era desconhecida dos europeus e a laranja torna-se numa espécie cobiçada pela sua cor que começa a ser copiada por todos os bons pintores do século XVI, principalmente os da escola italiana. Os primeiros quadros em que aparece a cor de laranja são todos de origem italiana.
Contudo, são os franceses que acabam por descobrir a sua forma de reprodução e a partir daí, as laranjeiras começam a invadir os jardins de palácios e casas nobres europeias, tornando-se num foco de interesse e de conversa.
O passo seguinte é adaptar os paladares europeus a este novo sabor, que tanto pode ser muito doce ou doce, como até levemente ácido.
Portugueses e espanhóis, na sua época de expansão e colonização doutros continentes levam consigo as famosas laranjeiras, que se adaptam bem a outros climas, nomeadamente na América do Sul e no sul da América do Norte. Atualmente, a produção de laranjas tornou-se numa das principais fontes de riqueza da Califórnia ou da Florida, ou de países como o Brasil e a Argentina.

Quanto a nós, algarvios, a laranja faz parte dos nossos hábitos alimentares e pena é que não se desenvolva a sua produção de modo a aumentar a sua exportação como nos países atrás citados.



A qualidade dos citrinos do Algarve é reconhecida e resulta das condições edafoclimáticas da região, da existência de variedades com bom sabor e aroma agradável e ainda de uma colheita do fruto em adequado estado de maturação.

Por estes dias a laranja está em destaque no Algarve com a realização de eventos nos quais vos sugerimos a participação:

Festa da Laranja, de 7 a 12 de fevereiro, em Portimão (Mercado da Av. S. João de Deus). + informação aqui

Oficina do Gosto Slow – Os Citrinos, 09 de fevereiro , 18h00, em Loulé ( Centro Interpretativo dos Frutos Secos). + informação aqui.


1001 Praias: Praia da Boneca

Situada próximo da ponta da Piedade, esta pequena enseada forma uma espécie de piscina rochosa natural, abrigada por enormes formações rochosas, entre as quais uma a que a imaginação popular atribuiu forma de mulher, baptizando assim a praia da “Boneca”.


De acesso um pouco mais facilitado que a vizinha praia da Balança, para chegar à praia é preciso atravessar exuberantes matos litorais e um pequeno pinhal muito modelado pelo vento, de onde surgem aves como a poupa ou o melro. O caminho segue depois por um desfiladeiro profundo e estreito, escavado pela água na face íngreme da arriba. Aqui e ali subsistem alguns degraus talhados na rocha, as paredes rochosas são abruptas, com cores quentes e pontuadas por pequenas plantas típicas destes ambientes agrestes: pampilho-marítimo, açafate-de-prata e limónio. Já no areal observam-se inúmeros fósseis marinhos na arriba, bem como grandes arbustos de salgadeira. Os passeios de máscara e barbatanas pelas formações rochosas submersas surpreendem o espaço diferente e muito colorido do mundo marinho.


Nota:

O areal é estreito e deverá ser frequentado apenas em situação de baixa-mar. Uma vez que existe a possibilidade de ocorrer desprendimento de pedras, recomenda-se atenção à faixa junto das arribas, bem como precaução ao caminhar sobre o topo das arribas, mantendo uma distância de segurança do rebordo das mesmas.
Acesso recomendado de barco, a partir de Lagos. Acesso pedonal difícil a partir do farol da Ponta da Piedade (cerca de 300m). Sem equipamentos de apoio ou vigilância. Orientação: leste.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Praias algarvias entre as melhores da Europa


O Algarve tem três praias no «Top 25 Praias na Europa», anunciou a rede social TripAdvisor. Albufeira, Alvor e Lagos estão no topo das preferências dos turistas e editores do maior site de viagens do mundo.

As escolhas estão feitas e espelham as opiniões dos utilizadores da TripAdvisor. Os Traveller’s Choice Awards nomearam as 25 melhores praias da Europa, uma lista dominada por praias mediterrânicas que é liderada pela cidade resort de Ayia Napa, no Chipre.

As praias portuguesas representadas no «Top 25» são todas da costa algarvia. «Surpreendentes penhascos de várias matizes» (Albufeira), «enseadas reservadas» (Alvor) e uma «sucessão costeira de lindas praias» (Lagos) encantaram turistas de todo o mundo.

O TripAdvisor gere 18 sites de viagens em 30 países, recebe cerca de 65 milhões de visitantes por mês e oferece mais de 50 milhões de reviews para ajudar a planear as férias dos viajantes.

TripAdvisor «Top 25 Praias na Europa»1. Ayia Napa, Chipre
2. Skiathos, Grécia
3. Protaras, Chipre
4. Mykonos, Grécia
5. Oludeniz, Turquia
6. St. Ives, Reino Unido
7. Alcudia, Spain
8. San Vito lo Capo, Itália
9. Calvia, Espanha
10. Villasimius, Itália
11. Newquay, Reino Unido
12. Bournemouth, Reino Unido
13. Icmeler, Turquia
14. Albufeira, Portugal15. Belek, Turquia
16. Dalyan, Turquia
17. Lindos, Grécia
18. Stalis, Grécia
19. Side, Turquia
20. Playa del Ingles, Espanha
21. Alvor, Portugal
22. Corralejo, Espanha
23. Ios, Grécia
24. Antalya, Turquia
25. Lagos, Portugal




1001 Praias: Praia da Bordeira

A praia da Bordeira situa-se na foz da ribeira da Carrapateira, envolta em dunas e paisagens grandiosas. É extensa, um tanto ventosa, mas convidativa ao lazer. Próximo, encontra-se a formação rochosa do Pontal da Carrapateira, recortada por altas falésias e angras.




Na Bordeira, o negro do xisto interrompe-se para dar lugar a uma arriba de natureza calcária, de cores claras e quentes, abrindo possibilidades à diversificação da vegetação. Na praia, os extensos campos dunares que avançam pelo interior até à povoação da Carrapateira marginam a ribeira da Bordeira, que forma ocasionalmente uma laguna de águas tépidas perto da foz e onde ainda é possível avistar lontras.

São também de assinalar os pinhais dunares de pinheiro-manso, com árvores enormes e antiquíssimas, sendo algumas utilizadas como armazém agrícola dado o diâmetro da sua copa. O areal é vastíssimo, com mais de 3 km de comprimento expostos aos ventos marítimos, e prolonga-se, quase sempre deserto, até à Pedra de Matez, enorme rochedo de tonalidade avermelhada, a norte.

As arribas da Bordeira são famosas pelos seus pesqueiros quase inacessíveis e muito procuradas por diversas aves marinhas, que aqui encontram refúgio.




Notas:

O melhor acesso à praia faz-se através da arriba a sul, que possui um passadiço a partir do parque de estacionamento, sendo depois necessário atravessar a ribeira a pé (a profundidade é muito baixa). Pode-se fazer praia ao longo da ribeira, mais aconselhável quando a comunicação com o mar está ativa e na maré cheia.

Acesso viário através da entrada norte da Carrapateira, seguindo a direção da praia, que se situa a cerca de 2,5 km. O caminho começa por ser alcatroado, mas finaliza em terra batida. Estacionamento não ordenado, sem equipamentos de apoio mas com vigilância durante a época balnear. Orientação: noroeste/norte.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Roteiro por Monchique

A diversidade da Natureza é, definitivamente, uma das maiores riquezas do Algarve! Foi este o mote que levou a RTP a rumar ao sul, subir a serra de Monchique e fazer uma reportagem fantástica sobre esta região.

Monchique é um jardim de espantosos cenários, cuja flora é singular no panorama algarvio. Surge a noroeste da região com ribeiros a escorrer pelas escarpas, cumes onde cresce o medronheiro, onde se erguem carvalhos, pinheiros e castanheiros.

É um recanto de clima suave e vegetação exuberante, a pedir uma estadia nas seculares termas e uma subida ao pico da Fóia, local mais alto do Algarve e um miradouro natural que abarca desde o Alentejo ao infinito horizonte marítimo.

Com esta reportagem, ficamos com um cheirinho a serra e com a certeza de que no Algarve há lugares a visitar com vagar, sentindo as cores, os sabores e os cheiros da diversidade.


1001 Praias: Praia do Porto de Mós

Associando-se a esta onda de divulgação das praias do Algarve, o António Rodrigues enviou-nos uma fotografia da praia do Porto de Mós, em Lagos.

Achamos que é uma boa inspiração para o fim de semana que se avizinha…



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Dia Mundial das Zonas Húmidas

Hoje é o Dia Mundial das Zonas Húmidas, designado pelo Comité Permanente da Convenção Ramsar, em comemoração da assinatura sobre Zonas Húmidas em Ramsar, Irão, em 1971 (Portugal assinou a Convenção a 09 de outubro de 1980).


Para 2012, o tema escolhido para o Dia Mundial das Zonas Húmidas é o Turismo em zonas húmidas: uma grande experiência.


A diversidade da natureza é, definitivamente, uma das maiores riquezas do Algarve e, por isso, não poderiam deixar de integrar os sítios Ramsar a ria Formosa, a ria de Alvor e o sapal de Castro Marim.


O Parque Natural da Ria Formosa é um sistema lagunar único e em permanente mutação, devido ao contínuo movimento de ventos, correntes e marés. Este presente da natureza, com cerca de 18 mil hectares, faz a transição entre a terra e o mar ao longo de 60 km do sotavento litoral algarvio. O flamingo, a águia de asa redonda, a galinhola e o guarda-rios são as espécies de aves mais habituais, mas o símbolo do parque é o caimão-comum ou galinha-sultana, uma espécie rara que, em Portugal, existe e reproduz-se exclusivamente nestes lagos.



A ria de Alvor é um dos espaços escolhidos por diversas espécies de aves para nidificar e onde se pode seguir a incrível beleza do seu voo. Aninhada entre Portimão e Lagos, é a mais importante zona húmida do barlavento algarvio, um complexo lagunar que abrange 1400 hectares, formado por sapal e dunas, que fazem da ria um observatório de aves privilegiado.



A Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António é um habitat natural para um elevado número de espécies e abriga, durante todo o ano, 153 espécies diferentes, que incluem flamingos, cegonhas, alfaiates, pilritos, borrelhos e pernas vermelhas. Formada por sapais, salinas e esteiros, com zonas secas de xistos, grés vermelho, areias e arenitos esta reserva é ainda um paraíso botânico devido à grande riqueza da flora, que conta com mais de 400 tipos de plantas.



A prática de atividades turísticas em zonas húmidas proporciona benefícios a nível local e nacional para as pessoas e para a vida selvagem, que vão desde o fortalecimento das economias até aos meios de vida sustentável, populações saudáveis e ecossistemas prósperos. Pelo menos 35 por cento dos sítios Ramsar em todo o mundo experimentam algum grau de atividade turística, e essa percentagem mantém-se igual em todas as regiões. No entanto, o turismo é apenas um dos múltiplos serviços prestados pelas zonas húmidas. Ao garantir boas práticas de gestão turística, dentro e em redor das zonas húmidas, e educando os turistas para o seu valor, contribuímos para a saúde das zonas húmidas e para os benefícios a longo prazo que estas trazem para as pessoas, vida selvagem, economia e biodiversidade.


Curiosidade:
Muitas são as definições para o termo “Zonas Húmidas”. No entanto, a Convenção sobre Zonas Húmidas adotou uma extremamente ampla, considerando-as “áreas de sapal, paul, turfeira ou água, sejam naturais ou artificiais, permanentes ou temporários, com água que está estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo águas marinhas cuja profundidade na maré baixa não exceda os seis metros”. A última revisão à convenção acrescenta ainda que estas zonas “podem incluir zonas ribeirinhas ou costeiras a elas adjacentes, assim como ilhéus ou massas de água marinha com uma profundidade superior a seis metros em maré baixa, integradas dentro dos limites da zona húmida”.

1001 Praias: Praia da Armona

Vamos hoje a caminho da ilha da Armona, situada em pleno coração da Ria Formosa, a apenas 15 minutos de barco, partindo de Olhão. Desde sempre – mesmo antes do aparecimento do turismo como o conhecemos –, a ilha da Armona é, há muitas gerações, local de veraneio das famílias olhanenses…




A praia situa-se no extremo poente da ilha da Armona, nas proximidades da Barra Grande e do pequeno povoado de pescadores e mariscadores, e mais uma vez é preciso atravessar os labirintos de areia e vasa da Ria Formosa para a alcançar.

Existe nesta Ilha um parque de campismo e é possível contar com eficientes apoios locais para realizar diversas atividades náuticas. A barreira arenosa é consistente e muito larga, o areal é a perder de vista e estende-se para nascente, até à praia da Fuzeta, proporcionando momentos de tranquilidade a quem gosta de fazer caminhadas ou tem um barco particular. Os bancos de areias junto da barra delimitam deliciosas piscinas naturais.

Também aqui se pode observar a flora rica e aromática dos campos dunares, bem como gozar os ventos mornos de leste e apreciar os tons invariavelmente fogosos do pôr do sol.




Notas:
As correntes junto à barra são normalmente muito fortes, sendo necessária cautela.

Acessos de barco (carreiras regulares) a partir de Faro, de Olhão e da Fuzeta. Diversos equipamentos de apoio (Restaurantes e WC) e vigilância durante a época balnear. Orientação: sudeste.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Vamos percorrer a Via Algarviana?

A Via Algarviana é uma grande rota pedestre que liga Alcoutim ao cabo de São Vicente numa extensão de 300 Km, na sua maioria instalados na serra algarvia. Percorrida a pé, são 14 dias de paisagens, lugares, aldeias, hortas, cheiros e cores variadas. Aqui há, definitivamente, um outro Algarve para descobrir!




Podendo escolher os troços que mais interessam, e percorrê-los ao nosso ritmo, vai-se passando por zonas de produção de cortiça, aldeias típicas e apreciando a vegetação, onde não faltam os cheiros a alecrim, rosmaninho, funcho, tomilho, esteva e urze, as árvores e arbustos como medronheiros, figueiras, amendoeiras, alfarrobeiras e sobreiros, que fornecem a matéria-prima para os doces e licores típicos do Algarve.



Os percursos começam e acabam em localidades com alojamento e restauração, tudo pensado para o bem-estar dos caminhantes e amantes da natureza.
Para não descurar a preservação dos trajetos que integram a Via Algarviana, será organizada uma ação de voluntariado para manutenção do setor 9 – São Bartolomeu de Messines a Silves – no próximo dia 12 de fevereiro. Quem estiver interessado em participar, deverá inscrever-se para o e-mail lbom@almargem.org.
E para os que não querem perder a oportunidade de conhecer esta grande rota, a 5.ª travessia da via vai ser efetuada em breve, no sentido do cabo de São Vicente a Alcoutim. Ficam as datas:

24 de março a 06 de abril – modalidade pedestre
27 de março a 06 de abril – modalidade pedestre com burros de carga
02 a 06 de abril – modalidade de BTT

1001 Praias: Praia de Vilamoura

Praia inserida num dos maiores empreendimentos turísticos e residenciais da Europa, cujo espaço público é, desde Novembro de 2011, totalmente certificado no que se refere à Qualidade e ao Ambiente.



A acolhedora praia de Vilamoura situa-se entre o molhe nascente da Marina e a doca da vila de Quarteira, enquadrada por um dos maiores empreendimentos turísticos e imobiliários da Europa. A antiga Quinta de Quarteira foi assim transformada num enorme e ajardinado complexo de lazer, onde para além do golfe, que aqui é o desporto rei, o visitante tem à disposição um casino, um centro hípico, um clube de tiro, pistas de corta-mato, ciclovias, campos de ténis e squash, galeria de arte, pequenos cruzeiros e ainda a Marina com um plano de água repleto de barcos luxuosos e uma sofisticada envolvente de esplanadas e lojas.
Vilamoura prima ainda pelas suas valências ecológicas. No Parque Ambiental, que abrange o troço final da Ribeira de Quarteira, podem ser observadas mais de 100 espécies de avifauna entre os densos caniçais daquela zona húmida. Já no Museu e Estação Arqueológica Cerro da Vila é possível fazer uma viagem imaginária por uma vila piscatória romana do séc. I.





Nota:

Acesso pedonal a partir de Vilamoura (sinalizada na EN 125). Estacionamento ordenado e amplo. Diversos equipamentos de apoio (restaurantes, WC e outros) e vigilância na época balnear. Praia Acessível. Orientação: sudoeste.