segunda-feira, 5 de março de 2012

Imagens do Turismo do Algarve na BTL

O destino «Algarve» brilhou uma vez mais na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL’12), que decorreu até ontem na FIL. Uma das novidades apresentadas pela Entidade Regional de Turismo foi precisamente a iniciativa «As 1001 Praias do Algarve», a decorrer neste blogue, que diariamente divulga online as praias algarvias.

Para surpresa do público e de alguns convidados especiais – entre os quais o ministro da Economia e a secretária de Estado do Turismo – a aposta do Turismo do Algarve foi no segmento do turismo de natureza, com o lançamento de um «Guia de Observação de Aves» e de três roteiros sobre os «Segredos do Algarve Rural».

Veja as melhores fotos do evento.




Atendimento 5 estrelas

Perspetiva do stand Algarve



Outra vista do espaço

Ministro da Economia visita o expositor do Turismo do Algarve

Secretária de Estado do Turismo delicia-se com doces regionais algarvios



Presidente do Turismo do Algarve apresenta o novo «Guia de Observação de Aves»

1001 Praias: Praia da Arrifana

O acesso à praia da Arrifana é feito por uma calçada íngreme e sinuosa, mas vale bem a pena… os amantes do surf que o digam! Esta praia nasce numa bonita enseada em forma de concha, abrigada da fria nortada e das ondulações de norte, onde existe um núcleo piscatório. O areal é comprido mas estreito e encontra-se marginado por altaneiras arribas de tom negro, com destaque para a Pedra da Agulha, um leixão com uma forma particular que se tornou um ícone da costa sudoeste. Existem boas condições para a prática de mergulho no extremo norte da praia, sendo também esta uma das praias de eleição para a prática do surf e bodyboard. A vista panorâmica da fortaleza da Arrifana, atualmente em ruínas, é deslumbrante. Mais a norte, na Ponta da Atalaia, famosa pelos seus percebes, existem vestígios de um Ribat muçulmano, um convento-fortaleza de grande valor arqueológico. Notas:
O acesso pedonal à praia é algo íngreme.

Acesso viário alcatroado a partir da entrada sul de Aljezur (EN 120), seguindo no sentido da Arrifana, que se situa a cerca de 9 km. Não é possível estacionar junto à praia, apenas deixar passageiros, o estacionamento processa-se no topo da arriba. Equipamentos de apoio (restaurante e WC) e vigilância durante a época balnear. Orientação: sudoeste.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Guia de Observação de Aves no Algarve

O Turismo do Algarve apresentou ontem, na Bolsa de Turismo de Lisboa, a sua mais recente publicação: o «Guia de Observação de Aves no Algarve».

Este guia pretende ser um simples e eficiente instrumento de campo para todos os que gostam de observar aves no seu meio natural. Está organizado de forma a facilitar o encontro com as espécies mais interessantes da região e/ou o maior número delas, expondo um conjunto de informações úteis sobre como aceder aos locais, as melhores épocas do ano, dicas específicas para cada sítio, etc. São propostos 22 itinerários, inseridos em 9 principais zonas a visitar, organizados de este para oeste. Existe ainda um décimo roteiro, dedicado à observação de aves marinhas em alto mar, sem itinerários específicos, apenas com indicação dos sítios onde se iniciam as viagens de barco especializadas para esse propósito.


Cada local é acompanhado de um mapa e de uma descrição de como lá chegar, das espécies mais interessantes que ali ocorrem e de várias dicas específicas sobre a melhor forma de o visitar. No final, existem ainda contactos úteis para o visitante, incluindo números telefónicos de emergência médica e de segurança civil, bem como de páginas na internet com indicações de alojamentos, restaurantes e empresas especializadas em birdwatching.

Não sendo um guia de campo convencional, pretende ser um bom acompanhante de viagem ao Algarve e uma boa ajuda para proporcionar momentos inesquecíveis de observação de aves e encontro com a natureza.

Curiosidade:
O Turismo Ornitológico, inserido no Turismo de Natureza, regista adesão muito significativa, em parte devido ao facto de o Algarve ter importantes hot spots para a observação de aves, de entre os quais se destacam o sapal de Castro Marim, a ria Formosa e a lagoa dos Salgados.

1001 Praias: A(s) minha(s) praia(s)

Hoje não se consegue falar de uma praia só, mas das muitas preferidas de Luisa Correia. Partilhem também as vossas porque elas têm lugar aqui todas as sextas-feiras.



São mais que uma mas é com todas elas que faço para mim uma praia só. Escolho-as para estender a toalha e escolho-as para caminhar. Gosto de caminhar areal fora, na maré baixa. Levo de um lado a imensidão do mar e do outro a cor quente das falésias. Gosto do azul atlântico que bordeja o horizonte. Gosto dos verdes mediterrânicos do pinheiro manso e das piteiras que crescem nas arribas. Gosto da areia macia e da espuma das ondas.

Quilómetros e quilómetros de praia que marco passo a passo. Desde a Falésia de Vilamoura que na verdade se chama Rocha Baixinha Leste, passando pela praia dos Tomates que na verdade se chama Rocha Baixinha Oeste, pela praia da Falésia, até à praia do Barranco das Belharucas, a caminhada enche-me os pulmões de ar puro e os olhos de beleza.






quinta-feira, 1 de março de 2012

Entre a terra e o mar: uma visita aos faróis algarvios

Quem é que já subiu ao alto da torre de um farol? Para todos os que responderam «eu não», aqui fica a sugestão de espreitarem o interior dos seis faróis da costa algarvia abertos a visitas e de ouvirem os relatos dos faroleiros que todos os dias ajudam a indicar o caminho aos navegantes. Uma viagem em terra mas com os olhos postos no mar é o que propomos então hoje.



Farol de Santa Maria (fonte: Marinha Portuguesa - Direção de Faróis)


Os faróis do Cabo de São Vicente (Sagres), Ponta da Piedade (Lagos), Alfanzina (Portimão), Ponta do Altar (Ferragudo), Santa Maria (Olhão) e Vila Real de Santo António são as torres luminosas do Algarve que podem ser percorridas pelos turistas e pelos curiosos do mundo da navegação costeira.

Estas sentinelas silenciosas que alertam para o perigo de encalhe podem ser vistas de perto desde novembro do ano passado num programa que inclui três visitas diárias gratuitas, às quartas-feiras, com início às 14h00, 15h00 e 16h00.

Além dos amplos ângulos de visão que proporcionam, com grandiosas panorâmicas sobre a terra e o mar, estas estruturas também têm histórias para contar. Sabiam, por exemplo, que o farol da Ponta da Piedade foi erguido em 1913 no local de uma antiga ermida? E que por este motivo a sua construção não foi pacífica, tendo os habitantes da zona manifestado o seu desagrado pela demolição da capela de Nossa Senhora da Piedade?

Ouçam estas (e outras) histórias e deixem-se envolver pela ótica e pelas técnicas de orientação dos faróis do Algarve.


Farol de Vila Real de Santo António (fonte: Marinha Portuguesa - Direção de Faróis)



Curiosidade:
Os faróis algarvios foram visitados por quase 400 pessoas em apenas dois meses, segundo os últimos dados da Marinha Portuguesa – Direção de Faróis, que ainda não incluem fevereiro.

1001 Praias: Praia de Cacela Velha

Acompanhem-nos hoje a uma praia que ficará para sempre na vossa memória...

A praia situa-se na Península de Cacela, que delimita a Ria Formosa a Nascente. É assim possível chegar até aqui a pé, através da Manta Rota, mas o acesso preferencial é de barco, a partir do Sítio da Fábrica em Cacela Velha, não existindo porém qualquer cais de embarque nem carreiras regulares. Cacela Velha está rodeada por pomares de sequeiro que se estendem em colinas suaves até ao sapal. A povoação cresceu em torno duma nora medieval e oferece uma magnífica vista altaneira para a ria, junto ao Forte D. Paio Peres Correia. Atravessado o braço de ria, com os seus inúmeros viveiros de ostra e de amêijoa, o visitante depara-se com uma fina língua de areia, deserta e selvagem, que se estende até à Praia da Manta Rota. É na mais completa tranquilidade que se pode contemplar a rica flora dunar desta barreira arenosa, apenas interrompida nos locais onde o mar teima em galgar a muralha natural, e as inúmeras aves que nas dunas procuram refúgio e alimento, como os borrelhos, os garajaus, as andorinhas do mar, as gaivinas ou as chilretas.

Notas:
De modo a contribuir para a preservação do local, o cordão dunar deverá ser atravessado utilizando os passadiços existentes.

Acesso de barco a partir do Sítio da Fábrica em Cacela Velha (sinalizada e a cerca de 1.5 Km da EN 125).

Estacionamento ordenado mas pequeno.

Sem equipamentos de apoio ou vigilância. Orientação: Sudeste.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Travessia do Algarve em bicicleta

A Ecovia do Algarve vai ser palco, de 22 a 25 de março, de uma travessia em bicicleta. Se está interessado em participar contacte já a organização, pois a data limite das reservas termina hoje, 29 de fevereiro.

Ao longo de 4 dias os participantes irão percorrer 240 Km, na maior parte em terra batida mas atravessando também zonas urbanas.




No primeiro dia percorrerão 31,3 Km, de Vila Real de Santo António a Tavira; no segundo dia farão 64 Km, correspondendo à 2ª etapa, Tavira/Quarteira; para o terceiro dia estão destinados 21,4 Km, de Quarteira a Albufeira e ainda 67,8 km, de Albufeira a Lagos; por fim, no quarto e último dia, os participantes irão pedalar 55,3 Km, fazendo a ligação final entre Lagos e o Cabo de São Vicente.

A organizadora desta travessia, Montes e Vales, marca registada da empresa Nómadas - Turismo de Aventura, Lda., salienta que a Ecovia do Algarve “é um percurso fantástico, que em percursos mais extensos constitui um desafio considerável e que permite bastante liberdade individual e ao mesmo tempo também dá a possibilidade de uma excelente actividade em grupo".

Contactos:

geral@montesevales.com
Tlm. 914 794 553
http://www.montesevales.com

1001 Praias: Praia da Marinha

Uma sucessão de pequenas e tranquilas praias que podem ser atingidas pelo litoral através das rochas e dos túneis naturais levam-nos à Marinha, já considerada uma das cem praias mais bonitas do mundo pelo Guia Michelin


Uma extensa mas suave escadaria dá acesso a uma pequena enseada, e só avançando até à linha da arriba o visitante se depara com o areal que se alonga para Poente. Arribas calcárias de tons quentes, muito fraturadas e fissuradas, envolvem a praia, gerando uma diversidade notável de curiosos modelados rochosos: arcos, grutas, leixões e algares (poços naturais, aqui visíveis apenas do topo da arriba).

Também a diversidade de habitats marinhos é assinalável: os ambientes rochosos abrigam anémonas, ouriços e estrelas-do-mar, camarões, cavalos-marinhos e cardumes de sargos, safias, bodiões ou peixes-rei. Já o campo de ervas marinhas mais ocidental da costa Algarvia esconde peixes juvenis e os curiosos polvos e chocos.

É possível realizar aqui um percurso de natureza subaquático, acessível de máscara e barbatanas ou com escafandro autónomo. De volta a terra firme, deixe-se seduzir pelos campos de orquídeas que florescem na primavera, visíveis nas imediações do parque de merendas no topo da arriba.




Notas:
Uma vez que existe a possibilidade de ocorrer desprendimento de pedras, recomenda-se atenção à faixa junto das arribas. Mantenha-se afastado dos locais interditos.

Acesso viário alcatroado a partir da EN 125, virando para sul junto à Escola Internacional do Algarve e seguindo as indicações para a praia, que fica a cerca de 4,5 Km da EN 125.

Estacionamento amplo e ordenado. Equipamento de apoio (restaurante e WC) e vigilância na época balnear. Orientação: sul.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Na Rota da Cortiça

Porque no Algarve há muito por desvendar, porque a história da cortiça em Portugal está intimamente ligada a São Brás de Alportel (concelho algarvio onde se fabricam as melhores rolhas do mundo) e ainda porque o sobreiro foi recentemente instituído como Árvore Nacional de Portugal, hoje aconselhamos uma visita à Rota da Cortiça.




O sítio oficial da rota ensina os visitantes a irem ao encontro do «admirável mundo da cortiça», aguçando-lhes a curiosidade:

«A visita tem início no Museu do Trajo de São Brás de Alportel, numa sala onde se pode ter uma panorâmica geral de toda a Rota e da cultura organizada em torno da cortiça. Segue-se um rápido passeio pelo centro histórico da vila. Partida para a Serra do Caldeirão, ao encontro dos sobreirais, das pilhas de cortiça e das espécies animais e vegetais próprias desta área. Pelo caminho visitam-se as aldeias pitorescas do barrocal, com as suas hortas e pomares de sequeiro. No regresso, paragem numa destilaria de medronho e licores, muito características da serra, ou numa fábrica de doces tradicionais. Retoma-se a fileira da cortiça para conhecer algumas fábricas tradicionais de preparação e produção de rolhas, onde ainda se trabalha à maneira de antigamente. Visita a uma fábrica onde desponta a mais alta tecnologia, especializada na produção de discos para as rolhas de champanhe. Além das rolhas, haverá a oportunidade de encontrar uma gama original de produtos à base de cortiça colocada à venda numa loja da vila. E se quiser aprofundar os seus conhecimentos acerca do sector corticeiro, poderá consultar o Centro de Recursos e participar nos debates.»

Com circuitos feitos à medida do tempo e das várias faixas etárias, será um prazer mergulhar nesta aventura!

1001 Praias: Praia dos Pescadores

Com areal branco e fino, a Praia dos Pescadores localiza-se no centro da cidade de Albufeira…



A Praia dos Pescadores surge na continuação do Peneco, numa área mais baixa em que a arriba se interrompe, estando delimitada a nascente pelo cais de embarque. Fazendo justiça à longa tradição piscatória de Albufeira, esta praia encontra-se em grande parte reservada às coloridas e ornamentadas embarcações de pesca, embora sejam também muitas as embarcações que daqui partem para as visitas turísticas às grutas e algares da região. A concessão balnear está assim limitada ao troço poente da praia.

A envolvente é urbana: Albufeira dispõe-se em anfiteatro sobre o mar e os alicerces do casario luminoso parecem diluir-se na rocha em que são talhadas as arribas. A vegetação corta os tons amarelados das paredes rochosas e é composta pelos elementos típicos destes ambientes marinhos, sobretudo salgadeiras e barrilhas, que crescem profusamente nas vertentes muito fissuradas. Para trás do areal surge uma ampla zona comercial com inúmeros bares e restaurantes. A praia é muito frequentada, dado o seu caráter urbano e a sua utilização como núcleo piscatório.


Nota:
Acesso viário alcatroado pelo interior de Albufeira, ou acesso pedonal a partir da parte central da cidade. Estacionamento amplo e ordenado. Equipamentos de apoio (restaurantes e WC) e vigilância na época balnear. Orientação: sudoeste.



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Os vinhos do Algarve estão de parabéns!

Pelo 15.º ano consecutivo, a «Revista de Vinhos» premiou em fevereiro os melhores vinhos portugueses, bem como as personalidades, empresas e instituições ligadas à área de vinhos e gastronomia que mais se distinguiram em 2011.

Este evento, já conhecido como os «Óscares do Vinho em Portugal», consagrou os «Melhores do Ano» de 2011 no Campo Pequeno, em Lisboa. E este ano os vinhos algarvios «Onda Nova Reg. Algarve Alicante Bouschet, tinto 2009» da Adega do Cantor, em Albufeira, e «Marquês dos Vales Grace Reg. Algarve Viognier, branco 2010» da Quinta dos Vales, em Lagoa, ganharam o prémio de melhor vinho do Algarve, mostrando que esta região tem sabores magníficos que merecem ser consagrados.


Sobre a Adega do Cantor

A Adega do Cantor tem nome próprio e explicação simples: é a adega de um cantor – Sir Cliff Richard. Situada na Guia, em Albufeira, produz o vinho a partir das três quintas em seu redor: a Quinta do Moinho, a Quinta do Miradouro e a Quinta Vale do Sobreiro.

A Adega do Cantor fornece variados vinhos à região algarvia, mostrando ao público a arte da produção dos mesmos através de visitas guiadas.

NOTA: Visitas às vinhas e à adega sujeitas a marcação. As provas também só acontecem mediante reserva. Vendas de vinho e de merchandising no local. Horário: de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00.



Sobre a Quinta dos Vales

Situada em Estômbar, Lagoa, esta é uma histórica quinta produtora de vinho e fruta. A propriedade familiar tem quase 50 hectares, 18 dos quais ocupados pela vinha. Dela saem vários rótulos, produzidos sob a supervisão de enólogos altamente profissionais.

A Quinta dos Vales conta ainda com uma área reservada a animais. Porcos pretos, javalis selvagens, ovelhas, póneis, patos, gansos, coelhos, pássaros e um grupo grande de cervos nidificam aqui, onde ainda há um espaço reservado à arte, através de esculturas de quatro metros expostas ao longo da propriedade.

NOTA: Visitas guiadas, degustação de vinhos e provas de vinhos por marcação. Vendas de vinhos, de peças de arte e de merchandising no local. Horário: segundas, quartas e alguns sábados (confirmar antes), das 14h00 às 18h00.



Conheça estes e outros vinhos algarvios aqui.

1001 Praias: Praia da Salema

Na costa meridional do concelho de Vila do Bispo encontra-se a simpática praia da Salema onde, para além da prática balnear, se pode mergulhar na história natural da região partindo à descoberta das pegadas de dinossauros ali existentes.




A praia está inserida na povoação da Salema, pequena vila piscatória, e funciona como porto de pesca, estando o troço central da praia ocupado por embarcações e pelas respetivas artes de pesca, como o covo ou o aparelho de anzol. Aqui é possível observar o regresso dos barcos à praia depois da faina e petiscar o polvo, a moreia ou o sargo, nos restaurantes da povoação.

Na Salema existem também ruínas de uma “villa” romana e de uma fábrica de conservas de peixe, o que testemunha a longa tradição piscatória do local.

A praia tem um bonito passeio marginal e esplanadas sobre o mar. Para nascente torna-se mais selvagem e tranquila, e podem-se observar, nas paredes rochosas da arriba, pegadas de dinossauros bípedes carnívoros, que povoaram esta região há cerca de 140 milhões de anos.




Nota:
Acesso pedonal na povoação da Salema (sinalizada na EN 125). Estacionamento ordenado, com diversos equipamentos de apoio (restaurante e WC) e vigilância na época balnear. Praia Acessível. Orientação: sul, sudeste.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Petição a favor do convento de São Francisco em Portimão

Fonte: RADIX - Ministério da Cultura

O convento de São Francisco, em Portimão, também conhecido por convento de Nossa Senhora da Esperança, é uma construção de 1541, em estilo maneirista, que serviu de residência aos Padres Observantes até ao terramoto de 1755, que lhe provocou grandes danos, obrigando a comunidade religiosa a fixar-se na igreja do Corpo Santo.

A igreja também viria a sofrer um grande incêndio posteriormente, tendo todo o conjunto conventual ficado devoluto até 1911, data em que José António Júdice Fialho, grande industrial conserveiro de Portimão, se apropria dos imóveis, convertendo-os em armazéns destinados à indústria conserveira.

Mas esta propriedade privada, considerada de interesse público desde 1993, ainda não foi vendida, pelo que o seu estado de conservação se tem vindo a deteriorar ao ponto de se temer a sua total ruína.

Foi esta situação que levou um grupo de cidadãos portimonenses a criarem uma petição online para a recuperação total do conjunto arquitetónico, como fator de promoção turística, e para a sua utilização como museu, centro cultural ou até como pousada ou sede de um serviço público.

Esta petição online recolheu já centenas de assinaturas e pode ser consultada aqui.

1001 Praias: A fotogénica praia de Odeceixe

Já aqui falámos dela. E agora voltamos pela voz (e pelos cliques) de Armando Correia, que decidiu partilhar connosco as fotografias que tirou à praia de Odeceixe, em Aljezur, num final de tarde de agosto. Esta praia extensa, cortada pela foz da ribeira de Seixe, é apetecível nas férias por ser tranquila – conta-nos Armando Correia – e pelo seu amplo horizonte de mar, aqui captado com a luz de um pôr do sol. É mesmo fotogénica, não acham?







quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Ria Formosa: o mais extenso sistema lagunar de Portugal...


A mais extensa zona húmida de Portugal, a ria Formosa, está a ser alvo de um estudo promovido pela Universidade do Algarve que permitirá conhecer melhor o fundo marinho e a cronologia da sua formação.

Este extenso sistema lagunar estende-se pelos concelhos de Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António (desde o Ancão à Manta Rota), abrangendo uma área de cerca de 18.400 hectares (o maior de Portugal).

A ria é constituída por diversos tipos de sedimentos consolidados pela própria vegetação existente (morraça) e integra várias formações geomorfológicas: ilhas-barreira, lagoas, penínsulas, cursos de água, dunas, salinas, entre outras.

Todo este extenso território é incorretamente conhecido como sendo uma ria. Os geógrafos utilizam a designação de “lido” para este tipo de acidente morfológico em virtude de se tratar de uma deposição de detritos proveniente da costa rochosa do barlavento que são transportados pelas correntes marítimas e depositados em áreas de baixa profundidade e não uma área fluvial inundada.

A riqueza de habitats e espécies levou à criação, em 1978, da Reserva Natural da Ria Formosa e, mais tarde, em 1987, à criação do Parque Natural. Em 2010 venceu a categoria de “Zonas Marinhas” do galardão "7 Maravilhas Naturais de Portugal".





1001: Praia de Vale do Lobo

Limitadas por dunas douradas, depois por falésias talhadas pela erosão, na zona central da costa encontram-se os vastos areais das praias mais procuradas de todo o Algarve, como por exemplo a praia de Vale do Lobo.



A praia de Vale do Lobo, rodeada por um complexo turístico de alta qualidade, possui como imagem de marca as arribas ocres e rubras, macias e vulneráveis ao contato das águas doces e salgadas. A erosão vai produzindo profundos ravinamentos na face da arriba exposta às intempéries, resultando em formas naturais muito curiosas. As cores rubras das arribas contrastam intensamente com o branco pérola do areal e com o manto verde profundo e refrescante dos pinheiros mansos, que aqui abrigam os relvados dos campos de golfe no seu subcoberto. O areal é extenso mas algo estreito, o mar avança frequentemente sobre as arribas, deixando a vegetação com as raízes expostas e algumas construções e buracos de golfe em perigo. Por este motivo a praia de Vale do Lobo foi já alvo de duas alimentações artificiais de areia, de forma a ampliar o areal. A oferta de lazer e desportiva é vasta, encabeçada pelo golfe, passando pelo ténis e pelos desportos aquáticos.


Nota:

Acesso viário alcatroado a partir de Escanxinas, na estrada entre Quarteira e Almansil, seguindo na direção de Vale do Lobo durante cerca de 6 km.

Estacionamento ordenado mas limitado. Equipamentos de apoio (restaurantes, WC). Vigilância na época balnear. Orientação: sudoeste.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Hostel algarvio entre os melhores do mundo

Praia da Luz, Lagos

Procura um hostel com vista para a praia? Acaba de encontrar um! Por sinal, um hostel premiado e está em Lagos…

Até há pouco tempo este novo conceito hoteleiro criado para proporcionar estadas económicas estava reservado aos grandes centros urbanos, como Lisboa e o Porto, que têm hostels internacionalmente conhecidos.

Mas agora o Algarve tem um hostel entre os melhores do mundo: o Gold Cost, de Lagos, acaba de ganhar a medalha de prata do Hostelworld «2012 Hoscar Awards» na categoria de Melhor Hostel Sazonal, atrás do Ostello Gallo d’Oro, de Florença (Itália).

O alojamento low cost algarvio foi distinguido com base nas opiniões dos utilizadores do serviço sobre fatores como o caráter, segurança, localização, pessoal, diversão e limpeza daquela unidade.

Localizado no centro de Lagos, o Gold Cost disponibiliza diversos tipos de quartos, colectivos (até 8 pessoas) ou privados, com ou sem ar condicionado. Uma grande cozinha, um terraço e um barbeque são outros dos atrativos do hostel, que tem banda larga gratuita e acesso sem fios.

Hostelworld.com é o maior sítio de reservas de hostels na Internet e oferece alojamentos em mais de 180 países. Marca bandeira do grupo Web Reservations International (WRI), o site foi lançado em 1999 e está disponível em 23 línguas.

Hostel Gold Coast, Lagos

1001 Praias: Praia da Batata


Lagos tem uma série de lindíssimas praias que surgem por entre as rochas, que o mar, a muito custo, rompeu. Hoje selecionámos para si a praia da Batata.



A praia situa-se entre a Praia dos Estudantes e o molhe Poente da Ribeira de Bensafrim, a escassos metros do centro histórico de Lagos, possuindo já características urbanas: grande parte da arriba para trás do areal encontra-se empedrada, com o topo ocupado por uma solarenga praça calcetada, percorrida por um pequeno passeio pedonal. Diversos equipamentos de lazer encontram-se à disposição dos veraneantes. Para além do molhe surge um diminuto areal chamado de Solaria e a Fortaleza da Ponta da Bandeira, mesmo à entrada da barra. O areal exibe muitas reentrâncias e recantos abrigados, como é próprio do desenho deste troço de costa, muito trabalhado pelos elementos. É uma praia bastante frequentada, surgindo na continuação da grande marginal de Lagos que acompanha o percurso entre o mar e a marina dos veleiros e dos pequenos barcos que oferecem passeios pela já batizada Costa d’ Ouro, designação que advém dos tons dourados das arribas deste troço de costa.


Nota:

Uma vez que existe a possibilidade de ocorrer desprendimento de pedras, recomenda-se atenção à faixa junto das arribas.

Acesso pedonal e viário alcatroado a partir da Av. dos Descobrimento em Lagos. Estacionamento ordenado. Diversos equipamentos de apoio (restaurantes e WC) e vigilância na época balnear. Orientação: sudeste/este.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Algarve, a terra dos camaleões. Quer ver?

Nunca é demais lembrar como é rico o património natural do Algarve, como isso representa um excelente atrativo da região e, consequentemente, como é indispensável estarmos atentos à sua proteção. Com esse propósito destacamos hoje o facto do Algarve ser a única região do nosso país e uma das poucas na Europa onde ocorre o camaleão comum (Chamaeleo Chamaeleon), um réptil simpático e algo místico.

Fotografia cedida por António Coelho

O camaleão comum pode ser avistado numa faixa litoral do Algarve que vai desde Armação de Pera a Vila Real de Santo António, sendo que a Mata de Monte Gordo é o local onde se encontra a população mais numerosa desta espécie constituindo-se como habitat prioritário para a sua conservação.

Este animal prefere os locais com dunas, arbustos, matas de pinheiros e eucaliptos, campos de cultivo, hortas e até jardins. Com o seu corpo achatado, cauda preênsil, grandes olhos que rodam a 180º e de forma independente um do outro, o camaleão distingue-se ainda pela sua capacidade de mudar de cor. Trata-se de um fenómeno relacionado com o local em que se encontra, a temperatura ambiente ou a sua necessidade de comunicação.

Fotografia cedida por António Coelho

Este réptil não é venenoso nem causa qualquer mal. Antes pelo contrário já que se alimenta de insetos, esses sim prejudiciais.

O camaleão é essencialmente diurno e podemos vê-lo sobretudo no verão, altura do ano em que ocorre o seu acasalamento. Para além das aves, das serpentes e dos gatos, o homem será possivelmente o seu principal predador. Facto de que se deveria tomar consciência evitando danos decorrentes da atividade humana, nomeadamente das capturas indevidas.

Fotografia cedida pela Quinta do Lago

Quer resida no Algarve ou aqui se encontre em férias, lembre-se que o camaleão é uma espécie protegida. O nosso conselho é de que desfrute da natureza e ao deparar-se com um camaleão, observe-o e leve-o consigo apenas nas suas fotografias e na sua memória.

Pode ficar a saber mais sobre os camaleões do Algarve: aqui e aqui

1001 Praias: Praia de Odeceixe e Praia das Adegas

A praia de Odeceixe divide-se em duas zonas – a praia fluvial e a de mar –, pois a ribeira de Seixe desagua na praia, no meio do areal, marcando a fronteira entre o Alentejo e o Algarve. Um pouco mais a sul, encontra-se a praia das Adegas, oficial para a prática de naturismo.


A estrada para a praia serpenteia durante 3 km ao longo de um vale verdejante, acompanhando a ribeira de Seixe e campos agrícolas que vão sendo progressivamente substituídos pelo sapal. Nas encostas do vale observam-se bosques de sobro que dão lugar, mais perto da praia, a matos litorais ricos em plantas aromáticas e melíferas que adoçam o ar. O casario branco, encaixado na arriba, é essencialmente de veraneio. A praia é uma ampla língua de areia entre o mar e a ribeira que desagua no extremo Norte, onde se formam várias lagoas de águas baixas, apetecíveis para as crianças. É também possível alugar canoas e passear pela ribeira, habitat de animais como a lontra, a garça-cinzenta ou o colorido guarda-rios. As arribas que ladeiam a praia são negras, de xisto, com veios de quartzo pérola, muito estratificadas e fissuradas, a fazer lembrar construções Lego.

A Sul da Praia de Odeceixe, passando os enormes rochedos de recorte curioso que a delimitam, existe uma pequena enseada, a Praia das Adegas, que é uma praia oficial de naturismo. Em situação de maré-cheia, é acessível através de um caminho pedonal que desce pela arriba, junto ao Miradouro.
Nota:

É possível fazer praia ao longo da ribeira de Seixe, recomendado em situação de maré-cheia. A corrente junto da barra pode ser muito forte. O acesso pedonal até à Praia de Odeceixe é bastante íngreme.

Acesso viário alcatroado a partir de Odeceixe (EN 120), seguindo na direção da praia, que se situa a cerca de 3 km. Estacionamento ordenado mas limitado na Praia de Odeceixe, mais amplo mas não ordenado na Praia das Adegas. Equipamentos de apoio (restaurante e WC) e vigilância durante a época balnear. Orientação: Oeste.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Famílias em concerto com a Orquestra do Algarve




O ciclo de concertos promenade da Orquestra do Algarve regressou em 2012, sob o mote “Famílias em Concerto”, permitindo ao público miúdo e graúdo conhecer um reportório composto pelas famílias instrumentais de cordas, madeiras, metais, percussão e o tutti orquestral.

Cada um dos cinco espectáculos deste ciclo é dedicado a um daqueles grupos instrumentais, possibilitando, assim, conhecer os diversos instrumentos de uma orquestra completa com o bónus da qualidade artística da Orquestra do Algarve.

Cada concerto promenade tem duas atuações – uma em Faro (Teatro Municipal das Figuras), às 12h00, e outra em Lagoa (Auditório Municipal de Lagoa), às 16h30 – e conta com a presença da mascote Batuta, que recebe e anima os mais pequenos, com a narração e apresentação de Susana Paixão e muitos passatempos e prémios.

Os domingos de 19 de fevereiro, 18 de março, 22 de abril e 20 de maio vão ser deliciosamente musicais! A não perder, com toda a família!

1001 Praias: As mais belas praias de Lagoa

Roberto Estorninho é fotógrafo amador e decidiu partilhar com o Blog Turismo do Algarve um conjunto de fotografias de praias que registou em dezembro 2011 e janeiro 2012.

Assim, é através da sua objetiva que hoje visitamos algumas das mais belas praias do concelho de Lagoa.

Tal como o fotógrafo nos explica, nem todas são de uso balnear, mas o seu recorte paisagístico é digno de ser partilhado. Sem dúvida!, dizemos nós.


Praia da Cova Redonda



Praia Vale Covo



Praia do Molhe



Praia Padre Vicente

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Algarve Visionário, Excêntrico e Utópico

“Ilhas” é o título da série de fotografias criadas pelo fotojornalista algarvio Vasco Célio para a exposição “Algarve Visionário, Excêntrico e Utópico”. Até ao próximo dia 23 de fevereiro não deixem de visitar a exposição, patente no foyer do Auditório Municipal de Olhão, e de apreciar a beleza ímpar da ria Formosa!

Segundo o curador da exposição, Nuno Faria, “Vasco Célio nunca perde o sentido e a coerência do conjunto de imagens, produzindo sentido a partir das relações que entre elas se vão tecendo, estabelecendo uma tonalidade predominantemente monocromática e uma luz filtrada e velada, que acentuam a ambiência de suspensão, como se ali o tempo estivesse permanentemente adiado, em espera, e se os gestos a que os objetos dão corpo fossem só maneiras de marcar essa duração.”




Nuno Faria refere ainda que “Ilhas” remete para a ilha da Culatra, “um território específico que integra o belo e sempre cambiante «arquipélago» que é a ria Formosa”, “um lugar de um magnetismo intenso e único, com uma luz irrepetível e irreproduzível”.

O conjunto de imagens apresentado na exposição, nas palavras do curador, “revela um território com dinâmicas muito próprias, cuja insularidade e isolamento ajudou a criar peculiares processos de acumulação, de disposição e de combinação que podem ser entendidas como práticas escultóricas espontâneas completamente singulares.”